FECHEI EM ALTA EM N.Y. BOVESPA, TOKYO E NASDAQ...

É, tô me achando, sim. Mas não é pra menos. Não é todo dia que a gente ouve - e muito menos lê - uma coisa dessas, né ? E como se eu já não dissesse isso mais do que o suficiente, minha vida também seria vazia sem você. Eu também te amo muito, meu gatim.

 



Escrito por Cynthia às 09h10
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MASSA SEM MANOBRA

Meninos e meninas que gostam de cozinhar, vocês já fizeram purê de mandioca ? Não ? Então não façam ! É gostoso, sim, e num prato chamado "Escondidinho", com recheio de camarão ou de carne de sol desfiada, é delicioso. Mas pra fazer é in-fer-nal. Você cozinha a mandioca até ela ficar macia, macia. Aí você passa pelo espremedor de batata, e saem uns míseros três fiozinhos. A mandioca tão macia fica lá, grudada, prensada, mas no mais praticamente intacta, e se recusa a passar pelos furinhos, mesmo que você tire – e é claro que tem que tirar – o pavio central e uma ou outra linha mais grossa. Depois de uns quinze minutos disso, você apela e joga uns pedaços no liquidificador, e pra ajudar a máquina, junta um pouquinho de leite. Bate, bate, bate, e o liqüi sofre, bufa, geme, cheira a metal incandescente e depois de longos e torturantes minutos, consegue transformar em purê uma quantidadezinha tão ridícula que é óbvio que no combate entre os dois, a mandioca não vai nem suar pra botar seu pobre liqüizinho a nocaute. Você desiste. Ao tentar despejar a mistura numa vasilha maior, você vira o liquidificador todo de cabeça pra baixo e não cai nada. Nadinha. A massa está toda lá, invicta, grudada no fundo do copo e firmemente decidida a não sair de onde está, ela é uma massa dura e fria, uma fora-da-lei completa, que não respeita a lei da gravidade e cospe na lei do menor esforço. Aí você se lembra de quando, no jardim de infância, você precisava fazer aqueles "trabalhos" com cartolina e cola e sua prendada mãe, quando pega de surpresa sem um tubinho de cola Tenaz em casa, misturava um pouco de polvilho com água e esquentava até ficar transparente, e o troço colava mesmo. Voilà, mandioca tem cola. Na verdade, a julgar pelo meu purê, não tem só cola, não, tem cimento, concreto, pó de diamante, princípio ativo de superbonder, sei lá. Aliás, também não sei como os portugueses chegaram aqui e não encontraram os índios morando em sobradões com piscina, feitos com cimento de mandioca. Mas enfim. Depois que você resolve salvar a vida do seu liqüi, descobre o que teria sabido desde o começo, se não fosse tão amadora : que isso é um trabalho para seu superprocessador Molyneux, difícil de encontrar nos armários da casa, controlados pela máfia das domésticas da Famiglia Santos, chato de lavar e chiquitito, pero cumplidor, e claaaro que como toda última opção, naturalmente o bichinho dá conta de tudo, só que aos pouquinhos, e com a poderosa ajuda do maravilhoso pão-duro de silicone, sem o qual aquela gosma grudenta estaria até agora presa em todas as superfícies lisas da sua cozinha, pra não falar nas suas mãos, braços, cotovelos, e até nas sobrancelhas. Depois dessa luta toda, você ainda cozinha a massa mais um pouco com manteiga e temperos, faz o prato, enfeita, recheia, bota queijo ralado em cima, gratina e acha tudo lindo... só pra descobrir que ficou sem sal. E pensar que a macaxeira/aipim/mandioca - ninguém me convence de que a razão dessa bicha ter esses nomes todos não é pra gente não identificá-la de primeira e cair de novo no seu papo - é uma das principais bases do cardápio nordestino. É por isso que a maioria dos cozinheiros não-franceses dos grandes restaurantes do Brasil é formada por cearenses. É que quem consegue fazer purê de mandioca sem suar e sem um superprocessador elétrico consegue fazer qualquer coisa. Euclides da Cunha tava certo. 

 

P.S. – Depois de toda essa novela, de todo um fim de semana e só depois de escrever este longo e bobo texto, você se lembra de que há uns dois meses comprou um processador grande, e que o bicho está ainda na caixa, num armário aberto e perfeitamente visível e fácil de encontrar, na área de serviço, acima do saquinho de comida de gato e bem debaixo do seu nariz. Você se odeia. Você pensa em bater a cabeça na parede. E contrariando todo o seu bom senso, pensa em ir à forra do jeito mais estranho do mundo : fazendo o tal prato de novo, dessa vez do jeito certo. Bom, é claro que o “você” usado até aqui é retórico. Este você sou eu. E eu posso não ser uma forte, mas meu avô paterno era maranhense e eu não nego a raça : o descendente do sertanejo é antes de tudo um tremendo dum teimoso.


Escrito por Cynthia às 14h45
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QUEBRANDO O POW

Quem olha ali da porta só vê uma gordinha de quarenta anos, vestida como se tivesse 20 (NÃO, não de minissaia-miniblusa-minicalcinha-minipiercings all over the place, pelamor, e sim de jeans-camiseta-tênis all star–rabo de cavalo), mas de resto bem normal, aparentemente calma, ar levemente sonolento, trabalhando calmamente. Mal sabem eles que por trás dos meus oclinhos fervilham pensamentos violentos, uma vontade quase irresistível de enfiar o pé no monitor desse computador, quebrar o teclado como se fosse um graveto, levar a CPU para um prédio de 20 andares e jogar lá de cima, descer só pra pular em cima dos cacos enquanto os martelo com uma marreta, recolher tudo com uma pá, pintar de verde e jogar no mato, numa área virgem, de helicóptero, que é pra nunca mais nem um mísero circuitinho dele ser encontrado. Como eu ainda sou uma senhoura civilizada, vou telefonar MAIS UMA VEZ pro suporte técnico. Mas se eles não aparecerem de novo, hoje mesmo eu compro uma marreta e uma pá. E claro, um tubão de tinta spray, verde-floresta. Talvez até aproveite a viagem e faça uma festa parecida com os meninos que prestam (e prestam, é ?!) assistência aos computadores da agência. Quem é que vai desconfiar de uma calma senhoura civilizada de aspecto plácido e oclinhos de bibliotecária?



Escrito por Cynthia às 09h15
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COLD TURKEY

ou MINHA VIDA SEM ELE

 

O lançamento do livro aqui em Goiânia foi ótimo. Ótimo do ponto de vista afetivo, porque aqui, ao contrário de Porto Alegre, a imprensa não deu um pingo de moral pro lançamento, não mandaram nem um estagiário e nem publicaram sequer uma notinha, apesar de a editora ter mandado releases pra todos (os dois, ou melhor, um e meio) jornais daqui. Mas tudo bem. Provavelmente nessa efervescência cultural toda que é essa cidade, tinha tanta coisa acontecendo que não houve espaço pra falar do lançamento de um livro com conto de autor local. Mas os amigos apareceram, pessoas compraram, a gente conheceu o Milton e o Guga, reviu o Lúcio, o Beto e a Helen, enfim, foi muito bom.

 

A quem interessar possa, tem fotos do lançamento em Goiânia e São Paulo no blog do Milton, do Guga e da Olivia.

 

Ele disfarça e faz de conta que não, mas eu ouvi dizer que o Palocci disse que o Lula acha que o Zé Dirceu falou que está cada vez mais convencido de que a mãe do Biajoni é goiana. ;o)

 

Gatim viajou no sábado de manhã e imediatamente a Nina começou a ter ataques de carência, miando feito um filhotinho abandonado o tempo todo e pedindo cafuné dez vezes por minuto.

 

No sábado, depois de passar a manhã resolvendo a vida dele via internet – probleminha com a reserva do hotel, com a grana do táxi etc. – passei a tarde toda com uma amiga que eu adoro, falando mal de todo mundo (e bem de nós mesmas, claro). Eu tomando antibiótico pra esses dentes safados e ela tomando Skol, porque afinal de contas, todo sábado naquele apartamento alguém tem que beber, não importa quem seja.

 

A Nina passou o finde inteirinho surtada, ou dormindo em cima de roupas do gatim que ficaram jogadas no quarto de vestir ou andando atrás de mim, me dando beijinhos na canela com sua lingüinha de lixa e miando tanto e tão longamente que eu achei que a qualquer momento ela fosse começar a falar.

 

No sábado à noite, fui com minha irmã e uma amiga dela ao show do Zeca Baleiro, que eu adoro, e só me lembrei do gatim dezessete vezes.

 

No sábado de madrugada, depois do show, fomos ao Kabanas e eu comi um risoto caipira (com frango desfiado, lingüiça defumada, cubinhos de mussarela de búfala e PEQUI - viu, Lúcio ?) perfeito. A guariroba, um palmito amargo e horroroso que faz o maior sucesso por aqui e constava da receita eu pedi pra não colocarem, e o resultado foi tão bom que eu achei que ia morrer de supernutrição.

 

No domingo, eu, que pretendia ficar o dia inteiro em casa, fiquei o tempo todo na rua.  Acontece que gatim tinha que amanhecer em Brasília a trabalho, e o casal Songo & Monga não tinha reparado que o vôo de volta de São Paulo era direto, então tive que ir comprar outra passagem, GYN/BSB, pro mesmo dia. Já que estava mesmo no shopping, fui ficando, gastando com bobagem, e quando vi, já era hora de buscar meu amor no aeroporto. Não sem antes perceber, na Livraria Saraiva, que o DVD A Vida de Brian, que era superdifícil de achar e que eu comprei há cerca de duas semanas por 40 paus, agora estava em oferta por 20.

 

Busquei meu bem, passamos na mãe dele, fomos pra casa, ele tomou um banho e duas Bohemias e pronto, já era hora de ir embora de novo. Não, não deu tempo de nada. Só da Nina ficar mais surtada ainda e miar mais longamente do que já estava, provavelmente achando que agora ele ia mesmo embora pra sempre. Posso estar enganada, mas teve uma hora em que achei que ela tinha miado com melodia, pelo menos uns doze compassos de “Atrás da Porta”, do Chico Buarque.

 

Depois de dois dias indo dormir às 3 da manhã, pra não sentir a falta dele na cama, acordei às 7 na segundona, passei a manhã babando de sono no teclado, almocei sozinha e acabei o dia no supermercado, mas pelo menos ao chegar em casa ele já estava lá. Nem deu tempo da gente se agarrar comme il faut : tava passando da hora combinada, e fomos comemorar o aniversário da minha outra irmã num barzinho. Ao voltarmos, ele me abandonou na sala, aquele monstro sem coração, e foi pro computador ler os relatos dos outros celerados. Mas pelo menos tava em casa.

 

Hoje tudo deve voltar ao normal, o restinho de saudade acumulada deve se evaporar, a demanda reprimida por abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim deve se normalizar, e eu e a Nina podemos parar de miar o dia inteiro de saudades desse bobão. Ainda bem, porque já tinha gente me olhando esquisito na rua e aqui no trabalho. 



Escrito por Cynthia às 08h43
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...AND I LOVE HER.

Não, crioncinhas, não morri, não abandonei o boteco nem desisti de ser bobona, ops, blogueira, e pra ser sincera nem vou botar aqui um post de verdade agora também não, que eu matei serviço na sexta e tô ocupada pacaraio hoje. Depois eu volto e conto tudo, mas agora quero só mostrar, numa única frase dela, por que é que eu amoamoamo loucamente, de paixão incontida, incondicional e incomensurável uma mulher que eu só conheço de MSN e e-mail, cuja carinha só vejo em foto e com quem falei UMA vez, rapidinho, ao telefone :

"E que bom que não somos sérios, meu amor, nada mais chato, babaca e idiota do que gente séria. Deus nos mantenha afastados deles todos, os sérios metidos a sebo desse mundo." 

Quem mais poderia ser ? A Fal, claro. E ela nem falou isso pra mim não, mas eu me aproprio porque também concordo, porque abomino gente que se leva a sério demais e porque gosto muito, muito mesmo de ser meio infantil e meio palhaça... ah, e quem seguir o link e for , veja só que coisa mais munitinha o moço de camisa vermelha na foto dos autores do Blog de Papel. Não se surpreenda se você se pegar dizendo, com vozinha de canarinho de desenho animado, "Eu acho que vi um gatinho..."

Se você não foi lá, não faz mal. Ói eles aqui. Meus dois amores.



Escrito por Cynthia às 12h35
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DA BOSSA NOVA À TROPICÁLIA

Ou ESSA FADA É FODA

 

Às vezes eu acho que em vez de fada-madrinha, tenho é uma bruxa-madrinha, ou uma foda-madrinha, e que ela não dorme nunca, essa fada safada. Só assim pra explicar por que praticamente todas as vezes que já recebi alguma grana extra – um frila miraculosamente pago, um acerto de contas em caso de demissão, whatever – imediatamente pipoca uma despesa inesperada e inadiável de valor igual ou superior ao do dinheiro recebido. Não falha nunca. Eu até já estava acostumada, mas com a mais recente fiquei muito puta, porque foi uma sacanagem maior que o habitual : com a perspectiva de receber o resto do acerto do meu emprego anterior, pensei que talvez pudesse por uma vez contar com o ovo não-posto e ir ao lançamento do Blog de Papel em São Paulo, com meu gatim, pra conhecer (e abraçar muito) a Fal e o belo Alexandre, ver pela primeira vez ao vivo o Ina, a Giu, a Daniela, os Hippos, rever o nosso querido Pinto, enfim, fazer uma verdadeira “jornada afetiva”, e finalmente colocar vozes e expressões nos rostos que eu só conheço de fotos - ou nem assim. Pois foi só pintar essa vontade-quase-ação, e o que pensam vocês que a tal fada-podrinha fez ? Me arrumou dois – não, não um, mas DOIS – molares com raízes misteriosamente quebradas (digo “misteriosamente” porque, pelo que eu saiba, não tenho osteoporose nem o estranho hábito de mastigar brita, ou ossinhos, nem mesmo cartilagens de frango), e infeccionadas, que fatalmente vão levar a cirurgia, quase certamente a extração e obviamente, a implante$ dentário$. É claro que essa cirurgia vai ser amanhã, e não pode esperar nem mais um dia. Ingenuamente, ainda achei que pudesse viajar assim mesmo, mas meu dentista disse que não, e me aconselhou inclusive a não trabalhar na sexta e a passar o maior tempo possível deitada e com bolsa de gelo na área do maxilar. Delícia de programa, não ? Significa que provavelmente até mesmo no lançamento aqui em Goiânia eu vou ter que ir de cara inchada, sem poder beber nada alcoólico por causa dos antibióticos nem me agitar muito pra não disparar a sangrar e acabar bancando a party-pooper do meu lindo gatinho. Isso além da inevitável depressão por perder dois dos meus dentinhos que estão comigo há tanto tempo, e com os quais eu esperava ser enterrada ou cremada – ou “arrebatada”, né Rê ? Depois de já ter perdido uma vesícula biliar há uma década, e um útero, duas trompas e dois ovários há seis anos, agora mais essa. Às vezes eu me sinto igual ao leproso presidiário da piada, que o colega português denuncia por estar “fugindo da cadeia aos pouquinhos”... e nessas horas, por mais bobagem que ele diga, só posso rir da precisão cirúrgica (hohoho) do mano Caetano e cantar com ele : “...A gente ergue os olhos para o céu e diz, olhos nos olhos da escuridão ‘Eu não sou cachorro não’...”

 



Escrito por Cynthia às 09h05
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TOM JOBIM ESTAVA ERRADO

É isso mesmo, por mais fã que eu seja do Tom, ele estava errado ao colocar, na letra de Wave, que "é impossível ser feliz sozinho". Há cerca de duas horas, eu estava ali na sala, sozinha, comendo batata frita sem culpa (o bom de se estar mesmo já gordona é que não vai ser um saquinho de batata frita a mais ou a menos que vai fazer diferença), lendo um livro ótimo - emprestado pelo Artur e chamado, não por acaso, "It must've been something I ate", hohoho - e ouvindo Kenny Wayne destroçando uma guitarra de blues nos fones de ouvido, pra acabar logo com a bateria do meu brinquedinho novo e poder recarregá-la. Descalça, roupas confortáveis, espichada no sofá, céu finalmente cinza, um vento fresquinho delicioso entrou pela janela me despenteando e brincando de aviãozinho com papéis e fotos jogadas, e eu tive um daqueles insights tão raros e tão bons : "neste exato instante, eu estou completamente feliz". Claro que, enquanto isso, meu gatim também estava sozinho e perfeitamente feliz, no computador, escrevendo um post ótimo (pra variar) pro blog dele, debaixo do ventilador e com a Nina dormindo e ronronando num pufe logo ali ao lado, também ela sozinha em seu mundo felino e, aparentemente, também muito felizinha da sua vidinha. Não sei se isso invalida minha tese da felicidade solitária possível. Não sei se eu estaria igualmente feliz se não soubesse que minha pequena família estava a apenas alguns passos de distância, a menos de cinco segundos de um abraço apertado e um beijo de derreter diamante. Nem, pra ser honesta, quero muito saber. Mas acho sintomático que num sonho que tive esta noite, em que eu ia pro aeroporto, de táxi, saindo de uma cidade absolutamente linda, mágica, com requintes arquitetônicos e de luz que eu nem sabia que meu inconsciente era capaz de criar, eu pensava, olhando os prédios belíssimos - e uma loja quilométrica, cheia de tudo de que eu gosto, de objetos de design e livros a CDs e coisas de cozinha - ficando pequenos pelo vidro traseiro do carro, “Putz, poucas horas na cidade mais maravilhosa do planeta e eu já estou indo embora...” e logo em seguida, cheia até a tampa com a mais pura alegria : “...mas estou indo encontrar meu bem !!” Hm. Talvez o Tom estivesse certo, afinal. You won again, dead man.



Escrito por Cynthia às 20h07
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BE BOP A LOOLA, HE'S MY BABY

Livro excelente, com contos de autores/blogueiros de talento indiscutível. Lançamento dia 12 em Porto Alegre, dia 16 em Florianópolis, dia 17 em Curitiba, dia 18 aqui em Goiânia, dia 19 em São Paulo e dia 27 no Rio. Reserve já o seu ou vá ao lançamento na cidade mais próxima (ouviram, seus brasilienses relapsos ?) e tenha seu exemplar autografado pelos autores presentes. E mais eu não digo, pra não correr o risco de pagar mico bancando a coruja ridícula e dizendo que todos os contos são excelentes e os autores supertalentosos, mas o do meu surpreendente, cativante, inesquecível, inefável e inenarrável amor e semideus Gatim Maravilhoso de Moraes Alves é ainda mais, hohoho. (Encabulado como ele é, se isso não der divórcio por justa causa, não sei o que dá...)



Escrito por Cynthia às 08h40
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IS THERE ANYBODY OUT THERE ?

Tô sem tempo nem assunto sério, então vamos de bobagens curtinhas, só pra saber se tem mais gente levemente desconfigurada lendo isso aqui, além de mim :

Alguém mais chorou feito uma besta na cena do encontro entre o garotinho e o esqueleto em The Corpse Bride, e logo depois riu feito idiota com outro esqueleto - de bigodes - citando Rhett Butler pra viúva ?

Alguém mais viu o UOL anunciando que chineses podem criar frangos imunes à gripe aviária - e ilustrando com uma foto de gansos ?

Alguém mais ficou chocado não com o fato de uma fábrica americana ter inventado a "Boneca lésbica"* - não sei qual a diferença dela pra qualquer outra boneca, mas acho só pode ser o tamanho do pé, já que as Barbies e similares provavelmente calçariam 28, se tivessem 1,65 de altura -, mas sim de outra ter feito a boneca "religiosa", com cara de besta, roupa de songa e uma bíblia debaixo do braço ?

Alguém mais coloca Gino Paoli, Buddy Guy, Bezerra da Silva, Rolling Stones, Green Day, Harry Belafonte, Marilyn Manson, Ella Fitzgerald, Mozart, Lorenzo Jovanotti, Funk como Le Gusta, Eric Clapton, João Bosco, Cynix, Vivaldi e Piaf no MP3 e às vezes acha que tá tudo muito "igual" ?

Alguém mais viu a estréia do seriado Commander in Chief, da Sony, em que a Geena Davis faz a vice-presidente sem partido que assume o cargo quando o presidente republicano morre (menos um !) de repente ? Se viu, também achou que ela perdeu pelo menos 3 excelentes oportunidades de dar respostas muito boas pro FDP interpretado pelo Donald Sutherland ?

Alguém mais fica chateado quando colocam a mesa de um colega de frente pra sua, não por causa de nenhuma antipatia, mas porque isso provavelmente vai obrigá-lo a se segurar pra não chorar nem rir feito um doido na frente do computador a cada visita aos blogs queridos ?

Alguém sabe o segredo da força de vontade pra se perder no mínimo 30kg, mesmo sabendo que se conseguir, tuuuudo vai cair ? E se souber, sabe qual o exercício físico ideal pra quem odeia exercícios físicos de todo coração ? E já que estamos falando nisso, alguém aí sabe fazer milagre ?

*Achei aqui através daqui (Blog ótimo, leiam, leiam) e tô bege até agora.


Escrito por Cynthia às 08h58
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COZINHANDO COM SOBRAS

Pra honrar o nome de blog-diarinho desse meu cafofo, eu o uso mesmo como diário. Pra me lembrar de onde e como eu estava em determinada época, já que minha cabeça é um tango, onde sempre que a idade avança a memória recua. Por isso de vez em quando eu releio arquivos antigos e rio ou me irrito de novo com uma coisa ou outra, ao ver no que progredi e onde parei no tempo, ao descobrir erros de concordância tenebrosos que deixei passar e vocês tiveram a gentileza de não me apontar, enfim, esses umbiguismos típicos de quem tem blog-diarinho. Daí que tava relendo meus guardados e achei esta bobagem que escrevi há cerca de um ano – o link é do copy-paste, porque esse meu boteco aqui não tem permalink - , sobre um moleque muito chato, e fiquei pensando em como ele seria quando mais velho. Não adulto, que isso eu já sei muito bem, mas como, por exemplo, um pré-adolescente ! Daí pra tentar inventar uma situaçãozinha-chave que mostrasse um raio-x da pequena e azeda alma de Eugênio Augusto foi um pulo. O resultado tá logo aí embaixo, e modéstia às favas, acho que no quesito coerência na personalidade e ações da personagem, tô melhor que muito ficcionista regiamente pago pra escrever e entreter... so, without further ado, deixo com vocês... drumrolls...

CONTINUA ABAIXO



Escrito por Cynthia às 13h29
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EUGENINHO, SETE ANOS DEPOIS

 

Viu só ? A minha é muito maior do que a sua.

Vai sonhando,véi. A minha é muuuito maior. E mais bonita, também.

Tá louco, rapá ? Olha isso.

Tsc, metade disso é enchimento, que eu sei.

Pois todo mundo diz que você é que tem esse costume.

O quê ?

De só usar pra decoração e pra contar papo.

E tu usa tudo, né ?

Claro, palhação. Desde criancinha. Todo dia, várias vezes por dia, se você quer mesmo saber. Pergunta pra minha namorada.

Que namorada ? A menina nem sabe que tu existe...

Isso é o que você pensa. Ela já passou hoooras aqui, examinando o material todinho...

Cara, tu é mentiroso pacarai.

E você só tem pose.

Ah, é ? Vamos testar, então.

Que testar o que, ô mané.

Testar, oras. Vamos ver a de quem é maior, quem usa mesmo e quem tá só contando papo aqui. Vamo lá, você primeiro.

 

(A porta se abre bruscamente)

 

Eugeninho !!  Que coisa, meu filho, de novo ?!

Pô, mãe, por que cê não bate antes de entrar ? 

Porque eu tô na minha casa, porque tá na hora de você ir tomar banho pra ir pra escola e porque essa sua mania de  ficar comparando o tamanho da sua biblioteca com a dos seus coleguinhas já tá me irritando. E põe de volta esse Huysmans na estante que ele é primeira edição. E é do teu pai.



Escrito por Cynthia às 13h27
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VOCÊS MERECEM

Já que as editoras brasileiras não tomam vergonha na cara, a maravilhosa Fal vai publicar seu segundo livro ela mesma. Pra isso, ela precisa antes ter noção do número de interessados. Vejam o e-mail dela aí embaixo e encomendem os seus. Mesmo se não fosse ótimo - e eu sei que é, porque sim - seria muito barato. Quem gosta de ler precisa ter.



Escrito por Cynthia às 08h28
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A ROSE BY ANY OTHER NAME

É impressionante como o povo daqui da minha terra gosta de colocar nomes esquisitos em suas empresas. Na verdade, não são sempre esquisitos, tem também os inócuos. É como se fosse uma escolinha em que todas as meninas se chamam ou Maria ou têm nomes “diferentes” como Pannellah Dypresçaum, Ghownowrrheyah, Peddyporkkhu ou Khlystther. Os inócuos são quase todos compostos do nome da mercadoria principal seguido do supercriativo e original “& Cia.”, que pode ser – e é !! - aplicado logo depois de rigorosamente qualquer coisa, de Pão a Café, Pé (?!), Dança (...) ou as ainda mais incrivelmente inteligentes Patri & Cia, Not í Cia (ai) e Farma & Cia.. Os nomes esquisitos aparecem em toda a sua glória quando o povo resolve ser original mesmo e endoida. Exemplos ? Tem aos montes, mas os mais fáceis de lembrar são, por algum motivo, os de marcas de roupas. Pra começar, temos uma marca de camisetas chamada Eckzem, que não significa nada, mas soa bem parecido com eczema, o que deve fazer o maior sentido, afinal, existe algo mais desejável do que uma roupa com nome de doença de pele ? Ainda não comprei nenhuma porque tô esperando surgirem as calças Lepprah e as calcinhas Herpex pra usar junto. Tem também uma marca de jeans (acho eu) chamada Contra Censura, só que escrito com S no lugar do C. Mesmo. É um contra-senso tão grande que dá vontade de trazer de volta a censura, com dona Çolanje e sua tezoura, né não ? Há algum tempo, existia uma outra confecção de jeans com o simpático e agradável nome de Fuck You. Também nunca usei, esperando pelas blusas Blow Me e as bolsas Bite Me, que nunca apareceram, e parece que perdi o bonde : faz tempo que não vejo propaganda nem letreiro dela, então suponho que a empresa tenha seguido seu próprio conselho e... sifu. Tem uma outra cujo nome, escrito do jeito que está, não significa rigorosamente nada, mas cujos fonemas lidos à inglesa (e só pode ser isso que eles querem, com seus ff dobrados e ww, que não se usa em português) fazem com que soe como “awful” – horrível – ou “offal” – uma palavra de significado amplo, que abarca desde “tripas” até “cascos, couro e demais partes animais que não costumam ser comidas, mas sim transformadas em sabão ou jogadas fora”. Ooo, baby, that’s hot. Por falar em quenturas, tem também uma churrascaria chamada Gramado (nada de errado com isso) que quando resolveu abrir  mais uma casa num segundo ponto, por alguma razão – gripe, talvez ? – chamou-a de Grabado. Não sei se ainda existem, mas também me divertiam muito os comerciais de um motel chamado Getan (que ninguém me tira da cabeça que era uma tentativa de ser Je T’aime), e uma papelaria, Getth, que eu ainda acho que era pra ser Goethe. Aliás, a primeira agência onde eu trabalhei (aos 17 anos, no jurássico inferior), era conhecida por todo mundo, inclusive pela própria telefonista, como Urre Cane, mas eu sempre achei que se o nome era escrito igual ao apelido do lutador da música do Bob Dylan, deveria ser pronunciado também como o dele, Hurricane. Pode ser que nestes casos entre uma boa dose de caipirice, uma mistura de fascinação por outras línguas com total desconhecimento delas; pode ser puro mau-gosto mesmo, disfarçado ou não de “irreverência”. Mas o mais estranho é quando os nomes esquisitos são em português. Nas últimas semanas, tenho visto outdoors aos montes anunciando a inauguração de uma nova loja de calçados, que pela localização certamente será pretensiosa e cara, e tem um nome que ninguém precisa falar outro idioma pra entender perfeitamente, mas que por isso mesmo ainda é mais assustador : Moinho dos Pés.  Fiquei pensando onde o dono estava com a cabeça quando criou ou aprovou uma coisa dessas. Ou eles só vendem sapatos dois números menores que o pé do consumidor ou nós estamos mesmo tão atrasados que só agora a Santa Inquisição chegou por aqui, trazendo com ela a assustadora prática conhecida como borzeguim. Medo. Muito medo.



Escrito por Cynthia às 13h05
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