ALTERNATIVE LIFESTYLE É ISSO AÍ.

Gatim e eu devemos mesmo ser uns pervertidos, uns tarados escrotos sem preceito, sem vergonha na cara e sem noção. Ou isso ou nós faltamos à aula no dia em que explicaram que é obrigatório odiar seu cônjuge, no máximo a partir de dois anos de casamento, e falar sempre mal dele, e tratá-lo como a um(a) irmã(o) especialmente irritante, e fazer piadinhas derrogatórias sobre sua inteligência/aparência/capacidade, e ser infiel sempre que possível, e continuar juntos só por preguiça. Só isso pra explicar por que tanta gente nos acha um casal esquisito e/ou antinatural (ou tem certeza de que nós somos uns falsos) só porque até hoje, 10 anos depois, a gente ainda se ama, se gosta, e aprecia tão profundamente a companhia, as idéias, a voz, o toque um do outro, e tem tanto assunto e tanta saudade no fim do dia, mesmo se comunicando por MSN o tempo todo. Deve ser esta nossa inominável perversão que faz com que a gente ainda se trate com uma delicadeza e educação que a maioria das pessoas mal dispensa a estranhos, raramente a amigos e nunca a parentes ou maridos/mulheres. Só isso pra explicar por que, num bar cheio de gente, o barrigudão sentado sozinho por horas escolheu justo o gatim pra chamar (via recadinho pelo garçom) pra jogar sinuca com ele, e ainda ficar chateado – e vir tirar satisfa COMIGO, assim que o gatim foi ao banheiro – quando ele recusou delicadamente. Se havia pelo menos outras 10 mesas, com duplas, trios ou turmas de amigos (a maioria só de homens) jogando, se o fofão não era gay – e mesmo que fosse, seria preciso muita cara-de-pau pra cantar um cara junto com a mulher, né não ? – e se nós estávamos tão obviamente nos divertindo, nos bastando e morrendo de rir com nossas piadinhas particulares, mal notando o resto do mundo à nossa volta, por que ele foi escolher justo o meu barbudinho de camisa florida pra jogar a leite de pato com ele e tirá-lo de sua solidão pública, notória, e me desculpem a maldade, muito merecida ? Simples. Só pode ser porque pra um cara desses, assim como pra muita gente – até bem menos tosca e menos bêbada que ele, infelizmente -, o gatim não podia estar seriamente gostando daquilo, e tinha que ser salvo, imediatamente, do destino pior-que-a-morte de ter que se divertir, oh, abominação, com a própria mulher.



Escrito por Cynthia às 16h39
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DIÁLOGOS BOBOS E TROCADALHOS IMBECIS

- Ih, amore, acho que agora além de redator full-time, único revisor confiável e atendimento bissexto, cê pode começar a fazer lobby, também.

- Uai, por quê ?

- Olha só o tamanho dos pêlos nascendo aqui nas suas orelhas... estas são a marca de um verdadeiro lobbysomem, hahaha...

 


- Olha só que estranho, seu cursor fica andando sozinho, mesmo sem ninguém mexendo nele...

- Ah, é. Meu computador é assim mesmo, mouse-assombrado.

 


- Uau, cê sabia disso, que de tanto ficar confinado, todo boi de rodeio acaba virando homossexual ?

- Claro, claro. Inclusive é daí que vem a gíria.

- Que gíria ?

- Boi-ola...

- Aaaaarrrggghhh...


- Coisa mais esquisita essa doença... a pessoa come tudo o que vê pela frente, seja alimento ou não. Até moeda, chave, bolinha de gude... um cara no Grey’s Anatomy comeu até uma tesoura !

- Ah, mas com esse nome, só podia, né ?

- Como assim, o que é que tem o nome ?

- O nome da doença é “Pica”, né ?

- É. E... ?

- ... então, o nome já entrega : quem tem pica, come tudo o que aparecer, e o resto do corpo é que padece depois... 


- Putz, essa mania de cirurgia plástica tá braba mesmo. Até o Jumento tava falando em fazer.

- Quem ?!

- O cara que lava carro lá perto da agência. Ele tava falando outro dia que quer fazer uma lipo, porque tá com a barriga muito grande e a mulherada não anda querendo mais nada com ele...

- Puta merda, se nem com um apelido desses ele tá arrumando mulher, deve ser uma barriga e tanto mesmo.


- E aí, lindinha, o seu risoto de frutos do mar ficou bom ?

- Puta merda, ficou sensacional. Tô quase pedindo minha própria mão em casamento.

- Hehehehe...

- Mas também, normal, né ? Eu já venho me f*dendo há tanto tempo que já tava mais do que na hora de formalizar a relação...

 



Escrito por Cynthia às 17h26
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ONTEM FOI O DIA INTERNACIONAL DA ANTA !!

Felizmente, parece que a comemoração não requer que se presenteie as antas metafóricas da família, coleguinhas ou conhecidas... ou meu dinheiro não ia dar.

Fofa, fofa, fofa

Agora, falando sério, pra quem tiver interesse pela espécie, ameaçada (não por mim, não por mim, que eu não ameaço ninguém, por mais anta que seja), tem informações aqui, ó : http://www.tapirday.org



Escrito por Cynthia às 13h53
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DO ORGULHO QUE A PROPAGANDA BOIANA ME DÁ

ou ... E DEPOIS EU É QUE SOU IMPLICANTE

ou ainda SERÁ QUE EU MEREÇO MESMO ABRIR UM JORNAL E VER ISTO ?

eu não mereSSo...

Sério, gente, eu nem ia falar nada, mas não agüento : será que é mesmo TÃO difícil, depois de estudar por no mínimo 15 anos, um animalzinho desses botar seus bravos neurônios Tico e Teco (ou Pinky e Vácuo) pra funcionar por meio segundo, só o suficiente pra perceber que Ç só se usa antes de A, O e U ? Será que os "redatores" publicitários boianos acreditam mesmo que a pronúncia da letra C antes de qualquer vogal é igual à da letra K, tipo ka, ke, ki, ko ? E se for, por que eles não deixam a titia velha, chata e implicante aqui contente uma vez na vida e vão todos tomar nos seus respectivos e anal-fabetíssimos Çus ?



Escrito por Cynthia às 14h48
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TEORIA DA CONSTIPAÇÃO, OPS, CONSPIRAÇÃO

Eu tenho certeza absoluta de que os culpados pelo(s?) terremoto(s ?) em São Paulo foram uns certos ETs babões, assíduos freqüentadores da cidadezinha de Springfield, situada em local incerto e não sabido  - de certo, só se sabe que fica no território dos EUA. É que os habitantes de Rigel VII vivem ligados nas transmissões de TV da Terra - são fãs de seriados americanos antigos - e não agüentavam mais interceptar "notícias" do Brasil sobre os milhares de malas, débeis mentais, desocupados e parasitas de todos os tipos, determinados a tirar uma casquinha da mídia no caso da menininha assassinada.  Com sua poderosa e superior tecnologia empregada a serviço do mal (há males que vêm pro bem, é bom lembrar), mandaram aqui pra baixo um abalo sísmico de leve, só pra ver se pelo menos o pessoal da “imprensa” virava o disco. Se o circo não parar logo, prevejo para breve furacões, erupções vulcânicas e talvez até um tsunamizinho ou dois em Santos ou no Guarujá... ou até coisa pior : um dilúvio completo, daqueles de deixar o do Noé na poeira. Com a diferença que o que vai cair não vai ser água... nem baba de anjo.

Star Trek também serve !



Escrito por Cynthia às 23h29
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AVE, CAESARINA. EGO PRECOR PIETATEM TUAM.

Assim como tem muito protestante que acha que pode comprar seu lugar no paraíso, e muito católico que acredita que não precisa ajudar ninguém, também tem muito espiritualista (é isso mesmo ?) que acredita em reencarnação, mas não de forma incondicional : só acreditam mesmo  pra valer se isso significar que, em vidas passadas, eles(as) foram reis, princesas, papas, imperadores, espiões, estrelas do palco e do cinema, enfim : gente graúda, importante, bonita, gostosa, poderosa e de preferência cheia da grana. Infelizmente, o mundo sempre teve bem mais pobres-coitados que chiques-e-famosos, portanto, pra eles estarem certos, só o corpo de uma das primeiras colocadas no ranking do "eu já fui ela", a pobrezinha da Cleópatra, por exemplo, precisaria ter sido habitado por zilhões de diferentes espíritos, um pra cada dia de vida, ou até um pra cada hora do dia, pra dar conta da procura. Se computarmos aí os que, espíritos evoluídos que são, não têm preconceito de raça (no sentido de espécie),  a coisa fica ainda mais improvável, já que, segundo a metempsicose,  tudo que respira tem o direito de reencarnar em qualquer outro ser vivo, seja ele humano, animal, vegetal ou até, sei lá, o Eu(muito)rico  Miranda. Eu acho, inclusive, que pra samsara ser realmente justa, este seria o único modelo de reencarnação possível. Por isso, não foi surpresa nenhuma pra mim quando, depois de atacar meus recém-comprados hortifruti, e rolando no chão da cozinha em mais uma manifestação de seu louco amor por folhas de salsão, minha felina filha se encaixou numa pose que subitamente revelou todo o seu passado de glórias : a bela Nina, em uma encarnação passada, foi ninguém menos do que um imperador de Roma. Tendo eliminado a possibilidade de ela ter sido Júlio, o primeiro César, que assim como sua namorada Cléo também deve ter tido um corpinho com mais rotatividade que motel pra poder comportar todos os que clamam ter passado por lá (alguns têm até a careca e a barriguinha pra provar), Gatim acha que foi Cláudio, já que no dia da foto ela estava um tanto quanto manca. Já eu, que sei que o andar claudicante foi passageiro - resultado de um leve pisão dado sem querer pela empregada -, e que passo mais horas do dia junto dela (e portanto conheço mais a fundo a doce disposição e a amável personalidade de nossa bigoduda mocinha), tenho certeza de que o corpo habitado séculos atrás pelo afável e encantador  espírito da Nina não foi o de Cláudio, mas sim o de seu antecessor. As botinhas pretas, a um só tempo marcas de nascença e direito divino, só fazem confirmar o que a coroa de louros insinuou e seu jeitinho meigo sinaliza desde sempre. E agora mesmo é que eu nunca mais viro as costas pra ela. 

 

Gaia Nina Laureata    Gêmeos, mórbida semelhança



Escrito por Cynthia às 04h36
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FOSSA NEGRA E TARJA PRETA

Ainda bem que quando eu peguei "O Vigia" e "O Vale das Sombras" na locadora no começo da semana, meu lado infantil se manifestou e exigiu "Encantada” e "Bee Movie" pra contrabalançar. Sim, porque se por um lado é um alívio ver filmes feitos para adultos de verdade - e não para eternos adolescentes presos em corpinhos de 20, 30, 40 e 50, como parece ser a regra Hollywoodiana para a década de 00 - , por outro é preciso fugir um pouco da realidade de vez em quando pra não pirar. Verdade que os filmes deprimentes são bem melhores do que os antidepressivos, mas pra mim, que já fui meigamente chamada (pelo ex-namorado dos infernos) de "ovo da casca mole" zilhões de vezes, e que em termos de fuga e escapismo deixo Houdini e J.S. Bach no chinelo, mais vale um filminho feel-good mediano do que um pé-na-cara sensacional. E agora torçamos pela minha sanidade e disposição de continuar passando pelas janelas abertas no feriadão, porque hoje foi o gatim quem escolheu os filmes do finde, e ele ignorou completamente a seção de comédias e contos de fadas mal-disfarçados. Acho que escaparei sem maiores traumas da Incrível e Triste História do Cândido Jesse James e seu Comparsa Desalmado, e não sei com certeza qual será o grau de achatamento da joie-de-vivre cynthiana de “Bobby” e “O Preço da Coragem”, mas estou razoavelmente convencida de que nem Angelina de rabo nem Ray Winston de barriga de tanquinho serão engraçados o suficiente pra afastar o baixo-astral gerado pela mistura. Bom, podia ser pior. Ele podia gostar de filme iraniano, né ?  

 

Update - óiem só o que o bobão supracitado me fala pelo msn ao ler o post :

"Lindinha, toma umas vodkas e assiste a todos de uma vez, aí você vai achar que o Daniel Pearl foi covardemente assassinado pelo Jesse James e ninguém fez nada porque achou que ele tava crying Beowulf e fazendo todo mundo de Bobby..." 

É o meu Bobbão preferido puxando o samba do cinéfilo doido e levantaaaando a galera do bobódromo, hahaha...       



Escrito por Cynthia às 16h04
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IGUALDADE, ENFIM.

        Eu admito que sou preconceituosa. Aliás, admito em parte : costumo dizer que sou pós-conceituosa, já que abri a guarda várias vezes para diversos representantes dos tipos de pessoa de que eu não gosto, e a maioria já me provou, por atos e/ou palavras, que eu estava coberta de razão em não ir com a cara delas.  Loiras falsas; políticos em geral; donos de caminhonete ou carrão importado; simpáticas(os) profissionais; homens que pintam o cabelo ou que, tendo mais de 30 anos, o prendem em rabos-de-cavalo; celebridades ou celebridinhas© em geral; pessoas que usam óculos modelo aviador; maus motoristas que se acham “os” pilotos; hebefrênicos de todos os modelos; crentes fanáticos; gente que usa camiseta regata pra dentro da calça, ou bermuda com sapato social; gente que gosta, acredita e enche o saco dos outros pra que também gostem e acreditem em palhaçada de auto-ajuda; gente que gosta e impinge a quem não gosta suas músicas bregas, sertanejas, pagodes ou gospel em alto volume; gente com fala recheada de gerundismos ou buzz words e... mais um monte de que eu nem me lembro agora.

        Mas ultimamente, pelo que eu ando vendo aqui em Boiânia, seja no trânsito, no supermercado, no shopping ou mesmo nas áreas comuns do meu prédio, o Sargento Hartman tinha razão : não existem mesmo mais bons motivos pra que se tenha preconceito ou se faça distinção entre ricos, pobres ou classe média, gente com instrução de nível superior, mediana ou analfabetos, gente ao volante de um Pajero  Full ou de um fusquinha full-dido : são (ou talvez seja correto dizer, ainda que um tanto otimisticamente, estão) todos, sem diferença visível, igualmente grossos, mal-educados, babacas, desrespeitosos e, pra resumir, grandessíssimos filhos da puta.



Escrito por Cynthia às 16h37
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NOSSO QUERIDO BOB

         Ontem o gatim e eu perdemos um amigo maravilhoso. Aliás, eu, o gatim e mais uns bons milhares de pessoas, porque o Roberto era do tipo que faz amigos instantaneamente e sem fazer força  - e nem distinção, porque ele era mais democrático que dengue :  de engraxate a governador, de gari a senador da república, qualquer pessoa exposta a ele por mais de cinco minutos não tinha saída a não ser virar seu amigo, fã... ou seu desafeto, e pro resto da vida.  Ressalte-se que pra conseguir desgostar dele, a pessoa tinha que ter algo de muito errado ou podre dentro de si. Felizmente, estes sempre foram minoria.

        Eu tinha feito um longo texto falando dele, não pra louvá-lo,  porque ele nunca precisou disso e porque eu nem era tão próxima a ponto de me investir em sua representante – me encaixo mais na categoria “fã” que amiga, e isso por pura falta de maior convivência. Quer dizer, convivência direta, porque a indireta é das mais fortes : Gatim era amigo-e-fã do Bob há mais de 20 anos, e o diretor de arte com quem eu trabalho agora era tão amigo e fã e colaborador e sócio que acho que faltou pouca coisa pra entrar na categoria “filho”. Por isso, eu sou bombardeada dia e noite, no trabalho e em casa, com frases, tiradas, máximas, manias, histórias e piadas do Bob. E por mais que ouça, nunca deixo de achar ótimas.  Eu quis escrever sobre o Bob mais como um serviço público, para dar aos que não tiveram a sorte de conhecê-lo um gostinho das deliciosas bobagens e do pensamento (para sempre) vivo do grande Robertinho.

        Na verdade, escrevi o texto anterior em casa, no domingo, quando ele ainda estava na UTI com morte cerebral. O coração, grande e forte como sempre, ainda lutou mais dois dias contra o câncer fdp que acabou por vencer a partida. E mais de oito vezes meu word, que nunca foi disso, deu pau e se recusou a salvar o texto. Contei pro gatim, que disse “Se eu acreditasse nessas coisas, ia achar que era o espírito do Bob fazendo molecagem só pra rir da sua cara. Afinal, ele sabe tudo de computador, o velho nerd.” Acreditando ou não, arquivei a idéia. Ontem, durante o velório e enterro, faltou luz na capela durante a missa, e mais tarde, no momento em que os coveiros fecharam a gaveta, relâmpagos fortes brilharam no céu, que estranhamente não tinha uma nuvem, só estrelas. Mais uma vez pensamos “Se a gente acreditasse nisso, ia achar que era o Bob, primeiro fazendo palhaçada na missa e depois chegando lá em cima já fazendo barulho”. Gatim ainda disse que tinha certeza de que ele ia passar batido por São Pedro e procurar São Paulo, só pra mandar o velho santo ir tomar no cu e ainda explicar : "Porque eu sou é corintiano, nhááá !" De qualquer forma, não tentarei ressuscitar o texto que eu tinha escrito, até porque ele acabou virando mais uma lista de qualidades – verdadeiras - do que algo que realmente transmitisse o jeito ao mesmo tempo Baixim e Cumprido, Bob Hoskins e Mel Brooks, Zé Pelintra e São Francisco do Bob. Em vez disso, achei melhor dar a vocês uma amostra real de como ele era em...

 

DIÁLOGOS BOB

 

- Lindo, tem uma mensagem nova aqui no seu celular.

- Lê aí pra mim, por favor.

- “Sem nada pra fazer neste carnaval ? Visite o Robertinho no hospital”.

 

 

*      *      *

 

- ...e um dia você vai carregar meu caixão, Nerso.

- E eu, Bob, que sou seu amigo há muito mais tempo, não vou carregar não ?

- Cê não, Fogoyó, que cê é manco e vai deixar meu caixão cair, vagabundo.

 

*      *      *

 

- ... e aí, apesar de  os executivos de Detroit me implorarem pra eu ficar lá e ensinar marketing pra eles, eu preferi voltar pra Goiânia... mas antes passei na Índia, porque tem uns monges lá que pediram pra eu ir dar uma palestra sobre espiritualidade pra eles...

- Sei, sei. Falar nisso, você já leu “Os últimos passos de Jesus na Índia”, do guru Ranga Sri Navaranda ?

- Já, já. Aliás, li até o volume 2, no original, antes de ser publicado. Sou amigão do autor !

- É mesmo ? Engraçado, rapá.

- Uai, engraçado por quê ? Não posso ter lido o livro, não posso ser amigo do autor ?

- Acho difícil.

- Por quê ?

- É que eu acabei de inventar ele...

 

*      *      *

 

- Ê, Roberto, vai entrar numa grana preta, hem ?

- Por que, ganhei na Mega-Sena e não tô sabendo ?

- Não, é que todo mundo que foi perseguido e preso na ditadura tá processando a União e ganhando dinheiro. Até gente que sofreu bem menos que você. Até aquele seu parente.

- É, mas eu não. Quando eu entrei na luta armada eu sabia no que tava me metendo, agora vou bancar o coitadinho ? E por dinheiro ainda por cima ? Vou ficar gigolando minha biografia, agora ? Eu não.

 

*      *      *

 

- Bob, nós vamos ali fumar Mais Tonha e já voltamos.

- Cuidado, que tem coisa que vicia, viu ?

- Imagina, Bob.

- É mesmo, rapá. Conheço um cara que é tão viciado em cu que no dia em que ele não consegue papar um, ele fuma um rolinho de bosta só pra matar a fissura...

 

*      *      *

 

- Esse cara não é certo não, né, Bob ?

- Vixe, isso aí é doido de cagar amarrado !

- ???

- ...pra não comer a própria merda !

 

*      *      *

 

-... e só depois que ele sair da anestesia é que vamos ver se a cirurgia não afetou o cérebro dele.

- Olha aí, ele tá acordando. Pai, cê tá bem ?

- Obrigado pelo beijo, mas... quem é você, moça ?

- Buáááá...

- Peraí, peraí, papai tá brincando, filha, é brincadeira !

- Sniff...

- Agora chama sua tia lá fora que eu vou fazer a mesma coisa com ela, vai.

 

 

É pouca coisa, eu sei. É difícil demonstrar em poucas linhas tudo o que ele foi em seus 60 muito bem vividos, mas insuficientes anos. Mas em cada uma das milhares de pessoas com quem ele conviveu, a quem ele ajudou, ensinou, esculhambou, sacaneou (mas só de brincadeira), orientou e a quem fez rir tem muitas outras histórias, causos, diálogos, piadas e neologismos aprendidos com o Bob. Cada uma dessas pessoas, espalhadas por aí, vai manter viva a memória e um pouco do avassalador bom humor de que o Bob era a encarnação absoluta. Quanto à alma, bom, eu poderia dizer que ela virou um poltergeist, um passarinho ou um anjo muito escatológico e debochado. Mas sabem como é, eu não acredito nessas coisas.



Escrito por Cynthia às 16h20
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NOT REALLY ORIGINAL, BUT VERY TRUE.

LIFE IS A FUCKING BITCH.

AND THEN... YOU DIE.



Escrito por Cynthia às 13h39
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MEAN BITCH IN DA HOUSE - INTRO

Pois é, passei uma semana inteira sem postar nada, pra quando finalmente  volto, ser justo assim, com uma bobagem longa, chata e sem sentido, metida a engraçadinha mas sequer divertida (quer dizer, pra quem tiver tempo e saco de ler, porque euzinha me diverti horrores). Mas isso acontece comigo, às vezes : sincronicidades que eu não sei de onde vêm nem aonde vão, mas que eu sinto que, pra que parem de se amontoar nos cantos empoeirados do meu cérebro, preciso fazer algo com elas, nem que seja uma farofa à Lavoisier (“nada se perde, nada se cria...”, lembram ?). Esta aí abaixo, nos próximos dois posts, por exemplo, é resultado da mistura de um texto sensacional recomendado pelo meu amigo Max, dos últimos dez segundos  deste vídeo (inteirinho ótimo !) que eu achei no youtube e, last but not least, do nome do salão de cabeleireiros que fica no meu caminho para o trabalho, e que eu vejo todo dia. Então, mais para tirar essas coincidências todas do meu sistema do que pra qualquer outra coisa, leiam/assistam comigo à série House H.D.* ... ou, em versão brasileira, C.E.T.**

 

*Hairdresser

**Corte, escova e tintura



Escrito por Cynthia às 21h25
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MEAN BITCH IN DA HOUSE - THE PLOT THICKENS

Musiquinha estilosa. Logotipo da série. Créditos iniciais. E...

 

  You've come a long way, baby.      Ma-ra-vi-lhuuu-daaa !!!

 

Perua loira aparece em seu banheiro chique e moderno, acabando de fazer chapinha no cabelo. Outra perua, com os cabelos escondidos numa touca térmica, entra, vê a loira alisando o cabelo e diz “Maninha, querida, nunca pensei que você fosse capaz de fazer sua própria chapinha... essa habilidade toda é a prova de que você não é loira de verdade, né ? Isso e essas raizonas pretas aí, hehehe...” Perua loira fuzila a outra com os olhos e sua mão treme. Neste momento, a outra perua tira a touca térmica na frente do espelho e dá um grito lancinante. Ouve-se o baque do seu corpo caindo no chão. Close na perua loira, que se assusta e corre pra junto da irmã, não sem antes parar um segundinho em frente ao espelho, pra acabar de ajeitar uma mecha mais rebelde que a chapinha ainda não conseguiu domesticar. Com a câmera sempre fechada nela, a loira olha pra irmã caída e, enquanto liga o número de emergência no telefone, sua expressão preocupada - por um instante - se transforma numa risadinha cáustica.

 

Corta para salão. A dona, uma perua velha que já foi rica e agora é quebrada, chamada Culpertina Desirrê (e que atende pelo apelido de Culde), escondida atrás de um biombo com seu cabeleireiro principal, Housenilton André, aponta a cliente sentada numa das cadeiras do salão e diz ao seu empregado-estrela que aquele caso vai interessá-lo. Câmera mostra que a cliente é, óbvio, a perua que teve um piripaque no bloco anterior. Câmera passa bem perto da cabeça da mulher, mostrando que seus cabelos estão em petição de miséria : uma parte está arrepiada e seca, outra está empastada e cheia de manchas, outra parte está... careca, com clareiras onde o cabelo simplesmente sumiu. Com cara de tédio, House (para os íntimos) primeiro faz careta pro hálito de cachaça de Culde e depois diz que não tem motivo nenhum pra tratar do cabelo da perua, já que é óbvio que aquilo foi obra de algum cabeleireiro muito ruim, e que é melhor que ele mesmo conserte a cagada que fez. Ele pega um frasco no bolso do jaleco e toma alguns comprimidos. Culde pergunta se ele não estaria ficando viciado naquilo e o cabeleireiro-estrela responde, de mau humor e com aquela voz típica de traveca, que se ela pagar o silicone e a depilação a laser pra ele, que ele pára com os hormônios todos na hora, tááám ? 

 

Culde toma um golão de um frasquinho de bolso que estava em seu avental, cria coragem de enfrentar o cabeleireiro-estrela e diz a ele que é melhor começar a respeitá-la, porque ele é só um empregado ali e ela é a dona. Ele dá uma gargalhada debochada, diz “É, mas o nome do letreiro é o meu, néam ? E sabe por que, foffy ? Porque Culde bêbada não é dona !” e começa a sair dali, mancando. Uma manicure novinha e toda solícita pergunta o motivo da manqueira e ele responde que é nisso que dá enfiar um pé 43 num escarpim nº 42 de salto 20... ela se oferece pra cuidar do pé dele, “Será unha encravada ?” e ele responde “Deixa pra lá, fofa. De repente eu tô fazendo confusão. A noite foi tão boa que eu nem sei se o problema foi o pé apertado no salto de 20 cm ou alguma outra coisa de 20 cm em outro lugar apertado, sacomé, néam ?” Ele pisca pra ela, fazendo careta e tampando um lado do rosto com a mão, fingindo segredo. A manicure novinha enrubesce.

 

Culde vai atrás do cabeleireiro-estrela e diz a ele que a perua de cabeleira destruída é cliente do Grande, Genial, Carérrimo e Chiquésimo Cabeleireiro Palazzo, que ela só está ali numa emergência, porque o Grande, Genial, Carérrimo e Chiquésimo Cabeleireiro Palazzo está de férias em Frisco, e que antes do desastre capilar, ela só havia feito uma hidratação simples, em casa mesmo e com produtos bons, hipoalergênicos e carésimos indicados pelo GGCCC Palazzo, bi. “Além disso”, diz Culde, “a menina tá com uma dor de cabeça horrorosa que não passou nem com quatro aspirinas, e não é no couro cabeludo não, é por dentro !”

 

O cabeleireiro-estrela se interessa pelo caso. Ele estala os dedos de forma poderosa, absoluta e necessária, fazendo com que a manicure novinha, um colorista bonitinho e um maquiador negro venham imediatamente pra perto dele. Eles discutem o caso. O grupo aponta vários diagnósticos. Ele descarta todos e diz que aquilo tudo deve ser alergia ao produto supostamente hipoalergênico. O grupo parte para examinar a perua e fazer testes de toque com o shampoo, o creme de hidratação e a tintura que o GGCCC Palazzo usou na cabela dela. Enquanto eles conversam com a pobre vítima, o colorista bonitinho vai fazer um cafuné na perua pra acalmá-la e mais um tufo de cabelo dela sai na mão dele. Gritaria geral, desmaios, chiliques. Entre um comprimido de hormônio e outro, o cabeleireiro-estrela se reúne com seu grupo. Eles apontam novas possibilidades. Cabeleireiro-estrela traça dois possíveis diagnósticos: a irmã-perua-loira, com inveja da ruivice natural da maninha (graças ao robe muito curto com que a perua saiu de casa durante a emergência, o maquiador negro teve a chance de constatar que sim, o carpete dela combina com as cortinas e ela é ruiva mesmo, e portanto motivo de inveja de todas as mulheres do mundo - menos a imbecil da Nicole Kidman, que há anos profana seu vermelho natural com tinta amarela e sua testa de atriz com bactéria letal paralisante. Pronto, falei.)... Esse parêntese foi longo demais, recapitulemos : como dizíamos, a primeira hipótese de Housenilton para a causa do desastre capilar da ex-ruiva é de que a irmã-perua-loira-invejosa colocou soda cáustica em seu creme de hidratação, e a segunda é de que o GGCCC Palazzo usou algum produto importado novíssimo (leia-se “ainda não aprovado pelo FDA”), que acabou dando bode, e por isso escondeu  o fato da equipe do salão House.



Escrito por Cynthia às 18h44
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MEAN BITCH IN DA HOUSE - FINALE

O cabeleireiro-estrela decide tratar o cabelo da perua como se ela tivesse desenvolvido alergia a algum produto desconhecido, mesmo sabendo que se ele estiver errado, o tratamento pode potencializar os efeitos da soda cáustica e deixar a perua-ex-ruiva careca para sempre. O cabeleireiro-estrela humilha a manicure novinha por ela estar num dilema ético (por conta de duvidar de um colega de profissão e por saber que Housenilton está planejando cobrar o triplo da tabela caso o tratamento dê resultado – “e isso sem contar com a gorjeta, táám ?”). O cabeleireiro-estrela humilha o maquiador negro e manda ele invadir a casa do perua ex-ruiva, trazer todos os produtos para tratamento capilar que encontrar por lá “e não deixa de olhar no freezer. Freezer de rico sempre tem vodka boa, e eu tô doida pra ver se a Absolut Peppar é ardida só na entrada meeesmo, hahahaha...” . Maquiador negro não enrubesce, mas fica revirando os olhos de impaciência com as vulgaridades de Housenilton – mas só depois que ele vira as costas, claro. Cabeleireiro-estrela humilha colorista bonitinho, só porque ele é jovem, ganha as melhores gorjetas mesmo sem ser tão genial quanto ele, Housenilton, e ainda por cima tem uma pele de pêssego e nem precisa fazer a barba toda semana. Colorista bonitinho enrubesce de raiva, o que o deixa ainda mais lindo, com as bochechinhas de pêssego ainda mais rosadas.

 

Ao levar o quinto copo d’água gelada para a perua ex-ruiva, manicure bonitinha esbarra de leve em sua cabeça. Outro tufo de cabelo cai no chão, causando nova onda de siricoticos, pitis e ziquiziras. Tudo leva a crer que era realmente alergia causada pelos bons, hipoalergênicos e carésimos produtos indicados pelo GGCCC Palazzo, mas os novos testes, feitos pelo colorista bonitinho e pela manicure novinha, com a ajuda do namorado dela, que é químico na Universidade Estadual, mostram que não pode ser nem alergia supostamente causada pelos bons, hipoalergênicos e carésimos produtos indicados pelo GGCCC Palazzo, nem reação físico-química-termo-nuclear-não-específica entre o creme de hidratação e a touca térmica. O cabeleireiro-estrela insiste no diagnóstico da soda cáustica colocada no creme pela irmã-perua-loira-invejosa, embora a falta de queimaduras no couro cabeludo da perua ex-ruiva indique que isto não é possível. O cabeleireiro-estrela se reúne com o grupo e humilha todos, ao mesmo tempo em que manca, toma hormônios, conserta com perfeição uma permanente mal-feita numa cliente e acerta miraculosamente a tonalidade na tintura de outra.

 

Numa pausa para um cafezinho, “Porque eu tô mooorrta e também sou filha da Deusa, néam ?” o cabeleireiro-estrela se encontra com o lavador de cabelos Wilsonclay e tem uma conversa sobre assuntos transcendentais. Cabeleireiro-estrela humilha Wilsonclay e chama o pobrezinho de víNtima de assÃlto vioNlento, só porque ele dá vinte por cento – o chamado “víntimo” - de seu salário de fome para o pastor da Igreja Intergaláctica do Principado Divino, mas eles são amiguinhos, então Wilsonclay perdoa Housenilton e fica tudo bem. Cabeleireiro-estrela ainda aproveita pra afanar os últimos dois vales-refeição de Wilsonclay e trocar por um KY Warming na farmácia da esquina - e ainda flerta com o balconista sarado, o amigo-da-onça piranhudo. Na volta, por insistência de Culde  - “Culde chata nem doido encara, tááám ? Hahahaha” -, cabeleireiro-estrela atende de má vontade algumas clientes. O maquiador negro, de volta da casa das peruas, comenta com Housenilton que não encontrou vodka nenhuma no freezer, mas que no lixo tinha 3 garrafas de Stolichnaya vazias e uma de vinho quebrada – e mais um frasco de xarope só com um restinho no fundo, “e deve ser dos bons, porque eu não vi a mona tossir uma vez desde que chegou, cê viu ?” . Ele também cochicha que não entende como o “carpete” da ex-ruiva pode ser tão felpudo, já que ele encontrou uma porção de barbeadores descartáveis cheios de pelinhos vermelhos na bancada da pia – “e olha que ela fez perna, axila e virilha - ca-va-da - aqui, com a Culde, não tem uma semana...”.

 

Cabeleireiro-estrela faz um muxoxo entediado e vai pegar uma revista Caras velha no revisteiro. Na capa tem uma foto da Britney Spears pagando o 846º mico do ano. Ele fica parado, de olhos arregalados, como quem acaba de ter uma epifania (mas não ousem dizer isso pra ele, que ele vai responder que nem sabia que o nome da mocréia era esse tal de “Epifânia”, que aquilo foi um lapso, porque ele tava há uma semana sem os hormônios e bebeu muito e aquela horrorosa se aproveitou dele). Close nos lindos olhos azuis, com delineador preto, sombra Bleu Nuit Profond, cílios postiços e máscara Maxi Frange Bourjois de Housenilton. Um sorrisinho sutil no canto de sua boca sutilmente colorida com Bons Baisers de Paris em tom Pêche Passion mostra que ele teve uma idéia sobre o caso da perua ex-ruiva. Cabeleireiro-estrela vai até a cadeira onde a perua está e dá no que restou do cabelo dela um puxão firme mas suave, o que faz com que as últimas farripas saiam facilmente na mão dele. Todos se assustam. Ouvem-se Ooohs e Aaaahs generalizados, um “Santa Maria Madalena, valei-me”, três “Saaangue de Jesus” e dois “Puta que o pariu”. Quando todos se acalmam, cabeleireiro-estrela, sem perder o sarcasmo e o ar blasé, diz que a verdade-verdadeira é que a perua ex-ruiva bebeu tanto na noite anterior que surtou e raspou a cabeça, e pra não deixar a família saber que tinha voltado a enfiar o pé na jaca – pelo jeito, até o alto da coxa -, fingiu a tragédia capilar, pregando os cabelos cortados de volta na cabeça com cola em bastão e colocando a touca térmica em cima da bagunça.

 

Perua ex-ruiva confessa, em prantos. A irmã-perua-loira-invejosa, indignada, joga seu chá de camomila (felizmente, com adoçante – e a essa altura já frio) na cara da irmã-perua-ex-ruiva-cachaceira-sem-vergonha. Wilsonclay aproveita pra tentar converter a pecadora à Igreja Intergaláctica do Principado Divino. Culde aproveita pra cobrar dobrado, com o acréscimo de uma tal “taxa de discrição”, e em seguida encomenda uma caixa de Juanito Camiñero ao seu contrabandista-amante-careca-de-peruca. Cabeleireiro-estrela se reúne com o grupo e humilha a todos, mostrando o quanto eles são péssimos e ele é maravilhoso, poderoso, absoluto, vitaminado e (muito em breve, Hello, Culdeee !) turbinado. A perua ex-ruiva sai do salão meia hora depois, linda de morrer, com uma peruca ma-ra-vi-lho-sa, de cabelo natural, exatamente da cor do dela. Numa mão ela leva um cartãozinho dado por Wilsonclay, com o endereço da Igreja Intergaláctica do Principado Divino, e na palma da outra mão, escrito à caneta, o telefone do contrabandista de Culde.

 

Cabeleireiro-estrela retoca as raízes da irmã-perua-loira-invejosa e faz um corte lindo, que a deixa a ca-ra da Cate Blanchett. Ela sorri, insinuante, pergunta se eles já não se conheciam de algum lugar e diz que se chama Epifânia. Housenilton treme dos pés à cabeça, toma uma dose caprichada e hormônios e sai mancando, humilhando quem passar por perto e dando sua gargalhada debochada – estranhamente, com a voz mais grossa que o habitual.

 

Será que Housenilton não é beeeem o que quer parecer ?



Escrito por Cynthia às 16h08
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