IT'S NOT WHAT YOU SAY, IT'S HOW YOU SAY IT

ou MAGIC WORDS X MAGIC ACCENT


Quando me disseram quem seria o responsável pelo marketing político da campanha aqui em Karmas, eu, que só conhecia o cara de nome, interiormente já me predispus a gostar dele, partindo da premissa de que quem é – ou foi – tão amigo do grande, maravilhoso e saudoso Robertinho* só podia ser gente boa. Quando finalmente nos conhecemos, não formei opinião imediata. A cara de bravo não me assustou nem um pouco, já que eu também tenho uma dessas e sei que freqüentemente isso é só defesa, um jeito assim meio Ferrero Rocher** de ser. Além disso ele era muito educado, sua expertise era óbvia, o bom senso também, então ok, tudo bem.

Depois de alguns dias com diferentes opiniões sobre o trabalho, meu gênio ruim começou a se manifestar, e o dele também apareceu. Eu não sou muito boa com autoridades. Ele não é muito bom em ser contrariado. Num determinado dia, em que eu estava especialmente grilada, argumentei, discuti, me defendi, arenguei mais que o meu normal. Ele meio que apelou e me passou um sermãozinho. Fiquei muito puta com o cara, e quem me conhece ao vivo sabe o quanto minhas raivas relacionadas a trabalho costumam chegar depressa e demorar a passar. Só que desta vez a irritação sumiu antes mesmo de eu ter o tempo e a cabeça fria de notar que sim, ele é gente muito boa mesmo, de verdade, ou de admitir que eu estou feliz por tê-lo conhecido e tido a chance de trabalhar e de aprender com ele. O que agora eu já admito sem problema, by the way.

O engraçado – e é aí que entra o título do post – foi o motivo da minha ira passar antes do habitual : foi única e exclusivamente porque ele falou uma determinada palavra. Não, não foi “abracadabra” nem nada parecido. Muito menos “Desculpa” - I should be so lucky. Foi uma palavrinha à toa, desimportante, das mais comuns, e nem foi dirigida a mim. Mas acontece que ele tem um sotaque nordestino bem forte, que nem mesmo os anos passados morando em outros lugares conseguiram apagar. À parte eu achar uma fofura o sotaque pernambucano – que na verdade nem é exatamente o caso -, esse sotaque faz parte das minhas memórias afetivas mais antigas – e das mais recentes também. Explicando : meu avô paterno era maranhense (e bravo), e por isso, mesmo sendo goiano meu pai herdou um pouco do seu jeito de falar – e de ser bravo, hohoho - , então também tem essa sutil nordestinidade na fala. É coisa leve, esparsa, um “sabunete” aqui, uma “cibola” ali, um “oxente” irritado quando menos se espera... e, bom, eu sou Electra mesmo e não nego, cês sabem. Além disso o Gatim, que apesar de matogrossense, teve pai baiano, vez em quando ressuscita o velho Comandante Nelson por instantes em sua fala, seja num repentino “apariceu” ou numa meiga “bór-buleta”, que por alguma razão me deixam que nem a Jamie Lee Curtis ouvindo o Kevin Kline papagaiar italiano ou o John Cleese falar russo no filme aquele (Sai pralá, Sigmund, não Freud, cara.).

Daí pra eu juntar meu amor filial e, er, netal ? (Tem uma palavra pra “relativo a neto”, alguém sabe ? Hello-o ?) ao imenso amor pelo gatim e ao jeitinho Bahia-ao-Piauí de falar, e pro meu estranho cérebro fazer e gravar de vez no HD, sem direito a “delete”, a equação “sotaque do nordeste + homem admirável (inteligente + fofo)2 = afeto imediato” foi um pulinho.

E foi por isso que naquele dia, há uma semana ou duas (ou três, que eu já perdi a noção do tempo aqui em Karmas e só sei que vai chegar dezembro mas não chega outubro), enquanto ainda estava soltando fumacinha pelas orelhas de raiva do meu colega-em-chefe aqui, depois de levar o tal sabão (que agora admito, bem baixinho e só aqui entre nós e a internet, até que foi merecido), senti toda a irritação evaporar de uma vez, simplesmente porque ele falou, ao telefone, que alguém ou alguma coisa ia ou não “aparicer”. Foi o que bastou pra eu deixar de ser beishta imediatamente, voltar no mesmo instante a achá-lo fofo e a ir de novo com a cara do cabra, visse ? Ainda bem que ele não falou bór-buleta, senão eu era capaz de matar o homem de susto, tascando-lhe um beijo na carequinha incipiente na mesma hora.

Felizmente, nem um nem outra guardamos rancor e, mais cuidadosos com os calos um do outro, fomos melhorando a convivência devagarinho. Acho que agora já estamos trabalhando superbem juntos, e é quase uma pena que o período esteja chegando ao fim – aparentemente, eu nem sabia, mas sentia falta de “duplar” com alguém bom de texto.

Anyway, não brigamos mais (pelo menos a sério), e depois disso ele ainda mostrou, várias vezes, que era mesmo 100% merecedor do sentimento mais raro que se pode arrancar de mim : respeito. Não aquele básico que se deve a todo ser vivo, mas um respeito profundo, quase reverência, por alguém que realmente se mostra digno dele em todos os momentos. Ele pode não ser tão desbocado (pelo menos com “damas” por perto, hehehe), irreverente, maluco e irresistivelmente engraçado quanto o Roberto (que aliás, além de tudo tinha um sotaque-Ricife DELÍCIA e era a cara do meu amado Mel Brooks), mas fico feliz em saber que a estirpe dos cabras-machos de responsa não morreu naquele dia triste de abril em que fomos ao enterro do Bob. Meu novo amigo pode não saber, ou se importar, mas querendo ou não, nos dois últimos meses ganhou, sem fazer força, meu respeito e meu carinho pra sempre.

Resumo da ópera do cordel : se eu antes já acreditava incondicionalmente no poder da arte da palavra, agora vou ter que me conformar também com a força e o pudê afetivo do sutaque nordéish-tino. Oxe.

*Pra quem não leu, eu falo dele num post do dia nove de abril deste ano. Como o uol blog não tem permalink - ou se tiver, eu não sei como mexer com ele -, quem se interessar é só olhar nos arquivos.

**Aquele chocolatinho crocante por fora, derretido por dentro... and a full nut deep inside, hahaha...

 



Escrito por Cynthia às 23h27
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DIÁLOGOS BOBOS, NOJENTOS E COMPLETAMENTE IMUNDOS

Cynthia diz:

putz, o locutor da grobo acaba de falar "bandeira amarela sendo 'gesticulada'"

Nelson Moraes diz:

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Nelson Moraes diz:

Ela tá gesticulando mesmo: tá mostrando o dedo médio pra ele.

Cynthia diz:

Hahahahahaha




Nelson Moraes diz:

E gente chegando no meu blog atrás de Jack Bauer pelado...?

Cynthia diz:

eita

Nelson Moraes diz:

Dá vontade de mandar irem tomar 24 horas no cu.

Cynthia diz:

hahahaha, cruizcredo. assim num tem ku que agüente. nem ky.




Cynthia diz:

Vishmaria, tem alguém da vara da infância e da juventude do RJ no meu sitemeter. É hoje que eu vou em cana...

Nelson Moraes diz:

Hahahahahahahahahahahahahahaha

Cynthia diz:

vai rindo... depois quando eu aparecer tampando a cara no jornal nacional eu quero ver...

Nelson Moraes diz:

Uai. Que ato atentatório cê pode ter cometido no blog?

Cynthia diz:

hehehe, fiquei olhando pra criancinhos de 22 anos com cara de véia sem-vergonha

Nelson Moraes diz:

É. Ped*filia.

Cynthia diz:

Também não exagera, foi uma PedRofilia, no máximo.

Nelson Moraes diz:

Fica xavecando fidazôta, dá nisso.

Cynthia diz:

né fio da zôta não, sô, é da zabé, aquela-uma do vôlei...

Cynthia diz:

Falar em Pedrofilia, e quem gosta de pum na hora do vamovê, tipo o James Joyce, é o que, peidófilo ?

Nelson Moraes diz:

Hahahahahahahaha...


Nelson Moraes diz:

...é que a profissão da fdp é mulher de milionário. O cara é bronco, ela é burra, e os dois nadam em dinheiro. La vie en rose.

Cynthia diz:

É... e nóis, tão inteligentinhos, nessa dureza. La vie est une merde

Nelson Moraes diz:

Mer de merde.

Cynthia diz:

Hehehehe

Cynthia diz:

La mère des mers de merde.





Nelson Moraes diz:

Eu ia até concordar com o cara que disse que a única vantagem da solidão é poder ir ao banheiro e deixar a porta aberta - mas como fazer isso com a Nina me encarando?

Cynthia diz:

HAHAHAHAHAHAHAHAHA

Nelson Moraes diz:

E ela ainda olha como quem diz "Que cara é essa que cê tá fazendo enquanto tá aí sentado?"

Cynthia diz:

Essa gata não tem olfaaaaaaaaaaaaaaaato...




Cynthia diz:

E o coleguinha aqui é mesmo uma fonte inesgotável de risos e nojos e secreções corporais. Ele tinha dado uma diminuída na extração catotal, até pensei que o Xxxxx tivesse falado com ele... aí hoje ele tava tirando coisas... tcharam... DO OUVIDO, hahahahaha... e pra não sair da dieta, continua roendo unhas enriquecidas e vitaminadas depois...

Nelson Moraes diz:

Hahahahahaha. Só espero que ao final da campanha ele não comece a tirar badalhoca do rabo.

Cynthia diz:

Aaaaaaarrrgghghh... vou ali vomitar e já volto.


Cynthia diz:

Lindo, cê num vai acreditar. Agora ele tá palitando os dentes DE TRÁS com uma tampa de caneta Bic. E engolindo tudim.

Nelson Moraes diz:

Caramba

Cynthia diz:

Ele é um sistema fechado, né possível. Tudo que o corpo dele produz ele mesmo come. Deve ser por isso que eu nunca vejo o cara sair pra almoçar. Aposto que ele até só bate umazinha apontando pra própria boca, pra não perder nada.

Nelson Moraes diz:

Ugh. Acho que agora quem vai vomitar sou eu...



Escrito por Cynthia às 22h46
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BROWN SUGAR

ou ESSES PEDROS...

ou ainda COMUNISTA, EU ?



Nada pra fazer no domingo, nada de TV a cabo, nada de conseguir dormir até meio-dia, nada de paciência pra ler o tijolaço que eu trouxe, nada de roomie, que foi trabalhar, fico aqui vendo uma partida de vôlei de praia entre uma dupla brasileira e uma alemã, enquanto lavo calcinhas na pia do banheiro e tomo café da manhã no quarto – convém explicar que não é room service não, queridos, é que o café do hotel é tão fraquim, tão pouquim, tão quase inexistente, que desisti dele de vez faz tempo : achei um supermercado, abasteci o frigobar e agora eu mesma faço meu breakfast at Karmas' todo dia. Mas voltando ao vôlei : torço pelo Brasil, claro, mas penso seriamente em desligar a TV, de pura impaciência, lá pela oitava vez (em cinco minutos) em que um ou outro dos narradores ou comentaristas fala que o Pedro é filho da Isabel e só tem 22 anos. Como o jogo tá bom, continuo assistindo. E ao notar os deltóides, as sobrancelhas grossas, o sorrisão branco, os lindos cílios e a cor chocolate-ao-leite da pele do Pedro, sua beleza máscula (uiuiui) tão indiscutível que nem o bigodinho motorista-de-ônibus-e-galã-da-vila consegue atrapalhar, começo a achar bom que eles digam a todo momento o que já não me parece tão óbvio : ele só tem 22 anos, ele é um menino, é um menino, é um menino... logo eu, que nunca achei graça em homem novinho, nem quando era novinha eu própria, nunca liguei pra medalha de ouro e sempre suspirei por um cabelinho de prata. Acho que preciso voltar pra casa logo, viu.



Escrito por Cynthia às 10h55
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POST MALUCO-FEIÚRA


Este post provavelmente vai parecer meio esquisito, e com razão. É que eu tô completamente chocada, indignada, revoltada, e como não posso devo nem desabafar direito, já escrevi, reescrevi e triescrevi essa droga até ela virar um monstro de Frankenstein retratado pelo Picasso durante a very bad hair day.

E olha que eu tomo cuidado pra não me sentir assim. Eu bem que tento não cutucar meu feminismo hidrófobo pra não enfartar. Eu chego a deixar na prateleira da livraria um volume que me chamou, piscou e fez fiu-fiu, pra ele não me provocar um AVC. Eu mudo de canal diante de um certo tipo – nah, de vááááários tipos – de notícias, pra não ter um surto psicótico.

Só que tem coisas que saltam na frente da gente de repente. Ou pulam de trás de uma árvore. Ou caem do teto, feito uma lagartixa repentinamente abandonada pelas forças de van der Waals (obrigada, dotôra). A mais recente lagartixa cadente que me mostraram, com laudo do IML e tudo, eu não vou contar pra vocês porque pode dar problema pro meu lado. Basta dizer que, por menos que eu fosse com a cara feia da figura em questão, não imaginava isso nunca, e tô passada, dobrada e guardada no closet.

Mas eu não vou falar mais disso. Nem usar a informação. Na verdade, não vou nem me perguntar silenciosamente que país é este, já que sei muito bem (bem até demais), e já que nunca me esqueço de que, por aqui, todo mundo se esquece de crimes contra a mulher, principalmente se ela sai viva no final, não importa que idade tenha. Afinal, como já teve a cara de pau de afirmar um senhor que depois disso já esteve entre os mais votados de São Paulo, “tudo bem, se está com vontade sexual, estupra, mas não mata.”

Não, nada disso eu vou fazer, em nome da proteção da minha já combalida saúde e das já excessivamente tensionadas, apesar de inexistentes, fibras da imaginária derme do meu metafórico saquinho. Mas vou, sim, feminismo hidrófobo notwithstanding, ficar pra sempre fascinada com o diâmetro e o peso de los cojones, por mais conotativos que sejam, de quem ainda tem coragem de ter filhos (e principalmente filhas !!) numa Terra dessas. “Terra com maiúscula, Cynthia ?”. É, sim : tô falando é do planeta.

 



Escrito por Cynthia às 12h00
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THIS IS NOT KOSHER

 

   Assim como existem as expressões “carioca da gema” (nunca entendi o que a carioquice tem a ver com os ovos, mas enfim), “corintiano dos quatro costados” (Hem?), “baiano arretado” e outras bobagens supostamente atestatórias de que a figura em questão não seja um carioca falsificado, um palmeirense infiltrado ou um impostor piauiense disfarçado de baiano, também existe uma forma horrorosa de se dizer que alguém é goiano de verdade : é a famosa – ou melhor, infame – expressão “goiano do pé rachado”, que se por um lado consegue ser mais feia que todas as outras juntas, por outro pelo menos tem uma explicação lógica. É que, graças (?!) ao clima infernalmente quente e deserticamente seco daqui durante no mínimo 6 meses – às vezes mais, hello, global scorching warming ! - por ano, a pele das pessoas costuma ficar muito desidratada, chegando até mesmo a rachar, feito o solo do sertão em tempo de estio. Áreas que normalmente já são mais secas, como joelhos, cotovelos, e óbvio, as solas dos pés, são as mais afetadas. Não sei por que o pé foi escolhido para a expressão. Talvez por eufonia, talvez por desambiguação (“goiano do cotovelo rachado” poderia dar a entender que aqui a incidência de dor de cotovelo fosse maior do que no resto do Brasil, e “do joelho rachado”, que fôssemos excessivamente carolas), talvez por pura economia de sílabas.

   Apesar de não ser a mais vaidosa das mulheres, de ter birra de salão, de mani-e-pedi e de ser radicalmente contra rapa-pés até mesmo no sentido literal, sempre usei creminhos suficientes para preservar meus simpáticos pés contra o apelidinho tenebroso e a realidade ainda mais tétrica que o originou. Minhas patinhas até ficam ressecadas, claro, mas nunca o suficiente pra ferir minha cútis de lírio (hohoho) ou pra poder disputar feiúra com pés de paquidermes. Mas estou apreensiva. É que quanto mais se avança rumo ao equador, piores são as condições climáticas. Estou em Boiânia - em sursis - desde sábado, mas volto pro paralelo 13 hoje. Hélas, os meus dois meses de Karmas ainda não chegaram ao fim (quinze dias ainda, and counting) e eu já tenho que passar mais creme a cada dia, e mesmo assim, às vezes, depois do banho ou ao acordar, a pele chega a doer de tão seca e esticada. Não vou me descuidar, mas tenho medo de, mesmo assim, chegar ao fim desse período como coisa ainda pior do que uma goiana do pé rachado : como uma karmense, e não de modestos pés rachados, mas sim de cascos. Fendidos.

 



Escrito por Cynthia às 14h23
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SÓ ASSIM...

ou QUEM NÃO TEM GATIM POR PERTO CAÇA COM TRAÇA

ou ainda O PRAZER DE JOGAR NUNCA FOI TÃO GRANDE

ou, já que eu tô sem assunto pra post, só pra títulos, 3.300 PONTOS, SÓ ?!

Yes, yees, yeeeess, YEEEEEESSSSSS !!!!!

Quer jogar também ? Aqui tem. Só não garanto o prazer total, porque foi pura coincidência...



Escrito por Cynthia às 15h15
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TORPOR À SEGUNDA VISTA

De tanto (e tanto e tanto e tanto) ouvir, já sei de cor e salteado o hino de Karmas, erros de português e tudo – com aquela velha mania do brasileiro de querer ser “poético” apelando pra segunda pessoa “tu”, mas conjugando os verbos do pretérito todos com o “s” no final, que só vale para “vós”. Tudo bem, o Cartola também fez isso. Mas ele era pedreiro, compositor popular, e o que tinha de talento compensava bastante pelos pequenos erros oriundos da educação formal insuficiente. Mas digrido. O que eu queria dizer mesmo é que o verdadeiro hino de Karmas deveria ser a música-tema de Carruagens de Fogo. Aquela que, quem viu o filme sabe, pede – ou melhor, exige – que toda e qualquer ação, por menor, seja realizada em câmera ultrale e  e   n   t    a    a     a    .   .   .

 

 

Aliás, o povo daqui (garçons, concièrges – heh -, balconistas etc.) poderia facilmente dar aulas de atendimento tanto aos franceses quanto aos baianos. Não porque sejam algum primor de delicadeza e agilidade, mas sim porque deixam no chinelo tous les deux em suas respectivas, hã, marcas registradas de atendimento ao público.

 

 

O público é outra história. Seja numa reunião de cabos eleitorais das classes C e D, seja num restaurante por quilo “chique”, todos parecem filhos únicos de mãe viúva, velha e rica, ou seja : têm plena convicção de que o mundo existe para servi-los, e de que têm total direito de fazer o que bem lhes der na telha, tanto em termos de (des)respeito às leis de trânsito quanto a filas, pessoas idosas, boas maneiras, decibéis máximos aceitáveis, sinais vermelhos etc. Ou seja (e como eu já disse antes ) : são iguaizinhos ao povo todo do resto do Brasil. Acho que o negócio vai ser emigrar mesmo. Como será que eu faço pra pedir asilo, er, filosófico, hem ?

 



Escrito por Cynthia às 10h40
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INTERNET É PRA ESSAS COISAS

ou UM MINÚSCULO AFOGAMENTO E UM COPO DE BATIDA DE PITANGA

 

Eu tinha acabado de escrever outro post furibundo pra botar aqui, xingando uns e outros, sendo malvadinha, sarcástica e venenosa pra tentar me consolar da tristeza, das saudades de casa, da minha felina filha e do monamu, da falta de grana e das contusões, equimoses e ralados impingidos ao meu pobre orgulho, diariamente espancado e ferido por aqui. Mas aí fui falar com o gatim pelo MSN e ele me disse que o livro da Fal tinha chegado lá em casa, e ainda “leu” as dedicatórias pra mim. A impressa, que ela fez pro Alexandre, e a manuscrita - à caneta e com a letrinha dela -, que nossa frô fez pra gente (eu, gatim e Nina). Reações ? Ah, diversas : meu coração derreteu, meu veneno errou de rumo e se perdeu (roubei sim, e daí ?), minha irritação se liquefez completamente, tanto que chegou a transbordar um pouquinho pelos olhos... e quando a onda inesperada de amor e ternura que quebrou na minha praia refluiu um pouco, não vi mais nem sinal da raiva que eu estava sentindo do mundo inteiro até então. Acho que a bichinha se afogou... ou então saiu pingando, envergonhada do caixote, e foi se sentar debaixo de um coqueiro, de cabelim lambido e drinque colorido na mão, ronronando bem baixinho. Pode até ser que ela ainda volte, mais cedo ou mais tarde, mas pelo menos vai estar mais bonita e bronzeada. E o marzão continua lá, firme, forte... e pra sempre. Te amamos, Fal.

 

Meu, meu, meu... 



Escrito por Cynthia às 09h10
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LOVE THYSELF... JUST A LITTLE BIT LESS

ou CONFUNDINDO AMOR-PRÓPRIO COM “VAI TE F...”

 

Nada-nada (nada mesmo) contra pessoas que sabem seu próprio valor, confiam no seu taco, no seu bom gosto, em sua educação, instrução e/ou erudição – mesmo que a soletrem, sei lá, com h ou ss -, que  gostam da própria aparência, voz e porte, que se conhecem profundamente e ainda assim se estimam e se amam to bits. Mas pelamor, cadê o famoso e sempre bem-vindo grano salis, putada ? Não rola um pouquinhozinho só, por minúsculo que seja, de auto-dúvida, de humor autodepreciativo, com ou sem hífen, e de pulguinha cantando “talvez, talveeeez você não seja a última molécula de H2O do Saara, viu, fofo(a) ?” atrás da orelha do ser senciente, não ? Algo que funcione que nem aquela pitadinha de bicarbonato que não deixa o bolo ficar nojento de tão doce e evita que ele afunde e sole em sua própria chocolaticidade rica e densa, cadê ? Porque, vou te falar, quando a dose de “sou lindo(a), gostoso(a), maravilhoso(a), talentoso(a), sedutor(a), tesudo(a), interessante, sensível, irresistível e genial (uf)” só varia de over a hiper, até a parte boa começa a bichar, e aí não tem antiemético (com hífen ou etc.) que dê conta. Nessa hora, meu cerebrozinho disléxico começa a jurar que foi esse povo e não ele quem leu errado o velho clichê “é chato ser gostoso” e começou a crer, do fundo mais profundo e meditabundo do seu EEEEEUUUUÔÔÔÔ superior, sedoso, malhado e vitaminado, que o gostoso mesmo é ser chato(a). Ô, raca. Sem cedilha.



Escrito por Cynthia às 13h23
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COMO SER FELIZ EM 3 PASSOS SIMPLES

1-Encontre a tecla

2-Aperte a tecla

3-Seja feliz.

... sem KY e com camisinha de lixa d'água !



Escrito por Cynthia às 09h18
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