RESOLVENDO OS PROBLEMAS DO MUNDO NO MEU TEMPO LIVRE

Quando eu era criança pequena lá em Barbacena Belzonte, estudei numa escola muito boa. Mas a melhor coisa que ela me ensinou nem foi a ler muito e a escrever todo dia : foi o saudabilíssimo princípio “Ói, cê cuida da sua vidinha que eu cuido da minha, tá ?”. Claro que essa máxima nunca deu muito certo com a minha mãe, principalmente considerando-se que na época eu tinha menos de um metro de altura, e naquele tempo, quem tinha tamanho (e chinelo na mão) sempre tinha razão. Também é óbvio que, com o tempo, a maior parte dos bons conselhos da escola se evaporou da minha pessoa, ou pelo menos diminuiu sensivelmente. Ainda assim, acho que um bom pedaço de mim continua com cinco aninhos, e continua acreditando que a melhor forma de se viver é cada um cuidando da sua vidinha.

É sério, eu acho mesmo que isso seria o fim de 90% dos conflitos idiotas a que a maioria dos seres humanos dedica – ou melhor dizendo, nos quais desperdiça – seu tempo : eles seriam perfeitamente solucionados com a simples aplicação dessa regrinha básica. Senão vejamos :

Fulana é pro-choice, sicrano é pro-life ? Não há por que brigar, espancar grávidas, queimar clínicas nem matar médicos. É só sicrano cuidar da sua vidinha e deixar fulana em paz.

A é gay, B é hetero ? Legal, sobra mais mulher pra B. Ele cuida da sua vidinha, A cuida da dele.

01 é parmera, 02 é curíntia ? Cada um com seus pobrem... não, peraí, cada um cuida da sua vidinha, torce pra quem quer e não se fala mais nisso.

XVI não come ninguém, mas tem mil opiniões sobre sexo, casamento e contracepção – dos outros. III come quem quer, casa se quiser e tem filhos se e quando tiver vontade e dinheiro pra isso. Problema nenhum, desde que cada um cuide da própria vidinha e não queira impingir suas idéias aos outros.

Al Khalif acha que mulher boa é virgem, frígida, muda e invisível, Al King acha que mulher legal é loira, burra, seminua e bem putona ? Sem problemas, cada um que cuide da própria vidinha e procure alguma mulher que concorde com ele. Aliás, al carajo com ambos. Melhor mesmo seria os dois deixarem as mulheres serem o que quiserem. Elas cuidariam das próprias vidinhas, eles das deles, cada dois só se juntariam se quisessem e todo mundo ficaria bem mais feliz.

Firefox ou Explorer, PC ou Mac, Mercedes ou Audi, South Beach ou Atkins, E! ou Discovery, cinema Iraniano (yawn) ou Blockbuster (double yawn), crença ou ateísmo, Natura ou Dior ? Vale o escrito : cada um cuida da própria vidinha e... voilà, habemus pace.

Eu não estou dizendo que todo mundo deva virar santo, se transformar em reis e rainhas da tolerância e nunca mais falar mal de ninguém. Não, não e não, que eu posso ser burrinha mas não sou louca. Falar mal é uma delícia, é meu esporte preferido (e o único que eu pratico), faz bem à alma e evita que o corpo padeça de tanta raiva e frustração represadas. Mas sejamos civilizados : falemos mal pelas costas, pra evitar constrangimentos desnecessários. Inoculemos a presa com um veneno suave, que excite os circunstantes mas não mate a vítima; nos restrinjamos ao sarcasmo e  à ironia, que afinal, são apenas formas de comédia com sal e pimenta extra, e - por que não ? - teçamos fantasias em que podemos até matar com filigranas intrincadas de crueldade o infeliz que gosta de pagode e só ouve essa merda bem alto debaixo da nossa janela, ou a fulana que faz questão de contar tudo o que aconteceu no reality xô que nos dá engulhos, mas sem chegar a executá-las.

Viva a maledicência, mas só ela. Paremos por aí e teremos paz. Não paz total, já que aparentemente as guerras não são mais evitáveis que as geleiras©, mas pelo menos talvez tenhamos uma vida melhorzinha, o que, comparando com os últimos 5.000 anos da história da humanidade, já seria  um puta progresso.



Escrito por Cynthia às 23h00
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SE EU ACREDITASSE EM DEUS...

Me erra, mulé. Eu sou gostoso mas não sou pro teu bico.

... ia estar agradecendo tanto a ele hoje que até o próprio ia esquecer sua onisciência e por um instante ia achar que eu era crente, me chamar de puxa-saco e mandar eu parar de babar nos seus santos ovos antes que ele mudasse de idéia. Phew !



Escrito por Cynthia às 16h37
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SURTO PSICÓTICO DO DIA

Faz tempo que eu estou nessa de trocar a noite pelo dia, mas sei que não faz bem. Por isso eu tento, de vez em quando, forçar minha natureza de volta ao horário do resto da humanidade – mas sem tomar sossega-leão ou amansa-corno de tarja preta nenhum, porque eu já tomo remédio demais pro meu gosto as it is. Não tem funcionado muito bem não, mas dias atrás eu achei que conseguiria. Uma conjunção de fatores fez com que eu estivesse com soninho e disposta a cair no berço ali pela meia-noite, o que, pelos meus padrões, é como se fosse 9:30 pra uma pessoa normal. Mas é claro que isso não ia acontecer, né ? A dura lex Murphy, que alguns chamam de lady, mas não passa de uma poota vagabunda muito da escrota, e que dorme ainda menos que eu, não iria permitir uma coisa dessas. Por isso, deu um jeitinho de mexer no alarme de um carro na porta do meu prédio para que, ininterruptamente, das 9 da noite até as 7 e meia da manhã, o excomungado tocasse uma musiquinha nojentinha, intercalada com agudos de sirene pura e simples, no timbre mais estridente e irritante possível e de forma aleatória, pra não permitir mesmo qualquer simulacro de sono. Às sete e meia, ouvi o barulhinho do alarme sendo desarmado (plim-plim !) e o silêncio relativo - que é o máximo que meu bairro permite, a qualquer hora do dia ou da madrugada, mas já me serve - que se seguiu por algum motivo me deixou ainda mais possessa.

Passei a noite inteira e o resto da manhã rolando na cama, pingando de sono e maldizendo o filho da puta que abandonou seu odioso carro na porta da casa dos outros e foi pra pqp visitar a mãe na zona em outro bairro, mas só depois das 8 tive a iluminação - e a decisão, talvez resultado da privação de sono, talvez puuura doidura : se isso acontecer de novo, vou pegar meu próprio e silencioso carrinho e correr até o supermercado 24 h mais próximo pra fazer umas comprinhas de emergência (2 dúzias de ovos, graxa preta extra-viscosa, um pote de melado e um travesseiro de plumas) e fazer um extreme makeover na lataria do indigitado. Dependendo do meu ódio (e do meu saldo bancário) na ocasião, talvez ainda capriche um pouco mais e resolva fazer um recheio à altura de tal cobertura.

Baterei no liquidificador mais alguns ovos, leite, repolho, alho, cebola, cerveja quente, couve-flor e camarão – ou algum peixe, mais barato, desde que tão oloroso quanto – e despejarei essa bela mistura nos bancos e tapetes do carro gritante, depois de docemente quebrar seus vidros com uma chave de roda e meigamente rasgar seus 4 pneus com uma faca. Porque afinal de contas, se eu fizer isso, o que é o pior que pode acontecer ? O alarme disparar ?

 

 



Escrito por Cynthia às 11h53
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DAS VANTAGENS DE SER POBRE, GORDA E COROA

ou POLLYANNA* VELHUSCA

 

Assim como um rico nunca terá, e não pode comprar, a sensação de absoluta felicidade - misturada com alívio - que é pagar a última prestação do carro (ou da casa própria, do notebook, da TV, enfim, cês entenderam), também uma mulher linda, jovem, magra e gostosa dificilmente pode acreditar totalmente que, quando um homem fica de tau duro só de ouvir sua voz e diz, várias vezes por dia, que isso é porque a acha perfeita, porque a admira e a ama, provavelmente é verdade.

 

* Não sabe quem é Pollyanna nem o que ela tem a ver com tudo isso ? Aqui, ó.



Escrito por Cynthia às 14h48
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SANEAMENTO BÁSICO DE UM FÍGADO EXCESSIVAMENTE OPILADO

ou CLOVERFIELD E ED WOOD NA TERRA DAS FOSSAS A CÉU ABERTO

Cloverfield o caralho, meu nome é Fossonildo !

Eu adoro cinema, mas por alguma razão (platéia barulhenta, shoppings superlotados, gente comendo pizza (!) com os pés encostados no banco da frente, chicletes nos bancos, celulares tocando no meio da sessão e até o preço dos ingressos me vêm à cabeça) não vou mais tanto. Quase nunca, pra falar a verdade. Por isso só agora, quase um ano depois do lançamento, assisti ao filme brasileiro Saneamento Básico, e que bom que finalmente o vi. O filme tem seus defeitos – os protagonistas não sabem o que é ficção mas sabem o que é engenharia genética, por exemplo -, mas de modo geral, e pra filme brasileiro em particular, é excelente : é engraçado sem precisar de efeitos sonoros que nos digam quando rir; às vezes é terno, mas sem resvalar na pieguice; não fala de seca nem de favela e nem, graças ao Panteão grego inteirinho, da ditadura; ninguém morre; ninguém fala “porra” com a naturalidade de uma modelo de passarela discorrendo sobre o fenômeno da alienação na visão de Sartre e à luz da dialética hegeliana e ninguém trepa de forma longa e desnecessariamente detalhada pra tentar atrair público. Ele pode até defender lá sua tese, mas é de forma suave. Pra quem não estiver com saco de procurar mensagem, é só uma história divertida, agridoce sem carregar nem no açúcar nem no fel, e muito bem contada. De ruim mesmo, só a tenebrosa tentativa de sotaque italiano do normalmente ótimo Tonico Pereira. Eu não sou especialista, mas duvido muitíssimo que, mesmo em dialeto bolonhês, alguém diga “Tu sono um finocchio” (a não ser que seja esquizofrênico), e nunca vi um italiano que falasse português respeitando tanto todos os plurais – jamais ouvi tantos ss na minha vida, sério –, mas pelo jeito isso é karma do cineasta, porque em outro filme dele, “O homem que copiava”, a única coisa que me irritou o filme inteiro foi a horrível tentativa de sotaque gaúcho por parte do baianíssimo Lázaro Ramos. Como o diretor tem óbvia e comprovadamente um ouvido excelente, só posso imaginar que ele não teve coragem de dizer a um ator do nível do Tonico que ele estava péssimo e deixou correr frouxo, o que só fez a atuação do Paulo José parecer ainda mais legal do que já estava.

Do Wagner Moura, mais uma vez, fiquei fã. Ele é sensacional. Se, como já disseram com muita propriedade, Selton Mello é o nosso Jack Nicholson (sempre ele mesmo, mas sempre bom), o Wagner é o nosso Daniel Day-Lewis, que desaparece na personagem e é cada vez melhor do que a gente espera. Mas pra mim a melhor coisa, a mais divertida, a que fez eu me acabar de rir, e a que me prova que o diretor tem um ouvido afinadíssimo, foi a versão dele da interpretação de “atores” não-profissionais, improvisados e pagos com banana – literalmente.  

A desenvoltura de nerd em night club, o jogo de cintura de nobre inglês no samba, a dicção de criança em fase intermediária de alfabetização (O-lá, Si-le-nê, a-on-dê vai tão bô-ni-tá ?) me deixaram sem fôlego de tanto rir, não só por ter me lembrado dos “atores locais” (leia-se “figurante barato” ou “filha do dono da loja”) que eu tantas vezes fui obrigada a usar em comerciais, mas principalmente por ser idêntica à de váááários atores consagrados e elogiados em filmes brasileiros incensados e considerados excelentes, incríveis, “injustiçados pelo Oscar”. Sem brincadeira e sem maldade – ou pelo menos, sem mais maldade que o habitual -, achei a naturalidade nas falas dos operários transformados em atores instantâneos na obra-prima “O Monstro da Fossa”, o filme-dentro-do-filme de “Saneamento Básico”,  i-gual-zi-nha à da mulher do Ciro G*omes em Zuzu Angel, das crianças e dos imigrantes de “O ano em que meus pais...” e a de todo o elenco de "Crime Delicado". Não sei se esse chute na canela geral foi de propósito, mas foi maravilhoso.

Se eu pudesse, e se o meu dinheiro desse, acho que pagava o dobro pela locação – desde que a grana acabasse no bolso de quem de direito, claro, e o diretor não acabasse ainda mais... furtado.

 



Escrito por Cynthia às 15h01
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10.1 : NÃO RECLAMAREIS

Dizem os crentes – ou os crédulos, os cricris ou os credores, sei lá – que quando deus fecha uma porta, em algum lugar ele abre uma janela... mas pô, precisava ser no 50º andar ?!



Escrito por Cynthia às 18h51
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SCHADENFREUDE

Eu gosto de bons livros, de gente educada, que não "se acha" e que não faz tipo, portanto é óbvio que não morro de amores pela tal Irritanda Notsoyoung. Mas serei eternamente grata a ela pela cara do enfant terrible da revista Breja em cada um dos obviamente torturantes minutos que passou (segundo ele, amarrado) na cadeirinha do programa dela no domingo à noite. Foi fan-tás-ti-co !



Escrito por Cynthia às 18h49
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BOIÂNIA, 19h, 35ºC

Todo canal, toda revista, todo jornal, toda página de abertura de provedor de internet, tudo o que a gente lê e vê, querendo ou não (principalmente não querendo), só fala em verão, verão, verão. E como se fosse uma coisa boa, ainda por cima. Ah, peraê, gente. Pergunto eu :

 

a) Sou só eu que moro numa merda dum país tropical que só tem duas estações (verão e inFerno, segundo Paulo Francis), que a cada dia mais estão se tornando uma só (aquecimento global, hello) ?

 

b) Sabendo de onde são todos os programadores e redatores do conteúdo desses meios todos, será que :

 

b.1) Os cariocas realmente acham que 25 graus é frio e pode ser chamado de inverno ?

 

b.2) Os paulistas realmente acham que o Brasil se resume a eles e mais, no máximo, ao que eles provavelmente chamam de "aqueles outros estados cheios de gente loirinha lá embaixo no mapa” ?

 

ou

 

c)  Será que acabou o tal de BBB, a Brangelina parou de adotar e engravidar ou a Britney Spears virou gente ? Não existe mais nem um único assunto fútil disponível pra quem não gosta de pensar ?



Escrito por Cynthia às 18h43
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DIÁLOGOS BOBOS

DE ORTOGRAFIA

 

 

Eu :

Uh, olha o que o Leo me contou : Léo diz: esses dias eu ditei um subtítulo assim, pro Fulanildo : “O MAIOR COMPLEXO AUTOMOTIVO DO CENTRO-OESTE”, e ele escreveu: “O MAIOR COMPLESSO ALTOMOTIVO DO SENTROESTE”.

Jana :

hahahahahaha... quequeisso?????

Eu :

Uai, o Léo me contando do arte-finalista novo lá da ***. Já trabalhei com esse cara, coitado, é anarfa de pai e mãe. É o mesmo que falou uma vez que viu no telejornal um puliça dando dois tiros à "queima-rosca" no ladrão, hahahaha... Diz que outro dia chegou atrasado e falou que foi porque o carro dele tinha dado pânico...

Jana :

hahahahahaha... que chique, um carro com crise de pânico quando chega num congestionamento. Se bem que pra ele congestionamento deve ser gripe.

Eu :

e com J !

Jana :

hahahahahahahahahahah, é verdade...

Eu :

E não só o conjestionamento, a "jripe" também...

 


 

Eu :

Eu sou super pentelha com esses lances de ortografia. Já a minha gramática é um pouco heterodoxa, mas eu costumo enganar bem...

Fal :

nossa, eu não sei merda nenhuma s, ss, ç, afe, eu não sei nada

Eu :

E o pouco que eu sei é só porque, felizmente, quando eu era uma larvinha de traça comedora de livros, eles eram bem escritos e revisados. Eu sei ortografia por pura imitação.

Fal :

e eu que tb era uma larvinha e nem assim aprendi, fia?

Eu :

Mas aí é personalidade, acho. Eu sou meio picuinha, mesmo. E meu pai me viciou em dicionários, então eu não podia ouvir ou ler uma palavra diferente que ia lá ver o que era, como se escrevia e tal.

Fal :

afe

Eu :

Pois é, eu tive um caso com o Aurélio desde novinha... É a minha desculpa pra ser tão pinimbenta com correção ortográfica : eu digo que é porque eu amo as palavras e não gosto que maltratem as coitadinhas.

Fal :

eu amo elas tb, mas encho todas de porrada, huahuahuhauhauhau

Eu :

Amor bandido, hahaha

Fal :

comigo é assim

Eu :

Relação sado-masô

Fal :

amor de morro

 

 


 

Eu :

Agüentar tem trema, acho, mas eu odeio trema. Espero que ela caia logo, se é que já não caiu.

Fal :

caiu. Bom, pelo menos me mandaram um zé mail dizendo que ele e a regra do credeleve caíam em janeiro

Eu :

regra do quê ?

Fal :

aquela uma que diz que os verbos crer, dar, ler, ver, no plural e no presente tem dois ee e chapeuzinho : 'eles crêem, eles vêem'. eu não lembro mais se caía o segundo e ou o chapeuzinho, enfim, as únicas coisas que eu sabia, trema e credeleve

Eu :

ih, caraia. eu tô por fora disso tudo aí. Vou ficar que nem aquele povo que ainda escreve flôr e quizer até hoje.

Fal :

hauhauhuhauha, minha tia avó escreve assúcar e qd vc diz que tá errado, ela vai lá e pega a gramática dela, o único livro que ela teve qd era menina

Eu :

Pois é, vou virar isso. Uma tia-avó (eu já sou, cê sabia ?) que escreve crêem, vôo e agüentar. Aiai.

 



Escrito por Cynthia às 05h37
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DE AMOR

 

 

Eu :

Se você for ficar cheia de assuntos proibidos com seu marido, daqui a pouco só vai poder dizer "Me passa o sal", e isso é meio pouco pra manter uma relação saudável. Até porque cê vai acabar hipertensa.

Ela :

huauauhaihaihihuahuhauhua...

 


 

Nelson :

Caramba, tô surdo mesmo de um lado. Se os caras que tão aqui à minha esquerda resolverem começar a falar mal de mim, não vou ouvir nadinha.

Cynthia :

Então não conta preles.

Nelson :

Hein? Escreve mais alto que eu não tou ouvindo nada!!!

Cynthia :

EU TE AMOOOOOOOOOO

Nelson :

Heeeein ? Ditirambo ? De qual país ?

Cynthia :

do (seu) Butão !!

 


 

Jana :

ah, eu e o H paramos de fumar

Eu :

uia, que bom. E tá fácil ?

Jana :

uai, até que agora tá de boa. Completamos 3 semanas ontem. mas quando a gente bebe, a coisa fica feia.

Eu :

Ah, imagino... mas por que foi que cês resolveram ?

Jana :

uai, a gente tava ficando destruído demais de ressaca

Eu :

Hehehehe, nera melhor parar de beber então, não ?

Jana :

Ah, nem tanto, né ?!!!!!

 


 

Jana :

Já tô fudida. Agência de manhã (e telefone o dia inteiro); aulas 3 vezes por semana à tarde... Começar a escrever o projeto (fora as leituras de cada aula) e mudança.

Eu :

E cê vai ter que dar aula também, né ?

Jana :

ah, já estou dando. às sextas-feiras

Eu :

hehehe

Jana :

afemaria

Eu :

Só às sextas ? ;)

Jana :

hahahahahahahaha... em pé e de manhã, só.

Eu :

Uia, em pé ? isso dá uma tremedeira nas pernas...

  

 



Escrito por Cynthia às 05h36
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...E DE TRABALHO

 

 

Cynthia :

Putz, esse youtube é um perigo. Não tem quem consiga trabalhar.

Nelson :

Ainda bem que toda hora tem tráfego e mídia passando atrás de mim aqui, aí de tanto eu fingir que tou trabalhando eu acabo trabalhando de verdade...

 


 

Cynthia :

Caraio, gastei o dia inteiro sem fazer nada de útil.

Nelson:

Hehehehehehe

Cynthia :

Eu preciso de um feitor.

Nelson :

Schlap!!!!

Cynthia :

Uiuiuiuiuiuuuuui

Nelson :

chicotim com pelúcia na ponta e máscara de zorro.

Cynthia :

Vishmaria, aí é que ninguém trabalha mesmo.

 


 

Ela :

É até bom cê citar no e-mail que já faz dois meses, pra pessoa se ligar de que já faz muito tempo, que tá passando da hora de te pagar o frila, uai.

Eu :

é... tomara. Porque até agora tá todo mundo só mifu. Canseeei de ser sexy !

Ela :

mas o ****** vai te pagar, ele é boa gente.

Eu :

assim espero. porque do *****  e da ***** eu nem estranho o cano mesmo, né ?

Ela :

Ô, povim bunda

Eu :

eu quero mais é que eles se f...elicitem para sempre.

Ela :

e que tomem no c...ume do sucesso

Eu :

hehehe, exatamente. Aqueles ve...ncedores natos. Aqueles fil...antropos.

Ela :

aqueles ener... gizados seres, que têm a mãe no p... onto mais alto da minha consideração

Eu :

e na esquina mais movimentada !

 

 


 

Eu :

eu precisava de pelo menos um frilinha desse todo mês, pra não ter que mandar a Zeth embora...

Jana :

é, mas vai rolar. Vamos ter fé!

Eu :

Hum, não dá pra ter outra coisa não ? Fé tá mei difícil por aqui... só se for fédaputa, hahahaha !!

 



Escrito por Cynthia às 05h35
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THESE BRITONS ARE CRAZY...

Nós do continente americano - e com isso quero dizer do Norte, do Centro e do Sul-americano, é bom explicar - não estamos sós em nossa burrice e ignorância galopantes : li, dias atrás, que quase 1/4 dos ingleses acha que Winston Churchill nunca existiu de verdade, e quase metade jura que Ricardo Coração de Leão também é personagem de ficção, enquanto quase 60% têm certeza de que Sherlock Holmes foi uma pessoa real. Mas pra mim, o pior não é isso. Pra mim a pior demonstração de que há algo de podre na cabeça dos súditos da ugly Beth é outra, aquela cuja explicação eu tanto busco há anos e ninguém me responde : por que, oh, por que, um país que tem  Ray Tito Pullo Stevenson, Gerard Butler e Clive Owen precisa colocar o irmão (muito, mas muito) mais feio do Herson Capri pra interpretar Bond, James Bond ?

 



Escrito por Cynthia às 05h08
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