NU E CRU

ou SONETO SONADO DE PÉ QUEBRADO PRO MEU LINDO GATIM

Se a vida nos separar, amor,

Ou então a morte, essa infeliz

Não poderei dizer “Houve Paris”

Mas, na lembrança, vais aonde eu for



Tu não me cobriste de jóias raras

E não ganhaste fama nem laurel

Não compus uma nova “Jingle Bells”

E não saímos na capa da Caras



Não queimamos montanhas de dinheiro

Não cruzamos o Nilo de caiaque

Nem fomos à Europa pro jantar

 

 

Porém o nosso amor não foi de araque.

Não foi fantástico, espetacular

Mas ah, foi inteirinho verdadeiro...

 



Escrito por Cynthia às 15h01
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PERDOAI-OS, AURÉLIO, ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM.

Se meus posts tivessem categorias, este seria enquadrado em “fotografia descritiva”. Eu sei que relatar não é o mesmo que ver com os próprios olhos, mas não fui capaz. E juro que tô tentando. Já tô há mais de uma semana andando com a máquina no porta-luvas do carro, pra fotografar e mostrar pra vocês, em primeira mão, as pérolas que ando vendo pela cidade, só no trajeto diário entre minha casa e a senzala e vice-versa. Mas nunca dá certo. Ou o sinal não fica fechado por tempo suficiente pra que eu possa enquadrar, focar e disparar, ou o local que eu quero fotografar não tem estacionamento, ou, mais frequentemente, eu já estou atrasada demais pra ainda parar, estacionar, pegar a máquina, tirar da capinha, fazer todos os ajustes e mandar bala. E além do mais fico meio sem jeito de usar o estacionamento dos caras pra depois falar mal deles. Portanto, não vou mais esperar o momento perfeito : vou contar aqui-e-agora e vocês, se quiserem, que acreditem em mim.

 

Letreiro na fachada de uma loja de móveis rústicos : “O móvel que predomina (?) o Ontem, o Hoje e o Amanhã”. Sim, as aspas são deles. Sim, ontem, hoje e amanhã estão escritos com maiúsculas. Não, eu não faço a menor idéia do que isso tudo quer dizer.

 

Escrito num banner na porta de um salão de beleza : “Sombrancelha com cera quente”. Sobrancelha com M. Taí um troço que dói paca, antes mesmo de você entrar no salão.

 

“Escova progressiva (tudo bem, é feio, é brega, mas não é necessariamente errado, né ?) e Escova Celante”. É. Com “C”, mesmo. Deve ser pra “celar” as escamas do cabelo.

 

Outro salão, outro banner : “Sobrancelha (uhu, sobrancelha escrito certo, é o apocalipse !) com Rena”. (Hã ? Rudy finalmente assumiu ? E mudou de emprego ?  Virou “Brow artist” ? Papai Noel sabe disso ?)

 

Banner de novo, só que mais caro, com fotona colorida de drupa sertanoja, na frente de um açougue metido a chique, spin-off de uma churrascaria idem : “Assados nos fins de semana”. Uia. Isso é que é sexta-feira, hem ? Poderia ter sido o cartaz de Brokeback Mountain... quer dizer, se os cowboys do filme fossem brasileiros, velhos, ricos e feios.

 

Por falar em açougue, esta não chega a ser erro, mas rimos muito ao passar na seção de carnes de um dos hipermercados que freqüentamos (já contei que eu AMO mini, midi, super, hiper e megamercados ? Eu amo.) e ver a placa que anunciava "Fatiamos sua carne na hora". Claro que nesse caso eu não ia nem tentar sacar a máquina fotográfica, né ? Com gente assim não se brinca.

 

No mesmo hipermercado, mas já fora da alçada deles, e culpa do fabricante, uma caixa com um gadget culinário indicava que lá dentro havia um "ralador de queijo elétrico". Philip K. Dick ia adorar. Talvez até escrevesse um conto intitulado "Do computer mice dream of electric cheese ?"  

 

Letreiro na fachada de uma empresa - cujos sócios recentemente se uniram e deram uma über facada nas costas da sócia que os havia carregado nas ditas costas por mais de uma década : “Soluções em (ramo de atuação) com atitude”. Ah, sei. Mas assim, fico na dúvida : com atitude de moleque, atitude de sacana ou atitude de bandido ?

 

Outro banner (deve estar barato), este na porta de uma lavanderia ou coisa parecida : “Tingimos roupas com pinguimento importado”. E o banner deve ter sido “estalado” por “pinguimeus” em avançado estado de “embriaguês”, né ?

 

Moral do post : português safado não é só coisa de internet, não. Estamos cercados.



Escrito por Cynthia às 16h26
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DIÁLOGOS BOBOS, PRA VARIAR

    Nelson: Caraca. Eu PRECISO começar a criar essa porra dessa campanha. Mas os dedos se recusam a começar a teclar, que merda...!

   Me: Need help ?

   Nelson: Não. Preciso é de vergonha na cara, pra começar logo e parar de enrolação.

   Me: Ih, mas isso eu não tenho nem pra mim, quanto mais pra emprestar...

            

                                                  

 

  Nelson: Olha a chuva querendo foder com minha caminhada de novo...

  Me: ...querendo ? Baby, sinto muito, mas acho que a essa altura ela tá mas é recostada nos travesseiros, toda despenteada, com um sorrisinho no rosto e o cigarro já pela metade...

 

                                                  

 

Nelson: Uia. A tal feminista hidrófoba me mandou um e-mail todo simpático. Achei que ela ia ficar puta com aquela brincadeira porca e chauvinista que eu fiz, hehehehehe... ela já quebrou o pau com outras pessoas por menos que isso.

Me: Uau.

Nelson: Então, depois que eu falei aquilo achei que ela tava grilada comigo. Mas parece que não.

Me: Meno male. Ou, pensando melhor, pra ela não grilar, meno female, hahahaha...



Escrito por Cynthia às 13h38
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DIÁLOGOS BOBOS II - STILL ON

 

   Eu : Amore, será que dá pra gente passar na locadora amanhã ?

   Gatim : Claro. Alguma coisa em especial que você queira ver ?

   Eu : Acho que aquela comédia, Kinky Boots.

   Gatim : Uai, filme israelense ?

   Eu : ???

   Gatim : . . .

   Eu (caindo a ficha) : HAHAHAHAHAHA... só você mesmo pra confundir “Botinhas Pervas” com “Yoachim do Kibbutz”...

 

                                  

 

   Me: Putz, foi foda criar isso tudo assim correndo.

   Nelson: Eu acho que ficou muito bom.

   Me: Uai, então tá. Agora só falta, pra variar, eu num achar o homem aqui pra mostrar a campanha.

   Nelson: Mas claro. Sexta-feira, a uma hora dessas, ele deve estar é lustrando a careca pra cair no rock.

   Me: Ou “o”, né ?



Escrito por Cynthia às 13h36
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RENT-A-VENGER, INC. - PARTE I

Nos últimos dias, não tenho dormido bem, e como sói acontecer nesses momentos de insônia, comecei a pensar bobagem. E claro, como comumente acontece em sonhos acordados de noites de verão, tive uma idéia “genial” (hah) para um negócio. Sim, eu, a modelo da foto ao lado do verbete “entrepreneurally challenged” na wikipedia, tive uma idéia para uma empresa, e pior : realmente acho que funcionaria. Como não tenho capital nem saco para botá-la em prática, conto para vocês, e se alguém resolver investir no lance, seja bonzinho e pague os royalties aqui pra titia, que ela é pobrinha  mas é honesta (isso me lembra do segredo de Tostines). Então. Seria uma empresa especializada na terceirização de vinganças mesquinhas. Vingancinhas. Nada de pistolagem ou mutilação, nada de pernas quebradas mob style nem unhas radicalmente cortadas, à moda yakuza. Trabalharíamos apenas com pequenas maldades, ou, mesmo que grandes, daquelas que só ferem mortalmente o orgulho, mas não fazem ninguém sangrar.  Exemplos, exemplos : sua ex-mulher (ou ex-marido) resolveu não só infernizar sua vida durante o divórcio como também continua a irritá-lo(a) de todas as formas possíveis depois dele ? Perua. Não, não é xingamento, é o meio usado pra vingancinha : perua de mensagens. Sim, usaríamos aquela mesma e famigerada van com megafones, que mata de vergonha os sensatos e de emoção os bregas empedernidos. Só que, em vez de musiquinhas melosas, fogos de artifício e locutor com voz empostada dizendo que o amor de fulano por sicrana é grande, é muito grande, é enoooorrrme demais, as músicas seriam todas na linha “Hit The Road, Jack” , do Ray Charles, “I Hate You” , do Slayer, “Vingança”  , do Lupicínio ou, só pra ficar no manocaetano, “Cê Foi Mó Rata Comigo”  e “Não Enche”  . O locutor, então, diria as coisas mais horrorosas possíveis, podendo descer a detalhes anatômicos ou manias especialmente porcas do ex em questão. Fotos sacaneadas (não, não é “escaneadas”, é “sacaneadas” mesmo. Photoshop se for preciso, capisce ?) em tamanho de outdoor, desfraldadas para deleite da vizinhança, custariam mais caro, mas também fariam muito sucesso. Este modelo de Rent-A-Venge seria sucesso garantido no caso de alvos que morassem em apartamentos, de preferência nos últimos andares, que é pra dar tempo de o recado ser dado e a van cair fora antes da figura se despencar lá de cima com uma escopeta de cano serrado na mão. Caso o desafeto more em casa, teríamos a modalidade “chuva de merda”, que tanto poderia ser literal – convênios com zoológicos e circos, ou mesmo com fazendas de gado seriam muito úteis nestes casos -  quanto metafórica, com impressos contendo o mesmo tipo de fotos e injúrias sendo jogados de helicóptero sobre a casa do ex e cercanias. Outros tipos de vinganças : seus vizinhos do prédio em frente despacham os filhos e sobrinhos pra piscina todo fim-de-semana antes das sete da manhã, dando aos fedelhos pelo menos cinco horas pra berrar, chorar, fazer splashes de uma altura inacreditável para corpinhos tão pequenos e arruinar seus projetos de dormir até meio-dia ? Ah, se toda vingança fosse fácil assim : a Rent-A-Venger, Inc. poderia jogar quilos de sabão em pó na tal piscina. Ou tinta a óleo. Ou, já que estamos falando de coisas viscosas, óleo queimado, com ou sem penas de galinha (a não ser que você seja chique e faça questão de plumas de ganso, mais caras e mais finas – e difíceis de sair). Ou, e esta é a minha preferida, uma quantidade absurda de gelatina, daquelas que não precisam de geladeira pra endurecer. Incolor, claro, que é pras crianças, adolescentes e adultos sem noção só perceberem que há algo de estranho com a piscina quando estiverem no ar, depois de ter sido rebatidos por ela ao tentar mergulhar de ponta. Certo, neste caso em especial, talvez pudessem ocorrer umas poucas fraturas e concussões, mas convenhamos que assim o efeito educativo seria até maior. Ainda no capítulo “vizinhos odiosos”, que por alguma razão é um dos meus preferidos, teríamos o BBB : banho de Bach e Beethoven, em que caixas de som do tipo "estoura-tímpano” seriam posicionadas bem debaixo da cama e dos sofás dos moradores-alvo da vingança, e tocariam música clássica, no último volume, a cada vez que eles resolvessem trocar insultos ou tentassem compartilhar com toda a vizinhança seus pagodes, britneys, keliquis e sertanojos.

C O N T I N U A   A B A I X O



Escrito por Cynthia às 13h56
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RENT-A-VENGER, INC. - PARTE II

Em banheiros públicos, corporativos ou de barzinhos e restaurantes, a velha e cansada camada de filme plástico pra molhar os pés dos porcos que não acertam a mira é superbarata e garantida – o contratante só não pode beber pra comemorar a vingança, se esquecer e ir ao banheiro antes que o equipamento seja retirado. Caso o problema seja mais grave (por exemplo, se houver recusa em usar a descarga), a solução seria um sensor que, ao perceber o(a) porcolino(a) saindo do local sem dar descarga, acionaria um jato de água – ou... é, tá, água resolve – que sairia do próprio vaso e molharia toda a retaguarda do elemento. Pessoas que emperram filas seriam rapidamente seqüestradas, apenas pelo tempo de ter as mãos imobilizadas e as cordas vocais anestesiadas, e depois disso seriam calçadas com botas de chacrete (para os mais jovens : as proto-paquitas), daquelas que vão até o alto das coxas, botas estas cujas solas seriam lambuzadas com super cola e pregadas na calçada, onde os chatos ficariam, imóveis, incapazes de se descalçar ou de pedir socorro, por horas, no fim de uma fila enorme. Buzinadores compulsivos teriam instalados no cérebro© chips que disparariam o som de uma buzina insuportavelmente alta em seus receptores auditivos a cada vez que eles tocassem no volante de um carro. Castigo similar, com barulho diferente, para os monstros que saem em viagem e deixam seus cães carentes sozinhos, uivando loucamente o tempo todo : o chip levaria o uivo, amplificado, diretamente para o cérebro – força de expressão – desses calhordas, em tempo real. Pessoas que insistem em te contar tudo sobre o Big Bosta, o último namorado da Galhosteus, o que a mais nova heroína da mais nova novela mexicana anda aprontando, quem apareceu no Domingón do Chatão e outras abominações televisivas receberiam uma variação do tratamento Ludovico*, só que com filmes do Glauber, Truffaut, Buñuel e outros chatos chiques. Namorado galinha ? a Rent-A-Venger não só providencia tudo para que ele seja flagrado – e fotografado – aos beijos (ou algo mais) com uma traveca assustadora, como também joga tudo na internet - em dobradinha com o sistema chuva-de-merda ou não. Namorada piranha ? Mesmos meios, diferente mensagem : você pode escolher entre exame de laboratório com resultado positivo para sífilis, gonorréia ou herpes genital, teste de QI com resultado certificando a moça como deficiente do tipo que não pode ir sozinha ao banheiro ou fotos manipuladas comprovando que ela é hermafrodita ou usa dentadura. E não é só isso. (Não ligue ainda, hahaha) a Rent-A-Venger teria centenas de opções de vingancinhas para todo tipo de ofensa : você mandaria o briefing, a gente responderia com pelo menos três opções, de diferentes faixas de preço, pro vingador mascarado escolher. Claro, nada impede que o sedento de justiça faça qualquer dessas vinganças por conta própria. Mas nós patentearíamos várias delas, e ai de quem não pagasse (afinal, teríamos o know-how e os equipamentos, né ?). Além disso, só a Rent-A-Venger garantiria um álibi perfeito para seu cliente em todas as ocasiões, assim como fotos e/ou vídeos com a reação do alvo,  gravados com micro-câmeras escondidas, em DVD de alta definição, para que ele possa guardar na geladeira e assistir a tudo de novo, frio, quantas vezes quiser. Além do mais, já que a esta altura eu não precisaria mais trabalhar em propaganda, a RAV não usaria os meios de comunicação de massa para divulgar seus serviços : seria tudo no boca-a-boca, com clientes só liberando o cartãozinho, discretíssimo, com o número de telefone e a senha (yeah) quando estivessem bem certos do bom uso que seus amigos queridos fariam deles, e de sua absoluta discrição – coisa difícil nesses tempos em que é bonito ser boca-de-gamela - , o que aliás seria mais um motivo pra que os preços fossem puxados no sal... o único problema é que, às vezes, até as mais sólidas amizades podem azedar e gerar motivos para vingança. E aí ? Bem, isso nós, da diretoria, ainda não decidimos. Poderíamos usar o critério de dar preferência ao cliente mais antigo, ao mais assíduo ou ao que leve mais a sério prazos e pagamentos (e gorjetas !!). Ou  pegar os dois serviços e negar com a mesma cara de pau para ambas as partes que estamos atendendo o seu ex-amigo e atual desafeto. Ou, melhor ainda, abrir logo uma falsa concorrente, chamada, por exemplo, Vendetta-In-A-Box, e lucrar dos dois lados. O único problema insolúvel mesmo vai ser achar um sócio confiável... e confiante.

 

© Copyright do meu amado Kurt Vonnegut

* Obrigada por me lembrar, Milton



Escrito por Cynthia às 13h55
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I WON'T BUY IT AGAIN

ou FOOL ME ONCE, SHAME ON YOU, FOOL ME TWICE...

No, no es para comprender, es para registrar...



Escrito por Cynthia às 07h51
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DESIDERATUM

Às vezes eu queria ter uma religião, ou pelo menos um sentimento religioso mais duradouro – os meus ataques de fé não costumam durar mais que cinco minutos -, que me consolasse, me desse apoio e me ajudasse a passar não só pelos momentos especialmente difíceis, de dores, de perdas, mas também pelos muito bons. É que é tão chato não ter a quem agradecer pelas coisas legais quanto não ter a quem pedir ajuda quando nosso barquinho vai chegando ao fim da corredeira, a queda é grande e não há um galho debruçado sobre o rio onde a gente possa se agarrar. Mas às vezes o que eu queria mesmo era ter certeza de que existe um paraíso. Não por mim, que nem sei se iria pra lá, e suspeito fortemente que não (dos sete pecados capitais, acho que só não incorro nuns dois, e olhe lá), mas pra pessoas e bichinhos que certamente o mereceram. E principalmente porque a existência do paraíso pressupõe a de um inferno, com suplícios muito horrorosos e sem data pra acabar, pra onde certamente iriam donos de empreiteiras, tele-evangelistas, cantores sertanejos e, principalmente, clientes que, não satisfeitos com a burrice que o suposto deus lhes deu, ainda fazem questão de coroá-la com defeitinhos da própria lavra, como sadismo, incompetência e toneladas de mau-caratismo. Estes, então, iriam pro décimo-quinto círculo, pra serem retalhados, salgados e cozidos eternamente em fogo brando, numa sopa de cocô fervente temperada com pimenta piripíri e remexida com afiadíssimos tridentes em brasa de dois em dois minutos. Amém.

 

Hate Update : tinha me esquecido dos atendimentos preguiçosos, incompetentes, capachos, irresponsáveis e que adoram fazer cortesia com o chapéu, o talento e o horário dos outros. Estes vão pro mesmo lugar que os clientes, e, assim como em vida, hão de passar a eternidade massageando-lhes o saco, sem se esquecer de, vez por outra, lambê-los inteirinhos, dos pés à cabeça, entre um mergulho e outro no caldeirão de merda derretida com capsicum annuum. Amém again.



Escrito por Cynthia às 14h51
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VENENO ANTI-MELANCOLIA PARTE I

Globo de Ouro 2007, edição God Save The Queen. Ou quase. Claro, no cinema-cinema mesmo, praticamente tudo foi pros americanos, até na categoria “filme em língua estrangeira”, que o Clint Eastwood (ai)  papou com seu “letters from Iwo Jima”, todo falado em japonês. Mas nos filmes e séries feitos pra TV, quase que só deu súdito de Sua Majestade Elizabeth II. Jeremy Irons, Emily Blunt, Helen Mirren, Helen Mirren de novo, Bill Nighy, Hugh Laurie, e até, num único filme feito pro cinema cujo prêmio não foi pros EUA, o grande Sacha Baron-Cohen, mais conhecido no mundo todo (leia-se Youtube) como Borat, o repórter cazaque. Pena que não dava pra aproveitar a deliciosa pronúncia e o fino humor britânico desses ganhadores, porque os infelizes responsáveis pela transmissão da bagaça eliminaram a possibilidade de uso da tecla SAP, o que obrigou todos os brasileiros que ficaram acordados até 2 da madrugada pra assistir à premiação a aturar Rubem Zêwald Felho teimando em não nos deixar ouvir o que atores e diretores diziam, sufocando suas falas com uma espécie de português (com palavras como “gratitude”, a citação de um filme chamado “Vinte e umA gramas” e outras barbaridades do mesmo calibre) gaguejado e indeciso e dando seus importantíssimos pitacos – “O Alec Baldwin tá meio pesado, chega a estar gordo mesmo, mas (?) é um bom ator” Além disso, o fofo, que trabalha na área há pelo menos umas três décadas, que eu saiba, ainda pronunciava o nome dos atores e filmes como se nunca tivesse ouvido falar naquele povo (Ílare Suenque ? Bob Quêned ? Puh-lease), esquecia o nome de indicados “E temos aí a... a... atriz que concorre por ‘Niu adjivêntchuris ofe oude Cristine’”, traduzia “0.5 seconds” como “cinco segundos” e deixava passar as melhores tiradas dos discursos de agradecimento, ou no máximo, cuidava de extrair toda a graça delas antes de, por assim dizer, traduzi-las. Aliás, por falar em Zêwald Felho, acho que ele devia era se aposentar. Fica minha sugestão : ele podia largar tudo e montar uma barraquinha de sucos em Ipanema, em sociedade com seus coleguinhas Ricuardo Vailadares, da revista Óia, e o colunista de fofocas televisivas Lion Lupus.  Já tenho até o nome pro ácido empreendimento : Frutas Críticas.

 

Não sei bem o que nos move a assistir um negócio desses numa puta segunda-feira sem feriado no dia seguinte, principalmente considerando-se que ainda não vimos a maioria dos filmes e séries concorrentes – não que eu vá assistir a Dreamgirls ou Betty, a Feia, nem quando estiverem disponíveis, mas enfim - , mas suspeito que, além de torcer pelo Scorsese (que ganhou, finalmente. Agora vamos ver no Oscar...) e pelo Baron-Cohen e contra o Mel Gibson, o motivo principal seja descer o pau em roupas, maquiagens e, resumindo, falar mal de quase todo mundo. E já que é assim, vamo lá, né ?



Escrito por Cynthia às 13h32
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VENENO ANTI-MELANCOLIA PARTE II

Coisa mais brega aquele negócio de Miss Hollywood. Só serviu pra o planeta inteiro secar a coitadinha da filha do Jack Nicholson  e pensar que ela não é lá essas coisas, não – apesar de magrinha, é a cara da Mônica Lewinsky  hohoho - e, provavelmente, serviu também pra pobrezinha arrumar uma fascite plantar , depois de 4 horas de pé com salto 12, só pra enfeitar o palco. Além do mais, se fôssemos transformar aquilo num concurso de beleza, seria preciso fazer valer a igualdade entre os sexos e declarar que o indiano Sendhil Ramamurthy, de Heroes, é o homem mais lindo da indústria no momento – e olha que o Justin Kirk tava lá... – e colocá-lo enfeitando o outro lado do palco all night long. Mas digrido. E falar na Jack-nichol-daughter me lembra que, mais uma vez, a maioria das loiras optou pelo branco, cinza ou bege. Eu não entendo de moda não, mas a meu leigo ver, o efeito dessa cor quase-não-cor em pessoas quase sem pigmentos é mais ou menos o mesmo que se vestir com uma burca de estampa igualzinha à do papel de parede e passar a noite encostada num canto mal iluminado. Por falar em loiras de bege, aquela loirinha que foi chifrada pelo Jude Law era modelo ? Mesmo ? Porque sim, claro, ela é muito linda, mas que postura encurvada era aquela, e, principalmente, como é que deixaram a bicha ir apresentar um prêmio desses com penteado de camponesa bávara e aquela roupinha bege e dourada com cara de papel de presente de loja paraguaia  ? E finalmente, eu ainda não me acostumei, nem sei se vou me acostumar algum dia, com as inúmeras negras loiras – não sei por que, mas essa forçação de barra me parece vagamente idiota, assim como loiras verdadeiras de dreadlocks ou vanilla boys tentando falar, agir e se vestir como rappers, mas que sei eu - , mas aquela japonesa de cabelo amarelo e raízes negras, com um vestido rosa de borlas gigantescas (parecia que tinha pego emprestado o modelinho mais discreto do guarda-roupa da Björk) conseguiu ser ainda mais estranha que todas elas juntas. O pior é que em Babel, de cabelo preto e roupas normais, ela parece bem bonita. Aliás, muitos dos indicados deveriam aproveitar os figurinistas e cabeleireiros de seus filmes na hora de se produzir pra festa. A musa do meu gatim, Tina Fey, cuja inteligência é inegável, e que eu normalmente acho bonita, estava fantasiada de abajur de gótico, e até agora não entendi se aquilo foi um statement sarcástico a respeito da premiação - tomara -  ou se o gosto dela pra roupas é mesmo igual ao seu gosto pra homem. O que me lembra : ainda não vi o tal “Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos” , mas tendo visto o Brad Pitt despenteado, com olheiras, cabelo desarrumado e sem aquele jeitinho de menina, suspeito de racismo. Porque afinal de contas, pô, se o que eles queriam era um Brad Pitt com cara de macho, por que não chamaram logo o meu amado Benicio del Toro ? Uh, e por falar em Brad Pitt, o que era a cara da Angelina Jolie no tapete vermelho ? Depressão puerperal ? TPM ? Briga na limusine a caminho da festa ? Gases ? Tenho certeza de que eu pareci mais feliz que aquilo quando tive de acompanhar o maridón a uma festa de amigo secreto na (odioooosa) agência em que ele trabalhava então, e onde estaria presente não só o dono de agência mais do Centro-Oeste como também a simpática e, hã, hum... extrovertida ex-noiva do gatim. E olha que a Jeniffer Aniston nem tava lá – no Globo de Ouro, não na festa de amigo secreto. Ah, cês entenderam.

 

Agora falando sério, o pior de ficar acordada até as 2 da matina pra assistir ao Globo de Ouro não é ter que acordar no dia seguinte às 7 da madrugada. Não é se irritar com a “tradução” - haha – “simultânea” – hahahaha – do REF. Não é a quantidade absurda de intervalos com as mesmas chamadas pra séries de que eu nem gosto no Warner Channel. O pior mesmo é se lembrar à força, de 5 em 5 minutos, que no dia seguinte não adianta ir ao Flabbergasted (que eu ainda chamo e chamarei, pra sempre, de Sub Rosa) pra ver o que minha cinéfila preferida, Meg Eastwood, tinha a dizer sobre a festa, e fofocar mais um pouco, decretar acertos e injustiças, e principalmente, comparar as lindezas dos nossos jovens e velhos atores preferidos. O pior é que esse vazio não tem quem ocupe. Essa tristeza não tem hora pra acabar. E nisso, não tem sarcasmo nem veneno que dê jeito.



Escrito por Cynthia às 13h32
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GOOD NIGHT, SWEET PRINCESS

:õ(

Nossa amizade era virtual, sua voz era digital, mas o amor, a amizade (com maiúscula), a admiração e o carinho recíprocos, estes eram bem reais. A dor e a saudade, mais reais ainda. Não vou fazer texto grande não, porque não consigo. Mas se, contra todas as nossas (des)crenças, você ainda pairasse por aqui, eu te diria, tentando inutilmente ser engraçadinha mais uma vez, que você é uma ingrata, Meg querida. Porque você sempre disse que eu te fazia rir, e em troca, agora não pára de me fazer chorar. E por isso eu me vingo do nosso materialismo do jeito que eu posso, não dizendo que vou te amar eternamente, que eu não chego a tanto, mas pelo resto da minha vida. E saiba que ela vai parecer bem mais comprida - e chata - sem você por aqui.

 



Escrito por Cynthia às 17h11
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PUNOSSAURUS TERRIFICUS & BODUNIUS CIPOLATUS

ou LUZIA E A HORTA

 

Eu sou uma galinha. Não, não padeço (ou desfruto, sei lá) de promiscuidade nem lascívia incontroláveis, sorry, voyeurs. Me comparo às estúpidas bípedes penosas é num outro aspecto, tão triste quanto, se não mais : é que aparentemente, assim como elas, eu também não aprendo com a experiência. Semanas atrás (ainda em 2006), num sábado à tarde, depois de mais uma manhã de “trabalho” - completamente improdutiva e desnecessária, fui comprar frutas e verduras pra casa, no hortifruti de que eu mais gosto. Escolhi, paguei, o garoto empacotou e guardou minhas compras no carro, e o que não coube no pequenino porta-malas do Corsa foi pra casa confortavelmente sentadinho (?) no banco de trás. Depois de chegar em casa, levei os pacotes pra cima, guardei, cochilei, li, vi TV, bundei o resto da tarde e, quando o gatim finalmente chegou, quase à noite, já estava completamente entediada. Como ele é lindo, perfeito e maravilhoso, mesmo estando cansado e cheio de Bohemia me chamou pra bater uma sinuquinha. Topei, toda feliz, porque já fazia tempo que a gente não cumpria com nossas obrigações religiosas no templo da Caçapa Sagrada, e porque afinal, toda mulher que se preza precisa dar uma surra no marido de vez em quando – nem que seja metaforicamente. Niqui entramos no carro, pensei mal (muito mal) do meu bem. Mas por poucos milésimos de segundo : conheço meu lindo, e ele não faria uma coisa daquelas. Não só por delicadeza para comigo, mas também por pura incapacidade física. Um cheiro daqueles só poderia ser produzido nos intestinos de um brontossauro dispéptico e superflatulento, com dieta baseada unicamente em gigantescas (e obviamente pré-históricas) crucíferas, fermentadas e temperadas com cebola e enxofre, solto num momento de dor e medo e imediatamente encapsulado numa bolha de gelo sob alta pressão, dentro de um iceberg, desde o fim do jurássico até os nossos dias. Foi aí que eu me lembrei de que o último pacote de verduras tinha ficado esquecido no banco de trás. Como Murphy nunca dorme, claro que o saquinho não levava maçãs, limões, gengibre ou outra coisa de aroma igualmente agradável. É óbvio que ele continha nada mais nada menos que a couve-flor (branca, graças aos céus, porque segundo Dona Cam, a roxa é pior ainda : tem cheiro de carniça.) e os brócolis - apropriadissimamente chamados de ninja, porque não nocauteiam : matam. Lembrem-se de que tudo isso aconteceu no mesmo dia, ou seja, o futum monstruoso era fruto das poucas horas que algumas verduras extremamente frescas passaram fechadas num carro limpo e à sombra, num dia nem tão especialmente quente. Tudo bem, não foi nada que vidros abertos, várias horas de ventilação e umas dezesseis vaporizadas daquele sprayzinho que neutraliza mau cheiro (uma das quais aplicada pelo gatim na própria cara, enquanto procurava o buraquinho do spray, o que fez a mulher má aqui quase morrer de rir) não resolvessem, mas eu passei o maior medo de ter que lavar meu carro com suco de tomate, vendê-lo ou, se nada resolvesse ou ninguém quisesse, botar fogo nele e torcer pro seguro aceitar a tese de suicídio do veículo em questão.

Pois bem, depois de tudo isso, ontem à noite, passei novamente no hortifruti já à noite, a 20 minutos do horário de fechar. Escolhi as poucas e nem tão frescas verduras disponíveis (4ª feira não é o melhor dia deles), fiquei um tempão na fila do único caixa ainda aberto, sentindo os olhares irritados dos funcionários loucos pra ir embora queimando minha nuca, saí correndo na tempestade que caiu assim que eu acabei de pagar as compras e, para não ensopar o coitado do garoto que foi me ajudar, nem abri o porta-malas : disse pra ele colocar tudo no banco de trás. E aí resolvi dar uma passadinha na casa de minha mãe, que é perto, pra ver meus sobrinhos que acabavam de chegar de viagem. Fiquei por lá umas duas horas, bem consciente de que as verduras estavam no carro, mas já que eu não havia comprado alho, couve-flor nem brócoli, os grandes vilões olfativos, não me preocupei muito. Enquanto voltava pra casa, sentia os aromas misturados de manga, morango, banana, nenhum deles desagradável, e todos leves, ou seja, estava certa de que eles evaporariam durante a noite. Cheguei em casa, tudo foi tirado do carro e levado pra casa, nada ficou pra trás. Só hoje de manhã, ao bater a porta e ajustar o cinto de segurança, atrasada como sempre, foi que eu me lembrei da última compra feita, a do impulso, aquela que a gente resolve no último minuto, e evidentemente a única que, em apenas duas horas, deixou seu cheirinho adorável impregnado nos bancos do bobomóvel : um pacotão assim de cebolas pequeninas, com o estranho nome de cebola-pirulito – por que alguém quereria chupar um pirulito de cebola pra mim só fará sentido quando começarem a fabricar desodorante para os pés “Parmigiano Reggiano”, creme dental sabor “Alho Penetrante”, shampoo “Rancid Grease”, perfume “Eau de Puisard” e sabonete íntimo com aroma “Brisa de Bacalhau Deteriorado”, mas que sei eu -, chiquititas pero muy cumplidoras em su hedor. A sorte é que eu só ando sozinha nesse carro, ou os passageiros iriam me achar uma porca, porque, como todo mundo sabe, cebola abafada tem o exato cheiro do cecê do King Kong. Agora é torcer pra que ainda por cima eu não leve uma multa se algum guarda implicar comigo por dirigir com a cabeça – principalmente o nariz – pra fora do carro, como se eu fosse um poodle. E rezar pra que janelas abertas e sprayzinho funcionem de novo. Do contrário, acho que vou precisar mesmo acionar o seguro. E desta vez vai ser perda total. Có-có-cóóóóó...



Escrito por Cynthia às 08h28
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PROBLEMA DE ETIQUETA

is "F" for "fat" or "f*cked-up" ?Jurando que, junto com o Natal, o pior da aglomeração nos shoppings havia passado – não passou -, fui eu, toda alegrinha, comprar uns jeans menores, já que os meus todos estão mais ou menos largos, os mais queridos já tão gastos, macios e desbotados que andam ameaçando puir de vez nas costuras internas, me transformando a qualquer momento numa stripper instantânea, com a barriga e os óculos (mas não os olhinhos) iguais aos da Little Miss Sunshine. Com preguiça de andar demais e determinada a gastar pouco, numa mistura de otimismo na linha “eu VOU perder mais peso em breve” e realismo “mas SE voltar a ganhar, não terei investido muito”, me prometi ir só numa das lojas, das mais populares, e comprar só duas calças, e talvez uma blusinha, se o preço estivesse bom. Bem, os preços estavam ótimos, mas os modelos, quanta diferença... primeiro, descobri que, a menos que você queira se vestir como se tivesse sete décadas no lombo, com as famigeradas calças de cintura Saint-tropeito, não vai escapar de ter que se vestir como se tivesse quinze aninhos e alma de piranha, com as não menos famosas – e certamente mais ubíquas – Saint-troceta. Depois de procurar inutilmente por um modelo decente em TODAS as araras da loja, diminuí até minha implicância com as numerosas moças que andam na garupa das motos com uma das mãos na cintura do namorado e a outra ostensivamente tampando o cofrinho. Porque, percebi, não é que elas necessariamente queiram vestir aquilo e depois fiquem mudando de idéia. É que simplesmente não se acha outro modelo pra comprar. Pelamor, eu sou do tempo em que 10 cm não era comprimento de zíper, e sim altura de salto de sapato. Como já disse, não sou radical : não preciso de 20 cm (hohoho, o sitemeter vai pirar com esta frase), nem mesmo de 15, mas gente, o que é que custa gastar um tiquinho mais de pano e tacar um zíper de 12 cm num jeans feminino ? Como qualquer mulher sincera poderá confirmar sobre rigorosamente qualquer assunto, 2 cm fazem, sim, muita diferença. Além do mais, pra mim esses modelos não ficam bem com cinto e, ao contrário dos homens, que também só andam usando calças cadentes, nosotras não temos nenhuma protuberância natural onde o cós possa se segurar pra não escorregar pernas abaixo ao primeiro passo. Enfim, a vontade era ir embora e continuar vestindo minhas velhinhas queridas, mas a imagem do possível strip improvisado não deixava. Resultado : depois de duas horas, provador desconfortável e quente, espelho maligno, fila lerda, crianças barulhentas, adolescentes antipáticos, adultos mal-educados e operadora de caixa slow-motion, comprei apenas um jeans, e mesmo assim na esperança de que, ao ceder um pouco nos quadris, ele suba um centimetrozinho na cintura. O pior é que nem pude comemorar o fato de o dito-cujo ser de um número que há tempos eu não vestia, porque, ao me entusiasmar com o preço e o caimento de outras roupas menos “braguilhalmente desafiadas”, acabei levando pra casa, além da calça 44, uma saia 46, uma 42, um vestido G e uma blusa GG. Ou seja, depois de um ano de dieta e 20 kg laboriosamente perdidos, como posso ter o gosto da vitória (Kolynos, ah !) se quando alguém pergunta qual é o meu tamanho a única resposta possível é “Não faço a menor idéia” ?



Escrito por Cynthia às 08h07
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...E FOI DADA A LARGADA

  ou BOBAGEM ROYALE 

 

     Me: Hahahaha, eu não tinha visto essa frase do LFV de que é melhor tomar cuidado com este novo ano, porque ele tem licença para matar.

    Nelson: Hehehehe, é... o Zé Simão tava desejando Feliz 007 a todo mundo.

    Me: se bem que parece que todos os agentes que começam com 00 podem matar, né ? A diferença é que o 007 vai ficando cada vez mais feio - e ainda te fode todinha antes de acabar com a sua raça de vez.



Escrito por Cynthia às 08h33
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