PLATITUDE MULEZINHA SÓ PRA MUDAR DE POST ANTES QUE MUDE O MÊS

ou MAKE-UP, FAKE-UP

Li há algumas semanas, e não me lembro mais onde, que homem não gosta de mulher maquiada. Achei engraçado, até porque sempre percebi - mas nunca entendi - que a maioria dos homens na verdade nem sabe o que é maquiagem (basta ver a quantidade de mulher marromeno que é considerada bonita e gostosa porque só anda 100% montada, produzida e vestida pra festa 18h por dia). Mas aí me toquei de que, na verdade, eles não gostam é da parte tátil da coisa, ou seja, de escorregar no gloss, sujar as roupas e o rosto (ou a barba) no batom e no blush, dar de cara com um guaxinim molhado no final de um filme triste e outros desconfortos similares. E eu até entendo, porque também demorei a me acostumar com batom e até hoje, quando me esqueço que estou usando algum, me assusto, achando que sangrei no guardanapo. Além disso, por alguma razão tenho um certo nojinho daquela mancha gordurosa que o batom deixa onde passa. Vai ver elas me lembram de carimbinhos de outro modelo em outro tipo de papel, hahahaha. Foi por isso que eu e fiquei desolada quando a Bourjois tirou de circulação suas canetinhas Bons Baisers de Paris, uma espécie de "tinta" à base d'água para os lábios, que não grudava, não deixava gosma e parecia supernatural, como se você simplesmente tivesse acabado de dar uns bons beijos (como o nome diz) ou levado algumas mordidinhas, e ficado com a boca vermelhinha. Mas agora – “agora” porque eu sou lenta, na verdade já faz um tempinho - descobri que eles lançaram um substituto à altura : é o rouge hi tech, que vem em várias cores - o Bons Baisers só tinha 4 - e tem o mesmo efeito, com um pouco mais de conteúdo e menos de preço. Quem fizer muita questão de uma hidratada extra, ainda pode passar um brilho ou hidratante por cima (o Whip Stick da Lush, por exemplo, é perfeito pra isso – e tem cheirinho de chocolate, nham). Agora, com meu rímel plástico e esse batom (e um pingo do blush líquido da Natura, mas este só quando estou com muita paciência, o que é raro), parece que posso ficar sempre relativamente bem maquiada sem sujar meu gatim, e convencendo os mais desavisados de que sou naturalmente corada, boquirrubra e pestanuda. E o melhor é que, além de tudo, esses produtinhos mágicos ainda rendem todo um post enchedor-de-linguiça (hëh) em que eu posso fazer de conta que só estou numa fase fútil, sem ter que confessar que ultimamente eu ando mesmo é deprimida, derrotada e cansada da vida.



Escrito por Cynthia às 00h37
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QUERIDO DIARINHO...

Este ano não escapei de fazer pelo menos uma peça para o famigerado dia internacional da mulher. O outro redator já tinha feito algumas opções, mas o atendimento quis meu “toque feminino” no material, hohoho. Mal sabe ele que, nos meus 25 anos de profissão, todas as vezes que um job pedia um criativo de personalidade meiga, doce, feminina, carinhosa e melosa, eu passava o serviço para o redator macho mais próximo, já que normalmente homens é que são bons nisso de conversa pra boi dormir e pra enganar trouxa. Meu “talento”, se é que eu tenho algo parecido com isso, sempre pendeu pro lado do humor, do “acorda, mané”, do tapa na nuca ou do sarcasmo. (E já que eu falei isso, aproveito pra confessar mais uma coisa anti-mulherzinha: eu ODEIO tudo o que é cor-de-rosa com todas as forças do meu negro coração. Até as rosas-rosas, quer dizer, as flores, pra mim só valem se forem amarelas ou no máximo Ambiance – aquelas meio salmão com as bordas das pétalas avermelhadas, como se estivessem pegando fogo.) Agora tô curiosíssima pra saber qual das opções, entre as minhas e as dele (se é que alguma) foi aprovada. Mas se fosse apostar, não botaria dinheiro em mim não...

 

*      *      *

    

Na caminhada de hoje, um(a ?) gatinho(a ?) vira-latas nos acompanhava por alguns metros sempre que passávamos pelo que ele(a) aparentemente considerava seu território, sem medo nenhum, na maior simpatia. Não sei se ele(a) estava querendo fazer amizade, interessado(a) em alguma comida que suspeitava que pudéssemos estar escondendo em nossas meias ou tênis ou apenas intrigado(a) com o fato de um casal de bichos tão grandes, bípedes e aparentemente inteligentes estar andando em círculos, bestamente,  feito hamsters. Seja como for, ele(a) era tão absurdamente fofo(a) que eu tive que me segurar muito pra não trazê-lo(a) pra casa. A Nina mal sabe o quanto ela passou perto de ganhar um(a) irmã(o)zinho(a)... ou, como ela certamente interpretaria a novidade, uma vítima.

 

*      *      *

 

Acabei de assistir ao Pineapple Express. Apesar de o nome do filme ser o da “marca” da MJ especial que a dupla abestada fuma o tempo todo, o título combinaria bem mais com um monte de outros filmes que eu já suportei, já que ele mesmo não tem nada de abacaxi. Pelo contrário : é uma comédia de ação sensacional, com protagonistas maconheiros apavorados, tiros, perseguições, incompetência generalizada de mocinhos e bandidos, escapadas perfeitas de quase todos os clichês do gênero e brigas tão profundamente bobas e não-coreografadas quanto hilárias, em que James Franco mostra que não é – só - o mauricinho engomadinho que Zoolywood tenta nos vender. Aliás, e isso a própria personagem dele poderia dizer, é como se os filmes dos irmãos Coen tivessem transado com os do Kevin Smith e tido um bebê, e esse bebê tivesse transado com o bebê nascido da transa dos filmes do Jerry Bruckheimer com os do Judd Apatow e tido um outro bebê... que seria o filme. Amei muito. E olha que a única coisa que eu fumei durante a exibição foram 3 Free mentolados - e com exceção de umas quatro ou cinco derrapadas, sem nem tragar (mal aí, Clinton, só que no meu caso foi verdade.). Mas confesso que comi como se tivesse detonado um charutão ou meia dúzia de cigarrins macrobióticos. Criaturinha sugestionável taqui.

 

*      *      *

 

Menos de dois minutos de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, pego por acaso na TV, já no finalzinho, são suficientes pra me molhar os olhos e me deixar toda felizinha. Engraçado como alguns filmes têm esse poder sobre a gente. Além do Brilho Eterno, tem vários outros que paro e assisto de novo na TV sempre que flagro um deles no meio de uma zapeada, estejam nos primeiros fotogramas ou perto dos créditos finais, e amo tudo de novo : Pulp Fiction, O Poderoso Chefão (qualquer um dos os 3), Blade Runner, Baghdad Café, Billy Elliott, Cantando na Chuva, Sunset Boulevard, All About Eve, Tomates Verdes Fritos, Nada a Perder, Snatch e mais um monte de que não me lembro agora. O fato de eu ter vários deles em DVD pra ver desde o início e na hora que quiser não vem ao caso : às vezes a gente nem sabe que estava precisando ver aquele exato filme naquele exato momento até dar de cara com ele, enquanto passeava pelos canais todos, pra esperar passar um dos 539 comerciais imbecis de creme dental ou aromatizante de banheiro de onde a TV a cabo parece retirar metade de sua renda – e dois terços de seu prazer sádico em irritar os assinantes.

 

*      *      *

 

E agora vamos nanar, que amanhã tem mais trabalho pra fazer, mais exercício pra aguentar, mais gatim pra alisar, mais porcaria gostosa pra comer e mais filme (bom) pra ver. Se tudo correr bem.

 

 



Escrito por Cynthia às 02h04
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O TRAIDOR DO P*JAMA LISTRADO

Responda depressa : se você está fazendo a tradução de um livro e, a certa altura, o autor diz que a criada guarda a roupa do patrãozinho num(a) “chest of drawers”, você, que miraculosamente não sabe o que é isto e mesmo assim consegue trabalho como tradutor, em vez de visitar um (ou mais) dicionários - ou até o Google Images, que às vezes é melhor que qualquer dicionário - prefere tirar a dúvida justo com algum tradutor automático ? De um jeito ou de outro, supondo-se que você possua um cérebro em condições razoáveis, capaz de uma deduçãozinha ou outra a cada semestre, você traduziria isso como :

 

a)     Peito de cuecas

b)     Cômoda

c)     Baú de gavetas

 

Mais tarde, num ponto onde o autor diz que a criança protagonista não gostava de um certo adulto, que lhe dava medo e uma sensação de frio tão grande que em sua presença ela sempre tinha vontade de vestir “overalls” (e sabendo que o autor é irlandês, e talvez use uma ou outra palavra com sentido ligeiramente diferente do que você aprendeu nos seus cursinhos de inglês americano), você meteria lá que o garotinho, ao sentir frio, pensava em vestir um :  

 

a)     Sobretudo

b)     Macacão

c)     Edredom

 

Quando você encontra alguém que fala “with a deep voice”, principalmente num livro em que a linguagem é quase toda bem infantil, expressando basicamente o ponto de vista do protagonista-criança, você coloca lá que a tal voz é :

 

a)     Profunda

b)     Funda

c)     Grave (ou grossa)

 

Pois no livro que eu acabei de ler, acredite, o tradutor escolheu as alternativas c, b e a. Tem até mais absurdinhos, tem sim. Tipo usar “mal” (como oposto de “bom”) em vez de “mau”, por exemplo. Coisinhas que, num livro de resto até muito bem traduzido, talvez nem devessem me irritar tanto. Mas irritam. Porque eu não quero um livro “até” muito bem traduzido, a não ser que seja do James Joyce ou de algum outro autor igualmente difícil e cheio de neologismos : eu quero um livro perfeitamente bem traduzido, principalmente quando é ululante e histericamente óbvio que isso não era nem um pouco difícil de se fazer. Tudo bem, a gente vê pelas traduções de cinema e TV a cabo que tradutor bom, que consiga ter ao mesmo tempo a cultura geral que vem com a idade e a atualização com as gírias e a fala das ruas, que normalmente os mais jovens é que têm, é ave mais que rara. Mas existe. Nas séries, e sitcoms da Sky, principalmente, a gente vê certas traduções que dão vontade de aplaudir de pé (e outras que dão ganas de sentar num cantinho e chorar, mas enfim). Só que nem sempre os melhores aceitam a miséria que aparentemente se paga a tradutores no Brasil, ou nem sempre eles são os escolhidos pra fazer os trabalhos mais importantes. Mas os leitores não têm nada a ver com isso, oras. Eles merecem o melhor e pronto. Se o problema é grana, por que não deslocar a verba da apresentação pro conteúdo ? Afinal, não estamos falando de leitores exclusivos de Caras, porra. Quem lê livros fora da linha auto-ajuda ou Paunocuelho normalmente se preocupa mais com o que um livro tem por dentro que por fora, né não ? O que eu acho o fim da picada é a pessoa ter que pagar pela belezura da capa com textura e verniz localizado e o escambau, pra depois ficar tropeçando nas burrices ditas lá dentro. É como se você puxasse papo com o cara (ou a menina, pra quem gosta de meninas) mais lindo(a) do mundo e ele(a) disparasse a falar “arcança a parteleira”, “nóis vai” e “eles pediu pra mim fazer”. É uma absoluta falta de respeito não só pra com o leitor, mas até com o autor, que normalmente teve o trabalho de estudar por décadas e de se exercitar por anos pra conseguir escrever direito e com clareza. E como se não bastasse, é mais uma fonte de frustração pra mim, que sei que faria muito melhor, tanto na tradução quanto na revisão... mas que há tempos não consigo arrumar uns bicos nesse ramo.

 

Tudo isso me deixa tão grilada que sempre que acabo de ler um livro como este, traduzido parcialmente ou inteiramente com a bunda, ou com partes da anatomia humana ainda menos indicadas para o trabalho em questão, eu quase - como provavelmente diria o tal tradutor do livro listrado - “sopro (ou chupo, hahaha) um fusível”. Pffft.



Escrito por Cynthia às 15h45
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CINQUE SEGRETI DI PULCINELLA

Quando a Chris me convidou pra responder ao meme “Cinco (ou seis, não sei bem : há controvérsias) coisas que ninguém sabe sobre você”, achei ótimo. Não porque eu seja especialmente louca por memes ou por abrir meus segredos, mas porque ando sem assunto pra postar e minhas atualizações estão ficando cada vez menos freqüentes. Mas aí surge o problema : o cafofo aqui já tem quase cinco anos, e não sei se sobrou algum segredo – do tipo confessável – que eu já não tenha contado por aqui nesse tempo, com maior ou menor riqueza de detalhes. Onde é que eu fui me meter, hem ? Mas vamos lá. Até porque ninguém a não ser eu mesma vai se lembrar de tudo o que eu já escrevi aqui no meu diarinho...

 

1-Aprendi a ler sozinha, aos 4 anos de idade. Ninguém sabe como foi, nem eu. Mas um dia, de repente,  estava lendo, e nunca mais parei.

 

2-Costumo ser boa para falsifi... ahem, para imitar a assinatura dos outros. Mas nunca usei esse meu talento para o mal, fosse desenhando a rubrica da minha mãe no meu boletim quando criança, fosse a do namorado num cheque ou cartão de crédito. Boa índole ou covardia pura ? Juro que não sei.

 

3-Não consigo gostar de cerveja ou chopp. Na adolescência (aquela fase idiota em que a gente tenta ser “diferente” sendo exatamente igual aos outros) até tentei muito, mas não teve santo que me fizesse achar graça naquele lindo e dourado suco de jiló. Já vodka, uísque e bourbon me agradam bastante... mas meu negócio mesmo é uma boa, gelada e suada latinha de Coca Zero.

 

4-Sou uma sincera compulsiva e uma péssima (e relutante) mentirosa, e tenho o maior trabalho para não ferir as pessoas com isso – e o pior é que nem sempre consigo.

 

5-Já fui profundamente apaixonada pela minha profissão, mas clientes bobos, atendimentos frouxos e diretores de marketing sabichões tiraram toda a inteligência e criatividade da propaganda. Hoje em dia 90% do que vejo no ar é tão ruim e tão uniforme que tenho até um pouco de vergonha de ser redatora, e só não mudo de área porque não tenho pra onde correr.

 

Não vou convidar ninguém em especial, mas se você quiser me contar seus cinco "segredos" mais inofensivos (ou não) na caixinha de comentários, eu vou adorar... e aposto que os outros comentaristas também !

 



Escrito por Cynthia às 14h58
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SE É POR FALTA DE ADEUS...

ou  VOU, MAS VOU MESMO

 

Eu não sei se é orgulho, timidez, teimosia, baixa auto-estima ou neurose pura e simples. Só sei que, apesar da timidez quase patológica que eu tinha até lá pelos 20 anos ter “melhorado” um bocado com a idade, ela ainda deixou traços bem fortes, que se não sumiram até hoje provavelmente só vão morrer junto comigo. Um deles, interpretado por quase todo mundo como arrogância ou pura falta de educação, é o fato de eu praticamente nunca cumprimentar alguém antes que a pessoa em questão me cumprimente. E não ajuda em nada o fato de que, quase toda vez que eu descumpro essa minha regra interna em nome da educação e do respeito, principalmente pra com alguma das dezenas de múmias que moram no meu prédio, eu quebre a cara recebendo de volta ou um grunhido de má-vontade ou silêncio absoluto, acompanhado ou não de um olhar que pincela de cima a baixo a minha pobre e rechonchuda, porém discreta pessoa, me deixando com 5 cm de altura. Provavelmente essa minha característica atrapalhou um bocado minha vida afetiva na adolescência, já que parece que, no mundo das paqueras e namoros, quem não é atirado nem faz joguinho já começa perdendo, e eu sempre fui uma lástima tanto em dar o primeiro passo quanto em praticar jogos que envolvam talento pra blefar. Mas era engraçado. Quando eu era solteira e/ou estava sozinha, o timing entre mim e os interessantes - ou interessados - era todo errado : mesmo quando (raramente) o interesse era dos dois lados, todos os que tentavam fazer joguinho comigo, que resolviam bancar os difíceis, os ausentes, os não-muito-a-fim, na intenção de me deixar mais ligada, sempre dançavam (gatim mesmo quase-quase entrou nessa, ainda bem que foi mais rápido). É que eu acredito facilmente no desinteresse, e odeio incomodar ou me impor a alguém. Ficou de ligar e não ligou, ficou de aparecer e mandou o Lima, leu meu e-mail com pergunta e não respondeu, meu convite e não apareceu - nem recusou -, recebeu minhas flores ou meu presente e não abanou o rabo, ou pior, respondeu com uma polidez forçada e mais gelada que cu de urso polar, é o que basta pra que eu pegue o boné e vá embora, e normalmente, quando eu vou, vou mesmo. Resolver mudar de idéia depois e ir atrás não funciona, ou porque a essa altura eu já perdi o interesse ou porque aí eu percebo o jogo e fico puta. E se tem um jogo em que eu sempre fui campeã é no da pirraça. Esse jeito pode ter afastado muita gente, mas por outro lado, sempre me garantiu que quem ficou realmente era ou meu fã, ou meu amigo, ou valorizava mesmo minha companhia, ou, sei lá, pelo menos me considerava digna de respeito. Com estes poucos e bons, depois de algum tempo, eu até fico à vontade o suficiente pra ligar, puxar assunto no MSN, mandar e-mails bobos, chamar pra sair. Mas mesmo com eles, se a resposta começa a demorar demais, se os convites começam a ser sistematicamente recusados sem uma desculpa convincente - eu, por exemplo, ando recusando muitos convites dos meus queridos ultimamente, mas com o motivo mais verdadeiro possível : não tenho grana – eu já fico mais arisca em continuar insistindo. E não demora muito pra parar de vez. Em resumo, eu sou bem facinha. Facinha de despistar. É mais fácil me perder que perder 500g (ou mesmo 250g, dependendo do quanto eu gosto da pessoa que tenta me dar o perdido). Perder minha amizade ou meu amor (ou, se eu não conseguir desamar tão facilmente, pelo menos a minha pista) é tão simples quanto perder uma chave. Com a vantagem de que nem é preciso – ou possível – fazer uma cópia. Lembrei disso tudo ao encontrar, por acaso, um poeminha-desabafo antigo, muito antigo, e ao ver que, por mais que eu tenha mudado em tantas outras coisas, nessa eu continuo igual. Ói ele aí :

 

DESCONFIÔMETRO LIGADO

 

Amigo, se eu não lhe agrado

Se o irrito ou enfado

Não precisa nem dizer

Aja assim, que eu vou saber :

 

Se eu puxar assunto, ignore

Pra me responder demore

Ou não dê retorno algum

Faça uma cara de pum

 

Não aceite meus convites

Não perca tempo comigo

Nem finja se desculpar

Não respeite meus limites

Mergulhe em seu próprio umbigo

E trate de bocejar

 

Se partir não se despeça

Se voltar não apareça

Mostre que não se interessa

E o meu telefone esqueça

 

Se eu lhe mandar um presente,

Flores, cartão, uma empada,

Ou se for cumprimentá-lo

Por seu mot d’esprit mais chocho

Só responda com muxoxo

De suserano pra vassalo

Ou com polidez gelada

E mirada reticente.

 

Mas se isso é só um jogo

Se pensa atiçar meu fogo

Fingindo que não me quer

E que é da humana natureza

Se derreter com a frieza

Você errou de mulher

 

Tem quem goste e fique louco

Por quem dele faça pouco,

Quem por gramas de atenção faça gracinhas a quilo

E há quem fique tarado

Por quem não está interessado

Mas eu não, fique tranqüilo

 

Porque eu não sou dessas não

Eu posso até demorar

Mas depois que eu bato a porta

Pode apostar que nem morta

Eu volto a te procurar

Ou a pisar no seu chão.



Escrito por Cynthia às 23h25
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