VOCÊ SABE QUE ESTÁ EM BOIÂNIA QUANDO...

... a menina linda, bem vestida e bem maquiada que atende os clientes na loja chique do shopping diz que mora ali tão perto que pode vir pro trabalho “de a pé”.

 

... a colega da sua amiga, formada em publicidade e propaganda, design, artes ou coisa do gênero, diz que os filmes da trilogia “O Senhor dos Anéis” são baseados num joguinho de computador, e insiste e insiste e insiste nisso, mesmo depois que você conta pra ela que era uma vez um gringo chamado Tolkien que escreveu um livro entre as décadas de 30 e 40 do século passado e que antes disso um alemão chamado Wagner tinha escrito uma ópera no século XIX, e que bem antes disso, ninguém sabe direito quando, havia toda uma mitologia nórdica que falava de um anel e...

 

 

...todo mundo, inclusive os designers, só chama design de "designer", e os raros que acertam  escrevem desiNG. Assim como light só sai escrito light por milagre. O normal é "ligth".

 

 

... os adjetivos nunca, jamais, em tempo algum vão pro plural. Assim vemos "polpas de frutas congelada", "ovos capiras fresco" e coisas parecidas em todo lugar, até nos empórios mais metidos a besta.

 

 

... vai à copa fazer um dos seus chazinhos deliciosos de vários sabores e escuta de diferentes colegas coisas como “Chá ? Por que, cê tá com dor de barriga ?” ou “Isso aí é o que, é pra emagrecer, é ?”

 

 

... a primeira-dama de uma empresa bastante capitalizada, desfilando uma arquitetura capilar de deixar Marge Simpson e todos os guardas da rainha Elizabeth com complexo de inferioridade, mais carregada de jóias que a vitrine da H.Stern e mandando mais que o Gushy-ken no primeiro reinado de Loula, o Cego Voluntário, diz que quer gravar um determinado desenho animado pra neta porque é a única coisa que “interte” a menina.

 

 

... a secretária de um dos empresários mais bem-sucedidos da cidade diz ao telefone que acha que encomendar “de comer” pra reunião é uma “perca de tempo” (e provavelmente diria também que seu chefe é um dos empresários “melhor sucedidos” daqui, e que eu é que sou anarfa por usar “mais bem”, hohoho).

 

 

... vê na rua um outdoor divulgando a promoção de um motel com o elegantíssimo título (e a criativa conjugação) “Dá uma e ganhe a outra !”

 

 

... você própria, depois de resistir bravamente por décadas, de repente deixa escapar um “por favor, entrega isso a ele pra mim não ter que descer escada...” e depois fica o dia inteiro com uma sensação parecida com remorso, mas que provavelmente é vergonha mesmo -  misturada com tristeza por saber que ninguém nem notou.

 

 

Mas aí você vê uma reportagem em que cariocas de classe média e acima falam “mendingo” e “mortandela”, paulistas bem-nascidos falam “onte” e “adevogado”, se lembra de que na época em que podia ver o presidente da república sem ter que mudar de canal ou sentir ânsia de vômito, ele dizia coisas como “Eu garanto de que” (e provavelmente continua dizendo), vê no sitemeter gente do Rio Grande do Sul , Paraná e Bahia procurando por instruções para “estalação de TV a cabo”, lê na única revista feminina que ainda compra, na matéria de uma das poucas jornalistas que você ainda respeita, a moça chamando cidadezinha de “cidadela”, lê coisas como “sandalha” e “milhonário” em textos escritos na internet por pessoas que ganham pra escrever – ganham umas cinco vezes mais que você, é bom lembrar, e moram em lugares muito mais glamourosos -, assiste a um filme em que o legendeiro – certamente de SP ou Rio - traduziu “cautionary tale” como “colcha de retalhos”, e depois do ataque de riso obrigatório, começa a pensar que é bobagem ter complexo de inferioridade estadual. Estamos todos na mesma merda, e já que eu não estou indo pra nenhum outro lugar mesmo, melhor ver o lado bom : pelo menos a daqui é bem arborizada. Sim, MAIS BEM.

 

 



Escrito por Cynthia às 14h48
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IN LOVE WITH A GAY MAN

ou QUOTH THE RAVEN LUNATIC

 

ou ainda FOWL MOUTH

 

Tô monomaníaca, mesmo. Fase Neil Gaiman* total. Agora, depois de Smoke and Mirrors, Good Omens e Anansi Boys, tô lendo American Gods. Nem completei o primeiro terço ainda, mas tô adorando cada página. Agora acabo de re(re-re-re)confirmar por quê, ao ler um trecho em que, depois de ser raptado e surrado por desconhecidos, e mais tarde salvo e libertado pela mulher morta – em carne, osso e muito, muito formol - , perdido na floresta, na neve, sem comida e sem rumo, o protagonista é encontrado e guiado por um corvo falante, que vai levá-lo, supostamente, até o patrão de ambos, o deus Odin, também conhecido como Mr. Wednesday (também já tive muito chefe quarta-feira, mas nenhum deles era nenhum deus. Verdade que pra alguns era só olhar e dizer “Ai, meu Deus” mas não nesse exato sentido, hohoho...). Passado o choque inicial de ver que o bicho fala, Shadow (nosso herói) faz o que qualquer um de nós faria, e segue-se o seguinte diálogo, com tradução simultânea by yours truly :

 

"Hey", said Shadow."Huginn or Muninn, or whoever you are."

"Ei", disse Shadow. "Huginn ou Muninn ou quem quer que você seja."

The bird turned, head tipped, suspiciously, on one side, and it stared at him with bright eyes.

O pássaro se virou, a cabeça inclinada prum lado, desconfiado, e o encarou com olhos brilhantes.

“Say ‘Nevermore’” said Shadow.

"Diz 'Nunca mais'", disse Shadow.

“Fuck you” said the raven. It said nothing else as they went through the woodland together.

"Vai te foder", disse o corvo. E não disse mais nada enquanto eles seguiram juntos pela floresta. 

 

*Não, o Neil não é gay como o título principal do post poderia levar a crer. Mas o som é igualzinho e eu não resisti. Se até jornais supostamente sérios fazem isso com as manchetes pra enganar atrair os leitores, por que é que eu não posso ?!



Escrito por Cynthia às 16h29
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INVENTÁRIO

Não é que eu esteja sem assunto não, eu até tenho, mas é que tudo que me vem à cabeça no momento é tão bilioso que acho arriscado colocar aqui, onde, segundo a lei de Murphy, as pessoas de quem eu quero falar mal podem acabar lendo e se reconhecendo – ou, pior ainda, ME reconhecendo ! -, portanto é mais seguro falar coisinhas amenas, ou pelo menos só desancar a mim mesma. E isso nem é difícil, porque jizuize, eu sou um bichinho muito doente, cês não têm lllloção. Aproveitando que não tem po...isa nenhuma pra se fazer aqui na agência esta semana, mesmo tendo vindo ontem aqui num FERIADO municipal TOTALMENTE SEM NECESSIDADE, ahem, resolvi dar um limpa na minha bolsa, até porque a bicha - que não é grande, tem uns 25 por 20 cm, no máximo, mas cheeeia de divisões, do jeitinho que eu gosto - já está pesando bem uns dois quilos, me deixando exausta e acabando com meu ombro quando eu ando com ela por muito tempo, por exemplo, numa vista ao shopping. E claro, naquele esqueminha típico de blog, ou seja, eu limpo meu umbigo e mostro a flunfa©* pra vocês, resolvi contar o que tem na dita-cuja. Quem quiser dar um palpite amigo, me diga o que acha que eu deveria tirar dela pra diminuir o peso sem ao mesmo tempo me matar de ansiedade. Entendam, eu sou uma mulher prevenida e gosto disso. Claro que talvez fosse melhor contar a um psicólogo ou psiquiatra, mas certamente  ia sair bem mais caro e não sei se eu ia gostar muito do que ele teria a dizer... portanto, lá vai :

 

- Primeira divisão : uma fita métrica (!); documentos do carro; CNH; um bloquinho de post-it laranja fluorescente; uma caixinha para carregar comprimidos contendo um comprimido e um botão que caiu da camisa do gatim e eu guardei pra pregar depois. 

 

- Segunda divisão : montes de moedas espalhadas; um canivete de mola; um maço de Carlton mentolado, uma caixinha de Halls sem açúcar, outra de Trident canela e uma cartelinha com duas Neosaldinas. Na primeira subdivisão da segunda divisão, meu celular, uma liguinha de cabelo e mais moedas; duas canetas pretas de tinta líquida. Na segunda subdivisão da segunda divisão, cartão bancário; trinta e nove reais em trocados; mais uma porção de moedas soltas; uma lista de supermercado; dois isqueiros; uma piranha (?!) cromada para prender o cabelo; um mini-bloquinho para anotações (que eu uso sempre); dois batons da Natura, um de caramelo e outro cor de boca; um espelhinho; um canhoto de talão de cheque ainda não completamente conferido; dois cartões de diretores do novo cliente; papelzinho de promoção da Blockbuster.

 

- Terceira divisão (a principal) : mais um bloquinho de anotações, este de espiral, menos usado porém também útil; carteira com cartões de crédito e documentos (e nada mais); minicaixinha de costura de emergência com agulha, linhas das cores principais, tesourinha, uns dois botões e alfinetes de segurança; leque (aqui é quente, muito quente); tubinho de hidratante (tenho que usar sempre que lavo as mãos ou elas ressecam tanto que chegam a doer); um pacotinho de lenços de papel (eu uso óculos !); meu mp3 player; espaço livre suficiente para o transporte por curtos trajetos de um pacotinho de pão sueco, barrinha de chocolate diet ou um pocket book ocasional. Subdivisão da terceira divisão : escova de dentes portátil; frasquinho de creme (na verdade líquido) dental; cartela de remédio de uso diário; delineador; apontador para o delineador; cartela com uma porção de Neosaldinas; batom marrom em lápis; mini-lixa de unhas; mini-frasco de perfume com uma colônia leve; cortador de unhas (minhas unhas são superfrágeis e quebradiças, vivem lascando e eu ODEIO lixa, só uso em último caso).

 

- Quarta divisão : pente; talão de cheques (o acesso é mais fácil e rápido guardando nesta divisão que na carteira, e além disso assim não preciso dobrá-lo ao meio); “palito” de metal para coque.

 

- Pendurado por fora : chaveiro com duas chaves de casa, a chave da casa da minha mãe, a chave e o acionador do alarme do carro.

 

Tá, eu sei que é coisa demais. Mas não sei como fazer pra tirar alguma coisa e aliviar o peso no ombro sem transferi-lo pra minha consciência. Fala a verdade, não é tudo tão útil que chega a ser  praticamente imprescindível ?!

*Flunfa, segundo LFV, é aquela sujeirinha-pluminha que fica no umbigo da gente.



Escrito por Cynthia às 12h35
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DESPERATE HOUSE-HUBBY & WIFE

Minha empregada tá de férias. Pediu quinze dias pra “estar preparando” – eu juro que ela falou des’jeitim – o aniversário do filho. Fiquei imaginando que tipo de festa de aniversário vai ser essa, pra precisar de duas semanas de preparação tão intensa a ponto de a moça, que só trabalha autodeterminadas 4 horas por dia, precisar de tooodas as suas horas de vigília pra isso. Deve ser um festão, periga até sair na Caras. Mas como isso não é da minha conta, paguei as férias e calei a boca. Até aí, tudo bem. Achei que quinze dias passariam rápido, a gente daria conta das tarefas de casa, chatinhas porém simples, e logo ela estaria de volta. Hah. A primeira semana mal acabou e já estamos exaustos. Gatim, de lavar chão e louça. Eu, de cozinhar e lavar roupa – na verdade, estender no varal, porque lavar é fácil quando se tem um sistema como o meu (separar por cor, jogar dentro da máquina, escolher o programa, ligar e sair de perto). Além do mais, é claaaro que nesta exata semana, a pia da cozinha começou a vazar, o feijão congelado tá acabando (e eu morro de medo de panela de pressão), uma caixinha de leite longa vida surtou, fermentou, inflou e vazou um líquido viscoso e abundante que impregnou as outras caixas, o armariozinho de madeira onde ela estava, as latinhas de refrigerante da prateleira abaixo, enfim, toda a área de serviço, a cozinha e parte da sala e do corredor com um futum indescritível (mas que se eu fosse tentar descrever, diria que parecia que um bacalhau com cê-cê, sofrendo de chulé terminal e hálito de tigre louco havia morrido e apodrecido em cima de uma montanha de queijo Limburger com cebola e restos de cerveja choca deixados no sol por uma semana dentro de uma sacola feita de bucho de bode . E isso é só uma pobre tentativa, a realidade foi muito pior.). Por outro lado, desde que a moça saiu de férias, nossos almoços, feitos por mim, andam bem mais gostosos e bem temperados, o vaso do meu banheiro parou de entupir – talvez porque os quilos de cabelos que caem da minha cabeça todo dia agora vão parar no lixo, e não porcelana abaixo – e meus chocolates diet (que custam o triplo dos normais), os únicos que eu posso comer, pararam de sumir por milagre.  Mas o mais triste foi que eu descobri, por acaso, por sorte (?) minha e descuido dela, que não eram só chocolates e sabonetes perfumados e bonitinhos da Natura que vinham sumindo, não. Na pressa de sair, ela esqueceu num potinho na área de serviço todos os seus balangandãs – brincos, colar, pulseiras, relógio e um anel de prata, diferente, lindo, caro pros padrões dela, e... inconfundível e irrefutavelmente meu. Que eu não usava há algum tempo, mas sabia muito bem onde estava – ou melhor, onde deveria estar, e não era ali. Quer dizer, a moça em quem confiamos nossa casa e tudo o que temos por mais de um ano, a quem adiantamos todos os vales que ela pediu, demos todas as folgas que ela quis e liberamos de todos os sábados; cujas faltas, prejuízos, coisas quebradas e voracidades específicas relevamos nos rouba, e provavelmente não começou agora. Portanto, além da chateação e do trabalho, ainda teremos um gasto extra : quando ela voltar, vamos ter que torrar uma boa (pra nós, pobrecitos) grana de acerto, inclusive com a multa de dispensa do aviso prévio, porque na minha casa ela não fica mais um dia.  E mais a despesa pra trocar as fechaduras, porque quando nós perdemos a confiança, perdemos pra valer. Mas o pior mesmo é imaginar como fazer pra substituí-la. Parece fácil, não somos assim tão exigentes : só o que queremos mesmo é alguém que não seja  porca, que não nos roube e que goste de gatas siamesas malucas e levemente histéricas. Mas não tá fácil. Além de não ter muita gente a fim de trabalhar com serviço doméstico – e juro que eu entendo isso de todo coração, esse trabalho é um porre mesmo - , nós também estamos meio ariscos, com a fé no "cerumano" abalada, e vai ser difícil voltarmos a deixar nossa casa inteiramente entregue a alguém de novo sem sofrer. Mas graças a nossas bravas e virginianas mães, sondagens estão sendo feitas, pauzinhos estão sendo mexidos, e se Zeus (e principalmente Hera) quiser, em breve teremos alguém pra manter a casa apresentável e a Nina um pouco menos carente. Meu voto é pela moça crente que atualmente trabalha na casa de um travesti e anda pensando em sair. Se não for por mais nada, porque eu sei que - depois do que já deve ter visto por lá - ela provavelmente não vai ficar escandalizada com as heresias do gatim, nem tentada por minhas pobres bijuterias de tamanho discreto, nem encantada com meus sapatos 37, quase todos pretos, sem brocal nem plataforma. Tomara que dê certo.

 



Escrito por Cynthia às 09h17
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DIÁLOGOS BOBOS EM FAMÍLIA

Gatim           :        Essa tal de dança no gelo, que graça tem isso, hem ?

Irmã             :        Sei lá, mas tá dando até briga.

Cunhada       :        E por quê ?

Irmã             :        Não sei. Parece que teve até celebridade quebrando perna...

Cunhada       :        Uau. Todas as quatro ?

 

 

*        *        *

 

- E aí, Karol, como é que tá lá em Brasília ?

- Legal, mas sabe que lá eu não consigo ler os blogs de vocês ?

- Uai, por quê ?

- Parece que o firewall da biblioteca da UnB considera que eles têm “conteúdo  

  impróprio”.

- Poota que os pariu, caraglio, que merda !! Por que será que eles iriam achar uma boocetta dessas da puerra do meu blog ?!

 

 

*        *        *

 

Gatim, ao celular      :        Ah, sabe que hoje é meu aniversário de casamento ?

Mãe do gatim          :        Mesmo ?! Quanto ?

Gatim                     :        Como, quando ? Hoje !

Mãe do gatim          :        Onze ? Mas não é possível, meu filho. Cê não casou

antes do seu pai morrer.

Gatim                     :        Quem morreu ?

Mãe do gatim          :        Seu pai !!

Gatim                     :        Eu sei, né, mãe ?! Faz onze anos !



Escrito por Cynthia às 07h27
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EM SETE PARTES ?! ISSO NÃO É FILME, É MINISSÉRIE !

Nem sempre eu tenho paciência pra memes, mas este, que eu peguei da Viking Zen, é irresistível. Em primeiro lugar porque eu – assim como o resto do planeta - amo música, em segundo porque eu tô mesmo sempre imaginando  uma trilha sonora em vários momentos da minha vida, e por fim, porque o fato de não poder escolher diretamente tem um delicioso componente de surpresa e potencial palhaçada, que são coisas que eu amo tanto quanto (ou mais) música. Então, vamos lá. Quem quiser pegar, pegue e me avise que eu quero ir lá no seu blog ver a sua trilha sonora. Ah, conhecendo o uolblog, é bem possível que eu tenha que dividir o meu em duas ou três sete, SETE partes !!

 

SE SUA VIDA FOSSE UM FILME, QUAL SERIA A TRILHA SONORA ?

 

1. Abra sua biblioteca de música (iTunes, Winamp, Media Player, iPod etc.)
2. Coloque em modo aleatório (shuffle)
3. Aperte o play
4. Para o primeiro item, digite a música que está tocando
5. Quando você for para o próximo item, avance para a próxima música
6. Não minta, não distorça e não tente bancar o descolado(a) : ponha a música que está tocando MESMO.


Créditos iniciais

 

Houses Of The Holy – Led Zeppelin

 

Let me take you to the movie

Can I take you to the show ?

Let me be yours ever truly

Can I make your garden grow ?

 

Uh, começamos bem. Parece prenunciar que minha vida vai ser uma comédia romântica, né ? Com final feliz e tudo. Tomara !


Acordando

 

À Flor da Pele – Zeca Baleiro

 

Ando tão à flor da pele

Que qualquer beijo de novela me faz chorar

Ando tão flor da pele

Que teu olhar, flor na janela, me faz morrer...

 

Uau, será que eu acordo sempre tão deprê assim ? Digamos que seja segunda-feira e vamos em frente.



Escrito por Cynthia às 08h12
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Primeiro dia de aula

 

Abertura do Circo (O Grande Circo Místico) - Chico Buarque / Edu Lobo

 

Instrumental

 

Circo, escola, escola, circo... é, eu acho que combina, sim.


Se apaixonando

 

New York Telephone Conversation – Lou Reed

 

I was sleeping, gently napping, when I heard the phone
Who is on the other end talking, am I even home ?
Did you see what she did to him, did you hear what they said ?
Just a New York conversation, rattling in my head

 

Pô, mal, aí. Não vejo nada de romântico nessa música não... mas não deixa de ser interessante imaginar umas ceninhas em NY. Vai encarecer um pouco a produção, mas eu é que não vou reclamar.


Música da briga

 

Long Gone – Kenny Wayne Shepherd

 

You can keep whatever you want baby
Take whatever you need
Sweep up the pieces of this broken love
As a token to remember me...

 

Essa foi perfeita. Da guitarra nervosa da introdução até a letra, que já começa dando o aviso prévio pro par romântico.



Escrito por Cynthia às 08h11
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Terminando tudo

 

Na Pressão – Lenine

 

Olho na pressão, tá fervendo

Olho na panela

Dinamite é o feijão cozinhando

Dentro do molho dela

A bruxa acendeu o fogo

Se cuida rapaziada

Tem mandinga de cabôco

Mandando nessas parada

 

Hum, parece que rolou uma inversãozinha aqui. Teria sido melhor brigar ao som dessa e terminar ao som da do KWS, mas quem sou eu pra discutir com o cara da trilha sonora, né ?

Formatura

 

Como se Fosse a Primavera – Chico Buarque / Pablo Milanés / Nicolas Guillén

 

De que calada maneira
Você chega assim sorrindo
Como se fosse a primavera
E eu morrendo

E eu morrendo

 

Bonitinha. Indica que alguém interessante vai aparecer na festa. É bem possível que ainda pinte mais música do Chico nessa trilha, tem muita coisa dele no meu mp3. Coisas da época em que ele era bom e não gravava junto com dupla breganeja, claro.


Aproveitando a vida

 

A Little Bit – Madeleine Peyroux

 

You got a a lot of tenderness

So much love

You can get no rest

If you’re willing to waste a little time

I don’t want all of it

All I need is a little bit

 

Terminei o namoro e caí na gandaia, é ? Boa idéia. Pena que a songa aqui nunca tenha feito isso.



Escrito por Cynthia às 08h11
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Caindo aos pedaços

 

Kiss – Prince

 

You don’t have to be beautiful
To turn me on
I just need your body baby
From dusk till dawn

 

Uau, imagina só alguém ter um colapso mental ao som dessa musiquinha do Prince. A não ser que meu colapso seja do tipo “pareço normal mas indico que não estou bem caindo na putaria. Isso é um pedido de socorro, na verdade”. Será ?


Dirigindo

 

Everybody’s Talkin’ – Madeleline Peyroux (Nilsson)

 

I’m going where the sun keeps shining
Through the pouring rain
Going where the weather suits my clothes
Backing off the north east wind
Sailing on a summer breeze
And skipping over the ocean like a stone

 

Eu adoro mesmo essa música, e acho ela perfeita pra minha cena ao volante, principalmente se for no meio de uma chuva daquelas. Mas pelo jeito, não devo estar apenas dirigindo, e sim me mudando de estado, né ?


Flashback

 

What is This Thing Called Love ? – Ella Fitzgerald (Cole Porter)

 

What is this thing called love ?

This funny thing called love ?

Just who can solve its mystery

Why should it make a fool of me ?

 

Não, parece que o acaso não quis ser criativo aqui. Me imagino na cena-clichê, lembrando dos bons momentos enquanto encho a cara de vodka ou bourbon (vinho eu me recuso) e esvazio um pacotinho de kleenex.



Escrito por Cynthia às 08h10
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Reatando o namoro

 

Balada do Asfalto – Zeca Baleiro

 

Me dê um beijo, meu amor

Só eu vejo o mundo com meus olhos

Me dê um beijo, meu amor

Hoje eu tenho cem anos, hoje eu tenho cem anos

E meu coração bate como um pandeiro num samba dobrado.

 

É, este pedaço combina com uma volta. Mas eu ainda acho que o melhor verso mesmo dessa música é “Mesmo o mais sozinho nunca fica só/ Sempre haverá um idiota ao redor”, hahaha...)


Casamento

 

Slow Ride – Kenny Wayne Shepherd

 

Well it's warm inside
Let’s take a midnight ride
I wanna show ya
Yeah, really show ya
It's an open road
Let's see how far it goes
I wanna show ya
Yeah, really show ya

High flyin’ low

Don’t you wanna go

On that slow ride ?

 

Bom, pelo jeito vamos fugir da recepção e ir direto pra lua-de-mel, né ? Pra mim tá ótimo.


Pagando os pecados

 

Nature Boy – Nat King Cole

 

There was a boy

A very strange enchanted boy

They say he wandered very far, very far, over land and sea

A little shy and sad of eye

But very wise was he

 

É ? Uai, então tá, né.



Escrito por Cynthia às 08h10
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A véspera da guerra

 

You Never Can Tell – Chuck Berry (Pulp Fiction soundtrack)

 

It was a teenage wedding, and the old folks wished 'em well

You could see that Pierre did truly love the mademoiselle

And now the young monsieur and madame have rung the chapel bell

"C'est la vie," say the old folks, "It goes to show you never can tell”

 

Como esta versão é a da trilha de Pulp Fiction, com as falas do Travolta, Uma Thurman e o cara do bar, imagino que eu passe a noite antes do embarque tomando todas e assistindo ao filme...


Batalha Final

 

Fly Me to the Moon – Frank Sinatra (Bart Howard)

 

Fly me to the moon

And let me play among the stars

Let me see what spring is like

On Jupiter and Mars

In other words hold my hand

In other words

Baby kiss me...

 

Hohoho. Ou já estamos em plena guerra nas estrelas ou eu vou pisar numa mina terrestre e ir pro espaço, pedacinhos de mim voando em slow-motion enquanto o Frank canta “Fly me to the moon”...


Momento de Triunfo

 

Samba do Grande Amor – Chico Buarque

 

Tinha cá pra mim

Que agora sim

Eu vivia enfim o grande amor

Mentira...

Me atirei assim, de trampolim, fui até o fim um amador

 

E isso lá é triunfo que se apresente ? Tá bom, tá bom, ela pode ser o comentário irônico à cena. Ou será que justo quando eu tenho minha grande vitória meu amor resolve me abandonar ?



Escrito por Cynthia às 08h10
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Cena da morte

 

Gospel Train – Tom Waits

 

Come on people

Got to get on board

Train is leavin'

And there's room for one more

God, don't listen to the devil

He got ways to move you

This train don't carry no smokers

This train...

 

Perfeita. Aliás, pra mim, a trilha sonora inteirinha podia ser com o Tom Waits. Melhor ainda, ele podia fazer parte do elenco. De preferência, nas cenas em que eu tento curar minha profunda dor enfiando o pé na jaca, hohoho. É, eu acho esse feiosão um puta tê maiúsculo, dá licença ?!


Música do Funeral

 

Sit on my face – Eric Idle

 

Sit on my face and let my lips embrace you
I'll sit on your face and then I'll love you truly
Life can be fine if we both sixty nine
If we sit on our faces
In all sorts of places
And play till we're blown away.

 

Hahahahaha, essa foi a melhor de todas ! Ninguém pode dizer que eu não morri  – desculpa, essa só funciona em inglês – “with a bang” (ou será que “botando pra f*der” também dá certo ?) De qualquer forma, tem tanto Eric Idle cantando Monty Python no meu sonzinho que foi sorte não ter pintado a música das doenças venéreas, a do lenhador ou mesmo a “Fu*k you very much” em alguma cena muito séria…


Créditos Finais

 

SRV Shuffle – A Tribute to Stevie Ray Vaughn

 

Instrumental

Com B.B. King, Bonnie Raitt, Eric Clapton, Robert Cray, Buddy Guy e Dr. John.

 

Eu não poderia ter escolhido melhor. E aí, qual é a sua ?

 



Escrito por Cynthia às 08h09
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PEQUENO POST MÓRBIDO NAS NOSSAS BODAS DE BRONZE

ou A ÚNICA CERTEZA QUE EU TENHO NA VIDA...

 

... é que se um dia você deixar de me amar, ou se eu (duvideodó) deixar de amar você, pelo menos dessa forma macho & fêmea de que os casamentos não podem prescindir - ou se você morrer antes de mim, ou se eu morrer antes, e pra meu incomensurável espanto, depois da morte eu ainda tiver algum tipo de consciência - ou se você tiver algum tipo de doença degenerativa, daquelas que fazem com que as pessoas se esqueçam até de quem são, ou se eu tiver uma doença dessas... a única certeza que eu tenho na vida é que, se qualquer merda destas acontecer, mas ainda me deixar mínimos lampejos de autoconsciência ou  memória, uma vezinha só que seja, nesse momento eu vou me lembrar de você. Vou me lembrar da sensação de acordar ao seu lado pela primeira vez , e pela milésima, e pela dumilésima novecentésima vigésima vez, e de como sempre cada uma foi maravilhosa do mesmo tanto. Da sensação do seu cabelo arrepiado de gatinho na palma da minha mão, da sua mão em qualquer ponto da minha anatomia, do seu cheiro, do seu calor delicioso, sempre a um grau da febre, do seu nariz friinho no meu pescoço. Daquela sua mania de erguer meu cabelo e soprar minha nuca quando eu fico encalorada. Das suas sobrancelhas de filhote do Cebolinha com o Brizola. Dos seus olhos de melado de cana. Do seu lábio superior tão lindo de olhar, e do inferior, tão bom de morder. De todas as coisas lindas que você sempre fez e disse por mim, de mim, pra mim. Dos bilhões de vezes em que pensamos a mesma coisa, dissemos a mesma frase, lembramos da mesma música, sentimos a mesma dor ou alegria ao mesmo tempo, sem nem precisar trocar um olhar pra saber disso. Mas sobretudo eu vou me lembrar de que, durante todo o tempo em que você foi meu, em que eu fui sua, em que nós fomos tão próximos que nossas múltiplas personalidades quase se resumiam a uma só, nós ríamos. Não é só por isso que eu te amo tanto, mas é uma das principais razões. Nós rimos. Muito. O tempo todo. De tudo, de todos, e principalmente de nós mesmos. A ponto de ficar roucos, ou de perder o sono. Ou de acordar de madrugada rindo de um sonho ou de uma lembrança em que o outro era roteirista, estrela ou coadjuvante. Por isso eu sei que se algum dia nós não estivermos mais juntos, por qualquer que seja o motivo, é bem provável que eu sinta que minha graça foi embora, e talvez eu ache difícil rir, muitas vezes. Mas eu sei que de repente vai pipocar na minha cabeça a imagem daquela vez no supermercado em que você descia a rampa à minha frente tentando segurar o carrinho lotado com uma mão e as calças com a outra – você tinha emagrecido e estava com uma daquelas cuequinhas de seda que eu te dei, então a calça, já larga, escorregava, o carrinho pesado te puxava pra baixo e a bruxa má aqui só ria, ria, ria de se acabar, em vez de te dar uma ajudinha... ou do dia em que você fez malabarismo involuntário com o gatinho persa minúsculo que não parava quieto nas suas mãos, ou da vez em que você bateu o dedinho do pé na quina da parede e, sem saber o que fazer com a dor, sem conseguir nem xingar, deu duas piruetas de bailarina de desenho animado, com os braços “en haut” e tudo. E na hora em que uma imagem dessas encher a minha tela toda, eu sei que vou rir alto, uma gargalhada gostosa, sem vergonha, de menina. Mesmo que eu esteja doente e sozinha, na enfermaria de um hospital público bem vagabundo, numa casa vazia de gente e cheia de fotos antigas, numa chácara malcuidada cercada de gatos vira-latas ou me desfazendo aos poucos num asilo. Ainda que eu esteja num funeral. Mesmo que seja no seu. Ou no meu. E se a minha "gaitada" escandalosa fizer os gatos pingados em volta tomarem um susto daqueles, de deslocar a dentadura e deixar cair a bengala, aí é que eu vou rir mesmo, ainda mais. E me lembrar ainda mais de você.



Escrito por Cynthia às 14h36
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VOCÊ NÃO TEM MAIS 42...

...mas pra mim você ainda é (e sempre vai ser) a resposta pra vida, o universo e tudo o mais. Parabéns, gatim. E vê se reserva os próximos 43 anos pra passar junto comigo, tá ?

 



Escrito por Cynthia às 22h14
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DIÁLOGO BOBO DE TERROR PREMONITÓRIO

Ele, todo feliz :  Chegou ! Lembra aquele filme trash da minha infância que eu sempre quis achar ? Achei num site especializado e comprei, acabou de chegar !!

 

Ela, blasée :      Qual filme mesmo ?

 

Ele :                 Epidemia de Zumbis !!

 

Ela :                 Ah. Ih, mas se você esperasse mais uns dias, ia ver

de graça.

 

Ele :                 Por que, vai passar na DirecTV ?

 

Ela :                 Não, vai passar aqui em casa, na rua, na agência,

em todo lugar.

 

Ele :                 ?????

 

Ela :                 Dia cinco começa o horário de verão, baby... isso é que é epidemia de zumbi, o resto é coisa de amador.

 

*Em termos de zumbis, sou o mais o Brian, do Orneryboy. A tirinha começa aqui, mas Brian só aparece na de número 18. Aqui.



Escrito por Cynthia às 13h20
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RESENHA COM METÁFORA AO GOSTO DO FREGUÊS

Gente, mais alguém aí assistiu ao Yes ? Mais alguém se surpreendeu e depois acabou gostando do fato de todos os diálogos do filme serem em versos rimados ? Mais alguém andava com saudades de filmes em que a protagonista romântica tivesse mais de 40 anos, um rosto capaz de expressões faciais (até a testa !! incrível !!) e  não fosse linda a ponto de dar idéias suicidas na gente ? E mais alguém percebeu que é possível um homem bambear os joelhos de uma mulher mesmo sendo feinho, usando um bigodinho uó e sendo de uma nacionalidade vagamente ("vagamente" pra mim, que soy latino-americana, com ênfase no latino) ameaçadora ? Mais alguém achou lindo o filme ter um corifeu - ou uma "coriféia" ? – de 1,5 m, com falas sensacionais e olhar indecifrável ? Mais alguém achou alguns dos poemas/diálogos/monólogos tão lindos que queria tê-los por escrito, pra ler de vez em quando, se emocionar de novo e pra importunar os amigos com trechos deles por e-mail ? Mais alguém estranhou o final, e mesmo assim não achou que ele tenha sido ruim ? Mais alguém ficou orgulhoso por tabela ao ver um filme dirigido por mulher ter ficado tão bom, e feminino sem ser "muiezinha" nem metido a macho ? Mais alguém foi ler sobre a diretora no imdb e ficou bege ao saber que ela tinha dirigido um filme péssimo, horroroso e bobo a ponto de ser constrangedor, há alguns anos ? E finalmente, mais alguém achou que Yes é um filme do caralho, sensacional, uma pequena jóia cheia de qualidades e que deveria ser visto por todo mundo ? Eu achei. Portanto, se você viu e odiou, se achou tudo bobo, pretensioso, fraco, besta, pobre e feio, não me conte. Você pode estar certo, ter argumentos impecáveis, sólidos e irreplicáveis e acabar me convencendo, e eu não quero ser convencida. Não quero mudar de idéia. Eu quero continuar felizinha aqui, achando que descobri um filme sensacional e continuar adorando se (ou melhor, quando) eu vier a assistir a ele de novo. Tá ?



Escrito por Cynthia às 16h27
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QUEM É VOCÊ ?!

ou ESSE MOÇO TÁ DIFERENTE*

 

 

Esse moço tá diferente
Não o reconheço mais
Está bancando o “pra frente”
E só tá andando pra trás

Esse moço tá decidido
A se demagogizar

Cantando com gente f*dida

Que é pro nove-dedos gostar

 

Eu comprei o tal Carioca
Achando que era bom
Mas era uma maçaroca

Ele desinventou seu som

Falar de amor e desejo

Já não lhe desperta emoção
Ele quer ser breganejo
E aparecer no Fau-stão

Mas o tempo vai
Mas o tempo vem
Ele me desfaz
Mas o que é que tem
Que ele não se dê ao respeito
Que agora desperte desdém

Mas o tempo vai
Mas o tempo vem
Ele me desfaz
Mas o que é que tem
Se do lado esquerdo do peito
No fundo, ainda lhe quero bem

Esse moço é o tal da bundinha
Que me enchia de inspiração

E agora tá de gracinha
Cantando só com bundão


Mas o tempo vai
Mas o tempo vem
Ele me desfaz
Mas o que é que tem
Se do lado esquerdo do peito
No fundo, ainda lhe quero bem.

 

*ou ainda VOCÊ NÃO PRESTA (MAIS) MAS EU (AINDA) TE AMO



Escrito por Cynthia às 14h58
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VASELINA OU K-Y ?

Acabo de ver uma pichação no muro do colégio onde eu votei dia primeiro - e onde vou ter que votar de novo daqui a alguns dias : "Votar é escolher o molho com que você vai ser devorado". É uma boa frase de efeito, mas eu discordo. Primeiro porque, teoricamente, um molho de lulas deveria ser mais apetitoso que molho de chuchu, mas eu acho os dois igualmente repugnantes e indigestos. E depois porque tenho a impressão de que, de um jeito ou de outro, o molho com que seremos comidos na verdade vai ser de lingüiça. Da grossa.



Escrito por Cynthia às 19h18
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VERGONHA, VERGONHA, VERGONHA

Vergonha retroativa é... você chegar em casa da academia e só depois de tirar a calça de malha praticamente nova, usada somente uma vez, perceber que ela estava o tempo todo descosturada uns bons 3 cm, bem no X da questão.

 

Vergonha alheia é... perceber que os gritos que pareciam, “SÔ !” de uma das professoras formadas-em-educação-física é, na verdade, “soa”, o que ela obviamente imagina que seja o modo imperativo da segunda pessoa do singular do verbo “suar”. Uau.

 

Vergonha prévia é... colocarem a música (piró-piropopó) de uma das melhores cenas de uma comédia antiguinha que você adora e você pensar que se você não conseguir se segurar e disparar a rir, a coleguinha fazendo aquecimento naquela plataforma de chacrete logo à sua frente vai pensar que você está rindo dela.

 

Vergonha futura é... saber muito bem que mesmo com todo o exercício, na próxima pesagem, você não terá perdido um mísero grama. Et pour cause.



Escrito por Cynthia às 13h10
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LAPSO FREUDIANO

Cliente chato é assim. Na terceira vez que o job - que você havia matado com classe e criatividade desde a primeira vez - volta pra te assombrar, logo que começa a fazer mais títulos pra ele, sem perceber você bota um "o" a mais no nome da pesquisa de share of mind em que ele foi (sabe-se lá por que razão) o primeiro colocado. E só depois de fazer isso vê como é apropriado colocar esse bando de incompetentes metidos a besta liderando o P*oo*p list, hahaha...



Escrito por Cynthia às 12h58
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TRABALHA, CYNTHIAZINHA, QUE O BICHO VAI PEGAR...



Escrito por Cynthia às 13h33
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