WARMTH, HEAT AND FIRE

A Simone me mandou um texto – uma carta escrita por um soldado aos pais durante a segunda guerra mundial – de autoria do meu amor que eu não conhecia. Ao saber, graças à carta, com ainda mais detalhes o que ele passou, e como isso não o afetou do jeito que teria afetado a 90% das pessoas, fiquei ainda mais apaixonada por ele, claro. O fato de ele nunca ter sabido da minha existência  - e o de estar morto há dois anos também – não diminui em nada o meu amor, minha paixão e admiração... nem o calorzinho no coração. VALEU, SIMONEEE !!

 

 

 

O pior do calor infernal que tá fazendo em Boiânia nem é não conseguir dormir, comer, pensar ou respirar (sem falar naquilo outro, né). O pior é ficar o tempo todo melado de suor que nem o McConaughey e a Ashley Judd em Tempo de Matar (alguém ainda lembra ?) , só que sem a belezura (nem o salário) de nenhum dos dois.

 

 

 

Ali pelas 3 da manhã, olhamos pela janela e vimos, à distância, alguma coisa (grande) pegando fogo, no Setor Universitário ou perto dele. Chamamos os bombeiros, que nos disseram que já haviam sido comunicados, e realmente, dali a poucos minutos os caminhões vermelhos passaram pela marginal, e depois de mais alguns instantes  o fogo sumiu. Ficamos preocupados - "será que foi grave ? será que houve vítimas ?" esse tipo de coisa - mas apesar de podermos saber, com uma dúzia de tecladas ou menos, tudo sobre o carro-bomba que explodiu na Espanha, as últimas notícias da campanha presidencial norte-americana ou (se estivéssemos minimamente interessados) sobre a anoréxica parasita de jogador de futebol que vai correr uma maratona (com que músculos, nem Zeus sabe), a gravidez malsucedida da cantora chata ou o divórcio de outra, mais coroa e mais chata ainda, como não vimos o telejornal local hoje e o impresso já devia estar fechado àquela hora, não conseguimos saber NADA sobre um incêndio acontecido logo ali, na nossa cidade e ao alcance da nossa vista. Weird times. Ou, como diria meu amado Kurt, so it goes.



Escrito por Cynthia às 15h59
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QUANTUM OF SOLACE

ou UM POST MAIS CHEIO DE LOGOMARCA DO QUE MACACÃO DE PILOTO 

ou ainda QUE PENINHA QUE MEU BLOG NÃO É MONETIZADO...

Sabe aquela outra metade do dinheiro que eu ainda não recebi pelo meu trabalho na campanha política ? Cês receberam ? Não, né ? Nem eu. E o pior é que tenho que considerar “boa notícia” o boato de que talvez, TALVEZ, essa grana saia, aos poucos, de agora até março. Se isso acontecer, sabe no que vão ser evaporados gastos esses trocados picadinhos ? No supermercado, nas contas da casa, e se eu tiver sorte, numa ou noutra frescurinha consumista.


Pra mim, que sou pobrinha, 32 reais é muito por um batom. Mas quando ele realmente cumpre os milagres que promete – não sai nem com comida (blooming onion, lula frita e um bifão dess'altura, no less), bebida (vááários copos de coca zero), guardanapos (claro) e muitos, muitos beijos (gatim, gatim, gatim), 32 paus é uma pechincha. Gostei mesmo. Agora só falta achar outras cores dele que me agradem.


O pior é que mesmo sem dinheiro, continuo consumista. Há uns meses, comprei um All Star Lace, porque adorei o modelo, mas o meu pretinho ficou um pouco apertado, então resolvi comprar outro, um número maior. Como não tinha da cor que eu queria, comprei um off-white, (um troço quase branco, quase bege, tipo o “antes” das propagandas chatérrimas de sabão em pó, alvejantes e tira-manchas), a cor mais sem graça do universo, que além de tudo não combina nem com a poeira vermelha de Boiânia nem com as minhas roupas, todas escuras. Tá na caixa até hoje.


Li não sei onde que a Absolut lançou outra versão flavorizada, agora com sabor manga. Esse povo tá fazendo de tudo pra eu voltar a beber, hem ? Só falta agora lançarem uma de banana (sou macaca, sim. De auditório. Acho banana a fruta mais perfeita do mundo em termos de sabor, consistência, embalagem, semente, tudo – quase empatada com a manga, que só vem em 2º porque algumas variedades têm fiapo e nem todas são doces). Pois é, agora vou ter que comprar uma diaba dessas, e uma vez comprada, pode ser que eu acabe tomando um golim de vez em quando. Ressaltando que a culpa é deles, não minha. Quero ver explicarem pro meu médico depois.


Morrendo de vontade de comprar um notebook, mas dos pequenos, que são levinhos e cabem na bolsa. O da Sony e o da Philips são lindos, mas caros demais pra mim, e o da Positivo (trabalhei com um, emprestado, lá em Karmas) tem a tela excessivamente minúscula pra minha miopia dar conta. Estou inclinada a comprar um Acer azulzim, ou então a não comprar nada. Alguém aí tem um ? Alguém recomenda ?


Cansei de tentar baixar o Science of Sleep, mas o preço do DVD original é completamente proibitivo pra mim, principalmente em tempos de dólar doidão. O pior é que nem Estômago, que é nacional, chegou até hoje aos cinemas de Boiânia – nem às locadoras ou lojas de DVD. Meleca.


Eu queria mesmo era um prefeito que nem o Gabeira, mas se nem os cariocas – que tinham a oportunidade - tiveram a inteligência de elegê-lo, quem sou eu pra reclamar, né.



Escrito por Cynthia às 17h18
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DIÁLOGOS BOBOS QUE EU NEM LEMBRAVA QUE TINHA GUARDADO

Cynthia diz:

ok... agora faz uma coisa pra mim, disca *222# e vê se a grana que eu botei de crédito no seu celular já entrou.

Nelson diz:

Disquei e não aconteceu nada. Só ficou o *222# lá na tela.

Nelson diz:

Tem que acionar outro comando?

Cynthia diz:

Tem que mandar ligar, né ?

Nelson diz:

ah.

Cynthia diz:

   Hahahahahahaha... meu loiriiiiiiiiiinho...

 


Nelson diz:

Mas será que esse seu piriri não é por causa dos ovos de páscoa não ? Parece que alguns adoçantes fazem isso...

Cynthia diz:

Só se for o da Lacta, porque eu tinha comido um da Nestlé inteirinho há dois dias e não tive problema...

Nelson diz:

Será que a marca faz diferença ?

Cynthia diz:

Sei não... vai ver Lacta Purga, né ?

 


- ...e é assim que funciona a série, entendeu ?

- hm, acho que não.

- putz.

- faz assim, explica pra mim de novo, como se eu fosse uma criança de seis anos...

- ...loira...

-... e bêbada.

- Tá bom, Drew Barrymore.

  


- ... aí ela entrou na conversa sem ser chamada e falou que é besteira todo esse papo de feminismo, e é besteira falar sobre sexo, assim como é besteira falar das neuroses do Freud - o analista virou analisado heheheheh...

- E cê nem falou nada ? Tipo que tem quem ache que besteira é ficar berrando "Jesus, tu é lindo, Jesus, tu é macho, Jesus, vem ni mim que eu tô facim - e tô precisando de dindim" ?

- hahahahahahahahahaha... aaaahhh, se eu tivesse coraaaaagem...

 


- nem te conto: minha orientadora chegou de Barcelona. Sabe onde ela marcou pra gente conversar? Glória.

- Uhu.

- hehehehe... gosti dela

- Já conversaram ?

- por msn e e-mail

- Agora só falta ver a bicha beuba. In vino veritas

- heheheehehehe... é, minha desorientadora

 


- Pois é... tem hora que dá vontade de pegar uma metralhadora e bancar o americano doidão.

- não, nem fala. Eu tô com tanta birra desse povo de telemarketing, que, quando me ligam e se apresentam, eu já desligo sem falar nada.

- Hehehe, nossa, tá pior que eu...

Eu ainda digo "Não tô interessada, obrigada" antes de dar o tututu neles.

- é, eu também falava. Mas aí eles ainda perguntavam, como se eu fosse burra: A SENHORA NÃO ESTÁ INTERESSADA EM FAZER ECONOMIA? aí eu desisti do diálogo.

- Fala "tô sim, tô economizando meu saaaacoooo"


- ...mas o engraçado é que cliente maluco não é só em propaganda : quando fiz o curso de legendagem vi que nessa área a inteligência (ou melhor, o bom senso) é coisa rara também...

- mas a coisa tá disseminada mesmo

- a profa disse que tem canais que não admitem você usar não só palavrão como também "Deus", "Jesus", "Caramba" e "puxa vida", hahaha...

- hahahahahaha... puxa vida?? como que fala, então? Céus?

- Pois é. Só "nossa", "droga", "que coisa"...

- hahahaha....

- Até nuns filminhos pornosoft que passam nos canais eicHiBiOu é assim.

Imagina o povo trepando e falando besteira e a legenda só "Nossa", "eu vou ejacular", "possua-me", HAHAHAHAHAHA

- hahahaha... Oh céus, hahahahahaha

- Hehehe, "introduza seu p*nis na minha va*ina com força", hahahaha, é de rolar... aliás, é de broxar. Será que alguém consegue bater umazinha com uma legenda dessas atrapalhando o clima ? Acho que nem moleque com 13 anos de idade e todos os hormônios enlouquecidos...

- hahahahaha... E nem precisa de legenda também, né?

- É verdade... só ai, ui, aiaiaiai, uiuiui, hehehe...

- é o caso onde a imagem já diz tudo, né?

- vero... de qualquer maneira, se eles pagam tradução por minuto de filme, esses até devem compensar...

 



Escrito por Cynthia às 18h31
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HALF NELSON

Os gringos têm um golpe de luta livre (ou luta romana, sei lá. Eu não me interesso por nada que obrigue homens adultos a usar maiôs de menininhas – e os modelitos usados nessas lutas, aliás, sempre os deixam parecidos com as nadadoras da extinta Alemanha Oriental, ainda que pouquinha coisa mais femininos que elas). Mas eu dizia. Tem um golpe de luta livre ou romana, ou melhor, um golpe de imobilização – existe isso ? - de uma dessas lutas aí chamado Nelson. Na verdade, né só um não, são vários : tem o full nelson, o half nelson, o quarter nelson e o three-quarters nelson. Segundo a wikipedia, todos têm esse nome em homenagem ao almirantewink, wink - inglês Horatio Nelson, que gostava de neutralizar as frotas inimigas cercando-as pelos flancos e deixando até as mais “invencíveis” sem área de manobra nem rota de fuga. Por algum motivo - simplicidade ou eficácia, provavelmente - o half, ou meio nelson, é o mais conhecido e utilizado para imobilizar bichos xucros sem precisar rachar o quengo deles. Mas o que eu queria dizer mesmo não era bem isso não. O que eu queria dizer mesmo é que hoje eu e minha "metade", meu full (ou fool ?) Nelson, meu lindo gatim, completamos 10 anos de casados. Mr. Google me diz que são bodas de estanho, metal que, não por acaso, é usado em solda, derretendo e ligando outros metais menos maleáveis. Pois é, dez anos. São 120 meses em que ele ainda me surpreende – no bom sentido -, em que me faz feliz (ou, pra não bancar tanto a submissa, não me faz infeliz, o que já é um grande avanço em comparação com outras relações que eu já tive ou vi acontecerem à minha volta). São mais de 3600 dias em que ele tem me dado amor, apoio, amizade, admiração, autoconfiança, alegria, ataques de riso incontroláveis e, só pra não sair da letra A nem do tema das lutas corpo-a-corpo, uns agarrões pra lá de especiais. Um tempo que poderia ter deixado tudo monótono e déjà vu, mas que não deixou : ele sempre fez, e ainda me faz (e ouve também, claro) declarações de amor espontâneas, inesperadas, me deixando toda boba e com aquele mesmo sorriso idiota da época do nosso curto RPC*. São também dez anos em que a gente tem estado tão encantado e enroscado um com o outro que às vezes se esquece um pouco do resto do mundo. É 1/10 de século em que, mesmo nos mantendo bem diferentes em várias coisas, em outras estamos a cada dia mais parecidos. Foi por isso que eu comecei falando dos golpes : por causa do nome do gatim, claro, mas também porque eles têm a ver com a nossa história. Não porque ele me imobilize de nenhum modo, mas porque me influencia de tal forma que hoje eu já posso dizer que sim, eu ainda sou bem mulherzinha, e certamente sou uma Cynthia muito mais inteira do que jamais fui antes de encontrá-lo, mas em algumas coisas já ficamos – ou já éramos ? – tão parecidos que eu também sou, por assim dizer, uma legítima half-nelson. E como dizia aquele compositor/cantor/violonista que era bem legal antes de virar político, esta metade Nelson “é a melhor porção que trago em mim agora, é a que me faz viver”. É graças a essa metade, muito mais doce, desarmada e sem medo do que meus outros 50%, que eu posso dizer e escrever, sem um pingo de pudor, que a cada dia eu amo mais esse gatim bobo, com todas as forças de todas as minhas muitas – porque eu sou assim, esquizofrênica light pra quem for científico, geminiana pra quem for místico -, muitas metades.

 

*RPC : ritual pré-copulatório, mais comumente conhecido como "namoro".



Escrito por Cynthia às 23h58
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DE AMICAE

Tem amigo que vai embora e nunca mais volta, mas escreve sempre. Tem amigo que vai também e que não escreve nunca, mas volta de vez em quando e tudo é tão bom quanto sempre. Tem amigo que vai embora e nunca mais volta nem escreve, e você no começo tem saudades, depois acha que sonhou aquilo e aquela pessoa nunca existiu mesmo de verdade. Tem amigo que mal começa a se transformar em amigo e já segue seu rumo prum lado, você pro outro, e fica em aberto se vão se encontrar de novo ou não, e caso se encontrem, se ainda serão amigos ou apenas conhecidos. Tem amigos ótimos com quem você cai na besteira de dar uma ficadinha e estraga a amizade pra sempre – e pior, às vezes a ficada nem vale a pena. Tem amigos que você nem conhece ao vivo, mas ama ama ama de todo coração e fica torcendo pra que um dia se encontrem. Tem amigo que você adora, mas que não consegue ser seu amigo à distância, então você se conforma em serem apenas web buddies, a menos que ele se mude pra sua cidade ou você pra dele, o que normalmente não acontece. Tem amigo (?) que só gosta da sua companhia quando você está bem. Tem amigo (??) que só gosta de ficar por perto quando você está mal. Tem amigo da onça, amigo urso, amigo-irmão-fadinha, amiga-irmã-caminhoneira e outros amigos bichos, inclusive bicho-grilo, que pode até esquecer seu nome, mas é sempre fofo com você - e com o resto da humanidade. Tem amigo que morre, mas de quem você continua se lembrando e gostando dele do mesmo tanto de sempre... pra sempre. Tem amigo que apronta com você ou se torna tão diferente (ou indiferente) que é como se tivesse morrido mesmo. E tem amigo que está sempre presente, sempre perto, mesmo que só por MSN, telefone ou pensamento, e que parece ter um sexto sentido pra te salvar da solidão, do sufoco, da tristeza, do tédio e do deserto intelectual. Esse tipo de amigo é tão indefinível que pode ser homem ou mulher, rico ou pobre, dez anos mais jovem que você - ou vinte anos mais velho - que não faz a menor diferença. Com ele você pode falar tudo  - ou quase tudo, e o que você não fala ele entende, ou nem tenta, o que às vezes é mesmo a melhor coisa a fazer. Com ele você pode chorar até rir e rir até chorar, pode falar mal de todo mundo, até dele mesmo, pode ficar calado junto sem se sentir deslocado, pode ficar de porre junto ou sóbrio enquanto ele enche o cu de pinga – ou então bêbado enquanto ele toma agüinha mineral -, pode comer junto com ele ou passar fome solidária, pode ser mais sério que porco mijando ou mais bobo que bezerro de janeiro, mas não precisa nunca ficar mais desconfiado que cachorro em canoa. Com ele você pode falar de filosofia, psiquiatria ou contar as piadas mais nojentas do universo, e se divertir do mesmo tanto com qualquer um dos assuntos. Com ele você pode discutir futebol ou religião ou gosto musical ou política sem medo de ofender suscetibilidades, mesmo que suas opiniões sejam diferentes ou até mesmo opostas. Com ele você sabe que tem guarda-costas, se for preciso, ou que você mesmo pode acabar de olho roxo numa briga que nem era sua, se for o caso. Com ele basta você levantar a sobrancelha esquerda meio milímetro ou manter o rosto completamente estático, que ele vai entender tudotudo que você tá pensando, talvez até melhor que você mesmo. Com ele a velocidade de emissão e de recepção de palhaçadas e venenos (dirigidos a terceiros, claro) em geral é superior à que você tem com qualquer outra pessoa, até mesmo com o amor da sua vida, porque vocês operam na mesma faixa de onda e pensam tão parecido que é quase telepatia. Com ele você pode jogar par ou ímpar por telefone, porque sabe que ele não roubaria nunca, e ele sabe o mesmo de você. Com ele você pode não comparecer com a conta do boteco num dia ou pagar tudo no outro, porque o importante é vocês estarem juntos, mesmo que um dos dois esteja quebrado. Com ele você pode ficar magoado e sumir um tempo, que ele vai atrás de você pra botar tudo em pratos limpos. Com você, ele tem liberdade pra ficar magoado e te dizer que ficou, e vocês podem resolver tudo na hora, sem guardar coisas ruins. Com ele, você tem zilhões de histórias, e pretende ter muitas mais ainda, porque ele é uma pessoa que você quer na sua vida pra sempre. Com ele você tem o amor e a solidariedade de um irmão sem a rivalidade dessa outra relação. E com você ele – ou, no caso, ela – tem total liberdade pra sair de sua persona menina-meiga-de-olhos-enormes-e-covinhas-de-boneca sem medo de chocar e dizer, equilibrando o celular num ombro, com um cigarro na boca, um copo de cerveja do lado e um taco de sinuca nas mãos, mirando a bola oito no canto – e acertando, a filha da puta – que “homem sensivelzim demais me dá nos coco, viu ?”, fazendo com que você morra de rir a cada vez que se lembra da cena, não importa quantos meses ou anos depois. Tem amigo que é assim, e quando você pensa no quanto ele é especial, você nem se importa de que ele acabe sendo praticamente o único que você anda tendo. Só o que é ruim é que quando você tem um amigo assim, a quem você adora tanto e que faz parte da sua vida tão completamente, você acaba tão mal-acostumado que até se esquece de dizer pra ele de vez em quando o quanto você o ama. Então, só pra garantir : te amo, Jananinha. Eu já te falei isso ?



Escrito por Cynthia às 15h46
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ENTÃO

 

Então eu tava fodida, quebrada e desanimada. Aí pintou um trabalhinho temporário que ia me dar um troquinho legal que ajudaria a segurar as pontas, no caso de a grana da campanha não sair, ou garantiria um presentim from me to myself, caso saia. Fora a quebrada no tédio abissal que me fita com seus olhos negros e piscantes. E então eu fiquei tão, tão feliz e quase otimista por bem uns cinco dias, mesmo com tão pouco, mesmo com tão menos do que eu era habituada. Então quando tudo foi por água abaixo, em dois minutos, eu nem consegui ficar triste mesmo de verdade ou voltar ao meu pessimismo habitual. Só me conformei. Isso é bom ? Isso é ruim ? Como é que eu vou saber, caralho. Então não vou pensar mais nisso. Vou sair com minha caçulinha e, se me der na telha, hoje eu até bebo. Ou não. Então.


 



Escrito por Cynthia às 19h58
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EM CRISE DE NOVO (OU AINDA)

ou EU SOU UMA LICANTROPA SEMI-SENIL ?

 

ou então PELO MENOS NÃO DEU ESPINHA

 

 

Desejos adormecidos vindo à tona depois de um longo e tenebroso inverno : vontade de comer açúcar, sentir os grãozinhos do cristal trincando entre os dentes; de voltar a tomar umas doses de Jack Daniel’s – mesmo que diluído num iceberg de afundar transatlântico – ou de Absolut Vanilla – pra ficar alegrinha que nem o Yeltsin, mas cheirando que nem, sei lá, a Natalie Portman; vontade de voltar a fumar de verdade, um maço ou dois por dia, e tragando toda a fumaça de cada um dos meus canudinhos suicidas até o filtro. Sem falar no outro, macrobiótico, que pode não ser tão fresco quanto meus mentolados, mas certamente dá mais onda, e se acreditarmos no que dizem, faz mais mal ainda. Não sei se é Tânatos, se é a tal segunda adolescência que se anunciava há algum tempo chegando mesmo de verdade ou se é única e exclusivamente o bom, velho e masoquista tédio pedindo pelamor uma ou duas (ou vinte e sete, trinta e quatro e meia ou duzentas e oitenta e seis vírgula nove) surras de chicote rabo-de-tatu.

 

 

Por falar em hormônios : eu tava me achando excessivamente assanhada nos últimos meses, e achando que era a distância do gatim e a impossibilidade de matar a saudade de forma mais, hã, enfática e/ou com maior freqüência, mas ao fazer a ronda pelos blogs de amigas, conhecidas e admiradas, notei que não estava sozinha nessa saliência toda. Pergunto-me :

 

a)     Será que andam botando algo na água,

b)     Desmond Morris tava errado e o animal humano também tem época de cio sim ou

c)     ...é só a “força da primavera”, hem ?

 

 

Estudando pra renovar a carteira, achei a cartilhazinha do DE*TRAN relativa a direção defensiva e primeiros socorros na internet. Deslizei sem maiores problemas pela direção defensiva (que aliás, igual a qualquer boianiense de bom senso, pratico desde o meu primeiro dia ao volante, ou não estaria mais aqui pra contar as histórias), mas ao entrar na página dos primeiros socorros, comecei a suar frio e a querer desmaiar só de LER, sem nenhuma foto ou figurinhazinha, as descrições de ferimentos, fraturas, queimaduras, lacerações, eviscerações, amputações, avulsões e hemorragias. Na hora em que li sobre RCP em bebês, meus olhos se encheram de água e eu tive que sair do computador. Segunda adolescência my butt, tô ficando é velha e frouxa, só pode. Ou então é só mais um episódio da nossa antiga conhecida Gasparina, a TPM fantasminha e nada-nada camarada.

 

 

Numa queda-de-braço mental comigo mesma o dia inteiro, todo dia. Um lado querendo que eu pegue o gatim pelo braço e a Nina no colo, leve os dois comigo e jogue o resto todo pra cima : que mude de profissão, de emprego (sem nenhum convite ou perspectiva, é bom ressaltar), de cidade, de filosofia de vida, de alimentação, de perfil de consumo, de jeito de me vestir y el carajo, o outro achando que eu tenho mais é que me acalmar, encontrar de volta o vale (das sombras ? de lágrimas ? das bonecas ?) com a forma exata da minha bunda no sofá e me conformar a só sair de lá pra entrar no caixão, quando for a hora - e torcer pra que não demore muito. O mais triste é que do jeito que a coisa vai, acho que sei quem vai ganhar. Será que trocar o sofá adianta ?

 

 



Escrito por Cynthia às 14h14
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UNS FILMES

Sem assunto – a campanha acabou, estou de volta em casa, tudo está como antes, inclusive o trabalho (num paradão de dar gosto sono medo na gente), vamos falar de filmes : vimos quatro de sábado pra cá, todos em DVD – incluindo um que, só depois descobrimos, já está passando nos canais Sky também.


Horton Hears a Who – A-M-E-I. O tipo do filme que, se eu fosse um tantinho mais louca, talvez até lamentasse não ter filhos a quem obrigar a ver este filme pelo menos uma vez por semana até os 12 anos de idade. Inteligente, engraçado, terno, fala de ética a física quântica sem ser chato e com uma estética de animação 2D (apesar de ser em 3D) que eu adoro. Só lamento não ter visto antes – se bem que não creio que toparia abrir mão das vozes do Steve Carell e do Jim Carrey, e em Boiânia, como se sabe, esse tipo de filme só passa dublado nos cinemas.


Wristcutters – Historinha levezinha sobre um purgatório bastante realista (igual ao nosso mundo, só que um pouco pior) pra onde vão os suicidas, este tem pinceladas de road movie, love story e fábula misturados, tudo com desapego e sem muita pretensão. Gostei muito também. Apesar de ser indie, com diretor croata e atores fora do mainstream, não é chato, não é metido a besta e não é nem um pouco pessimista. Pra mim pareceu mais um estranho casamento ménage à trois entre Tim Burton, Neil Gaiman e (felizmente, só na cenografia) Glauber Rocha. Aliás, num momento em que um dos mortinhos descreve o lugar onde estão como “quente pra caramba, nada acontece e não se consegue nem sorrir” lembrei de Karmas. Mas isso foi uma maldadezinha rápida, porque por mais quente e monótona que seja a cidade, a verdade é que eu ri muito por lá. Anyway. Não sei se o filme “é” bom, ruim ou péssimo, porque não sou crítica de cinema. Só sei que gostei. E ainda por cima tem meu amado, idolatrado e adorado Tom Waits, com aquela feiúra que me encanta e aquela voz rouca que me faz suspirar. E fiquei ainda mais simpática ao filme porque, segundo me diz o imdb, grupos de idiotas do-gooders organizados tentaram boicotar o filme na época de seu lançamento, afirmando que ele fazia apologia ao suicídio. Como se vê, a imbecilidade americana não perdoa ninguém mesmo.



O Engenho de Zé Lins - Esse foi o gatim quem quis pegar, mas eu também assisti quase até o fim (um ataque de sono digno daqueles do Garfield comeu os últimos 20 minutos da minha atenção), e achei bom. Eu sei que li José Lins do Rego quando criança – um ou dois livros, e provavelmente antes da hora, como muita coisa que eu li na infância – mas não me lembro de muita coisa, só que gostei. Se não fosse por mais nada, só ver Ariano Suassuna contando histórias e rindo da ingenuidade do amigo (com aquela ternura cínica que só quem nos quer bem pode ter) já valeria o valor da locação. Mas juro que eu poderia ter vivido o resto da minha vida sem ver aquela foto de Gilberto Freyre peladón. Se não fosse a legenda do filme – absolutamente necessária pra quem não consegue entender voz de boca-no-travesseiro - que tampou o pior da fotografia, acho que tinha incorporado um Édipo e arrancado meus olhos perante tanto horror, hahaha.



Away From Her – Eu sempre adorei a Sarah Polley como atriz, e estava curiosa pra ver sua estréia na direção – e adaptação de roteiro – faz tempo, mas vinha adiando porque tinha medo de ficar deprimida e me arrebentar de chorar com este filme - por tratar de Alzheimer, um tema que é o meu maior medo, e por eu já não estar especialmente saltitante pra começar, nos últimos tempos. Adiei tanto que o filme estreou na TV a cabo antes de eu tomar coragem de alugar o DVD. Mas aluguei. E fiquei feliz ao ver o quanto a Sarah toca o filme com mão leve, tanto que eu me vi assistindo a tudo de olhos secos e sem nó na garganta, apesar de envolvida e devidamente identificada com os personagens todos. Só fui chorar – e pouco, e de leve – quase no fim, na hora em que a Julie Christie se esquece de como conjugar um verbo irregular. Provavelmente isto seria o que mais doeria em mim, a eterna sabichona super faladeira e apaixonada por palavras. Mas enfim : vi, e não me deprimi, não tive pesadelos, não fiquei com vontade de cortar os pulsos e acordar em Palmas num carro velho com um buraco negro no assoalho, nem mesmo pra encontrar my beloved Tom Waiting for me. Donde se conclui que minha psique é uma rocha (calcária, probably, but rock just the same). Acho que agora até posso criar coragem pra ir ao cinema e assistir a Ensaio Sobre a Cegueira.


P.S. - Essa locadora é tão legal que até o vigia do estacionamento é a ca-ra do Giancarlo Esposito. E agora me ausento, porque fomos devolver esses quatro e pegamos mais três. E um deles é com o Robert Downey Jr., porque eu sou uma senhora honesta, mas não sou de ferro (wink, wink, nudge, nudge)...



Escrito por Cynthia às 21h21
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NÃO QUERO FALAR SOBRE ISSO AGORA...

                                            

                                     You can't always get what you want...

 

... mas sim, perder dói. Principalmente pra quem ainda é ingênuo o suficiente pra acreditar que o melhor às vezes ganha. Sniff.

 



Escrito por Cynthia às 23h12
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BOIÂNIA, AQUI ME TENS DE REGRESSO

 

Cheguei. Na verdade, cheguei ontem, mas se você pensar que eu estava há pelo menos 26 horas sem dormir; que o táxi que ia me pegar às 4:40 da madruga em Karmas me deu o bolo e eu tive que sair campeando outro na rua deserta e escura, num cenário de pesadelo muito real, pra depois levar a meia hora seguinte entre o cheiro indescritível (não, não no bom sentido) do táxi e o som sertanojo que o motorista botou pra tocar bem alto; que ultimamente “resolvi” ficar tensa ao voar; que o avião estava cheio de crioncinhas estridentes e que há muito tempo eu não via minha caminha, vai entender que ontem “eu” era pouco mais do que um corpo presente com olheiras dignas de modelo da WWF, e que só hoje de manhã foi que eu-eeeu, a-nível-de-Cynthia-e-enquanto-mim-mesma efetivamente cheguei.


Mais cheia de boas intenções que o inferno inteirinho e todos os seus anexos, tentei manter as coisas boas que aprendi em Karmas : acordei cedo, tomei café direitinho, tomei banho rapidinho – só não tive coragem de encarar água fria, como fazia por lá, mas amanhã eu tento de novo, de preferência numa hora em que estiver fazendo mais calor -, fui ao médico sem atrasos (perdi 3 kg, yeah !!), passei no meu trabalho daqui pra pedir sursis até segunda-feira (minha chefe não estava, mas eu deixei recado e, a menos que ela me ligue antes, só volto lá dia 06), fui ao supermercado. O tempo todo eu ia calminha, mesmo depois da última ursada do Bundibanco pra com minha pessoa, bonitinha, sem falar palavrão (o pessoal com quem eu fui colocada no começo lá em Karmas quase não falava e eu não queria chocá-los, e quando eu finalmente encontrei minha turma, já tava na hora de vir embora). Lá ia eu, sonsinha e zenzinha que nem um mestre yogue, congelado no meio da cara um sorrisinho beatífico de onde só faltava sair baba, sem me permitir irritação com o trânsito de sempre, apreciando o verde e a beleza da cidade em plena primavera, sentindo as nuvens negras cheias de chuva se acumulando no horizonte e me deixando feliz, falando bobagens ridículas sozinha (tais como “Goianiazinha bonitinha da titia”. É, eu sou boba assim mesmo, me deixem.), jurando que agora eu sou uma nova mulher e nunca mais vou deixar que nada me tire do sério à toa, e... e aí um idiota num Fox preto me cortou, me fechou e virou à direita na minha frente em alta velocidade – e sem a menor necessidade. No susto, claro que eu apertei a buzina com gosto. Ele, nem um pouco envergonhado por estar errado em vários níveis diferentes, me mostrou o dedinho com o qual ele certamente ama a si mesmo nos momentos mais solitários, e eu, mui educadamente, respondi expondo a ele o meu próprio dedinho da tecla mi (ou da corda si, para os violonistas. Quem tocar sax, flauta, triângulo, berimbau eletrônico, campainha ou galinha que descubra sozinho que dedo é esse, tá ?)... e ao mesmo tempo caía na gargalhada. Eu sabia, eu sabia. Não tem bom propósito, decisão de ano-novo em outubro nem alma zen que resista aos mautoristas de Boiânia. Então tá, agora eu tô de volta MESMO. Euzinha, a de sempre, chata, griladinha, mal-humorada, boca-suja e impaciente. Se pudesse, ainda incorporava uma Kátia-Flávia e mandava pelo rádio meu recadinho a todos os condutores feios, sujos, malvados, cornos e filhos de puta com charreteiro de toda a graaaande Boiânia : tô de volta. Ratifudê, putada.



Escrito por Cynthia às 18h43
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BRASIL, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Livros


 


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