INDECISÕES DE ANO NOVO

ou DROWNING IN NUMB3RS

Pode-se dizer muita coisa ruim a meu respeito - e sim, muitas delas serão verdadeiras, mas sejam educados e não me esfreguem isso na cara, je vous en prie -, mas se eu tenho uma vantagem (não chega a ser assim uma qualidade, mas a gente faz o que pode) é que eu me conheço bem demais. Tanto que não me compro, e mais que isso, nem tenho coragem de me colocar à venda. Mas enfim. Conhecendo a mim mesma mais até do que recomendaria o velho Sócrates, sei que pra mim não adianta nada fazer resoluções de ano novo. Isso porque, procrastinadora inerte que sou, estou bem ciente de que o que eu deveria fazer em 2009 é exatamente o mesmo que deveria ter feito e não fiz - ou fiz mal, porca e incompletamente em 2008, 2007, 2006 e sei lá eu mais quantos dois mil e algo : emagrecer uns 20 kg (mas bem que eu deixaria por 15, se facilitasse alguma coisa); voltar a fazer algum tipo de exercício físico; começar ou retomar algum curso - seja de italiano, francês, costura, artesanato, QUALQUER coisa; jogar fora uma tonelada de lixo acumulado na bagunça do meu lar, atulhado lar; doar a quem precisa uma outra tonelada, ainda útil porém não mais utilizada pelo bag-couple e sua bag-cat ; guardar mais dinheiro; procurar um trabalho que me pague mais ou aceitar todos os freelas idiotas com prazos ridículos que pintarem, mesmo que a maioria só resulte em cano e noites perdidas em claro; cuidar melhor da saúde... etc. Convenhamos que se eu não fiz nada disso até hoje, ou melhor, se fiz aos arranquinhos, no estilo "um passo à frente e dois atrás" de sempre, e independente de datas, é pouco provável que isso mude agora. Melhor mesmo é fazer de conta que a velhice - ou a meia-idade, o que é basicamente a mesma coisa, a julgar pelos estragos que ela vem fazendo tanto no meu hardware quanto no software - está me trazendo sabedoria, jogar no ar um aforismozinho budista na linha de "Quem tem um desejo tem uma fonte de sofrimento, quem tem dois desejos tem duas fontes de sofrimento, quem tem três (ok, ok, you got it)" e não botar prazo ou fita métrica nos meus humildes sonhos, metas e objetivos. Falando sério : acho que se em 2009 eu conseguir fechar o jogo 1941 do freecell já tá passando de bom. E feliz ano novo pra todos.



Escrito por Cynthia às 15h12
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EPIFANIA TELEVISIVA

ou CARL SAGAN QUE ESTAIS NO CÉU, SANTIFICADO SEJA VOSSO NOME...

 

Ontem eu cheguei do inferno, quer dizer, do shopping, depois das 10 da noite, e peguei o final de um programa que o gatim estava vendo no History (eu gostava mais quando o nome do canal era o mui solene The History Channel e o simpático apelidinho era THC, hehehe) sobre as eras geológicas da Terra e sua relação com o surgimento e manutenção da vida no planeta. O troço era tão interessante que mesmo com fome, exausta, sem fé na humanidade, com pés doloridos e um mau humor do cão, fiquei assistindo até o final, fascinada. E quando acabou, não sei se por causa da proximidade do Natal - mas acho que não -, fiquei pensando como uma mudançazinha de um grau centígrado ou de um milímetro nas conseqüências da incrível seqüência de cataclismos aleatórios poderia ter resultado no fim de toda a vida na Terra, ou nessa vida nem ter tido um começo, ou no globo inteiro estar ainda hoje congelado, ou habitado unicamente por protozoários, sei lá. O interessante foi que a injeçãozinha de ciência na testa me deixou, ao contrário do que seria de se esperar,  mais tolerante (pelo menos momentaneamente) com crenças e crendices em geral. É sério : depois de ver como tudo o que vive e respira, anda, nada ou rasteja poderia muito bem e muito mais facilmente nunca ter existido, deu pra entender por que tanta gente acha que, pra estarmos aqui, foi preciso um Criador, ou pelo menos uma vontade inteligente. Neste ponto é bom dizer que não, não fui convertida, que continuo achando que o Grande Papai Noel Bipolar não existe como tal e que, se existir, não é surdo e nem faz questão de 10% do meu salário. Mas fiquei achando, e ainda acho, que a disseminação da informação, do conhecimento e da ciência poderiam - e deveriam - contribuir mais para um poderoso e saudável encantamento, preservação e reverência pela vida, em todas as suas formas, do que qualquer religião - com exceção talvez do budismo, sempre ele - que prega que você tem que ser bonzinho pra ir pra um lugar legal depois de morto, em vez de mostrar como este lugar aqui é maravilhoso, como é melhor viver em paz com as outras formas de vida (até a humana, a mais difícil de suportar, que dirá de amar) e de nos fazer entender que não fica melhor que isso, e que deveríamos nos considerar muito-muito sortudos pela inacreditável cadeia de eventos que fez com que a gente possa, milhões de anos depois daquele primeiro bum, respirar, viver, amar, criar ou apreciar coisas legais ou  até mesmo, se preferirmos, desperdiçar nossa preciosa vidinha escrevendo bobagem no computador.

 

*Sim, sou pela ciência, mas sim, leio horóscopo, adooooro encontrar pontos em comum entre minha personalidade e meus signos, como e guardo na carteira carocinhos de romã no réveillon (mesmo sem acreditar de verdade nisso tudo), só porque me diverte e eu não ligo a mínima pra contradição que isso possa conter. E aproveitando que estou neste momento-quase-aceitação da crendice dos outros e das quase-minhas, feliz natal pra quem for de natal, feliz hannukah pra quem for de hannukah, feliz aniversário da teoria da evolução pra todos nós e feliz quarta-feira pra quem for de quarta-feira.



Escrito por Cynthia às 14h09
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POST POLLOCK - EM MAIS DE UM SENTIDO, OU SEM SENTIDO NENHUM

O lindo e adotativo Marcelo Anthony disse que criança não é igual a televisão, que dá pra desligar. Botão de desligar eu até não faço tanta questão, mas acho que bem que podia ter controle de volume e tecla mute. Eu ia andar com um controle remoto universal na bolsa o tempo todo...

 

Algumas das pessoas (mais velhas, normalmente) mais legais e admiráveis que eu conheço trabalharam na infância, passaram por dificuldades financeiras, se viraram, estudaram e batalharam por tudo que têm, sem ter que abrir mão da ética e da gentileza por causa disso. Acho que por isso é que, sempre que leio sobre bolsa governamental disso e daquilo, luta contra o trabalho infantil e outras mumunhas, por mais que meu córtex cerebral concorde com tudo, meu hipotálamo fica cantando baixinho mas claramente no background, com as vozes e o arranjo do Quinteto Violado : "Mas seu doutor, uma esmola / para um homem que é são / ou me mata de vergonha / ou vicia o cidadão". Ou então é porque no fundo eu sou uma reaça horrorosa enrustida mesmo.

 

Aliás, aproveitando que eu sou antipática, tem mais uma coisa : digam o que disserem, eu sempre vou achar que esse novo acordo ortográfico é errado, arbitrário, desnecessário e imbecil. Se você acha que eu estou sendo chata, que ele vai sim facilitar a comunicação ao unificar detalhezinhos ortográficos de importância zero entre os diversos países lusófonos, nem te peço que considere que o inglês, língua um tantinho mais bem-sucedida em termos de alcance do que o português, nunca se deu a esse trabalho, e nenhum australiano deixou de ler escritores americanos, nenhum inglês ficou sem ler um irlandês etc. por causa da mania que uns têm de organizar ou propagandizar com S ou de meter um U no meio de seus vizinhos, cores e favores, por exemplo. Mas faça o seguinte : se você for português, diga  - ou melhor, escreva, e com a nova ortografia, se preferir - ao seu amigo brasileiro que é melhor ele vestir uma camisola antes de sair na rua, e se for brasileiro, experimente oferecer ou pedir (principalmente se for homem) um determinado adorno (aquele que parece um alfinete) de lapela a um português, usando para tanto o nomezinho brasileiro da coisa.

 

Ainda sobre o acordo ortográfico de @#$%¨&* : alguém me explica - e me convence, se puder - por que foi que os chatos do governo me obrigaram a sair da cama num domingo pra votar no tal referendo das armas, coisinha bem distante da minha realidade e de 90% da população, mas ninguém sequer pensou em me perguntar o que eu achava de mexerem na minha língua pátria e instrumento de trabalho - mexida que, de um jeito ou de outro, afeta 100% dos brasileiros alfabetizados. Não era o caso de um plebiscitozinho aí, não ?

 

Ontem, numa das minhas sitcoms favoritas, "niqui" a loirinha burra fala que "Lolcats are cute 'cause they can't spell", o legendeiro, mais burro ainda, enfia lá um "os gatinhos não podem enfeitiçar". Não sei o que me espanta mais, o cara nunca ter ouvido falar do I can has cheezburger ou ele achar que gatinhos não saberem enfeitiçar faz mais sentido que eles não conseguirem soletrar. Espero que este grande profissional nunca tenha que traduzir algo que fale nos Spelling bees, concursos de soletração tão comuns nos isteites. Ou veremos o surgimento da incrível e indecifrável (para a platéia monoglota) "Abelha Feiticeira". Tsc.

 

Aquela água da Pepsi, metida a refrigerante - inclusive no preço -, chamada H2Oh é gostosinha, é boa, é saudável. Mas em Goiânia não se consegue achar a melhor delas, a de maçã e limão, que até na (imagino) menos acessível Karmas eu encontrava em qualquer lugar. A Fanta Uva diet também nunca chegou por aqui. Será possível que eu vou ter que mudar de cidade só pra conseguir beber o que eu gosto ? Ou será que vou ter que apelar pros meus velhos amigos Johnnie e Jack, que graças a Baco, eu ainda encontro em qualquer lugar ?

 

Amar é... fazer um delicioso, imenso e maravilhoso pavê (que bem se poderia batizar de Chocolate overkill) pro seu bem, mesmo que você própria não possa comer nem uma mísera e doce molécula daquela maravilha theobromínica toda. E ficar feliz mesmo assim.

 

Na minha recente mania de perua esmaltada de unhas enormes, descobri um esmalte chamado Cravo da Índia, que na loja parece vinho, à luz natural parece marrom, e na unha, em duas camadas, parece preto. A-M-E-I. Eu sou uma velha gótica, será ?

 

O problema é que, apesar de estar apaixonada por unhas e esmaltes vermelhos ou pretos e de ter voltado ao rímel e ao delineador, eu continuo gorda e sem paciência pra pintar o cabelo, que está mais branco a cada dia que passa. Ou seja, na verdade eu tô muito mais pra fofa Maga Patalójika do que pra longilínea Morticia dos cabelos negros como a asa da graúna Addams... sorte da manicure, que hoje me tirou sangue (e quase me tira lágrimas). É que, por mais bruxa que a Maga seja, ainda é melhor tirar bife de uma pata pobre que de uma milionária mimada.

 

Ainda faltam  oito dias pro Natal e eu já tô igualzinha ao Papai Noel : com muito trabalho pra pouco prazo e DE SACO CHEEEEEEEIOOOO...



Escrito por Cynthia às 13h12
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PRATO DO DIA



Escrito por Cynthia às 16h09
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REPRISES, ESTRÉIAS, DVDS E BOBAGENS

Ando revendo muito filme na TV, e graças a Zeus, gostando muito de novo daqueles de que eu já tinha gostado da primeira vez. "Graças a Zeus" porque não consigo descrever a tristeza e o desconforto que dá rever um filme que se amou na infância, na adolescência ou mesmo nos seus primeiros anos de "adultice" e constatar que na verdade, na verdade, aquilo era uma bela merda.

 

Por falar em filmes : tem filme bom que é ruim, tem filme ruim que é bom. Idiocracy, por exemplo, é péssimo, mas tem um efeito de filme bom : faz você pensar, olhar em volta e se apavorar por semanas, meses, anos depois de tê-lo visto. E tem um que eu vi semanas atrás que eu sei que é fraquinho, mas que achei até legal, e que imagino que deva ser sensacional pra se assistir e fazer catarse em dias de TPM mutante assassina de outro planeta. Quando você estiver naqueles dias, assista com seu marido/namorado/ficante e no final, só de sacanagem, rosne pra ele. Hohoho.

 

Por falar em Idiocracy : o filme novo dos irmãos Coen tem mais ou menos a mesma premissa que ele - i.e., tem cada vez mais gente imbecil no mundo e eles estão comandando o planeta - mas é mais engraçado, inteligente (!!) e, de quebra, ainda tem o George Clooney. Milagrosamente, a sala não estava cheia de adolescentes mal-educados possuídos pelo espírito de 200 porcos e 100 babuínos.

 

Por falar em jovens irritantes : o racismo+xenofobia no cinema americano são tão exagerados e aparentes que chegam a ser ridículos sempre, mas em Hancock - que à parte esse detalhe, até que foi bem menos ruim do que eu esperava - esse medo e repulsa sem sentido ultrapassam todos os últimos resquícios de vergonha na cara que porventura ainda tivessem : tudo bem que o herói, deus e überfodão protagonista é negro, mas não é que o bully - um monstrinho asqueroso, mas ainda assim uma CRIANÇA - que atormenta o filho de um dos protagonistas tem um forte e indiscutível sotaque francês ? Menas, hem, zoollywood ?

 

Por falar em super-heróis: hoje, se eu estiver com sorte, encontro o DVD do Dark Knight pra locar. E por falar em dark nights, o que foi que aconteceu com o Shyamalan, pelamor de Shiva ?! Não vimos o filme mais recente dele no cinema quando foi lançado, esperamos um tempão pelo DVD, adoramos o cartaz, achamos a premissa boa, mas quando finalmente assistimos àquilo, não sabíamos se chorávamos de vergonha alheia - direção, escalação de elenco, soluções de roteiro, TUDO absolutamente lastimável - ou de tristeza por ver a rapidez com que o cara que fez coisas sensacionais como Sixth Sense e Unbreakable gastou seu talento e se transformou num diretorzinho de quinta categoria. Sniff.

 

Por falar em espera : Cláudio Luiz, meu príncipe, The Science of Sleep CHEGOOOOOOOUUU !!! Nem sei o que me deixou mais feliz : o filme - adoramos - ou a prova anti-paranóia que a chegada do seu (lindo) presente me deu, porque eu já estava com certeza absoluta de que os correios da União Européia estavam todos contra mim. Agora, ainda posso tirar uma onda com as crianças da família, dizendo a elas que o meu Papai Noel entrega adiantado e ainda por cima é europeu, esbelto e bonitão. Piscadela



Escrito por Cynthia às 13h33
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