SÓ PRA MUDAR DE POST

Ontem, antes de ir dormir forçadamente mais cedo (ainda nem eram 2 da matina), vi um bom pedaço de Reds, aquele filme do Warren Beatty sobre a vida do John Reed, jornalista, autor de “Dez Dias que Abalaram o Mundo” e o único americano enterrado no Kremlin. Sendo o filme de 1981,tanto Beatty quanto Jack Nicholson estavam com 44 anos (minha idade favorita num homem, hohoho), um deles lindo como um deus, o outro charmoso feito um diabo, e a Diane Keaton ali, reinando suprema como objeto de desejo, amor e paixão dos dois. No exato instante em que pensei “Eita, vida dura, hem, Annie Hall ?”, me lembrei de um programa antigo sobre o Jack em que a Cybill Shepherd, aquela branquela sem graça da série de TV que revelou Bruce Willis – e que eu e minhas amigas todas sempre chamamos de O Gato e a Rata – dizia, rindo, que na era dourada de Hollywood, os dois (Jack e Warren, claro) haviam passado o rodo em todas as mulheres em idade reprodutiva de Los Angeles, MENOS nela. E ao lembrar disso, me perguntei, pela milionésima vez, e como sempre, com a mais genuína curiosidade : “... e a idiota tava rindo do quê ?”



Escrito por Cynthia às 14h17
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O OUTRO KURT E MEU NIRVANA PARTICULAR

Eu li Mother Night, do meu amado Kurt Vonnegut, há muitos anos, mas apesar de saber que havia sido feito um filme baseado nele, com Nick Nolte, Alan Arkin e John Goodman, nunca tinha visto. Acabo de assisti-lo na TV, em mais uma das minhas noites insones, e gostei bastante. A humanidade, o humor nas horas mais negras, o senso de absurdo, tudo de que eu mais gosto nos escritos dele estava lá. Claro que a maioria das frases sensacionais do livro não coube no filme, mas de modo geral os caras fizeram um bom trabalho, e fiquei feliz que tivessem conseguido não estragar com imagens reais o que tinha sido tão bom na minha imaginação. Mas o que me pegou de guarda baixa mesmo foi o figurante de bigode, numa cena em que o personagem do Nolte fica parado na rua e vários transeuntes passam por ele, com um olhar rápido ou sem nem notá-lo. Apenas o bigodudo, um velho muito alto e de olhos tristes, o encara – e a nós - por todo o tempo em que fica na tela, uns quatro segundos, talvez cinco, não mais. Reconheci o próprio Kurt na hora, mas mesmo enquanto achava graça em sua imitação de Hitchcock, fui surpreendida sim, e muito, por uma dor surda no coração e um montão de lágrimas descendo pela minha cara, sem aviso. Até subirem os créditos finais, continuei com a mesma sensação triste, abafada, saudosa, como a de quem dá de cara inesperadamente com um objeto daqueles que causam uma avalanche de lembranças de alguém muito querido que já morreu. Me senti vagamente ridícula, claro, chorando assim por causa de alguém que nunca vi ao vivo e que provavelmente mal sabia que havia um país grandão na América do Sul chamado Brasil, quanto mais que nele existia uma menina, que virou uma mulher, e depois uma senhora, que adorava seus livros e partilhava muitas de suas idéias e do seu amor pelo jazz e o blues. Não sendo eu do tipo que se encanta, ou pra dizer a verdade, sequer suporta famosos em geral, não sei bem o porquê de todo esse jorro de emoção. Acho que talvez seja porque, ainda que eu nunca tenha tido a pretensão ou a vontade de ser “escritora”, foi esse maluco quem sempre me deu, com o exemplo de sua sinceridade absoluta e do seu estilo tão peculiar, as melhores razões pelas quais escrever : não para tentar ser imortal ou inesquecível, mas apenas para tentar me comunicar. Para falar, sem disfarces, proteção ou pose, com mais pessoas do que minha voz normalmente alcançaria. Para dizer a elas o que eu penso, o que eu sinto, e por que motivos, contra todas as evidências, ainda acho que essa porcaria de animal que é o ser humano ainda tem qualidades, e talvez até algum futuro. E finalmente, porque é mágico, simplesmente incrível, e para mim, eternamente fascinante, que tanta coisa possa ser sentida, dita e transmitida de uma pessoa para outra, ou outras, através de - como ele  disse escreveu tantas vezes - arranjos (à primeira vista bastante aleatórios) de vinte e seis símbolos fonéticos, dez numerais e cerca de oito marcas de pontuação, dispostas em linhas horizontais numa folha de papel (real ou virtual). É sensacional que as pessoas possam olhar pra elas e ver, ouvir, cheirar e até sentir o gosto de uma erupção do Monte Vesúvio, dos anéis de Saturno ou da Batalha de Waterloo. Ou da alegria, da angústia, da felicidade ou do desespero. Eu sempre soube disso, mas ninguém antes tinha me descrito, de forma tão límpida e simples, quase infantil, a grandeza do mistério e a enormidade do poder da palavra escrita. Eu sei que ele não disse isso só para mim, claro. Mas ainda assim foi um presente e tanto. E por mais bobo que pareça, suspeito que ainda vou chorar muitas outras vezes pelo Kurt Vonnegut. Vai ver é porque, quando a gente se sente meio sem pátria, nosso lar acaba sendo as outras pessoas, e ele, soubesse ou não disso, era parte do meu. Nem sempre, ou necessariamente, esse lar de apátridas é uma “Reich der Zwei”, mas de qualquer forma, é uma nação. Melhor, por sinal, do que a maioria das que a gente vê por aí. Ou por aqui.



Escrito por Cynthia às 02h17
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BOIÂNIA E A PRIMAVERA

if you can't stand the heat... catch a plane to somewhere else.

Abril pode ser o mais cruel dos meses, dezembro o mais chato, agosto o mais infeliz, mas pelo menos aqui em Boiás, setembro é o mais infernal. A umidade do ar tá tão baixa que, no zoológico, o camelo foi surpreendido tentando se disfarçar de hipopótamo pra poder ficar dentro d'água; em Brasília, o mar de lama secou e virou o oceano do pó vermelho, o que é extremamente prático : por mais enlameadas que suas excelências estivessem (hipoteticamente, claro), bastaria parar de chafurdar um instante, se levantar, dar uns tapinhas no Armani pra chacoalhar a poeira e dar a volta por cima, imediatamente imaculados, prontos pra (várias) outra(s). Em todo o Centro-Oeste, as roupas secam antes que você acabe de pendurá-las no varal, e não importa quanto hidratante se use, abaixo dos joelhos, toda canela é em pó. A cor verde só existe nos semáforos e placas de estrada, e se continuar assim por muito tempo, periga até eles ficarem cor de ouro velho e mais enrugados que uma mulher normal de 40 anos em comparação com uma perua hollywoodiana - ou carioca da Barra - de 68. Você pode se fechar numa salinha com o ar condicionado programado pra 17 graus, que a sensação térmica ainda assim será de, na melhor das hipóteses, 27. O estado físico das coisas muda, de sólido pra pastoso, de líquido pra gel, de vapor pra pura memória; o estado de espírito dos seres - relativamente - vivos entra em slow-motion permanente : o chocolate não quebra, se rasga; a manteiga não se espalha, se entranha; o sangue não corre, se arrasta; o coração não bate, belisca; o suor não encharca, evapora; os pulmões não se enchem, se enervam; as lágrimas não escorrem, empoçam; o trabalho não anda, engatinha; as gatas não miam, gemem; e as blogueiras não escrevem, postam qualquer besteira só pra fazer de conta que atualizaram. E acreditem, até isso já é trabalho demais.



Escrito por Cynthia às 00h02
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P.Q.P.T.P.

ou Poeminha Que Pranteia o Trabalho Perdido.

 

Uma coisa que todo mundo admite, não há quem resista,

É que pra entender certas dores tem que ser especialista :

Só homem sabe como dói um chute nos ovos

E que, se forem estragados, não tem como comprar novos.

Só mulher sabe como dói uma cólica menstrual

E a cara superior do médico dizendo que isso é perfeitamente natural.

Só goleiro sabe como dói um frango

E depois dele, não poder sair de casa nem pra bater um rango.

Só corno sabe como dói - no corpo inteiro - um cotovelo

Principalmente se o Ricardão tem mais dinheiro e mais cabelo.

 

Porém, pobres, pobres dos publicitários

Vistos por meio mundo como babacas otários

E pela outra metade como uns convencidos mercenários.

 

Não podem nem se orgulhar de serem os únicos

Que, sem contar com poderes mediúnicos,

Sabem a dor de se perder uma montanha de trabalho

Com idéias originais e textos do caralho

A dor de ver por terra todo o esforço do dia

Quando, num acidente corriqueiro e bem banal,

Depois de uma oscilada na energia,

O Worrrd dá um belo e johnholmesiano pau.

 

Porque afinal, isso não é mesmo privilégio :

Desde o office-boy até o chefe de salário régio

Do Philosophy Doctor ao literato-gabiru

Todos sabem desse fato, que claro qual chama nua em noite escura arde :

Quem trabalha com Win-dohs, cedo ou tarde

Sempre leva no cu.



Escrito por Cynthia às 18h16
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PURA BOBAGEM, AGORA TAMBÉM EM GOTAS

Agora eu sei que tradução pra legendas e dublagem não é tão fácil e livre quanto eu imaginava. Mas que gatos me mordam, cachorros me unhem e macacos me apontem, aos cochichos e gargalhando, se algum dia eu chegar ao ponto de escrever uma barbaridade pedante, datada e besta do calibre de “o quão”, onde quer que seja.

 

 

Desde que fiquei desempregada engordei 7kg, o que significa que agora preciso perder uns 20. Sem emprego à vista, com a grana do acerto acabada, zilhões de despesas fixas e extras e este sobrepeso infernal, eu fico ainda mais ansiosa. Quando estou ansiosa, eu como. Não, não as unhas, infelizmente : como comfort foods, frutinhas e verdurinhas, mas também salgadinhos, chocolatinhos, sopinhas, macarrõezinhos, lasanhazinhas e o diabo a quatro. Quatro queijos, se possível. Com muita pimenta, pra disfarçar o gostinho de enxofre. E com as sete peles bem crocantes, nham.

 

 

Arrumei um trabalho cobrindo as férias de outro redator, numa agência onde já trabalhei – e uma das poucas onde realmente gostei de trabalhar –, só que desta vez é temporário : serão apenas 30 dias, em meio período, e ganhando pelo mês menos da metade do que ganhava lá há dois anos. As pessoas são legais, os clientes são, bem, clientes (duh), alguns jobs dão até um prazerzinho de se criar, e é bom saber que, apesar dos meses de afastamento, eu ainda sei como fazer direitinho o trabalho que venho fazendo pela maior parte da minha vida. Mas o que eu queria mesmo era ganhar na mega-sena acumulada. De preferência sozinha.

 

 

Nós somos uns santos. O aniversário da mãe do gatim foi dia 8, e o da minha, dia 10. Ou seja, fazendo uma ponte astrológico-lingüística sem noção e sem-vergonha, chega-se à conclusão de que nós dois somos filhos de virgens !! Tem como uma concepção ser mais imaculada que isso ? Nem com furo no lençol, né ? Hm, acho que vou fundar uma igreja... que tal “Testemunhas do FEBEAPÁ”, será que dá pra descolar um troco ?

 

 

Por falar em signos e crenças, minha sobrinhinha-neta, agora que está começando a bendita transição das fraldas para o troninho, toda vez que deposita um número 2 no penico, corre - pelada da cintura pra baixo – até o local da casa onde estiver reunido o maior número de pessoas, anuncia sua obra, seguida de vários “Quer ver, quer ver ?”, e mesmo quando a platéia declina do gentil convite, exige palmas e gritinhos de incentivo. Pra quem acredita em horóscopo, isso é coisa de leonino. Pra quem acredita em predestinação, ela provavelmente vai ser cineasta ou dramaturga, aqui mesmo no Brasil, e mandar bala na lei Rouanet... pra quem não acredita em nada, eu cito o anônimo (?) que criou a bela frase “Todo mundo precisa crer em algo. Eu creio que vou beber mais uma” e digo que acredito que tá na hora de jantar.

 

Até amanhã.



Escrito por Cynthia às 18h45
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AMAZING DISGRACE

Diz a sabedoria popular – muito sabiamente mesmo, mas (infelizmente) com pouca popularidade – que “elogio em boca própria é vitupério”. Mas eu, que acabo de ter uma epifania – mas já tô bem, já tô bem, não se preocupem - me sinto na obrigação de fazer uma emenda : “...e vitupério em certas bocas é elogio”. Na verdade, dependendo da boca, é mais que elogio, é quase apologia. Dito isto, e considerando-se que amanhã é feriado e tudo vai bem com quem nos quer bem, vamos festejar, em caravana. E os cães que continuem ladrando, se estiverem a fim.



Escrito por Cynthia às 18h32
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É DOUARD, MANET ?

Todo mundo em mesa de boteco e em blogs e portais variados falando em monetização, vangoghização (ai, minha orelha) e até picassização (ui, meu cubo) dos blogs, e a bobona aqui só consegue pensar que há de existir um bom motivo pra nem falarem em manetização : deve ser porque, afinal, todo blogueiro já é, por definição, meio mané... né ?

 



Escrito por Cynthia às 17h18
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DOIS ANTROPÓLOGOS EM MARTE

Eu tava aqui pensando que eu deveria fazer um relato longo, divertido (pelo menos pra mim) e antropo-socio-psico-palhaçológico em minuciosos detalhes sobre a expedição de Cyn das Selvas e seu lindo gatim almirântico pelas ruas de São Paulo durante a semana passada, mas a gripe que trouxemos de lá – gatim desde o primeiro dia, eu só a partir do último, graças a Zeus -, a promessa de tendinite nos dois punhos eeee ombros também, o que me obriga a usar minhas talas pretas nas duas munhecas e ficar com visual de vilã de HQ (com algum nome do tipo “A Punheteira das Trevas”, olha só que maravilha), a iminente volta e convalescença da minha sogra, que teve um aneurisma cerebral a mil km de casa (mas já está bem, saudável e sem seqüelas, praise be), a carência afetiva abissal da minha gata e o estado de calamidade privada em que se encontra meu lar, dietético lar, não permitem. Claro que, bocuda e prolixa como eu sou, assim que o nariz parar de pingar, os pulsos e ombros de doer, a gata de miar e os pés de tropeçar em bagunça pra todo lado (ou, sei lá, se a gata começar a pingar, o nariz a tropeçar, os ombros a miarem, nunca se sabe), eu volto aqui e conto tudo. Mas por enquanto, e só porque não poderia deixar de fazer isso logo, quero declarar que não tem museus, parques, monumentos ou restaurantes que se comparem à maior riqueza, à coisa mais inteligente, engraçada, divertida, gentil e fofa de São Paulo, ou seja, alguns paulistanos, que já adorávamos via internet, mas de quem gostamos mais ainda ao vivo, tais como a Anna (linda, aparentando dez anos menos que sua idade real, de luminosos olhos verdes e um bom humor e integridade impressionantes), o Jayme (exatamente igual ao que é no blog - o que quem conhece o Dito Assim sabe que é um elogio e tanto), a Pat e o Tuca, que foram uns doces, tão queridos que ficamos com vontade de botar os dois na mala e trazer pra casa com a gente, o Branco Leone e a esposa – que, assim como eu e o resto das mulheres presentes ao encontro, O-D-E-I-A esta denominação, hehehe - o Guga, Doni, Lúcia, Bia, Arnaldão, Olívia, Roger, Andréa (que não é de SP, mas que finalmente vimos ao vivo foi lá) e, finalmente, com tripla ênfase, sublinhado, itálico e negrito, Mr. e Mrs. Ratapulgo. Amamos vocês, caras. Quanto aos que não conseguimos transportar do mundo virtual para a realidade (Ian, Ina, Rê, Sibila e vários outros, infelizmente), é esperar que a gente tenha tempo – e dinheiro – de novo em breve pra repetir a dose, e esperar melhor sorte da próxima vez.  A não ser que algum deles tenha um surto psicótico e resolva vir conhecer Boiânia, que continua aquilo tudo que eu sempre digo aqui, mas que também tem muita gente boa, trânsito caótico e milhares de barzinhos, exatamente igual a SP... e muita rua florida, chopp barato e 6 meses de sol, como só aqui mesmo.

Esquadrão classe "B" - però tutti buona gente.

    De pé : Bia, Branco, eu, Olivia, Rata, Pat e Tuca. Sentados : Gatim, Doni e Roger.



Escrito por Cynthia às 13h45
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