AZEDUME TOTAL

ou EU BEM QUE AVISEI

 

Uma das (inúmeras) coisas horríveis que acontecem comigo à medida que eu fico velha é a falta de paciência. Não ando com saco pra mais nada. Não leio ou assisto a (tele)jornais porque tô cansada da estupidez e da violência humanas, que podem mudar de forma, mas têm o mesmo conteúdo fundamentalmente imbecil, egoísta, ganancioso e mau que sempre tiveram e, ao que tudo indica, sempre terão, e ainda mais cansada das justificativas grotescas e cheias de auto-enganos que pessoas, governos e nações dão pra si próprias e seus comportamentos sub-humanos. Não tenho estômago pra ver nem quinze minutos de programação de TV aberta, especialmente novela, e muitas vezes encurto as visitas à casa da minha mãe porque ela assiste a todas e eu não dou conta de ficar olhando/ouvindo aquilo. Também ando campeã em abandonar compras pela metade porque não suporto a escolha musical do gerente da loja ou pra não ir em cana depois de esquartejar os locutores voice-clones do Lombardi que TODOS os supermercados de Boiânia acham que precisam ter circulando pelos corredores e moendo os tímpanos de seus clientes com conversa fiada e ofertinhas-relâmpago vagabundas naquela entonação de bobo alegre gripado, com NN que são quase DD, como se todos eles não só falassem pelo nariz como também estivessem com os ditos-cujos cheios de meleca. São raros os filmes a que eu consigo assistir sem implicar com roteiristas, diretores e atores. Mesmo nos filmes e comédias de que eu gosto, falo com a TV (no cinema eu só penso) o tempo todo, resmungando e chamando todo mundo de, no mínimo, bocó. Dirijo minhas longas distâncias do e pro trabalho todo dia xingando loucamente – mas bem baixinho e com o vidro fechado, que eu não sou besta - cada um dos folgados, babacas, palhaços, filhos da puta, cretinos e demais animais de carteirinha – aliás, CNH – que me fecham, atrasam, buzinam, param no meio da rua, estacionam em fila dupla, falam ao celular, namoram, pedem esmola agressivamente, oferecem toneladas de panfletos com produtos que eu não quero assinados por empresas em que eu não confio, adesivos e santinhos de eleições de entidades de classes a que eu não pertenço, tocam “música” de 8ª categoria no último volume, brigam com os passageiros, cospem ou jogam lixo pela janela e outras belezuras, e faço isso com tal freqüência e ânimo que é como se eu tivesse síndrome de Tourette. No trabalho, não tenho saúde pra perguntar ao chefe por que, depois de eu ter criado uma dezena de opções de todas as linhas imagináveis pra um determinado cliente, ele simplesmente passou o job pra outra pessoa sem me falar o que eu fiz de errado, e já aprovou e gravou a @#$% do comercial. Sempre que consigo, ouço calada as bobagens ditas por colegas e clientes, mas com uma carranca de fazer as do Rio São Francisco tremerem de medo (ou se morderem de inveja). Morro de cansaço quando vejo ou leio figurinhas de classe média-alta bancando os artistas-intelectuais-marginais pobres e de esquerda, desfiando seu papinho “sou burguês mas sou artista, estou do lado do povo” nos bares da moda, entre goles de uísque mais velho que seus filhos e amuse-bouches mais caros que dez cestas básicas,  vestidos em camisetinhas desbotadas que custam um salário mínimo, no mínimo, cada, antes de ir pra casa no carro importado assistir a filmes-cabeça em seus home-theaters com TV de plasma de 800 polegadas e som dolby stereo surround-sound de 9 bilhões de watts. Tenho ataques de riso histérico quando vejo jovenzinhos – ou pior, até coroinhas – de média-baixa, que moram no Arouche, na Vila Nova ou em Marechal Hermes, com seus papinhos racistas, machistas (inclusive as fêmeas da espécie) e Pauljohnsonianos de extrema-direita, com pose de nobres desterrados, como se tivessem alguma tradição, família ou propriedade antigas e valiosas (?) a proteger.  Morro de pena da classe média-média assumida (será que ainda resta algum representante dela, além de mim ?), eternamente xingada por uns e outros e considerada por eles como culpada  por todas as mazelas do país desde a época em que se plantando tudo dava até os dias de hoje, em que, em se pagando, tudo dá. Tenho ímpetos assassinos toda vez que uma “notícia” importantíssima sobre quem uma ou outra celebridade está secando, comendo, traindo, deixando, parindo, interpretando, comprando, adotando ou o escambau dribla todos os meus filtros e invade minha tela ou minha telinha. Quando a figura em questão é aquela lombriga que tem nome de cidade e sobrenome de hotel, tenho engulhos reais e imediatos. Me debato entre bocejar de tédio ou gargalhar de ironia a cada lição de moral que pessoas do tipo “eu vou pro céu e você não vai” tentam me dar, mas no fundo queria mesmo era apertar o gasganete delas até elas ficarem azuis.  Tenho fantasias com leões famintos e estádios fechados com nomes latinos a cada vez que ouço uma arenga religiosa de absolutamente qualquer denominação. Se soubesse que não iria presa, poderia facilmente matar qualquer pessoa que faça barulho perto de mim quando estou tentando trabalhar, ler, dirigir, dormir ou simplesmente pensar. Penso em pratos da culinária imaginária comunista todas as vezes que alguma crioncinha mal-educada e altissonante dá seus chiliques dentro do meu alcance auditivo, com os pais sempre figurando como acompanhamento, desde que bem fritinhos e crocantes. Tenho vontade de chacoalhar os jovens que fazem todas as idiotices que todo mundo antes deles já fez e de chutar a bunda dos velhos que continuam fazendo todas as idiotices que todo mundo antes deles E ELES PRÓPRIOS TAMBÉM já fizeram. Me irrito com pessoas que tiveram e têm as melhores escolas, mas não sabem falar nem escrever - e ou não acham que isso seja importante ou, pior, crêem que são o epítome do conhecimento, sabedoria e discernimento mesmo assim. Morro de preguiça de quem se senta em cima de seu próprio supernutrido e quilométrico rabo e, lá do alto, se dedica a apontar os horríveis defeitos dos outros, muitas vezes sem notar que está descrevendo o espelho (sim, pessoas, a ironia implícita na frase não me escapa – nem eu dela). Até com as distrações do meu lindo gatinho e as felinidades da minha gata maluca eu fico sem paciência, às vezes. E claro, como eu não padeço de falta de autocrítica, morro de raiva, tristeza e preguiça de mim mesma, da minha cara e personalidade, da minha falta de iniciativa, minha memória falha, meu corpo pesado, minhas doenças, minhas dores crônicas e agudas, meu desânimo, minha desorganização, minha eterna procrastinação, minha implicância, minha falta de paciência, meu cansaço, cansaço, cansaço. Eita vida comprida, meu Zeus.



Escrito por Cynthia às 14h49
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NOVA LEI MUNICIPAL

Não curto diário oficial, e não ouvi nem li a notícia relacionada, mas pela freqüência com que ando vendo esse tipo de comportamento ultimamente, deduzo que só pode ser uma nova lei : aparentemente, a partir de novembro de 2006, todo boianiense que tem em casa uma criança chata, mimada, mal-educada, estridente, hiperativa e antipática é obrigado a levá-la todos os dias às livrarias do maior shopping da cidade e permitir que ela irrite  os presentes por, no mínimo, uma hora. É fundamental que a mini-calamidade encarnada tente ensurdecer a todos que se encontrem a até 50 m de distância de sua pequenina e desagradável pessoa, gritando até quase alcançar o ultrassom, e que mexa, batuque e folheie tudo o que não foi feito para ser manipulado, espancado ou folheado por suas mãozinhas melecadas de sorvete ou donut. Finalmente, para deixar todo mundo em volta ainda mais puto, é essencial que o pai, mãe ou irresponsável pelo monstrinho, de vinte em vinte minutos, fale com voz mole e apática, mal olhando na direção do seu Chucky particular (e também, infelizmente, muito público), “não faz isso, filhinho”. Intimada, registrada e publicada, a lei vem sendo rigorosamente cumprida por aqui, e não adianta reclamar. Agora só me resta torcer pra que infanticídio com requintes de sadismo passe a ser considerado uma mera contravenção. Ou começar a estocar cigarros e HQs... enquanto eu posso.



Escrito por Cynthia às 06h48
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GRAURRRR

ou JÁ QUE CÊS NÃO SE IMPORTAM COM MEU MAU-HUMOR

ou ainda, e principalmente : EUCATEX

 

Eu queria matar o energúmeno que inventou essas porras de escritórios com divisórias opacas na metade inferior e com vidro a partir da altura do pescoço (de uma pessoa sentada, claro) pra cima, que não isolam sons nem cheiros (believe me) mas deixam qualquer ser humano normal paranóico e homicida em dois minutos, e transformam qualquer um que já seja mal-inclinado em um  bisbilhoteiro irritante, fofoqueiro e dedo-duro em trinta segundos. Eu nem sei qual a profissão do lazarento que teve essa idéia e a vendeu como a ideal para um "ambiente de trabalho iluminado e produtivo". Nem imagino se essa criação do mal partiu da mente deformada e perturbada de algum arquiteto, engenheiro, administrador, psicólogo ou limpador de fossa. Mas a profissão da mãe dele eu sei muito bem.



Escrito por Cynthia às 12h30
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TRAVEI

Houve um tempo em que eu escrevia aqui o que me desse na telha. Sem filtros, despejava tudo o que eu tinha vontade de dizer, afinal isso aqui era o meu diário, com o propósito básico de me servir como memória externa e, freqüentemente, como válvula de escape, desabafo, uma espécie de analista muito mais barato e igualmente mudo que me permitisse desabafar sem precisar desacatar ninguém  ao vivo, nem puxar briga no “mundo real” com pessoas maiores e/ou mais fortes que eu. Mas aí tem os comentários. Que eu normalmente adoro. E tem as pessoas, que eu adoro também. Algumas inclusive que, mesmo sem nunca ter encontrado pessoalmente, eu considero amigas. E é aí que o bicho pega. Porque de uns tempos pra cá, tudo o que eu penso em escrever ativa um mini-censor idiota na minha cabeça, que diz o tempo todo coisas como "Mas cê vai falar disso ? Fulana pode se ofender. Daquilo ? Sicrano vai achar que é com ele. Daquela nacionalidade, classe, tribo, categoria ? Beltrano vai ficar chateado." Aí eu travo, porque afinal de contas, não quero ofender, chatear nem alfinetar ninguém. (Aliás, um grande escritor, muito antes de existirem blogs, já falou sobre isso. Aqui, no blog da minha querida Meg, tem um conto dele, sobre um macaco que quis ser escritor satírico, que descreve exatamente o que eu sinto). Aí não escrevo nada. E o mais engraçado é que não vejo esse tipo de preocupação por aí, não. Já cansei de ler, pra todo lado, gente desancando sem dó nem piedade, aliás, nota-se que até com muito prazer, minha classe social, meu jeito de pensar, meu gênero, minhas crenças ou a falta delas, minhas decisões ou indecisões políticas, meu amor por bichos etc. E não, não deixo de gostar nem de ler ninguém por causa disso. Sei - ou imagino - que não é comigo em particular e toco o bonde. Então por que essa frescura, esse pudor todo da minha parte ? Tudo bem que não seria mesmo boa idéia falar mal do meu emprego - e por incrível que pareça, nem tenho tanto assim a dizer sobre ele - já que é de onde vem minha renda, ou de pessoas da minha família, com quem afinal preciso, ou melhor, quero conviver quase todo dia. Mas por que todo esse medo de irritar meus amigos imaginários ? Os vultos cibernéticos ? Vozes do além ? Por que isso ? Sei não, mas se eu não der um jeito nessa trava ainda esta semana, eu fecho isso aqui. De vez.



Escrito por Cynthia às 07h01
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VESTÍGIOS DOS (ÚLTIMOS) DIAS

Vejo a faixa de tecido na rua, esticada entre dois postes, avisando que em tal dia vai acontecer um concurso público para quem quiser trabalhar na câmara municipal. E fico em dúvida sobre o que é mais interessante : ver a câmara usar uma mídia que é proibida pela prefeitura – e portanto, deduzo que também por ela própria – ou imaginar o nível dos funcionários antigos, já que eles é que devem ter redigido a faixa que anuncia as “inscrições aberta”.

 

Eu sei, eu sou uma chata. Eu vivo implicando com o gatim, com sua mania de fazer piada com tudo em voz alta (e bota alta nisso), sua eterna e monstruosa distração e sua semi-surdez que ele insiste em não tratar, mas confesso que tem horas em que agradeço aos deuses de uns cinco panteões diferentes por ele simplesmente não ouvir algumas coisas. Como quando o amigo superligado em cifras conta de seu mais recente tratamento dentário e diz, orgulhoso, que “colocou 5 paus na boca”.

 

O pior não é você gastar - de novo - uma grana exagerada com - mais um - novo shampoo supostamente milagroso pra interromper sua calvície feminina galopante, numa compra complicada feita através de uma terceira pessoa que você só conhece comercialmente - e que deve ficar pelo menos uma semana fora de circulação, em licença médica. O pior é você fazer isso e só horas depois de chegar em casa, no fim de uma sexta-feira cansativa de uma semana neurotizante, você perceber que mandaram o shampoo errado.

 

Sim, o Scorsese voltou à velha forma, fez um puta filme legal e de quebra ainda mostrou que o Das Cabras-oh é bom ator, sim (se bem que  qualquer um que tenha assistido a “What’s Eating Gilbert Grape” já saiba disso há muito tempo), apesar de ter sido ridículo como Howard Hughes naquela bomba de filme equivocado que foi “O Aviador”. O que permanece envolto em mistério é quem tem o maior número de “F*ck” por frase e por filme, ele ou o Spike Lee. Quanto à violência ? Eu sou goiana, beibes, li Bernardo Élis na escola : pra mim violência absurda e estória que acaba por falta de personagem e excesso de sangue é coisa de criança.

 

Tinha um fulano que aparecia TODO SANTO DIA no meu sitemeter procurando por “Deusas Musculosas”. Na última semana ele não veio. Fico pensando, será que ele  encontrou as fortudas divinas em outro lugar ou por uma vez seu músculo encefálico se flexionou com mais capricho e ele finalmente percebeu que não iria mesmo encontrar nada daquilo no meu blog... depois de procurar pela 854ª vez ?



Escrito por Cynthia às 15h28
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DIÁLOGOS BOBOS DO MÊS

Gatim                       :       Fiquei preocupado, achei que você não

ia conseguir dormir. Primeiro o alarme, depois aquele carro barulhento que espalha veneno de matar morcego.

Eu                            :       Hahaha, né pra morcego não, lindo. É

pra matar pernilongo !

Gatim                       :       Ah, morcego, pernilongo, é tudo igual,

tudo voa.

Eu                            :       Sei, sei. Morcego, mosquito, pombo,

helicóptero, boeing, tudo igual...

Gatim                       :       Não, não. Boeing não se mata com

veneno, é com Lega*y...

 

*      *      *

 

Nelson: O bom é que eu recebo um email da nossa amiga Au aqui, intitulado "projeto teleton" e eu li foi "projeto toletón". Hahahahaha

Me : Hahahahaha... caramba, acho que você é o filho perdido da velhinha da praça com o falecido Bussunda...

 

*      *      *

 

- - ... pois é, ele não põe no prato nada que não vá comer.

- - Que bom, quer dizer que ele é um menino educado, não promove o desperdício.

- - Não, não, cê não tá einteindeindo... ele foi num restaurante por quilo e ficou parado lá na frente do balcão aquecido, desossando o pedaço de frango antes de botar no prato.

- -  ???

- - Porque afinal de contas, como ele disse, já que ele não come o osso, não ia pesar e pagar por ele...

- - Uau. Esse menino ainda vai acabar rico.



Escrito por Cynthia às 12h10
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NOVA CRISE DA BOLSA

Seguindo conselhos de alguns de vocês e encantada com a novidade na vitrine da Sidewalk, comprei uma mini-bolsinha fofíssima, praticamente uma carteira vitaminada com alça a tiracolo, com divisões perfeitas pra colocar as coisas essenciais. Minha idéia – ou a de vocês - era aproveitar as minúsculas dimensões da novidade e andar com ela dentro da bolsa maior. Assim, quando eu tivesse que andar a pé por muito tempo, bastava sair do carro com ela, deixando a outra, bem mais pesada, no porta-malas, poupando meu ombro, minhas costas, minha coluna... No plano mental, tudo perfeito, tudo lindo, mas no real, quando eu acabei de colocar tudo o que ela supostamente comportaria, a vaquinha não quis parar fechada. Virou praticamente uma bomba-relógio : eu conto cento-e-um-cento-e-dois-cento-e-três e bum, o colchete de pressão cede e  ela se abre toda, ficando pendurada desajeitadamente na alça, como se fosse a pele de algum bicho que eu acabei de matar e esfolar. Como eu sou teimosa e já investi, vou insistir : vou deixá-la recheada, fechada e com um peso em cima pelo maior tempo possível, pra tentar fazer com que o couro lasseie e espiche o suficiente pra que ela se mantenha fechada mesmo com o celular e o batom em suas divisõezinhas especialmente desenhadas. Espero que funcione, mas deve levar algum tempo. Enquanto isso, fico no impasse : ou eu saio com a bolsinha pequena com documentos, cheque e cartões mas sem o celular e o batom ou saio com a grande, com tudo dentro... e mais pesada do que nunca, já que agora, além de todos os supérfluos, ela leva também a bolsa pequena. Meleca.



Escrito por Cynthia às 08h58
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MOVE OVER, NELSON MANDELA

Por mais que eu ame os Nelsons em geral, e o Mandela em particular – no meu panteão nelsônico, ele está em 2º lugar, logo depois do meu almirante de mares nunca dantes navegados Nelson Gatim de Moraes e logo acima do Nelson dos Simpsons - , acho que tá na hora de outro sul-africano ganhar o Nobel. E não é só o Nobel da Paz, não, como aquele que o Nelson negão dividiu em 1993  com o branquelo aquele cujo nome me escapa agora. Não, senhoras, senhores e senhoritas, o sul-africano de que ora vos falo merece mais, merece o Nobel da Paz, da Simpatia, do Poder, do Algo Mais e da Alegria... falo de Willem Van Rensburg. Quem ainda não conhece, saiba que, graças a ele, em breve não haverá mais, entre os membros da grande nação sul-africana e em breve, do mundo, motivos para viver cabisbaixo. As cabeças mais brilhantes do país – e do planeta - não serão mais expostas à sanha assassina dos que buscam abafá-las nem às garras afiadas dos apressados que, acostumados a fazer justiça com as próprias mãos, não sabem como lidar com situações em que a parceria é fundamental e a delicadeza necessária. Graças a ele, não será preciso esperar mais do que o aceitável pela gratificação, e a alegria não será adiada infinitas vezes. Graças a ele, mulheres não precisarão mais chorar até dormir, homens não andarão mais cobertos de vergonha e opróbrio (uh, sempre quis usar essa palavra) , caixas de bombons não serão devoradas como sublimação de desejos não realizados. Graças a ele, quem quiser verá, sim, a coisa preta, a coisa roxa, a coisa amarela ou a coisa cor de rosa, impávida e colossal como deve ser, não deitada em berço murcho, envergonhada e coitadinha.   Willem é ninguém menos, caríssimos, do que o inventor da camisinha auto-aplicativa, à prova de bobos, aparvalhados e estabanados. É dele o crédito pelo fim da demora quebra-clima e da ansiedade desinflante e, esperemos (agora falando sério), o fim do caráter epidêmico da AIDS em terras africanas. Se ele não ganhar o Nobel, tomara que pelo menos ganhe muito dinheiro. Ou muita mulher, se ele for de mulher, muito bofe, se for de bofe, muita ovelha, se em vez de sul-africano, ele for secretamente neozelandês (hohoho). Ele merece.

 

Leia aqui a novidade e veja aqui como a coisa funciona. E funciona !

 

Em tempo : por enquanto é só na África, mas em breve a belezinha deve chegar por aqui também, e aí não quero saber de mais ninguém bancando o peronista, hem ? Bom. 



Escrito por Cynthia às 13h58
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MY FEELINGS EXACTLY

ou FALANDO DE TRABALHO

Não tô com saco de fazer a tradução, mas é basicamente o Calvin fazendo um discurso grandiloqüente e indignado sobre como ninguém mais valoriza a criação e produção artesanais e como isso nos desumaniza e empobrece nossas vidas. A Sra. Wormwood, não muito impressionada, só diz a ele que ele teve dois dias pra entregar o trabalho, e ele, cobeeeeeeerto de razão, diz "Dois dias ?! Dois dias não são NADA !" Hehehe. Sei não, mas acho que preciso de um tigre de pelúcia...



Escrito por Cynthia às 09h04
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IT'S ALIVE !! (AND TRYING TO KILL ME)

Meu combalido corpinho (“inho” ? Ha !) parece ter descoberto uma nova modalidade de auto-regulamentação ponderal : já que eu não tenho conseguido manter a dieta de 1200 kcal comme il faut e precisei matar duas semanas de academia – primeiro por causa de um tornozelo torcido, depois por uma queimadura seguida de esfolamento  no braço direito - o safardana aparentemente resolveu que, sempre que eu passar muito tempo sem emagrecer nada, ele vai tomar as rédeas da situação e arranjar, por seus próprios meios, uma enxaqueca com náuseas acachapantes ou uma intoxicação alimentar completa (completa mesmo, ugh) por alguns dias – ou até uma semana - até que eu morra ou perca um ou dois quilos, o que acontecer primeiro. Funcionar funciona, mas sinceramente ? Não recomendo.  



Escrito por Cynthia às 06h39
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UNI-DUNI-TOSTA, E O ESCOLHIDO FOI...

Juro que se algum dia eu fizer um monte de opções de campanha, com todo o meu amor, carinho e capacidade, e na hora da aprovação o cliente escolher o mais criativo, inteligente e original, eu não vou nem ficar feliz, nem poder aproveitar a sensação de vitória por um mísero segundo. Porque afinal de contas, eu vou ter caído dura e morta na hora. De puro susto.



Escrito por Cynthia às 15h19
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