JAVÉ QUE ME PERDOE...

... mas eu nunca fui mulher de resistir a um (bom) mau trocadilho, sequer a uma piada pronta, ainda mais oferecida, assim, em bandeja de prata. Então, sem nenhum racismo ou anti-semitismo, derivado apenas do meu sincero e incontido amor por joguinhos de palavras sem-vergonha, aí vai meu trocadalho-repentista e nada kosher :

A Congregação Israelita Paulista está com o rabino preso.

E com um nó na garganta. Oy, vey. 



Escrito por Cynthia às 15h51
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NOOOOW I GET IT !

ou A INCRÍVEL E TRISTE HISTÓRIA DA CÂNDIDA CYNTHIA, UMA MULHER QUE, PRECOCEMENTE, NA DOCE, INGÊNUA E TENRA IDADE DE 41 PRIMAVERAS (QUASE 42, ACTUALLY), DESCOBRIU UMA GRANDE E IRREFUTÁVEL VERDADE QUE, SE ELA FOSSE MENOS SONGA, JÁ TERIA PERCEBIDO UM POUCO ANTES. AOS 12, TALVEZ.

 

Eu posso aparentar ser muito impulsiva, mas na verdade sou racional em excesso. Por isso, talvez, sempre tive dificuldade em entender por que diabos até hoje (século XXI, né ?) as pessoas fazem – ou são vítimas – de joguinhos mentais baratos, do tipo chantagem emocional, manipulação de culpa etc., quando eles são tão óbvios, batidos e patéticos – e já eram assim desde o tempo em que os séculos vinham de trás pra frente e tinham um a.C. depois do número. Homens casados que ainda tentam comer mocinhas bonitinhas e inteligentinhas e romantiquinhas com o criativo papo “meu casamento acabou”* e depois cair fora com o mais-que-original “...mas eu não posso me separar dela agora”; moças com acesso a toda a informação e produtos anticoncepcionais que ficam “acidentalmente” grávidas no pior momento possível, tentando prolongar uma relação moribunda com homens inteligentes demais pra embarcar no truque mais velho do mundo sem perceber; manipuladorezinhos de ambos os sexos que fingem indiferença ou tentam provocar ciúmes para aumentar ou garantir o interesse de um parceiro vacilante ou distraído; gente preguiçosa e/ou burra que prefere investir em puxa-saquismo do que na própria competência para conseguir e manter empregos e promoções; gente picareta e mentirosa que se faz de vítima ou banca a coitadinha problemática pra ser perdoada por suas tretas, enfim, toda essa badulaqueira sentimental de 5ª categoria e, pior, mais velha e manjada do que andar pra frente, não me parecia aplicável por – e principalmente em – pessoas com mais de, sei lá, 20 anos de idade ou 100 pontos de Q.I.. Mas agora acho que descobri o motivo, a razão, o impulso, a explicação para esse mistério. Tive uma epifania, vi a luz, percebi a verdade, ó, irmãos, e ela é ridícula. Tá, podem curtir com a minha cara, podem cantar “I once was blind but now I see” , com violininhos irônicos ao fundo e tudo. Sim, eu, a esperta, capacitada, gênia** da raça, jureminha da silva xavier, tive um super insight, iluminação, epifania, e finalmente descobri por que é que as pessoas insistem em fazer tudo isso. Atenção : drumrolls... pausa dramática para enfatizar o suspense... e...  é porque... f u n c i o n a !!!!!!!!!!! Duh.

 

*Eu mesma caí nessa e até hoje não me perdôo pela burrice e, pior, pela breguice do enredo, mas pô, eu só tinha 18 anos, era virgem, boba, superprotegida e criada numa casa sem irmãos homens machos do sexo masculino pra me contar do que homem é capaz por uma trepada, então me concedo um descontinho. Zinho. De vinte por cento. Dez por cento, vai. Tá bom, cinco, e não se fala mais nisso.

 

**Eu sei que "gênio" não flexiona gênero mas, assim como muitas outras coisinhas neste texto - e blog -, essa também pretendia ser sarcástica.



Escrito por Cynthia às 09h28
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SE EU FOSSE UM CAPACHO...

...SERIA ASSIM :



Escrito por Cynthia às 07h31
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ELOGIO DOS NÃOS

ou SUELY IN THE SKY WITH FOUR GOLDEN STARS

 

Correndo o sério risco de soar como uma sub-dioguinha , ouso dizer que, normalmente, eu odeio cinema brasileiro. Não falo de todo ele, claro : gostei muito de Eles Não Usam Black Tie, Tudo Bem, A Marvada Carne, Bicho de Sete Cabeças, de Cidade de Deus, Deus e o Diabo na Terra do Sol, O Invasor, Os Matadores e mais uns dois ou três (vá lá, uns cinco !) de cujos nomes não me lembro agora. E tem pelo menos mais outros tantos que, apesar de não serem dos melhores, merecem uma nota quatro pelo esforço, ou pela despretensão ou sei lá exatamente por que, mas merecem. Ainda assim, permanece a triste verdade : de modo geral, pra mim é difícil suportar um filme brasileiro até os créditos finais. E olha que eu sou o tipo da pessoa que costuma agüentar mesmo os piores abacaxis até o azedo fim, na (normalmente vã) esperança de que a porcaria do filme vá melhorar ou pelo menos exibir uma única cena, fala, interpretação, fotografia, alguma coisa pelamor, que faça valer a pena a horimeia ou duas da minha vida que eu joguei fora ali na frente da tela. Mas não dá. Se o único filme gringo que eu já abandonei pela metade foi o Quinto Elemento (do francês que queria tanto-tanto ser americano Luc Besson), dos brasileiros abandonados, interrompidos e/ou ejetados do dvd sem dó, já perdi a conta. Não é má vontade não, pelo contrário. Me lembro de ter esperado o lançamento com ansiedade, começado a ver com esperança, insistido mais uns minutos com estoicismo (e, em alguns casos, suportado até o fim com bravura) filmes como Copacabana (pff), Um Crime Delicado (booommmba), A Partilha (é preciso tirar o chapéu pra um diretor que consegue deixar até grandes atrizes tão péssimas e falsas quanto as piores starlets da grobo), o super-incensado e terrivelmente ruim (pelo menos os dez minutos dele que eu suportei) Zuzu Angel e tantos, tantos outros. Infelizmente, não posso dizer que perdi alguma coisa quando, já irritada e desanimada, deixei passar – e o coitado do gatim assistiu sozinho, tendo que agüentar a ruindade mastodôntica deles sem ajuda – Carandiru, Cazuza e outras cacas. Mas mais cedo ou mais tarde, a esperança vence a experiência e eu insisto. Aí esta semana pegamos O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias e O Céu de Suely (do outro que eu quero ver, Cinema, Aspirinas e Urubus, só havia duas cópias na locadora e elas estavam – óbvio – ocupadas). Do “Ano em que...” gostei médio. Talvez se os atores fossem mesmo atores, se o grande Paulo Autran aparecesse em cena por mais que 15 segundos, se algo que eu não sei o que é tivesse feito com que a gente se envolvesse mais ou se emocionasse em alguma das muitas e tão bem feitas cenas feitas pra emocionar, eu tivesse gostado mais. Talvez. Mas nem é disso que eu quero falar, não. Quero dizer é que adorei muito-muito o Céu de Suely. Por tudo o que ele é, mas talvez principalmente, por tudo que ele não é. Não é pretensioso. Não é estereotipado. Não coloca o sertão nordestino como obrigatório pasto de cabras corroído pela seca e ignorante de informática, da embalagem tetra-pak e do consumo, com pessoas vestidas de cangaceiro e sotaque de novela de Arghnaldo Silva. E o principal, o maravilhoso, o viva-viva aleluia, finalmente, amém-zizuis, não coloca todas as personagens falando todos os ff, rr  e ss, com aquele artificialismo babaca que me arrepia de ódio, mastigando todas as sílabas e escandindo todos os “você” ,“está”, nem dizendo “havia” em vez de “tinha”, ou salpicando as conversas mais rasteiras com palavras difíceis e cheias de sílabas como se estivéssemos no século XIX, nem falando palavrões com a naturalidade de uma freira sob a mira de um revólver, com aquele canastronismo insuportável que, pra mim,  é “A” marca registrada e odiosa do cinema brasileiro. O enredo é pouco, as coisas acontecem devagar, sem alarde, como se nem acontecessem, mas ainda assim o filme prende a nossa atenção. As pessoas sentem fundo, mas suas caras e bocas não gritam isso, não sublinham nem riscam de amarelo fosforescente pra que o espectador com morte cerebral perceba. Existem nuances. As expressões são sutis, mas estão lá. Muitos dos diálogos são soltos, até bobos, desimportantes, como os da vida real. E o resultado emociona. Não entendo – e nem quero – de cinema o suficiente pra tentar enquadrar o que me agrada em uma ou outra escola, mas apesar disso, digo que o filme me pareceu aparentado do neo-realismo italiano, mas com a mão mais leve. E, como não poderia deixar de ser, amei acima de tudo a frase dita pela amiga-puta da Suely, que já virou bordão em nossa família de duas pessoas (tá bom, três, mas a Nina não fala nem paga conta) a cada vez que somos “presenteados” com o preço absurdo de um produto ou serviço que não vale tanto assim e que, se a gente não tomar muito cuidado, pode acabar deixando escapar na frente de estranhos que não viram o filme e que podem nos olhar torto pro resto da vida : “Ah, por esse preço, tem que dar o cu e dormir abraçadinho”...

 



Escrito por Cynthia às 12h31
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EUGENINHO JÁ É UM HOMENZINHO

- Lourdinha, minha filha, o que é que é isso, pelamordedeus ?!

- O que é o quê, Eleutério ?

- Esse cabelo cor de sangue, essa calça saint-troceta, esses olhos de Cleópatra, essas garrafas vazias, essa música infernal nesse volume doido, esse cigarro ?! Cê nunca fumou, Maria de Lourdes.

- É, eu sei, mas porra, essa merda toda aí é tipo assim, medicinal, saca ?

- E palavrão, Lourdinha ! Cê nunca falou palavrão na sua vida, minha velha. Nunca. Eu te conheço tem mais de 50 anos, Lourdes.

- É, caralho. E também nunca fumei, nunca usei calça colada e que deixa o cofrinho de fora, nunca pintei o cabelo, nunca masquei chiclete (POP !), nunca gostei de rock, quanto mais de Marilyn Manson, nunca assoviei, nunca tomei cerveja no gargalo (GLUGGLUGGLUG) nunca arrotei (BUUUURRRPP), nunca comi coxa de frango com a mão, nunca palitei os dentes à mesa, nunca ri alto, nunca gozei - pelo menos com você, Eleutério, seu incompetente – e nunca, jamais, em tempo algum, nem em pesadelos, nunca soltei um pum fora do banheiro. Pois quer saber ? PUUUUUUMMM !!!

- Meu Deus !! Você tá louca, Lourdes ? E podre ! Descompensou ? Tá possuída ? Peraí, minha velha, senta aqui, calma. Fica aí bonitinha que eu vou chamar uma ambulância...

- Ambulância o cacete, porra. Velha é a xota da senhora sua mãe, aquela bruxa beata fofoqueira duma figa. E bonitinha é a bifa que eu vou te dar agora mesmo. Senta aí você, cala a boca e não me enche o saco, Eleutério.

- Cê só pode estar tentando me matar, Lourdes.

- Pst. Fica calmo, Eleutério. Isso é tudo fingimento. Não falei que era medicinal ?

- Mas como assim medi...

- Fala baixo, criatura, já não falei pra não gritar assim ?!

- Tá bom, tá bom. Então me explica.

- É que eu tava escutando um desses telefonemas de 40 minutos do nosso filho...

- O quêêêê ?!

- Ai, não esquenta, Eleutério. Né invasão de privacidade nenhuma, ele ficou um tempão ao telefone aqui na minha sala, pra qualquer um ouvir, por que é que justo eu, que sou a mãe dele e até hoje descasco e separo os gomos e tiro as sementes e as pelinhas brancas de cada gominho de tangerina pra ele, justo eu não ia dar uma escutadinha ?!

- Não é isso, é que... nosso filho... ficou 40 minutos ao telefone ? Ele não sabe  quanto isso custa não, Lourdinha ?

- Claro que não sabe, Eleutério, são os patos aqui que pagam, né ? Ele fica muito mais que isso, todo dia, várias vezes por dia, falando com os amigos. Mas peraê, quer deixar eu falar, porra ?

- Eu achei que cê tava fora do personagem, Maria de Lourdes.

- Pois é, desculpa, é que isso pega, hehehe... mas então, eu tava ouvindo a conversa do menino e ouvi ele falando que não su-por-ta mulher que fuma, que fala alto, que ri alto, que fala bobagem, que usa roupa assim, que usa o garfo assado, e aí eu tive essa iluminação : quem sabe se eu fizer tudo isso, se ele não fica assustado e finalmente se muda daqui ?

- Lourdinha, cê tá querendo correr com nosso menino daqui de casa ?

- “Nosso menino”, Eleutério ? O filho duma puta regateira tem 42 anos, Eleutério !!

- Calma, Lourdes, calma que isso não vai fazer bem pra sua pressão... mas o pior é que, pensando bem, cê tem razão. Talvez um choque assim faça o Eugeninho ir embora... talvez ele até perceba que tá passando da hora dele ter uma casa, quem sabe uma namorada, enfim, uma vida própria, né ?

- Grazadeus, Eleutério, achei que cê nunca fosse me entender...

- Imagina, meu bem. Tem horas em que eu também gostaria de um pouco de sossego e privacidade, de poder ficar mais tempo sozinho com você... Aliás, sabe que você ficou até bem sexy com essa calça de cintura baixa... essa mini-blusa de renda preta... essa maquiagem escura toda nos olhos e esse cigarro displicentemente esquecido entre os dedos, Lourdes ? Acho que eu nunca tinha visto seu umbigo, Loulouzinha. E ele é lindo. Já tô até imaginando um piercing nele. Aliás, toda essa sua nova persona aí tá me dando altas idéias...

- É, mas enquanto esse excomungado desse moleque velhusco estiver encalhado aqui em casa, Eleutério, nada de idéias. Nada de sexo selvagem. Nada de trepar em todos os cômodos da casa, comigo vestida só de cinta-liga vermelha e você com algemas de pelúcia solferino. Nada de eu te mostrar a minha tatuagem...

- TATUA... cê fez tatuagem, Lourdinha ? Onde ?! Mostra, Lou. Me diz onde é. Aiaiaiai. E o que eu posso fazer pra te ajudar, Malou, minha gata ? Diz, Malu cat, maluquete, delícia. Fala, gostosona. O que é que esse bostinha diz nesses telefonemas de 40 minutos que possa me dar uma pista ? Se tem tanta coisa em mulher que ele não suporta, que tipo de atitude ele deplora em homem ? Diz pra mim, meu doce de coco, meu tesão, minha perdição, diz que eu faço.

- Ahn...

- Então ?

- Nenhuma, Eleutério.

- ???

- Parece que de homem ele gosta de qualquer jeito.

- ...

- Geniiiinho ! Eugeninho ! Eugênio ! Eugênio Augusto, sai já desse telefone e chama uma ambulância que seu pai teve um troço !!

 



Escrito por Cynthia às 14h02
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NÃO QUERO SER JOHN MALKOVICH

Eu adoro o John Malkovich, adoooro, acho ele o máximo. Mas se eu pudesse escolher ser outra pessoa que não eu mesma, eu não queria ser o Malko, não. Quem eu queria ser mesmo, mesmo, era o Tony Bourdain, aquele chef de cuisine bonitão, mal-humorado, desbocado e esculachado com um programa que passa aqui no Brasil no canal Discovery Travel & Living. Porque o cara não só vive de viajar, comer e escrever sobre viagens e comida, como também faz tudo isso quase sempre de bermudas, chinelos - e de ressaca. E porque ele fuma como se não houvesse uma guerra mundial declarada contra os fumantes, e bebe feito um roqueiro, e porque come as coisas mais legais do mundo inteiro, come muito, feito um porco bulímico, e continua com corpinho de jogador de palito, e porque diz (quase) tudo que lhe vem à cabeça, inclusive fazendo a caveira dos produtores e descendo o pau em outros “celebrity chefs” NO AR, e a produção que se vire pra encher de beeps seus inúmeros “fux, mo-fos” e outras fofuras. Porque ele ainda ganha dinheiro pra fazer tudo isso, e a julgar pelo sucesso do seu programa e dos seus livros (li 3 deles e amei todos), não deve ser pouco. Ah, tem mais : quando não está “trabalhando duro” em lugares como China, Vietnam, México, Austrália, Índia e onde mais houver panelas e fogo, ele volta pra casa... em NY.  A vantagem é que ele sabe a sorte que tem. Olha só o que o safado falou numa entrevista :

 

Amazon.com: O que é o melhor de todas essas viagens que você faz ?


Bourdain: É que eu posso ver o mundo. Eu estou vivendo um sonho de infância, de viajar para lugares distantes e exóticos, onde as pessoas me tratam bem. Quem mais vive como eu ? Quem consegue fazer o que me deixam fazer ? Eu escolho qualquer lugar no planeta aonde eu queira ir e vou... e nem preciso me comportar bem.

 

Agora eu pergunto : e você, se pudesse escolher, quem gostaria de ser ?



Escrito por Cynthia às 14h58
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DIÁLOGOS BOBOS DE FIM DE SEMANA

- Ei, nós vamos comer feijoada na casa da sua mãe agorinha, pára de ficar olhando pros frangos assados na TV de cachorro !

- Tô olhando eles não, tava era vendo as peladas na capa da revista ali na banca...

- Ah, bom.

 


 

   Nelson: Uia, lindinha, demorou.  Ficou no cliente por muito tempo?

   me: fiquei

   Nelson: E aí...?

   me: digamos que se eu ficar um milímetro mais puta da vida do que já estou, por coerência eu vou ser obrigada a vestir uma minissaia de couro, meia arrastão e ir rodar bolsinha na esquina.

 


  

   me: Beibe, cê tá muito ocupado ?

   Nelson: Pra você nunca, light of my days.

   me: É que eu escrevi um post e queria que cê lesse pra ver se tá bom.

   Nelson: Plis. Mainda.

   me: Maindei. Hehehe, ficou parecendo "mãe, dei".

   Nelson: “Uai, minha fia, se foi pro Nerso, tá de bom tamanho”.

   me: Hehehehehe

   Nelson: Epa. Como é que ela sabe ?

   me: Mummy, a senhora não sabe da piça um terço, hahahahahahahaha

 


- Se você não quer sair pra almoçar, a gente pede. E aí, o que você vai querer comer ?

- (Acertando a canela na mesinha de centro e gritando o primeiro palavrão que lhe ocorre)

BOOXCEEEETAAA !!!

- Uhu, eu também quero !! Mas uia, não sabia que cê gostava disso...



Escrito por Cynthia às 08h42
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POR QUE SERÁ ?

ou FALANDO SOZINHA - E CAÇANDO BRIGA COMIGO MESMA

Disclaimer nº 1:

 

QUEM TEM PREGUIÇA DE LER, LEIA SÓ OS NEGRITOS EM VERMELHO (vermelhitos, será ?), QUE JÁ É O SUFICIENTE PRA ENTENDER O QUE EU TÔ QUERENDO DIZER...

 

Disclaimer nº 2:

 

...MAS EU ACHO QUE O MELHOR (sempre) ESTÁ NOS DETALHES.

 

Perguntinha, provavelmente retórica :

 

Cês acham que eu preciso de um copidesque ? Dito isso, vamos ao post :

 

 

Por que será que justamente as pessoas que fazem questão de ser as mais virulentas, furibundas, iracundas, estentóreas e outros palavrões escrotos ao criticar o que (e/ou quem também, claro, seja por tabela, direto nas fuças ou por triangulação, afinal, todo “que” sempre vem de um “quem”, né ? Não, eu não tô defendendo o criacionismo. Sim, eu acho que Darwin rules. Não, eu não preciso e nem quero ser coerente o tempo todo. Sim, caros espelho, superego, personalidade nº 4 e  grilo falante, vão pra puta que os pariu e me deixem terminar o raciocínio logo e seguir com a frase, que este provavelmente já é o mais longo parêntese de toda a história dos blogs brasileiros. Claro, e o mais cansativo também. Concordo com você, Jiminy: o parêntese tá mesmo comprido e chato feito uma tênia, e tão difícil de matar quanto. Peraí. Pá. Pá, pá, pá. Pronto. Nah, deixa ele aí. Depois alguém recolhe. Acho que morreu, sim, né possível. Se ainda se mexer, a gente joga um albendazol em cima. Ou sal. Sei lá, funciona com lesma, uai. Então. Podemos ? Valeu, hem. Tem certeza ? Mais nada a dizer ? Ótimo. Prossigamos, pois.) quer que seja, são justamente as que não suportam nem a mais leve, gentil, comedida, educada e cuidadosa das críticas, mesmo que tenham pedido por ela ? Ai, meu Zeus, lá vêm eles de novo. Hem ? Como é ? Eu também sou assim ? Hmmm, xopensar. Sim, sim, é possível. Mas deixem que eu diga, em minha defesa, que quando quero esculhambar alguém eu não mordo e assopro, não mando recado, não falo alto pro vizinho ouvir, não uso pseudônimo nem ataco de anônima. Ou eu digo o que quero e assino embaixo, ou eu cifro muito e muito cuidadosamente, que é pra poder desabafar sem que o alvo se reconheça. Muitas vezes, se a indignação nem é tão grande assim que necessariamente exija que eu use algum tipo de válvula de escape, recolho-me à minha insignificância e, por difícil que seja, reconheço que minha humilde opinião é só a minha opinião, não um axioma universal ou Lei, assim mesmo, com maiúscula, gravada a fogo divino sobre placas de pedra do Monte Sinai. Porque, por mais que não pareça, eu sei, aceito e nunca, jamais, em tempo algum, me esqueço do fato de que não sou a dona absoluta e única da verdade. Nem sócia. Nem acionista minoritária. Porra, nem chego a ser locatária dessa merda.



Escrito por Cynthia às 08h42
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THE REAL ZODIAC KILLER

ou GUIA PARA O CRIME PERFEITO - E IMPUNE

 

Se você quer matar alguém

Sem gastar nem um vintém

E sem risco de ir em cana

Mate uma geminiana.

 

Quer saborear o crime

Sem contratar um terceiro

Sem estragar o sublime

Ao trocá-lo por dinheiro ?

 

Pra matar um ser humano

Sem que qualquer testemunho

Ainda que de soslaio

O prenda por muitos anos

Mate quem nasceu em junho

(ou, melhor ainda, em maio)

 

Se você não faz questão

De que a cena seja horrível

De terríveis gritos fêmeos

Nem de sangue em profusão

Isto é mais do que possível :

Mate uma mulher de gêmeos

 

Não dê um tiro na moça

Não a afogue numa poça

Nem na água funda a jogue,

Não ameace apagar seu blog :

Ela pode gostar da idéia.

E também não a envenene

Com toxina de moréia

Porque isso atrai sirene

 

Por mais que você tenha gana

Não lhe bata, amasse ou corte

Matar uma geminiana

É um refinamento da morte

 

Não precisa violência

Que isso traz muita estridência

Nem seja também tão sutil

Porque, puta que o pariu,

Enchê-la de vodka e comida

Ou de noites mal-dormidas

O máximo que vai fazer

É com que ela enterre você.

 

Não a encha de trabalho

Porque, por mais que reclame

No fim ela sempre dá conta

E depois da coisa pronta

Ainda pode ser que ela ame

E se divirta pra caralho.

 

Matar uma geminiana

É mais fácil que se pensa.

Pra não sofrer com a imprensa,

Com polícia ou com assédio

Dispensando o intermédio,

Sem pagar pelo seu ato

E curtindo o assassinato,

É fácil : mate de tédio.



Escrito por Cynthia às 13h52
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PURRFECTLY CLEAN WHISKERS

Minha filha quadrúpede tem (mais) uma vantagem sobre as crianças humanas : é de baixíssima manutenção e muito fácil de agradar. Tirante a castração – pela qual, aliás, muitas “crianças” humanas deveriam passar assim que entrassem na puberdade -, as vacinas e vermífugos, um ou outro probleminha de saúde, e, claro, areia pra caixinha sanitária e ração (que ela só gosta seca e de uma marca, boa, porém não abu$iva, graaaaaças a Bastet), criar minha menininha é praticamente grátis. Claro que eu, igual a qualquer outra mãe entusiasmada, tentei estragar a bichinha, comprei patês caros, brinquedinhos escorchantes, escovas dispendiosas. Adiantou ? No, ma’am. Ela não admite ser escovada, só come Cat Chow sequinha e, como brinquedos, além de nosotros, gosta é de bolhas de sabão, apontadores de laser, cadarços de All Star e guardanapos de papel. Com estes últimos, a relação dela é instável. Ela sempre fica assanhada e tenta subir na mesa ao ouvir o farfalhar dos guardanapos, mas como nós não permitimos que ninguém na casa bote os pés onde se serve as refeições, ela fica só na vontade. Como o gato-pai é um frouxão, de quem ela faz o que quer, ele sempre acaba fazendo uma bolinha com o papel e jogando pra ela. E é aí que se revela a instabilidade da moçoila. Às vezes, o obsessivo interesse dela pelo guardanapo é mais volátil e acaba antes que ele termine de descrever a parábola que sempre termina no chão da cozinha. Outras vezes, ela continua achando o brinquedo fascinante mesmo depois que ele aterrissa, persegue a bolinha com gosto e joga uma mistura de futebol com hóquei solitário por longos minutos, como se aquilo fosse a coisa mais divertida do universo. E ainda acontece, outras vezes, de pegar a bolinha na boca, como se um espírito cachorro tivesse baixado nela, e carregar o brinquedo sabe-se lá pra onde pra fazer sabe-se lá o quê. Pra nós isso é tão natural que eu demorei horas pra entender a cara de uma conhecida que, ao me ver no supermercado comprando quilos de guardanapos de papel, comentou, estranhando a quantidade : “Mas na sua casa não são só você, seu marido e uma empregada ?” , e quando eu confirmei e ela insistiu “Então pra que tanto guardanapo ?”, eu acabei respondendo, na maior distração – e sinceridade, “Ah, não, isso aqui é quase tudo pra minha gata...”



Escrito por Cynthia às 07h26
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