ou ainda SE SEU NOME FOR ROSEMARY E VOCÊ ESTIVER GRÁVIDA, EVITE ESTES RESTAURANTES
Eu não sou (infelizmente) apresentadora do Discovery Travel & Living, mas também ando vendo, ao vivo e em cores, uns pratos bem estranhos. Mas acho que de alguma forma eles fazem sentido. Afinal, depois de um churrasquinho de Cristo...
Assista em breve, na THS (True Hollywood Story), no canal Ih ! - we luvvy chew chew - a verdadeira história da Grah Oona, "Da caatinga a Beverly Hills".
NÃO FORAM RELATADOS EFEITOS COLATERAIS DE QUALQUER NATUREZA.
Lembram daquele antidepressivo que meu médico me receitou pra emagrecer, mesmo eu não estando deprimida ? Aqueeeele, que ele diz que é “anticompulsivo”, e cuja bula dá como efeitos colaterais (entre vários outros) a diminuição do apetite e o aumento da libido ? Pois é. Tomei coragem, tomei o remédio – venho tomando, aliás, e direitinho, por duas semanas... e pelo menos até agora, o efeito foi zero : ele nem diminuiu minha vontade de comer nem aumentou a de ser comida.
Depois de uma semana passada vendo DVDs completamente bobos e decepcionantes, fui ao cinema, pra ver um desenho, mesmo ele sendo dublado e exibido numa sala cheia de crianças... e agora estou absolutamente apaixonada pelo “documentário” Surf’s Up. O que me lembra de que um dos últimos filmes que eu adorei tanto assim foi Ratatouille. Ou o cinema mundial não anda lá essas coisas ou eu sou ainda mais infantil do que eu pensava.
Quase 25 anos de profissão, centenas (ou milhares, sei lá) de campanhas bem-sucedidas feitas por mim ou com a minha colaboração, milhões ou bilhões de campanhas muito mais criativas e vendedoras que as minhas feitas por anunciantes nacionais e internacionais provando o contrário, e até hoje eu ainda sou obrigada a ouvir de clientes e curiosos - e até do ocasional profissional da área, por increça que parível - que não se deve usar a palavra "não" ou outras igualmente negativas, tais como "nunca", "jamais" e outras desse tipo em propaganda. Sim, até hoje, a esta altura, em que até as pedras sabem, ou deveriam saber, que isso é uma bobagem, uma palhaçada, uma picaretagem de neurolingüística mal-costurada ou de auto-ajuda empresarial de 8ª categoria, ainda tem quem diga, repita e defenda isso. Se acontecer de novo, não sei o que eu faço : se finjo um ataque de nervos e saio gritando e arrancando os cabelos ou se faço o papagaio que repetiu essa besteira engolir, sem cortar e sem dobrar, meu exemplar de domingo da Folha (não dá pra não ler – wow, a double negative !) ou meu Am*rican Express (não saio de casa sem ele). Pensando bem, melhor que seja meu Cre*iCard MC. Porque o prazer que isso vai me dar... não tem preço.
me: Eu chego a ver o "peixe terrível" subindo pra superfície do espelho... se bem que no meu caso, né, nem é um peixe, é o Moby Dick.
me: Gatito, a América do Norte e a do Sul são consideradas dois continentes diferentes ou quoi ?
Nelson: Uai, eu acho que são o mesmo continente, separado por regiões. Assim como existe o sudeste asiático, o oriente médio, o leste europeu... O continente mesmo é América. Mas não tenho 100% de certeza.
me: Tá certo, beibe... bigado
Nelson: Deixa eu confirmar. Ei, ei, há controvérsias. Confere o penúltimo parágrafo do primeiro item "America" na wikipedia.
me: Faz sentido. O canal do Panamá separa as duas massas continentais, né?
Nelson: Yup.
me: E não adianta falar que ele é pequenininho : o períneo também é e faz uma puta diferença, hahahaha...
me: Putz, se a visita do papa em 1997 deu espaço praquele "limpa" todo do Capitão Nascimento, o que não vai acontecer nessa tal Copa de 2014 ?
Nelson: É, a conta vai ser alta.
me: e o nome do comandante das operações vai ser Capitão Mortandade, no mínimo, né ?
Nelson: :-*
me: Oi, nenenhê.
Nelson: :-)))))
me: Tô com medo de deixar você viúvo... esse calor vai me matar.
Nelson: Tá perigando é eu deixar você viúva.
me
: hehehe... pelo jeito, podemos esquecer o Ú : não vai sobrar é ninguém vivo.
Nelson: Tou com uma dorzinha aqui...
me: adonde, neném ?
Nelson: No coração. De sodade.
me: =^;^= purrrrrrrrrrrrrrrrrrr
Nelson: Te amo mais que o mundo, amore.
me
: Mas o mundo num me ama não, beibe.
Nelson: Me chamaram ali pro Jesse Owens e quando eu voltei pra teresponder a energia caiu.
Eu tenho um problema (um ?! Ha !) sério : sou viciada em ler bula de remédio. Tudo começou quando, logo depois de aprender a ler – sozinha, aos 4 anos, até hoje ninguém sabe como – eu lia absolutamente tudo que aparecesse na minha frente, e adorava especialmente as bulas, já que elas, que nem balinhas duras, demoravam mais pra acabar e eu podia saboreá-las por mais tempo. Além disso, igual a qualquer outro monstrinho-prodígio, eu adorava me exibir pros adultos e, se as palavras fossem difíceis e compridas, (ergo bula), melhor ainda. Ah, as delícias de um bom acetilsalicílico.... oh, o sutil mistério da agranulacitose, ai, o charme discreto da teratogenicidade, as brumas vaporosas nas encostas verdejantes dos anticolinérgicos... Como os vícios raramente vêm sós, minha adição por bulas acabou por gerar outra, ainda mais agradável e duradoura : o vício em dicionários. Nem me lembro quantas vezes por dia eu pegava o velho pai-dos-burros, um tijolaço de papel de uns 3 kg, cujo nome eu adorava, por achar tão irônico - Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa -, pra procurar o significado de, sei lá, metilparabenos, por exemplo, e só largava o bicho quarenta minutos depois, cheia de vocábulos recém-aprendidos e completamente esquecida do que era mesmo que eu queria saber pra começar. Na infância e adolescência, enquanto eu ficava cada vez mais tímida, com a auto-estima caindo em proporção inversa ao meu desenvolvimento físico e com uma sempre crescente impaciência com as infantilidades das outras pessoas da minha idade, tudo ficava bem quando eu enfiava a cara num livro. Ou numa revista, num gibi. Ou, claro, numa boa, velha e, se eu tivesse sorte, bastante complicada bula. O problema é que os médicos odeiam que a gente leia a bula do que eles nos receitam. E o problema maior é que se eu não chego a ser exatamente hipocondríaca, também não sou muito chegada em ingerir substâncias que podem me deixar ainda mais doente do que estava antes. Já deixei de tomar um remédio recomendadíssimo contra uma enxaqueca que estava me deixando suicida ao ler a bula e notar, entre os possíveis efeitos adversos, “infarto do miocárdio”. Claro, a enxaqueca não passou, mas pelo menos eu descobri que não estava tão suicida assim. Só tomei anticoncepcionais – e por tempo demais – porque o medo de engravidar era ainda maior do que o de ficar surda, cega, manqüeba, exoftálmica, anêmica e outras mimosuras descritas na bula do mais suave deles. Agora, novamente perdendo a guerra contra os depósitos lipídicos malignos do espaço sideral (invasores de corpos são esses, Nicole Kidman, o resto é fichinha), tô hesitando em tomar o remédio que meu endocrinologista me passou. Tudo bem, pelo menos ele desistiu de me empurrar o pirirígeno atômico Xenicacal (com ênfase no caca) que eu nunca tomei nem tomarei, e a sibupramina, que me dava dores de cabeça lancinantes, mas eu ainda resisto à idéia de tomar antidepressivos sem estar deprimida só pra ver se a compulsão alimentar diminui. A caixa estava ali, fechada, me lembrando do quanto foi cara e de que, se eu não ia tomar mesmo, era melhor nem ter gasto essa grana. Respirei fundo, abri a caixinha, peguei o blister e... caí em tentação. Li a diaba da bula. Eu até poderia lidar com os efeitos colaterais que podem ocorrer e me deixar abobada, de boca seca, irritada, enjoada, superlibidinosa porém anorgástica (isso é que é sacanagem, né não ?), deprimida (?!) e psicótica. Mas ver que eles recomendam expressamente que quem toma um tipo de remédio – também receitado pelo meu endo – diário NÃO deveria tomar este, e principalmente, que em nenhum momento a bula fala da indicação deste como anorexígeno ou sacietógeno – a perda de peso é só mais um dos efeitos “adversos” que podem (ou não, né ?) ocorrer - me fez pensar “será que vale a pena ?”. É, pois é. O blister tá lá, intacto, a bula tá rindo da minha cara, assim como todas as costuras das minhas calças 44 e até uma 46, e os quase 100 reais que eu gastei no antidepressivo (talk about contradiction) tão chorando no limbo do dinheiro perdido, junto com os outros milhares (talvez até milhões) de outros reais, cruzeiros, cruzados e outros bichos que eu já desperdicei ao longo da minha vida em coisas que eu comprei e não usei, tomei, calcei, vesti ou consumi. E eu continuo, feito uma Hamleta de 5ª categoria, presa na questão “tomo ou não tomo ?” Quem diria que o remédio teria empatia como efeito colateral - agora eu sei como se sente um libriano – e sem nem precisar ser tomado ! O pior é que com tanta dúvida, periga eu acabar deprimida de verdade. Bom, pelo menos aí eu terei motivo pra tomar essa @#$% de remédio, ou até outro mais forte. Desta vez, sem ler a bula. Prometo.