QUEM POUPA TEM

Eu escrevi este post há meses, e não publiquei porque tinha ficado muito ruinzinho, mal escrito, sem final. Bom, ele continua tudo isso, mas já que agora eu estou economizando meu pulso - e nem por isso quero deixar o blog às moscas -, vai ter que servir pra encher espaço. E se estiver mesmo muito ruim, pelo menos sigam os links do youtube lá no final, que eles sim valem a pena.

SÓ PRA LEMBRAR QUE AINDA SOU TUA

 

Eu amo cantar. Minha voz é pequena, o alcance é bem curto, mas de modo geral sou afinada, e como tenho bom senso, não costumo impor minha cantoria aos outros : canto, quase sempre, sozinha. Sozinha em casa, ou pelo menos no cômodo, ou ainda sozinha-no-meio-da-multidão, ou seja, dentro do carro - que nunca teve nem vai ter CD player. Se não dá pra cantar por fora, com letra, murmúrios ou assovios, canto por dentro, porque na rádio-cabeça, estou sempre 24 h no ar.  Seria de se esperar que ouvir música e cantar tivessem se tornado coisas automáticas, quase mecânicas pra mim. Mas não é assim. Algumas músicas mexem comigo do mesmo jeito toda vez que eu as ouço e canto junto. Umas me arrancam suspirinhos. Outras me botam um sorrisão enorme e bobo na cara. Pelo menos uma me arrepia todas as vezes que eu ouço, e sempre na mesma subida, no mesmo “arrumar o quarto do filho que já morreu”. Algumas me dão nó na garganta em determinadas épocas, mas mesmo quando o pior passa, ainda deixam uma emoção mais forte pra sempre. Logo que o marido da minha cunhada morreu, eu chorava por ela toda vez que ouvia em Esquadros, da Adriana Calcanhoto, o verso “Meu amor, cadê você, eu acordei, não tem ninguém ao lado” e com o “Sem saber que o ‘pra sempre’ sempre acaba”. Desde que meu amigo-quase-filhotinho de coração enfiou o carro na parede a 140 km/h, eu viro uma plasta sempre que ouço em algum lugar o Elton John cantando “Daniel, you’re a star in the face of the sky”. Na época do namoro dos infernos, me sentia o próprio Jotacê ao ouvir Gethsemane, da trilha do Jesus Christ Superstar – “After all I’ve done for three years, feels like thirty, feels like ninety” – e quando aquele castigo acabou, nem Maria Bethânia cantava “Quero ver como suporta me ver tão feliz” com mais freqüência e sentimento do que eu. Depois que as coisas ficaram boas pro meu lado e até hoje, 8 anos depois, “You’re just too good to be true” ainda me leva ao começo do namoro com o Gatim, e portanto me deixa toda derretida. “I can’t stop loving you”, do Ray Charles, é tão absolutamente a cara do meu pai que eu acho que se ele morrer antes de mim eu nunca mais vou poder ouvi-la – e minhas irmãs também não. E tem outras canções que, mesmo não tendo nada a ver comigo, com minha história ou momento de vida, têm o poder de sempre, eu disse SEMPRE, me fazer chorar. Uma delas é “Todo sentimento”, do Cristóvão Bastos e do Chico. Se eu só ouvir, quietinha, algumas vezes ainda consigo segurar o caroço de abacate que se instala na minha garganta e só deixar os cílios úmidos, sem me derramar. Se tentar cantar junto, babau, é chafariz ocular na certa. E aí fico me perguntando como fazem os cantores profissionais pra segurar essa onda, porque pelo menos pra mim, quando a emoção transborda, a voz falha, desafina, treme, vira uma porcaria. E eu mesma nunca vi ninguém além dela  conseguir chorar de verdade enquanto cantava, sem perder uma nota, sem soar como um gato espremido. Não é à toa que o nome da diaba era Rainha.

 

Update. Na verdade tem, sim, olha aqui. E não é pra menos que ela é diva de quem mais entende de mulher, ou seja, os gays.

 



Escrito por Cynthia às 06h47
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TEM DE NIETZSCHE E TEM DE LEIBNITZ, FREGUESA

ou

 

MEU PROBLEMA COM A ESQUERDA

 

ou ainda

 

A FALTA QUE ELA ME FAZ

 

Há quase exatos dois anos – uma semana a mais, uma a menos – eu tive uma tendinite filha da puta no pulso direito. Fiquei um tempo imobilizada (porém trabalhando), mudei o mouse pra mão esquerda desde então e toquei o bonde. Agora, a diaba voltou, só que desta vez, segundo orientações de Lady Murphy, me atacou a canhota. Só pra eu ter que comprar outra munhequeira com tala, já que a minha era pra mão direita, voltar o mouse pra destra já naturalmente mais frágil e sofrer e demorar horrores pra digitar um textinho qualquer, claro. É, tô inaugurando uma nova modalidade de digitação, com seis dedos : os cinco da mão direita e unzinho da esquerda. Mas pelo menos pra uma coisa tá servindo esse período : pra eu valorizar minha esquerdinha. Não sabia que ela era tão importante, tão fundamental pras mínimas coisas, de uma rápida visitinha ao banheiro – pra fazer rigorosamente QUALQUER COISA - até abrir um frasco com tampa de rosca, tirar um comprimido da cartela ou, principalmente, dirigir (as curvas de 90º ou menos são as mais horrorosas, dá vontade de gritar). Imaginem se eu fosse homem e estivesse em plena adolescência, como seria enorme o meu sofrimento, hahaha. Resumindo : minha esquerda tá mais destruída que a do Brasil nos últimos meses (anos ?). Falar nisso, se você leu até agora e não entendeu ainda o que é que este texto tem a ver com posições políticas ou filosóficas, não se preocupe. Na verdade, os títulos não têm mesmo nada a ver com o post : são descaradamente desonestos, colocados lá só pra fazer vocês lerem isto aqui, achando que finalmente eu ia falar algo político e situado além das fronteiras da Umbigolândia, capital Moi-même. Eu só queria mesmo era falar da tendinite e do quanto ela está dificultando a minha vida e me deixando em câmera lenta. E que portanto, cês não reparem se eu ficar meio ausente e/ou lacônica nos próximos dias. É que eu posso até escrever bobagem e dar chilique por aqui com um pé nas costas, mas, pra conseguir fazer isso direito, eu definitivamente preciso das duas mãos em cima do teclado, positivas e operantes. Se eu não voltar antes do finde, feliz Natal pra vocês, que vêm aqui às vezes - ou sempre -, e a quem eu adoro. Até mesmo os que pertencem a essas categorias difíceis de lidar, como arquitetos, engenheiros, jornalistas, médicos, advogados e... ah, tudo bem, é Natal... até mesmo os publicitários ! E pra justificar pelo menos um pouquinho a minha manobra mau-caráter nos títulos, felicidades a todos que passarem aqui pelo boteco nos próximos dias, sejam vocês de esquerda, de direita, de centro ou ambidestros. Só não desejo felicidades aos Joõezinhos-sem-braço, porque afinal de contas, algum preconceito eu preciso manter. E também porque esses caras, felizmente, não costumam aparecer muito por aqui.

:o*



Escrito por Cynthia às 13h38
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ARGH-TETOS

De modo geral, eu gosto de arquitetos. Pensando bem, vamos corrigir esta frase : eu gosto deles, mas é de modo particular. Gosto dos meus dois cunhados, por serem quem são e também por serem arquitetos de óbvio talento, de profundo bom gosto, e por possuírem a rara compreensão de que o interessante, o original e o belo não precisam necessariamente ser extorsivos. Gosto dos meus leitores ocasionais, o Guga, o Cláudio Luiz e o Max (tem mais algum por aí ? Manifeste-se !), cuja criatividade e inteligência não ficam restritas aos seus projetos, mas aparecem em textos divertidos ou muito sérios em seus respectivos blogs. Mas, pra falar a verdade, e depois de pensar bem mesmo, de modo geral eu odeio esse povo (por “esse povo” eu quero dizer arquitetos, não o PR, a Suzy, o Guga, o Cláudio Luiz e o Max, que fique bem claro). E por quê ? Por vários motivos, que vão desde a pretensão e desumanismo (existe, isso ?) do “infalível” Niemeyer (arrasou, Max) e seus discípulos até a economia de porcaria da maior parte dos arquitetos de construtoras, que não se opõem a colocar janelas em locais sem possibilidade de iluminação ou ventilação naturais, portas que abrem pro lado errado ou quartos em que só pode dormir quem medir menos de 1,40m - ou morcegos, já acostumados mesmo a repousar na vertical, e que além disso não precisam de espaço para armários ou guarda-roupas. Mas o que mais me irrita, a ponto de chamar todos de ah-nãos do mal ou pig-meus filhos de uma liliputa, são as pias e tanques de 80 cm de altura – ou menos. Entendam, eu não sou nenhuma jogadora de basquete. Em matéria de altura, sou tão mediana quanto possível, com 1,65m (ou 1,67, depende da hora) que, quase sempre instalados em cima de tênis ou sandálias havaianas, me deixam com no máximo 1,70 de altura nos momentos de pico. Imagino como sofrem as moças de 1,75 e 1,80m, cada vez mais abundantes, pra escovar os dentes, lavar as mãos ou enxaguar um prato ou uma calcinha sem ao mesmo tempo desenvolver uma escoliose, deslocar uma vértebra ou arranjar um bico-de-papagaio. Alguém pode me explicar qual o motivo disso ? É pra facilitar a vida de quem raspa a barba, bigode e bolinhas com o mesmo aparelho de barbear toda manhã, e se for isso, será que são tantos assim ? Será conchavo com os ortopedistas ? É pra poderem falar que conseguem deixar milhares de mulheres de x****a molhada pelo menos 3 vezes por dia ? Ou pra matar os homens de vergonha, já que, normalmente mais distraídos, eles não raro saem do banheiro com pingos de água da pia caídos, ou deveria dizer “estrategicamente colocados” à altura da virilha, como se a famosa última gota tivesse virado o último esguicho ? Pois é. Pensando melhor ainda, não somos nós, usuários de pias do Brasil inteiro, que odiamos os arquitetos. São eles que odeiam a gente.

 

Update : depois de ter escrito e publicado meu protesto, fui dar uma conferida nos links e ler o blog do Guga, que há uns dois meses não visitava. E não é que achei um post dele que, apesar de ser beeeem melhor do que este, tem um detalhe - crucial - em comum com esta minha bobagem aqui ?! Santa sincronicidade, Jungman !



Escrito por Cynthia às 12h29
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AMOR ATÉ A ÚLTIMA GOTA

Tem gente que é assim com mulher (ou com homem), como bem mostrou Truffaut, aquele chato (só pra provocar o Milton). Outros são assim com cachorro, ou gato, passarinho (Tom Jobim era um), árvore, avião, chocolate, perfume, legume, borboletas… tem quem seja assim até com vaca. Eu sou assim com chuva. Assim ? Assim… apaixonada. Fascinada. Obcecada. Quando se trata de chuva, não sou gourmet, sou gourmand : não faço a menor distinção, adoro todas. Desde as tão fininhas que a gente só tem certeza de que está mesmo chovendo se flagrar um dos poucos e tímidos pingos no contraluz - ou se der a sorte de pegar o primeiro perfume da terra molhada subindo - até aquelas tão caudalosas em que nem adianta ligar o limpador de pára-brisas, e é melhor relaxar e fazer de conta que se está num barco com fundo de vidro, vendo a correnteza passar. Gosto das geladas, das morninhas, das que enganam bobo, das que não enganam ninguém. Das que caem em pingos grossos, mas tão espaçados que se o vivente for magro e esperto, nem se molha. Das que parecem esquizofrênicas e caem em pingos de todos os tamanhos, com velocidades e, parece, até temperaturas diferentes ao mesmo tempo. Das que parecem um chuveiro ligado, caindo retinhas, sem inclinação nenhuma, e das que parecem o interior de uma máquina de lavar louça, jorrando de todas as direções. Adoro aquelas que duram dias e noites, parecendo que só vão acabar quando Noé soltar uma pomba e ela voltar com um ramo de oliveira no bico. E amo alucinadamente as que ainda não caíram, mas impregnam o ar e eriçam nossos cabelos, que nos olham atentamente lá de dentro das barrigonas grávidas das nuvens, que vão se juntando em bandos pra nos atacar de turma. Adoro a covardia delas. Amo até mesmo as distantes, que talvez nem cheguem, e que Guimarães Rosa descreveu tão visual e lindamente como sendo praticamente uma neblina que “açucara o alto da serra” (se estiver errado, me perdoem, tô citando de memória e ela já não é o que era). E fico numa alegria feroz e indescritível quando o céu fica preto de dia e raios disparam seus flashes de minuto em minuto. Oyá me olha e eu pisco pra ela, epahei, minha mãe, que eu não creio, mas acho bonito e necessário que sua lenda exista. Egoísta como qualquer criança - qualquer chuvinha me faz criança de novo - e tendo carro e garagem, não consigo sofrer em solidariedade com os que andam de moto, de ônibus ou a pé.  Mas mesmo quando eu não tinha carro, não reclamava de chuva nenhuma. E como naquela longínqua época eu não tinha pneus - nem no meio de transporte nem na cintura -, não me importava muito de ficar ensopada em público. Eis uma das poucas coisas de que efetivamente sinto saudades da juventude, do meu tempo de magrela pedestre : todo mundo correndo da chuva, e a bocozona aqui andando bem devagarinho, se segurando pra não dançar, normalmente com um sorriso idiota e irreprimível praticamente partindo a cara ao meio, curtindo o slosh slosh dos pés molhados dentro dos sapatos encharcados, piscando forte bem a tempo de evitar que um pingo escorresse do cabelo pra dentro do olho, as lentes de contato dançando de vez em quando, não sei se de aflição com aquela água sem sal escorrendo nelas ou se de alegria pelo fim da estação seca. Não sei se essa paixão vem da minha ojeriza vitalícia pelo calor, a secura, o suor, as roupas grudando, a pele doendo a cada sorriso, ou se vem de mais longe, dos genes nordestinos do meu avô paterno. Deve ser daí, sim, de algo bem mais profundo que uma epiderme ressecada : vem é do DNA. Sim, eu sei, as ruas alagam, o poeirão vira lama, as roupas não secam, os jeans fedem a macaco morto a tapa, as toalhas não enxugam direito, o sal fica empelotado no saleiro, os cabelos lisos ficam arrepiados, os ondulados ficam armados e grandes feito balaios, os goianos todos dirigem ainda pior do que normalmente, os pés ficam gelados, mas pra mim basta acordar e ver o dia nublado, de teto baixo e temperatura idem, e meu bom humor se instala automaticamente, e não tem quem me tire. Let it rain, let it rain, let it rain...



Escrito por Cynthia às 15h11
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DIÁLOGOS - IMAGINÁRIOS, MONOMANÍACOS... E BOBOS

- Ih, cê viu só ? O porco do George Clooney morreu...

- Não, não, cê tá confundindo as coisas : foi o porco do PINOCHET quem morreu.

 

*       *       *

 

- E agora, hem, Cynthia ? Será que o George Clooney vai arrumar outro porco pra morar com ele? Cynthia ? Eeeei, Cynthia, tô falando com você !

- “Cynthia” o caralho. A partir de agora meu nome é Miss Piggy. E não posso conversar, que eu tô ocupada... em campanha.

 

*       *       *

 

- O que será que eles vão fazer agora com o porco de estimação do George Clooney, enterrar ou cremar ?

- Melhor cremar, né ? Mas só até a pele ficar crocante e a carne perder o tom rosado. E em vez de caixão, deviam fazer uma caminha de farofa...

 

*       *       *

 

- Cê tá gordinha, né ?

- O Max também tava... e dormiu com o George Clooney até morrer.

 

*       *       *

 

- Max morreu, Pinochet morreu... é, agora o Fidel vai mesmo !

- Por quê ?

- É que essas coisas sempre acontecem de três em três. E a história só fica completa se forem 3 porquinhos.

 



Escrito por Cynthia às 08h45
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SÓ PAGANDO, A PATA

Estava eu outro dia tomando meu café descafeinado com adoçante desaçucarado, chocolate light e sem açúcar e leite desnatado e pensando que eu precisava comprar variedades não-dietéticas dos mesmos produtos pra nova empregada – que é ótima, mas tem muita fome de manhã e não toma o café na casa dela – ou minhas provisões não durariam e minhas finanças ficariam comprometidas, quando de repente me toquei (é, eu sou praticamente um gênio) que todos nós, gordinhos e/ou doentes (portadores de gastrite, diabéticos ou hipoglicêmicos, colesterólicos – hohoho -  triglicerídicos e o cazzo alato) somos uns pobres duns otários explorados, mesmo. Pensa bem : se o leite desnatado é justamente uma água brancona, sem a nata – conhecida, et pour cause, como la crème de la crème - que aliás, não vai pro lixo, pelo contrário, é transformada em creme de leite, manteiga e outros bichos, e vendida por um preço ótimo (pros fabricantes, claro), por que raios o desnatado é tão mais caro pro consumidor ? Ignorante e preguiçosa assumida que sou, não saberia dizer se a cafeína tirada do café também pode ser reutilizada em analgésicos, como componente de refrigerantes e coisas do gênero ou se realmente é degradada e vira lixo, mas ainda assim sou capaz de apostar que se houver – ou se houvesse - uma forma de reaproveitá-la e vendê-la bem caro, ainda assim os potinhos de decaf continuariam custando o dobro do café normal, mesmo sem o benefício de manter o cidadão acordado até numa @#$% de sábado em que você precisa comparecer ao local de trabalho mesmo sem ter nada pra fazer. Quanto ao adoçante, não direi nada, apesar de já ter lido por aí que existem variedades perfeitamente possíveis, fáceis e baratas, tiradas do próprio bagaço da cana, com maior poder adoçante e sem riscos à saúde, mas que por alguma razão isso não parece interessar às indústrias. Resumindo, e certamente simplificando, é como se os caras tirassem toda a deliciosa carne de um pernil de porco, fizessem uma sopa ou um demi-glace saboroso com o osso e  só depois do bicho estar 100% limpo, liso e com gosto de nada, eles o embalassem num pacote colorido e cheio de splashes com frases gritando “SAUDÁVEL”, “0% DE GORDURA”, “LIVRE DE COLESTEROL”, “SEM GORDURAS TRANS”, “SEM ADIÇÃO DE AÇÚCAR” e outras palavras mágicas feitas pra enganar trouxa, e o vendessem pelo triplo do preço do parma, da sopa e do molho juntos. E a gente compra, alguns por pura e desnecessária vaidade – e aí a tia mesquinha aqui acha até meio bem-feito -, outros, como eu mesma, por pura necessidade, mas compra. Bem que um humorista aqui da terrinha disse uma vez, com muita propriedade, que o dinheiro que um remediado gasta pra emagrecer dava pra engordar uns doze pobres. O que me irrita é que eu não sou tão remediada assim. E é muito, mas muito chato ter que pagar o pato inteiro e só ter uma asa seca pra roer. Grunf.



Escrito por Cynthia às 08h52
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DE COXÃO DURO A FILÉ EM 5.2

   

Aí você passa o tempo todo dizendo pra todo mundo que é dura, fria, com nervos de aço, praticamente um bife de restaurante universitário, e todo mundo acredita, claro, até você. E você ainda diz – e escreve, que é pra ficar bem documentadinho - que odeia criança pidona e barulhenta e não tem saco pra natal e não crê em nada (apesar de sempre dar uma olhadinha em previsões astrológicas, de vez em quando desperdiçar dinheiro numa taróloga e tals) e não gosta de quase ninguém e acha que tem gente demais no mundo e que o ser humano é uma praga na epiderme do planeta e tinha mais era que se foder mesmo, com todas as cores do arco-íris, e entrar logo em extinção pra largar de ser besta. Aí você vai no blog – ótimo blog – da Meg de BH e vê isto. E pronto, sua máscara cai, sua manteiga congelada dentro do peito se derrete, seu delineador que você queria que te deixasse parecendo a (versão feia, gorda e coroa da) Penélope Cruz em Volver idem,  e você fica se perguntando se este serviço é só nos correios de Belzonte ou se no Brasil todo, e se em Boiânia também tem. Por quê ? Sei lá, porque até os bifes do RU ficam meio sentimentalóides de vez em quando. E você tem umas coisas sobrando mesmo. E se não gastar com isso, vai gastar com bobagens. E porque quem não acredita em quase nada sempre tem a maior peninha de ver as crenças dos outros serem destruídas por tão pouco.  E porque mesmo que a criança em questão seja feinha, magrela, suja, tenha o nariz suspeitamente molhado com algo esverdeado e pegajoso, mesmo que ela só vá ver neve se calhar de ir ser prostituta na Espanha, travesti em Paris ou traficante em NY daqui a dez anos, e mesmo que em vez de ter um nome lindo como Virgínia*, ela se chame Rosicreide, Dion Uéslley ou Jhessylayne, você quer que ela acredite, ainda que só por mais um ano, que Papai Noel existe, sim. E que liga pra ela. Porque, puta que pariu, alguém tem que ligar.

 

Update (I  google) : a iniciativa existe no Brasil inteiro sim, e aqui tem os telefones de todas as capitais pra gente ligar e descobrir como fazer pra participar. Que tal ?

 

*Aqui, a carta da Virginia original.



Escrito por Cynthia às 06h55
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ENQUANTO ISSO, EM HOLLYWOOD...

ou SESSÃO CORUJA ÀS 10 A.M.

ou ainda POR FAVOR, PARE AGORA !

Minha sobrinha-neta Hannah, num momento "Fora, paparazzi", mostrando que o bom-humor e a simpatia são naturais em todas as gerações da família. E livrando a tia de ter que criar um post novo num dia pós-enxaqueca debilitante. Ela não é uma fofa ?



Escrito por Cynthia às 06h35
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CASAL BOBO, DIÁLOGOS POSITIVAMENTE RIDÍCULOS

Gatim                       :       Não acredito ! O Mengão perdendo

assim ? Pra esse time ? Só pode ser

time reserva, não tem lógica.

Eu                            :       Uh, que vergonha, hem ?!

Gatim                       :       Vou ligar pra Nelma e perguntar quem

tava jogando.

Eu                            :       Como assim, “quem tava jogando” ?!

Com um resultado desses, é claro que

ninguém !

 

*      *      *

 

Eu, indignada                     :       Olha só que absurdo, louça e pia

de brinquedo. Voltamos aos anos 50 ? Que menina ia querer uma bosta dum brinquedo desses ?

Gatim, bancando o machista        :       Ah, mas é bom pra já irem desde

pequenas aprendendo o lugar

delas....

Eu, com olhar assassino      :       ...na cadeia, por homicídio ?

 

 



Escrito por Cynthia às 12h21
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CASAL BOBO, DIÁLOGOS POSITIVAMENTE RIDÍCULOS - Parte II

EEu                            :       Então. Pizza, grelhado, comida chinesa,

                                       o que que a gente pede ?

Gatim                       :       Você resolve, pra mim qualquer coisa tá

bom.

Eu                            :       Ah, não. Escolhe você, amore. Cê é

muito mais chato pra comer do que eu.

Gatim                       :       Eu não ! Eu só tenho problema é com

jiló e fígado, coração, rim e...

Eu                            :       Nossa, então acho que vou pedir é uma

ambulância. Isso aí é praticamente uma

falência múltipla de órgãos, né ?

 

 

*      *      *

 

Sobrinho postiço         :       ...e no cartão de 512 Mb cabem uns 12

minutos de filme. Mas também tem o de 16, que veio na máquina e...

Gatim                       :       Nah, esquece o de 16. Eu tô interessado

é no grandão.

Eu                            :       Como é que é, “Eu só tô interessado é

no grandão” ?

Gatim                       :       Ai, jisuis. Virei post de novo.



Escrito por Cynthia às 12h20
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EU SÓ PRECISO MESMO É DE ÓCULOS !!

...e um par destes salvaria a minha vida.



Escrito por Cynthia às 12h57
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