"SAI, MANCHA MALDITA."

Como ?! Estas mãos nunca mais ficarão limpas ?

 

Apesar de só usar cabelo relativamente comprido, adorar um salto agulha e – quando era magra - ser apaixonada por ligas e meias 7/8 ou de costura, espartilhos e vestidos, eu nunca tive paciência suficiente pra vááários aspectos da mulherzice. Por isso, depois que minha mãe perdeu a jurisdição sobre meu visual, nunca mais usei bobes ou secador e troquei as doloridas ceras quentes pela boa e velha (e principalmente, indolor) lâmina; só comecei a usar batom todo dia depois dos 30 anos de idade, hidratante depois dos 35, rímel depois dos 41 (quando voltei a ter acesso ao meu amado-idolatrado-salve-salve Blinc Kiss Me, primeiro e único), e , até hoje, continuo resistindo bravamente à depilação pedofilogênica, à retirada das minhas pobres sobrancelhas, à pintura de cabelos – no máximo mando uma henna pra cima deles de vez em quando, tão raramente que já nem me lembro quando foi a última vez, mas sei que faz mais de ano -  e, não admitindo que tirem minhas cutículas e odiando conversas de salão com todas as forças, também não passo esmalte. No máximo eu mesma aplico uma basezinha fortificante, porque minhas unhas são feitas com material de 2ª, e incolor, já que dessa idade não fica bem usar a única cor de esmalte de que eu realmente gosto (preto, of course). Mas aí ontem à noite eu resolvi, um pouco por ter ouvido dizer que esmaltes escuros deixam as unhas mais duras, um pouco por curiosidade, experimentar um esmalte vermelho, quase vinho. Como era apenas uma experiência, passei o bicho sozinha, em casa, sem muita destreza e sem muita preocupação com coisas fúteis como limites entre unha e dedo. Ficou até bem legal – se a gente olhar sem óculos, hehehe -, gatim achou séquici© e eu mesma não estranhei tanto quanto esperava. Até pretendo dar uma chance ao escarlate e ao salão de beleza (mas não, não mesmo, à retirada das cutículas : a manicure que se vire). O problema é que, na hora de tirar, não teve santo que conseguisse limpar 100% minhas garrinhas daquela gororoba cor de sangue. Passei removedor, lavei com escovinha, empurrei, passei hidratante, passei acetona com algodão, com cotonete, com palito, e apesar de as unhas em si terem ficado limpas, os cantinhos, parte das cutículas e até da pele debaixo das unhas ainda têm traços vermelhos, como se eu tivesse descascado 10 kg de beterrabas ou assassinado um touro, literalmente, à unha. Mas não sei o que eu tô estranhando, porque isso é bem a minha cara mesmo : o mais perto que eu chego de ser uma lady é ser... uma Lady Macbeth.  



Escrito por Cynthia às 15h53
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ANOTHER THREE BITE THE DUST

Igual a quase todo mundo, também lamentei que a ministra Marina Silva tivesse saído do governo. Isso até saber que ela não só é criacionista como também advoga o ensino dessa bobagem nas escolas. A notícia é antiga, eu sei, mas eu sou lentinha mesmo. Anyway, depois que - finalmente - fiquei sabendo disso, comecei a achar que, sinceramente,  ela já foi tarde. Evoluir ou perecer, é assim que funciona. Ou deveria.

 

 

 

Esse mundo tá ficando a cada dia mais burro e sem graça. Agora foi o George Carlin, mais um dos meus velhinhos preferidos, quem bateu as botas. Mas pelo menos não foi de doenças longas, dolorosas e degenerativas. Espero que tenha sido rápido e tão indolor quanto possível. Love, love, love, and bye-bye, Carlin. Shit, piss, fuck, cunt, cocksucker, motherfucker, and tits forever.

 

 

 

Amy Winehouse internada com enfisema por causa do abuso de drogas. Que desperdício, né ? Não compartilho o gosto, mas até entendo que ela goste de viver sempre high as a kite. Mas pô, pelo que eu sei, todo o conceito de drogas recreativas é levar a vida – se possível, longa - no recreio, não no balão de oxigênio. Vai conversar com o titio Keith Richards, filhinha. Vê se aprende.



Escrito por Cynthia às 14h35
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CONTRA AZIA, MAL-ESTAR E FALTA DE ASSUNTO...

...DIÁLOGOS BOBOS !!

 

   Ela diz:

    E aí, cê tá melhorzinha ?

Cynthia diz:

   Até tava, mas aí vim trabalhar e no caminho tinha um ônibus  

   andando na minha frente, com propaganda daquele programa local

   estampado na traseira (me recuso a chamar a bunda do ônibus de

   ‘busdoor’).

Ela diz:

    Hehehe... mas o que tem uma coisa com a outra ?

Cynthia diz:

   É que ser obrigada a ver a cara do Phulanal Sicranneira em

   tamanho extra-grande numa puta segunda-feira, estando de

   estômago embrulhado, é de matar qualquer um...

 


 

Léo diz:

Sabe aquelas campanhas que você tem de fazer numa sentada só em, no máximo, meio período? Aquelas campanhas que o cliente não pode esperar pois a temporada é em julho e só faltam dois meses? Então, a campanha tá pronta desde a semana passada, mas está jogada aqui na mesa ao lado esperando a menina do atendimento ter tempo pra levar.

Cynthia diz:

Puta merda. Mas pelo menos ninguém meteu o dedão nela não, né ? Digo, na campanha, não na menina do atendimento...  

Léo diz:

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

 


 

Nelson Moraes diz:

Mas esse povo é assim mesmo. Todos se lambem e se elogiam. Já na minha equipe eu andei reparando até numas disputazinhas de ego. Todo mundo age que nem judeu, só se une quando alguém de fora puxa briga com eles... mas foda-se. Sempre teremos Paris.

Cynthia diz:

Sei não, acho que cês sempre terão é Páris. E a briga constante pela maçã de ouro.

Nelson Moraes diz:

    Hahahahahahahahahaha...

 


 

Nelson Moraes diz:

Vortei.

Cynthia diz:

sodaaaaaaaaaaaaaaaaaade do mobééém

Nelson Moraes diz:

 Cynthia diz:

demoreaux, chéri.

Nelson Moraes diz:

Preunião de ré-produção.

Cynthia diz:

ré-produção ? Isso pra mim é trepada...

Cynthia diz:

...na Bahia !

Nelson Moraes diz:

Hahahahahaha

Cynthia diz:

... mas se é com preunião, é só depois de casar, né ?

 


 

Cynthia diz:

...mas que merda essa notícia, hem ? Parece que nos últimos meses, quem não morre de câncer tá se desfazendo em Alzheimer...

Nelson Moraes diz:

É, a gente vai ter que escolher no uni-duni-tê.

Cynthia diz:

Tipo cianureto, barbitúricos ou gás ?

 



Escrito por Cynthia às 14h48
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FINDE (MUNDO) NEWS

Eu não entendo nada de direito internacional, mas suspeito que deve existir alguma lei pétrea que reze que absolutamente todo e qualquer filme realizado na - ou sobre a - França tem que ter, obrigatoriamente, o Gérard Dépardieu no elenco, nem que seja por dez segundos. Ainda bem que ele é bom.

 

Tem cineasta que consegue fazer, em cinco minutos, uma história inteira, com classe, belas cenas e emoção suficientes pra um longa metragem. E tem outros com quem até mesmo cinco minutos são um imperdoável desperdício de celulóide.

 

É impressionante a incapacidade norte-americana de descobrir – ou de perguntar logo a quem saiba – nomes latinos decentes para os seus personagens. Depois da enxurrada de ridículos prenomes ConsuelA (?) para qualquer hispânica cinematográfica das últimas décadas, agora chegou a vez de botar nomes idiotas nas personagens brasileiras, como uma “Sondra” interpretada pela menina aquela no filme de kung fu pittboy-jutsu do Mamet. Gatim ainda se perguntou (retoricamente, claro) “Mas se ela é brasileira e tava filmando com ele, custava ter dito pro cara que esse nome não se usa no Brasil, e pedir pra mudar, sei lá, pra 'Sandra' ?”. Sei não, mas acho que a única conclusão possível e plausível é de que a moça deve ser meio, er, mondra ?

 

Ando perdendo todos os filmes legais no cinema, acabo só assistindo aos bichinhos meses depois, quando saem em DVD. Não é só por preguiça de ser obrigada a assisti-los junto a platéias que fazem eu me sentir dentro da jaula dos macacos (on meth), nem pela comodidade de poder parar, voltar, dar zoom, ir tirar dúvidas no imdb a qualquer momento ou botar legendas em inglês, não. É principalmente pra ir me preparando. Porque sinceramente, eu não gosto, mas posso até ver, sem maiores traumas, filmes em que 322 figurantes são mortos com metralhadora, mísseis ou a dentadas de vampiros e lobisomens nos primeiros cinco minutos, mas não sei se tenho estrutura pra assistir a um único em que uma mulher legal e inteligente vai perdendo tudo o que importa e se desfazendo aos poucos em mal de Alzheimer. Pra mim, horror/terror de-vera-mesmo-pra-valer é isso : perigo real e, de certa forma, imediato. E sem o Harrison Ford no casting.

 

Adoro o Zeca Baleiro, sempre que posso vou aos shows, e mesmo quando ele começa 40 minutos atrasado sempre acho bom. Ainda mais quando ele resolve cantar uma música do Chico Buarque que quase ninguém conhece – e portanto permitem que ele cante sozinho - e que eu amo de todo coração. Quase dá pra esquecer a vergonha alheia pelas malucas esparsas na platéia gritando inacreditáveis “lindo”, “gostoso”, “vamo lá pra casa” e outras mimosuras, mesmo DEPOIS do cara, num deboche muito merecido, dizer coisas como “Adoro ver criança na platéia. Mais até do que essas moças assanhadas assim” e “Eu vou tentar cantar a canção que aquela senhora alterada ali pediu”. Quase. Mas aí ele canta uma música neo-brega muito divertida e lembra que sim, Amado Batista é daqui. Aiai.

 

Eu acho até legal que temakerias estejam na moda, já que adoro comida japa e acredito que a concorrência aumenta a competência. Além do mais, como bem lembrou minha sobrinha, quando a moda passar alguns dos restaurantes vão continuar, mas os preços devem cair. O duro é agüentar a faunazinha presente nos lugares que por acaso servem comida de que você gosta antes que a moda acabe. A combinação de água oxigenada com a energia elétrica gasta nas chapinhas das Barbies – o ataque das clones - que, aparentemente, formam 80% da população da cidade, deve ser suficiente pra explodir um pequeno país europeu (ou dois). Já o Q.I. combinado de todas não parece ser capaz de gerar meia sinapse num cérebro de rã hibernada a -10ºC , e a profundidade dos assuntos e sentimentos (expostos em conversas sempre em volume mais alto do que o necessário e com aquele adorável R de envergonhar até sorocabano) mal daria pra molhar o fundo de um CD. Bom, pelo menos deve ser bom pra insônia.

 

Toda vez que sou obrigada a ficar no meio de uma multidão, chego à mesma conclusão : gente é que nem bebida alcoólica. Umas poucas unidades, em pequenas doses, são excelentes, divertidas e podem diminuir inibições e até causar uma leve euforia. Mas basta passar de um certo número – normalmente de um único dígito, aliás – pra só causarem mal estar, desequilíbrio, engulhos, dor de cabeça e (não importa se própria ou alheia) muita, muita vergonha. Mas muita mesmo.

 



Escrito por Cynthia às 04h35
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JÁ QUE (AINDA) NÃO TE DEI PRESENTE, VAI SÓ A DECLARAÇÃO :

NOSSO AMOR É VIRA-LATA, SIM...

Gimme some sugar, babe... mmm...

... MAS O IMPORTANTE É QUE VOCÊ É MEU GATIM !

E não sei o que é melhor : gatim que sabe dar o presente certo ou cunhada que faz o chocolate diet mais lindo e gostoso do planeta...



Escrito por Cynthia às 15h08
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TOEFL DID-O

ou NUNCA VI UMBU SER TÃO AZEDO, TEACHER

 

 

Escolas de inglês mudernas e descoladas – prefiro chamá-las de “cool”, combina perfeitamente com elas - não gostam de professores rígidos. Afinal de contas, aluno agora é cliente, e o cliente tem sempre razão, mesmo quando é uma besta completa. Na maior parte das vezes, o cliente não gosta de ter que pensar, ou trabalhar em casa, ou de ter nota baixa, ou, no caso dos pagantes serem os pais do monstrinho respeitável discente , de ter que se preocupar, supervisionar ou, de qualquer forma, perder tempo com a beleza de criatura que cuspiu no mundo. A lógica dominante e aceita dos dois lados é de que quem paga está previamente coberto de razão. Além do mais, segundo a maioria das escolas, o importante é que o aluno “consiga se comunicar”, mesmo que isso signifique que o gênio da raça vai escrever coisas como “My house stay well in the corner of the avenue Assis Chateubriant (look, mamma, a bilingual illiterate !) with the street Republic of Líbano” sem nem ficar vermelho, e que, se algum dia quiser, sei lá,  comer um frango em algum restaurante fora do país, mesmo tendo estudado sabe-se lá quantos semestres, terá que fazer uma ridícula mímica de galinha retardada – e ainda contar pros outros depois, achando lindo – e sempre levar horas pra “comunicar” qualquer bobagenzinha que, se tivesse tido a inteligência de aproveitar bem seu dinheiro e suas aulas, poderia dizer claramente em 10 segundos. E por que não, né ? Afinal, todo mundo sabe como são simpáticos e pacientes os gringos, especialmente os americanos (e adivinha pra onde quer ir o grosso dos aplicados estudantes brasileiros ?) com quem não fala a língua deles, principalmente quando o cacarejante e adejante palhaço em questão é obviamente vindo do que eles ainda chamam de 3º mundo – poderiam chamar de “bárbaros” que dava no mesmo – e além de tudo, é quase sempre completamente incapaz de usar as palavrinhas mágicas correspondentes a excuse me, please e thank you, nem mesmo no seu próprio idioma.  Aí o sujeito passa seis meses num intercâmbio em Miami ou lavando prato ilegalmente na rua 42 em NY, aprende um bocadinho de espanhol e um pouquinho de ingreis – sua cultura geral continua a mesma, ou seja, algo bem próximo do zero absoluto - e quando volta, cheio de pose, vai “trabalhar” dando aula pra outros clientes ou pior, dublando filme. E aí, entre outras pérolas, traduz, por exemplo, “sourpuss”* como “covarde amargo”. Quem não conhece a língua – ou conhece tanto quanto ele – acha meio estranho, mas segue em frente, com maior ou menor prejuízo do entendimento da história e dos diálogos. Quem nasceu antes da era do aluno-cliente, ou simplesmente se deu ao trabalho de aprender direito, fica rindo um tempão, feito um bobo, não tanto só da burrice do tradutor, mas principalmente de alívio. Porque sabe que quando um ex-cliente cheio de razão e curto de paciência resolve quebrar a palavra desconhecida por ele em duas e traduzir sour** e pussy*** separadamente, a coisa podia, fácil, fácil, ter saído BEM pior...   

 

* cara amarrada

** azedo (e não, não, não amargo)

*** palavra que tem, entre seus vários significados, o de covarde, mas também o de gatinha e o de, hum, digamos... xoxana.



Escrito por Cynthia às 00h18
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PERGUNTAS QUE NINGUÉM NUNCA ME RESPONDE - MAS QUE EU CONTINUO FAZENDO MESMO ASSIM

 Por que será que mesmo com toda a tecnologia disponível hoje em dia, com simuladores pra tudo o que se puder pensar (até pra trepada, pelo que eu ouço dizer), o povo ainda insiste em colocar os coitadinhos dos manés-aprendizes de motorista num carro de verdade, a 30 km/h, no meio do trânsito nas principais avenidas da cidade – e na hora do rush ?

 

 

 Por que será que os fdp dos produtores de séries americanas, quando vêem que a audiência de uma delas não vai bem e é melhor cancelar, não têm nem a delicadeza de dar uma satisfaçãozinha pros poucos milhares de bobocas que assistiam àquela merda – aliás, merda o cacete : pela minha experiência, algumas das melhores séries já criadas são canceladas ainda na primeira ou segunda temporada, enquanto bobagens insuportáveis como king of queens duram anos e anos – mas, dizia eu, custava tanto assim eles respeitarem a pequena-porém-fiel platéia e pelo menos criar e produzir um (ou dois, ou três, quantos fossem necessários, oras) episódio amarrando as pontas, passando a régua e, como dizia o bom e velho Duke, “pondo logo um amém nisso” ?

 

 

 Por que será que foi só o gatim confundir a música que eu estava assoviando e achando lindinha – Anyone else but you – com a Macarena pra eu perder completamente o encantamento por ela ?

 

 

 Por que será que mulheres com mais de 5 - tá bom, tá bom, deixo por "com mais de 25" - aninhos insistem em usar franjinha de Cleópatra, e acreditam que aquilo lhes cai bem ?

 

 

 Por que será que bastou meu salário chegar a níveis nunca antes alcançados (pra baixo, é bom explicar) e começar a atrasar pra que praticamente TODAS as minhas despesas fixas e variáveis aumentassem, sem motivo e sem aviso ?



Escrito por Cynthia às 03h28
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REMENDANDO LAURIE

ou SENTANDO EM CIMA DO RABO

 

Lá por 2002, 2003, logo que eu fiquei sabendo da existência – e do que se tratava - eu achava esse negócio de blog meio estranho, um lance meio narciso-descontrol-despudorado, meio excessivamente exibicionista, sei lá. Aí gatim foi me cooptando e, aos poucos, comecei a achar que o tal do blog tinha suas vantagens - pra mim, especificamente, elas são : terapia grátis, válvula de escape e, principalmente, uma maneira de ler textos sensacionais que nunca seriam publicados, e de conhecer e fazer amizades, mais ou menos profundas ou superficiais, com pessoas maravilhosas, que de outra forma eu jamais saberia que existiam (e vice-versa). Mas ainda hoje, quando eu vejo a quantidade de formas que surgem quase diariamente (e que algumas pessoas usam superbem, mas a grande maioria utiliza não só para se expressar como também para matar uma fome por atenção que não pode ser normal), eu me lembro do trecho de uma musiquinha da Laurie Anderson que sempre me vinha à cabeça lá nos primórdios, quando eu via uma página especialmente boba e sem razão de ser no orkut, num blog, num fotolog.  São versos primos-irmãos da frase dos quinze minutos do Andy Warhol, e como foram escritos por volta de 1983, bem antes da onda de reality shows e outras anomalias televisivas, tão proféticos quanto. Só achei que minha estrofe preferida merecia um pequeno adendo – que eu fiz, e está aí embaixo, em vermelho – pra dar uma atualizada na letra. O pior é que eu tenho absoluta certeza de que deixei um monte de outras novidades de fora...

 

Well I dreamed there was an island
That rose up from the sea.
And everybody on the island
Was somebody from a blog, fotolog, twitter, myspace, facebook, orkut, youtube, movies or TV.
And there was a beautiful view
But nobody could see.
Cause everybody on the island
Was saying: Look at me!
Look at me! Look at me! Look at me!

Look at me! Look at me! Look at me! Look at me!

 

Eu sonhei que havia uma ilha

Que surgiu do mar, sem por quê.

E todo mundo na tal ilha

Era alguém de um blog, fotolog, twitter, myspace, facebook, orkut, youtube, cinema ou programa de TV

E a vista era muito linda

Mas ninguém via nada, enfim

Porque todo mundo lá na ilha

Dizia o tempo todo : Olha pra mim ! Olha pra mim ! Olha pra mim ! Olha pra mim ! Olha pra mim ! Olha pra mim ! Olha pra mim ! Olha pra mim !



Escrito por Cynthia às 15h45
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