OFF WITH MY HEAD

ou SERÁ PRAGA DAS PRODUTORAS ?!

Just my luck. Quando eu finalmente encontro uma agência legal, pequena, onde a chefia pensa parecido comigo e entende o que eu digo, em que todo mundo tava a fim de fazer um trabalho bem-feito, com respeito próprio e pelo consumidor, com vergonha na cara... tudo dá errado na empresa, os clientes todos entram numas de “pague pra ter a honra de trabalhar pra mim”, o faturamento vai paspica e eu vou pro saco. É isso aí, tô fodida. Situaçãozinha sexy, né ? Aos quarentinha, na rua, sem perspectiva, sem re$erva$, sem poupança, sem o RP necessário pra arrumar outra coisa tão cedo, com a fama de chata que sempre tem quem leva o trabalho a sério e com poucos amigos no ramo – nenhum com muita influência. Portanto, não estranhem se eu der uma sumida nos próximos dias : eu sei que até consigo ser engraçada quando tô puta, mas quando tô deprimida, arrasada e sem saber de onde (e quando, e SE) virá minha próxima grana, aí é um tiquinho mais difícil. Por exemplo, eu até poderia fazer palhaçada, traçar um paralelo, falar que eu e o Paloft caímos na mesma semana, ele por ser vagabundo, eu por ser honesta demais. E que a diferença é que ele alega stress pra sair de banda e tem um monte de grana (dele, minha, sua...) pra aparar a queda, enquanto que eu vou ser estressada na minha cama, que é lugar quente, (e mesmo assim só porque já tá paga) e por pouco tempo, porque preciso ir atrás, ou em menos de dois meses vou acabar contratada pelo Centro de Zoonoses... pra matar cachorro a grito, tatu a tapa e tartaruga a beliscão. Mas por algum motivo, não tô conseguindo achar muita graça nisso. Pelo menos não hoje.



Escrito por Cynthia às 15h54
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OFF WITH THEIR HEADS !! UH-OH, WHAT HEADS ?

Eu sei que aqui vem gente de várias cidades do Brasil, então aproveito para perguntar a vocês, meus queridos : é só em Boiânia que as pessoas perderam totalmente não só a competência como também o bom e velho simancol ? É só aqui que uma produtora pega um comercial e vai gravá-lo, em alto e bom som, revelando o teor de uma campanha promocional que se pretende inesperada, numa locação que, vejam só, fica bem debaixo da janela da agência do concorrente, agência esta que fica num condomínio empresarial, onde estão pelo menos cinco outras empresas de publicidade, a  que a produtora também atende, e portanto sabe disso muito bem ? E o mais legal, é só aqui que nenhuma das "responsáveis" (hahahahahahahaha, essa palavra...) pela produtora assume que fez bobagem ? Sim, por favor, por favor, me digam : é só em Boiânia mesmo que esse tipo de coisa acontece ou os idiotas já dominaram mesmo o mundo inteiro e quem ainda tem cérebro, hombridade – ainda que fêmea - e vergonha na cara é que virou abominação ?



Escrito por Cynthia às 13h44
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SHE WANTS YOU

ou Faculdade de Artes e Letras

Gente, tem curso de História da Arte - ou de Arte na História - pela internet, com a melhor, mais divertida e brilhante professora que vocês já viram. Os e-ndereços tão aí mesmo, é só copiar, se matricular e aprender... sem se aborrecer nem fazer força.



Escrito por Cynthia às 15h54
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DIÁLOGOS BOBOS DE AMOR SEM FIM

Eu, na frente do espelho:

  Puta merda, já perdi oito quilos e continuo uma baleia.

Ele, da cama (sem óculos, claro) :

Tá nada, tá gostosa.

Eu :

Baleia.

Ele :

Gostosa.

Eu :

Baleia.

Ele :

Gostosa.

Eu :

Tá vendo, depois ainda diz que não curte comida japonesa. Cê adora um sashimi....

 

*         *           *

 

Nelson diz:

Te amo, lindinha. Você é a minha única razão de viver.

Cynthia diz:

Eu também te amo, gatinho. E você é a minha.

Nelson diz:

Que nada, eu sou um incompetente...

Cynthia diz:

...

Nelson diz:

...

Cynthia diz:

Mas eu não disse que você era competente, só disse que eu te amo e você é minha razão de viver.

 



Escrito por Cynthia às 10h01
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DIÁLOGOS BOBOS - TEM MAIS

Nelson diz:

Então. Resolvi que o roteiro vai assim mesmo. E znadorovie...

Cynthia diz:

Cuma ?

Nelson diz:

"Saúde", em russo.

Cynthia diz:

Ah, tá. Achei que era algo tipo Insh'Allah.

Nelson diz:

Do Danúbio pra lá pra mim é tudo a mesma bosta, hahahahaa.

Cynthia diz:

Lord-nobre-quebrado, sai desse corpo, que ele é hetero ! ...e vagamente de esquerda.

 

*         *           *

 

 

Colega :

Minha cachorra tem uma doença superesquisita, como é que é mesmo o nome ? Cotagina, copalgia...

Eu :

Mas o que essa doença faz ?

Colega :

Faz ela comer cocô.

Eu :

Ah, coprofagia.

Colega.:

Isso ! E o veterinário disse que não tem nada de errado com ela no físico, é tudo psicológico, pode ?! A gente dá ração, vitamina, chocolate pra cachorro, até carne de primeira, e nada, ela só quer saber de comer cocô.

Eu :

Uia !! É igualzinha àquele nosso cliente !!

Escrito por Cynthia às 10h00
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HAPPY BIRTHDAY, BABY DAN

Não, eu não esqueci.



Escrito por Cynthia às 21h56
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LITTLE PLOP OF HORRORS ou CONVERSA PRIVADA

Eu tenho uns medos estranhos. Quer dizer, eu não vejo nada de estranho, acho cada um perfeitamente lógico e bem fundamentado, mas a maioria das pessoas ou acha graça ou diz que eu sou fresca quando falo deles. Por exemplo, eu tenho pavor absoluto de panela de pressão. E depois que uma delas estourou lá em casa (felizmente eu não estava), decorando o teto e as paredes da cozinha com uma camada texturizada e supermoderna de feijão cozido, quase matando a empregada do coração e tirando pelo menos umas quatro das sete vidas da Nina, acho que elas também concordam comigo. Outra coisa que me dá medo é o tal do botijão de gás. Aliás, eu não gosto de gás de jeito nenhum : demorei mais de dez anos pra criar coragem de acender o fogão direto com um fósforo, sem precisar de acendedor de faísca nem de um palitão comprido daqueles de churrasquinho - justo quando consegui, apareceram os fogões com acendimento automático –, e sempre que passávamos férias no Rio, em apartamento alugado, eu preferia voltar da praia e tomar banho gelado a ter que me entender com o tal do aquecedor a gás. E por último, tenho medo de soda cáustica, diabo verde e demais coisinhas corrosivas usadas em limpeza. E é por isso que ultimamente também ando no maior medo de sextas-feiras. 

O problema é que a diaba não verde da minha empregada sempre dá um jeito de entupir, justo nos finais de semana - parece de propósito - o vaso do meu banheiro. Não sei se ela joga lá dentro todos os cabelos caídos na pia, os pêlos da Nina, rolos inteiros de papel higiênico, o resultado da varrição da casa, a caixa de areia da gata, macarrão cozido, purê de mandioca com bubbaloo banana ou borracha vulcanizada, ou ainda se larga um superhiperultramegateradump atômico no meu banheiro antes de ir pra casa. Só sei que normalmente eu saio para o trabalho na sexta com todos os equipamentos sanitários positivos e operantes, e quando volto já deu chabu. Como até não tenho medo, mas morro de nojo daquele desentupidorzão, normalmente resolvo tudo na mais pura tradição bioquímica e bicho-grílica, sem agressões à natureza : jogo colheradas de coalhada  – desnatada, ainda por cima, olha que chique – lá dentro e deixo que as bactérias do iogurte se banqueteiem (ugh) com qualquer, hã, hum, matéria orgânica que possa estar bloqueando o caminho das águas para o mar, ou pelo menos para o esgoto menos próximo de mim. Normalmente funciona, e normalmente funciona na pia também, tanto na do banheiro quanto na da cozinha, e até mais nesta última, já que bacteriazinhas adoram uma gordura - e aparentemente não se importam com o que isso faz com seus corpitchos na hora de vestir um biquíni realmente microscópico ou um jeans justinho e ir paquerar uns protozoários.

 Só que da última vez a coalhadinha não adiantou. Achei que era questão de quantidade, e mandei mais iogurte natural light lotado de S. thermophilus e L. bulgaricus famintas pela goela abaixo da privada. E nada. Antes que eu me visse obrigada a apelar para meus corpus diet com polpa de fruta, e ainda crente no poder dos microorganismos, ataquei de yakult, começando a suspeitar que talvez estivesse gastando mais do que devia com aquela merda (sim, a essa altura meus já parcos bons modos estavam se esgarçando cada vez mais), e imaginando a figura ridícula que eu devia estar fazendo, alimentando de colherinha ou de garrafa aquela maldita Audrey II de porcelana. Mais uma vez não adiantou. Teimosa que sou, não me dei por vencida nem corri ao supermercado mais próximo atrás de soda cáustica. Pra falar a verdade, minha nova idéia passou mais perto foi da outra soda, a limonada : me lembrei das inúmeras historinhas ouvidas desde a infância sobre os poderes corrosivos da boa e velha tota-tola, mas, recusando-me a despejar minhas preciosas latinhas de light no vaso, pedi ao gatim pra ir à padaria da esquina comprar da outra. Porque, pensei, de repente o açúcar contido nela ou corroía o obstáculo, como faz com os dentes e mucosa estomacal das pessoas, ou pelo menos tornava a caca mais palatável para as bacteriazinhas e bacilos que ainda estavam fazendo a festa lá dentro. Só fiquei com um pouco de medo da privada arrotar, e imaginando se não seria o caso de já mandar um rum e limão por cima também, pra liberar a cuba de vez, mas achei melhor adiar um pouco, esperar que todo aquele povo microbiológico lá dentro se conhecesse melhor, sei lá, antes de introduzir álcool na mistura.

 E veio o gatim com as latinhas vermelhas, geladas, cujo conteúdo eu despejei no vaso, morrendo de dó. Isto feito, abandonei o local por uma noite inteira, que era pra não interferir com qualquer processo que estivesse acontecendo por ali. No dia seguinte, após algumas descargas vigorosas, tudo o que era doce, desnatado, carbonatado, lácteo e/ou extremamente desagradável foi por água abaixo, finalmente. As manchas escuras que a tota-tola deixou na louça branca foram resolvidas com uma boa quantidade de espuma de barbear hidratante e mentolada aplicada e deixada lá por mais algumas horas (porque eu também tenho um certo nojo de escova de privada e porque sou coerente : heterodoxa até o fim), e depois de mais alguns jatos de pura força hidráulica, o vaso ficou 0 km, prontinho pra empregada chegar na segunda-feira e recomeçar com seus planos malignos de embranquecer totalmente meus cabelos – e depois de fazê-los cair, brancos, jogar todos no vaso e começar de novo... mas por enquanto, suspirei aliviada. Já estava começando a ter pesadelos com o vaso ficando mal-acostumado, cantando Mean White Mother e exigindo uma porção de tacos, um aguacate con gamba, um vidro de tabasco, umas três margaritas e um sal de frutas... or else.

 



Escrito por Cynthia às 14h04
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YOU ARE YOUNG AND LIFE IS LONG AND THERE IS TIME TO KILL TODAY

Encontramos uma foto de mim aos 22 anos, na praia. Nela estou de biquíni vermelho e branco, os pés na exata linha em que as ondas se transformam numa renda frágil e delicada, mas para facilitar a vida do fotógrafo, estou voltada para o sol, para o leste, feito uma Vênus tropical que, decepcionada com a terra firme e já sem sua concha, tivesse decidido voltar a pé pra casa. O corpo que na época eu achava feio, magrelo, sem graça e sem charme agora me parece bonito, esguio, tão proporcional que, só pela foto, seria impossível de se calcular minha altura. Mas não é a perda da cintura fina, dos seios altos, da pele firme e bronzeada, sem cicatrizes, que eu sinto. Nem muito menos saudade daquele tempo infeliz. O que eu sinto mesmo é alívio por não existir nenhuma máquina do tempo ou outra geringonça de ficção científica que pudesse nos colocar, a mim e àquela mocinha tímida, frente a frente. Porque se isso acontecesse, tenho certeza de que ela ia ter muitos e bons motivos pra querer me cobrir de porrada. E eu a ela.

Escrito por Cynthia às 09h11
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MUCH BUM ENGRISH

Tudo tem dois lados. Por exemplo, uma tradução ruim, seja cachorra como as do canal Film and Arts, seja pomposa e metida a besta (como a do papalvo que transformou um livro chamado “Beach Music” – música de praia – em “A Canção do Mar”, e todos os diálogos sixties, coloquiais e espontâneos dos personagens hippongos do livro numa bobagem empolada e de sabor oitocentista, ridícula) tanto pode nos irritar quanto nos render boas risadas. Eu, por exemplo, tô me acabando de rir com um folheto "bilíngüe" antigo de um novo cliente, que veio como briefing e que, entre váááárias bobagens e tropeços menores, traz verdadeiras pérolas, como :

 

 

  • chamar o rio mais piscoso do mundo de “fishiest (mais suspeito) river in the world” ;
  • dizer que o restaurante do hotel tem ótimo atendimento, só que chamando o atendimento de “attendance” (presença);
  • ao dizer que o hotel tem tudo do bom e do melhor, ataca de “possesses everything of the good and of the best” ;
  • ao falar das piscinas, diz que elas são duas, adulta e pueril (infantile). Não sei o que essa piscininha imatura faz com quem ousar pular nela, mas acho que não pode ser nada de bom;
  • a sauna a vapor é descrita como “sauna to vapor”
  • a minha favorita, que diz que para os adeptos do esporte (the followers of the sport), o hotel possui um quarteirão multipurpose (block poliesportiva), ideal para uma viagem de ida (departure, que eles pretendem que traduza “partida”, não só de meios de transporte como também de vôlei, tênis e basquete) com os amigos, que ele chamam, claro, de THE friends – ou eu entendi errado e eles realmente têm uma banda de rock residente com esse nome, sempre a postos para jogar com os hóspedes ;
  • encerrar com chave de ouro, dizendo para a pessoa pedir o dinheiro (request the budget) e gUarantir seu baldio (garantee (sic) your vacant).

 

 

Ri sim, mas já fiz questão de dizer ao atendimento na mesma hora para não deixar o cliente usar tradutor eletrônico nunca mais, nem entregar a tradução para o cantor Falcão (aquele das imortais versões para o inglês de “Eu Não Sou Cachorro Não” e “Fuscão Preto”) ou pro sobrinho do vizinho de fazenda dele fazer (um que passou 4 meses limpando piscina em Miami antes de ser deportado e mal aprendeu a língua local, o espanhol com sotaque habanero), nem que eu tenha que fazer na última hora e de graça, o que provavelmente vai acontecer mesmo. Normal. Afinal, como diria o tradutor anterior dele, is always I who pays the duck. Ou who takes it in the tarracket. Uh.



Escrito por Cynthia às 15h35
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OS PORQUÊS

ou CECI N’EST PAS UNE DÉCLARATION D’AMOUR

 

Porque eu te encontrei aos 33 do segundo tempo, quando achava que já não havia esperança de encontrar alguém tão imperfeito para o mundo e tão perfeito pra mim. Porque fomos amigos antes, e de verdade. Porque fechamos muitos bares, só os dois, e amanhecemos conversando, depois que todo mundo já tinha ido embora, e o assunto não acabava. Porque o assunto ainda não acabou. Porque você também sentiu as mesmas coisas, e disfarçou do mesmo jeito, até que os amigos matchmakers desistissem. Porque você havia me conhecido e amado quando eu tinha treze anos e, burra, nem reparei em você. Porque você não se casou com a outra, a fanha, racionalizando que tinha mais de 30 anos e “tava na hora”, como tantos, tantos homens fazem. Porque você nunca foi ciumento, porque gostava de me ver de saia curta quando minhas pernas eram bonitas. Porque você ainda acha minhas pernas bonitas. Porque não se importou de não ter filhos, quando era óbvio que os queria e que seria um pai muito doce e lindo. Porque é tão parecido comigo em certas coisas e tão diferente em outras tantas. Porque deixou de detestar gatos e se apaixonou por eles depois que adotamos a Nina. Porque quis que adotássemos a Nina, mesmo não gostando de gatos, só porque eu gostava. Porque você agüenta que eu corrija o seu inglês e questione sua gramática sem ficar ofendido. Porque você me ama quando eu sou mulherzinha, quando eu sou fodona, quando eu sou criança, quando eu sou chata e porque se afasta discretamente quando eu viro monstra, mas volta logo, e às vezes apressa a minha volta ao normal fazendo palhaçada pra eu rir. Porque mesmo quando você tá deprimido, se eu ficar triste ou assustada você me abraça e diz que tudo vai ficar bem. Porque quando você tá deprimido fica com essa temperatura de febre deliciosa e suporta eu te agarrando o tempo todo. Porque você tem as palmas das mãos e as solas dos pés finas e macias como as de um bebê, muito mais do que as minhas. Porque você é mais sincero e honesto do que qualquer pessoa que eu conheça, em todos os sentidos, e sem ser chato, palmatória do mundo nem santarrão. Porque você é bom de verdade, sem achar que isso vai te dar o céu ou te livrar do inferno numa hipotética vida após a vida. Porque quando criança, você chorava ou criava caso – e apanhava, porque sempre foi de paz - quando humilhavam algum amiguinho seu, em vez de se juntar à gangue dos bullies, como a maioria das crianças faz. Porque você tem tantos talentos e é tão nonchalant com relação a eles que eu só fui descobrir alguns depois de 5 anos juntos. Porque podemos falar de astronomia – nesse caso, você fala e eu escuto -, filosofia, cinema, fofocar sobre astros de Hollywood ou contar piada de pum com a mesma naturalidade e (alto) grau de diversão. Porque você é quase sempre bem-humorado, gentil, educado e fofo. Porque você tem a boca mais delícia e macia e lindinha do mundo, mesmo quando dorme com ela aberta e ronca. Porque você prefere dormir no sofá do que ficar confortável na cama sem me deixar dormir com seu ronco. Porque você não é machista nunca, nem comigo nem com ninguém. Porque às vezes nós somos dois caminhoneiros, grossos com Ç, e mesmo assim você nunca fica horrorizado comigo nem deixa de me tratar como a sua menina. Porque às vezes você me trata como se fosse meu pai, ou meu neném, ou meu melhor amigo, sem nunca deixar de ser meu homem. Porque você nunca deixou de me achar gostosa e demonstrar isso, estivesse eu magra, gorda, imensa ou mais ou menos. Porque você gosta quando eu rio com você mas não se importa, não fica griladinho nem incorpora um Tommy de Vito se eu rio de você. Porque você também me acha engraçada e isso não te ameaça de forma nenhuma. Porque quando eu tô mal, infeliz, doente, triste ou com medo, você me abraça e em vez de mentir ou fazer promessas vazias, você só me diz “Vai passar”, e isso é a única coisa que me acalma. Porque você ama meu pai, minha mãe, minhas irmãs e meus sobrinhos como se fossem seus também. Porque você às vezes acorda no meio da noite e fica com vontade de me abraçar, mas não abraça pra não me acordar porque sabe o quanto eu gosto de dormir. Porque você não liga que eu não faça depilação todo dia ou semana, as unhas nunca, o cabelo jamais, e não se importa de me beijar e depois sair de batom, por menos que ele combine com seu cavanhaque. Porque você deixa que eu decida se você vai manter ou tirar o cavanhaque, a barba, que roupa você vai vestir, de que tamanho vai ser o seu cabelo. Porque quando eu corto seu cabelo curtinho você vira meu bichinho de pelúcia e eu não consigo parar de te fazer cafuné. Porque pra falar a verdade, eu não consigo nunca tirar as mãos de você. Porque você também não consegue tirar as mãos de mim. Porque até hoje ainda gostamos mais de conversar um com o outro do que com praticamente qualquer outra pessoa, mas não ficamos emburradinhos se um dos dois engata uma longa conversa com outra pessoa. Porque nós dois estamos sempre juntos contra o mundo, mas nunca – ou quase nunca – um contra o outro. Porque nossas brigas são poucas e de curta duração. Porque você me manda emoticons novos e fofos pelo msn. Porque quando eu olho pra você consigo ver a criança que você foi e o velho que vai se tornar, e amo os dois também. Porque você não dá chilique quando eu digo que fulano é bonito, sicrano é interessante e que beltrano “eu pegava”. Porque você confia em mim e merece minha confiança. Porque você tem olhos cor de mel, mas não é por isso que eles são tão doces. Porque por mais que eu escreva coisas aqui, eu nunca vou conseguir chegar a um centésimo das razões pelas quais eu até posso, mas não quero, não quero, não quero nunca nunca nunca viver sem você. É por isso, por tudo isso, que eu não ganhei na mega-sena acumulada, e é por isso que provavelmente nunca vou ganhar nem uma quinazinha ou uma mísera quadra. É porque provavelmente a sorte tem que ser distribuída com alguma justiça entre as pessoas, e afinal, eu já ganhei na loteria faz tempo. Pra ser mais exata, há sete anos, quatro meses e vinte e nove dias.



Escrito por Cynthia às 14h18
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JORNAL TAMBÉM É CULTURA

...E DEPRESSÃO, DESILUSÃO, REVOLTA E MAU HUMOR

 

 

Primeiro foi o Lula, agora o Juba. Pô, assim não é possível. Agora só falta o Bacana me desiludir também.

 

 

Tem coisa mais ridícula (e triste) do que um bando de coroas de terno e gravata, sorrisos mais falsos que uma nota de 3, de mãozinhas dadas e levantadas, as ombreiras do paletó na altura das orelhas, deixando todo mundo sem pescoço, as barriguinhas – e barrigonas - aparecendo ? E isso pra comemorar a candidatura à presidência de um cara que acha que engana alguém penteando um tufinho de cabelo por cima da careca ? Não, né. Bem que eu imaginei.

 

 

“Fulaninho é eliminado no paredão do BBB”. Não vou nem dizer que por mim ele, seus coleguinhas e os idealizadores e realizadores dessa merda podiam ser todos eliminados no paredão do Comandante Fidel, mas caralho, será possível que não tá acontecendo mais NADA no MUNDO INTEIRO pra isso ser notícia de primeira página ?

 

 

Existe outro Delúbio ! E ele acaba de ter seus benefícios do INSS suspensos, coitado. Isso na página 07 do jornal. Na página 15, seu xará mais conhecido, o Soares, entra com pedido de indenização por “danos morais” contra o ESAF porque usaram seu primeiro nome numa questão de prova sobre peculato e correlatos. Sei não, mas pra mim isso é como se eu resolvesse reclamar porque riscaram a pintura do meu Jaguar.

 

 

Só em Boiânia. Do ladinho de uma nota que fala que Liza Minelli tá comemorando seus 60 anos com o relançamento em DVD de “Liza with a Z”, uma outra nota, comentando sobre um novo filme com Sarah Jessica Parker, transforma o ator Matthew McConaughey – pronuncia-se “Macônorrei”, lembram ? – em Mc Gonaughey (yeah, with a G) !! . A pronúncia disso eu deixo pra vocês imaginarem... e não, o filme não é sobre a descoberta da penicilina.

 

 



Escrito por Cynthia às 09h23
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AS GOOD AS IT GETS

Depois de pelo menos uma semana, talvez mais, horrorosa, finalmente um dia decente. Aliás, mais que isso. Revimos, almoçamos às custas dela (que horror) e nos encantamos - de novo - com  a mulher-bofe mais linda e divertida do planalto; recebemos o livro da melhor e mais querida escritora do Brasil, com dedicatória fofa e tudo, e eu ainda consegui ingerir MENOS de 1.200 kcal até agora sem ficar esfomeada. Foi um dia praticamente perfeito, e nós, da banda (não direi "dupla" porque somos goianos, daí já viu, né ?) Los Deprimidos, estávamos mesmo precisando de um desses, pra conseguir levantar da cama amanhã. Agora só falta acertar na Mega-Sena... ih, droga. Se ao menos a gente tivesse jogado.

Escrito por Cynthia às 21h12
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SOMETIMES I FEEL LIKE A CARTOON CHARACTER

Eu sou o de bigode, na tirinha.



Escrito por Cynthia às 19h43
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TE CUIDA, HOMAIADA. OSMAIR NA ÁREA.

Eu adoro supermercado. Assim como a Carol, sou capaz de ficar horas olhando as novidades, apreciando as embalagens, escolhendo entre duas marcas, lendo todos os ingredientes, nutrition facts e prazos de validade, enchendo meu carrinho de coisas essenciais, ligeiramente úteis e muito supérfluas várias vezes por semana, na maior alegria.

Em compensação, odeio passar nos caixas. Odeio muito. É que, assim como nove entre cada dez donas-de-casa conscientes - e o Artur (hohoho) -, eu também tenho minhas manias quanto a compras de supermercado : tudo deve estar separado em grupos, porque eu não misturo produtos de limpeza com alimentos no mesmo saquinho, nem coisas quebradiças e/ou amassáveis com latas e outros pesos-pesados (duh). Por isso, tenho também toda uma ordem para entrada no carrinho, no porta-malas, no carrinho do prédio e... ai meu Zeus, fico cansada só de descrever. Como aparentemente os supermercados aqui (com exceção do Pão de Açúcar, de uma rede local e de um pequeno empório que tem uns importados legais e os melhores hortifruti da cidade) só contratam gente que odeia trabalhar, detesta os clientes e faz questão de tratar mal a quem quer que passe pelo seu caixa, este é sempre um momento de stress pra mim. Tenho que escolher entre tentar bancar a "polva" em fast-motion - pra não deixar que eles joguem engradados de latinhas de refri em cima das torradas nem caixas de leite sobre frutas e verduras que eu levei um tempão pra escolher, não deitem os frascos de alvejante (que sempre vazam, os malditos) - ou já engrossar logo de cara, com um "Pára essa esteira aí um minuto, que cê tá quebrando e amassando minhas compras". Funciona, mas é chato. Tentar falar isso com educação e jeitinho não adianta nada, podem acreditar.  Além de tudo, a lei de Murphy, infalível, garante que eu sempre entrarei na fila do caixa que está em treinamento, ou cuja bobina acaba de acabar e ele não sabe trocar, ou o cliente imediatamente à minha frente é um chato de botas de alpinista, que quer dividir as compras entre cartão de crédito, cartão do super, dinheiro e cheque, ou exige que tirem dois centavos de um produto que o concorrente estava vendendo por um centavo a menos, enfim, sempre tem alguma coisa pegando.

Por isso, ontem, ao sair do trabalho já com preguiça, na hora de passar no caixa eu tava quase chorando só de tentar adivinhar qual seria o imbróglio da vez. Entrei na primeira fila, bem vazia, e vi uma perua-bruxa que é minha vizinha de prédio, com tudo já empacotado mas ainda criando caso com o caixa, que ficava com aquela cara de ônibus enquanto os minutos iam passando. Resolvi me arriscar e saí olhando as filas nos outros. Aí vi um vazio, que a operadora acabava de abrir. Perguntei pra ter certeza, e quando ela miraculosamente disse que tava funcionando sim, comecei a colocar as compras na esteira. Quando levanto a cabeça, a menina tinha sumido e sido substituída por um rapazinho, com o fone, cotoveleiras e uniforme de patinador. “Tapa-buraco”, pensei, “isso vai ser uma merda”. Mas aí o garoto foi passando minhas compras na ordem certa, sem jogar nada, dando pausas aqui e ali pra esperar que eu ensacasse e tirasse produtos do caminho antes de passar mais, pousando os hortifruti com carinho de mãe viúva botando o filho único no berço, e ainda achou tempo pra dar atenção a uma colega que queria ajuda pra passar um cartão de crédito manualmente – e não, ele não disse “sei lá”, disse “olha, eu nunca fiz isso, mas será que não é assim ? Vê com fulaninha que ela sabe”, e também não parou meia hora de me atender pra fazer isso. Quando acabei de empacotar tudo e passei o cartão de débito, ele ainda brincou “Olha só, você ganhou um desconto de 97 centavos !”, sorrindo, mas logo corrigiu, cuidando da imagem da empresa, com um “deve ser por causa dessa promoção de + um centavo”. E deu boa-noite como se realmente quisesse que eu tivesse uma noite boa, olha só. Saí de lá totalmente encantada.

Ele não era um príncipe núbio, um deus de ébano, um supergato musculoso com 800 dentes superbrancos em cada arcada, era só um menino magrelo e comum, com um nome feinho e um sorriso bonito, uma aura zen e uma educação e consideração naturais, não forçadas por treinamento e dinâmica de grupo, do tipo que a gente não anda encontrando nem entre pessoas com quem trabalha e convive todo dia. Mas eu fiquei apaixonada por ele. E torço muito pra que, por mais que ele seja o melhor caixa do mundo, não fique nisso por muito tempo. Espero que consiga empregos muito melhores e bem-pagos que este, que sua delicadeza seja premiada e não motivo de chacota nem razão pra que se aproveitem dele, e que ele nunca perca esse jeito doce e tranqüilo.

Se eu não fosse casada com o melhor homem do mundo, e se o menino não tivesse 20 anos e trinta quilos a menos que eu (e, convenhamos, se estivesse minimamente interessado), teria ganho uma mulher sem fazer a menor força. Portanto, homens que tratam suas mulheres com casca e tudo, que acham que têm justificativas biológicas, históricas, psicológicas ou besteirológicas para tanto, cuidado. Pode ser que um dia elas tenham que ir ao supermercado e ele esteja lá, no caixa, gentil, atencioso, tranqüilo. Osmair na área.

Escrito por Cynthia às 09h03
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ATRASADINHAS DO OSCAR

Descoberto o maior segredo de Brokeback Mountain : o nome da autora do conto em que o filme se baseia, Annie E. Proulx, é pronunciado "pru" e não prau, praux, prolx, prol, proul, praul ou qualquer outra barbaridade daquelas que americano tanto gosta de fazer com nomes de ascendência estrangeira... (aposto que até o velho Albert deve ter encontrado quem o chamasse de Mr. Eensteen por lá...)

Tá bom, tá bom, a Nicole continua linda, o vestido era maravilhoso, o corpo incrível, mas ainda assim, nunca vou entender por que é que uma ruiva natural, de cabelos naturalmente cacheados, prefere virar uma loira de chapinha. E nem vou falar nada de sua testa estranhamente paralisada.

Muito esquisito aquele troço no decote da Sandra Bullock, mas adorei que o vestido de gala dela tivesse bolsos.

E por falar em loiras, que é que deu na mulherada melaninamente prejudicada pra só se vestir de bege ? Tirando a Uma, que pode, e ficou lindalinda mesmo assim, tivemos Naomi Watts parecendo que tinha perdido uma briga com um gato, Reeeeeeese Witherfork Leno (com aquele queixo, tem que ser no mínimo sobrinha do Jay) parecendo aquelas bonequinhas de biscuit que são vendidas em Shopping Channels pra velhinhas com muito tempo e dinheiro sobrando e... bom, e outras de que não me lembro agora. Vai ver as cores de verdade saíram de moda – pena que ninguém avisou a Michelle Williams -, e a julgar pela Keira, Jada, Felicity, Charlize, geisha whatshername e Hilary, peitos maiores que os do Jim Belushi também. Ou então elas ficaram com medo do Yithzak Mizrahi e deixaram o silicone em casa aquela noite. Falar nisso, alguém mais achou o Mizrahi a cara do De Niro ou fui só eu ?

Gostei do Jon Stewart, ri muito. E chata e implicante que sou, a frase dele que mais ameeei foi "For those of you keeping score, that's Martin Scorsese ZERO Oscars, 3-6 Mafia one.”

Pra que aqueles chatos na transmissão da TNT ? Mas foi divertido ver que REF certamente achou que seria filmado só em plano médio e foi de calça pega-frango. A loira que estava com ele, a julgar pelo penteado e a roupa, achou que só sua voz entraria, em off. 

Jamais perdoarei o Phillip Seymour Hoffman por não ter latido seu discurso de agradecimento. Promessas feitas em tempos de vacas magras têm que ser honradas. Até entendo que ele quisesse agradecer à mãe e a outras pessoas, mas pô, nem um "Woof" no final ?! Cadê o Jedediah Leland dele ? Tsc.

E por último, mas o mais importante : que Deus, a Rainha, George Clooney e todos os fantasmas de Hollywood abençoem a tecla SAP. 

 



Escrito por Cynthia às 07h48
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SÓ PORQUE A BELLY PEDIU.

"Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."

 

1-Não consigo dormir vendo TV, lendo ou ouvindo música. Nem mesmo música clássica. Preciso de silêncio, escuridão, temperatura amena e edredom macio. Se o maridón ronca, não durmo. Se ele vai dormir na sala pra não me acordar, sinto falta dele e não durmo também. Em compensação, quando tudo está do jeito que deve e quando eu posso, durmo dez, doze ou até quatorze horas seguidas, sem problema.

 

2-Eu rezo antes de dormir. Não acredito em quase nada, mas o hábito permanece e eu não faço a menor força pra me livrar dele. E acho fofo quando pessoas queridas me dizem “Vai com Deus” ou “Fica com Deus.”

 

3-Só coloco os cabides no armário todos virados pro mesmo lado; só guardo meias em bolinhas, com uma dentro da outra; sapatos em gavetas ou malas só com as solas pra dentro; louça suja na pia só com água e detergente dentro pra não grudar; só coloco o rolo de papel higiênico com o papel saindo por cima - e se alguém trocar fico fula da vida. Mas apesar de tudo isso, sou uma tremenda bagunceira.

 

4-Faço piada e palhaçada o tempo todo. Mesmo. Quando pareço séria e/ou carrancuda, não se engane, provavelmente por dentro estou rindo, de mim, de você, de alguém de quem me lembrei de repente ou de quem estiver por perto. Sempre há motivos.

 

5-Adoro listas. De supermercado, de coisas a fazer, de planos futuros, de livros que eu quero, CDs que eu desejo, DVDs que eu cobiço, perfumes que eu pretendo comprar. Na maioria das vezes, não sigo as listas, mas continuo fazendo.

 

6-Odeio obedecer. Seja quem for, seja no que for. Claaaaaaro que respeito leis de trânsito, de civilidade básica e boas maneiras, e tenho responsabilidade no trabalho, mas de resto, sou capaz de fazer o contrário do que realmente quero só pra contrariar quem pensa que pode mandar em mim. Eu sei, é patológico. E provavelmente é por isso que aqui tem seis itens em vez de cinco...

 

OBS. : Eu não vou mandar isso pra ninguém, porque tem muita gente que odeia corrente, mas vou deixar aqui em aberto, quem quiser que copie & cole e responda, aqui nos comentários ou no próprio blog. Mas eu adoraria saber as respostas da Solange, da Cam (além da mania do papel higiênico, porque eu sei que ela também tem essa neura, ops, mania, hohoho), do Edu, da e da Carol.

Escrito por Cynthia às 09h28
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BAIXOU UM TUTTY AQUI

E depois dizem que a medicina no Brasil não é das melhores do mundo : nosso presidente não só teve reimplantado com sucesso o dedo mindinho amputado há décadas como também aprendeu a tocar uma espécie de cavaquinho de dez cordas - que é pra mostrar que agora tá mais pluridigitado do que nunca - e ainda ganhou o Oscar de melhor trilha original por O Segredo do Mens... ops, de Brokeback Mountain. Essas coisas o povo não vê. Ô, raça !!



Escrito por Cynthia às 08h30
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