Hoje eu tô feliz : acabo de descobrir que eu posso até ser pobrinha, mas pelo menos a minha pele é chiquérrima. Não, nada de pensar em me esfolar pra fazer casaco de chynchila, peraí que eu explico : como eu ando a$$im meio indi$po$ta com os perfume$ france$e$ ultimamente, tô atacando de Natura, que é gostosinho e custa menos de um terço do meu francês querido mais modesto. Pois não é que a bicha (minha pele) reagiu bioquimicamente, aliás, alquimicamente ao meu perfuminho Ilimitada, transformando-o numa cópia perfeita do Amazone Eau de Fraîcheur, da Hermès ? Nunca foi tão barato ser fruitée, floral, boisée... et fraîche, trop fraîche...
Ninguém me tira da cabeça que se nenhum ser humano já viu nem fotografou um Chester/Fiesta vivo é porque o bicho ou é um monstro-de-Franguenstein medonho, resultado de experiências genéticas diabólicas, e só pode ser visto decapitado e depenado, do contrário transforma em pedra ou estátua de sal quem ousar olhá-lo nos olhos, ou é na verdade uma espécie ameaçada de extinção e protegida pelo IBAMA, cujo abate é crime hediondo e inafiançável. Tipo assim um urubu-rei.
Feriados são aqueles dias em que a gente se sente e se comporta como se fosse, se não exatamente rico, pelo menos como quem já nasceu com a vida ganha. Ainda que seja uma vidinha classe média, sem maiores luxos, pelo menos ela ainda dá direito a uns prazerezinhos até que bem agradáveis. Na verdade, a melhor descrição desses dias é de que a gente se comporta como se fosse adolescente com pais viajando : sem trabalhar, estudar nem pensar em fazer nada disso, dormindo até o sono acabar, namorando sem pensar em gravidez,comendo sem pensar em balança e cozinhando sem pensar em lavar louça. É a glória. O problema é que chega a segunda-feira e a realidade cai na cabeça da gente feito uma tonelada de tijolos. Aí é que a gente vê que o trabalho tá atrasado, o salário mais ainda, o despertador toca e é preciso se levantar, os sonhos eram só sonhos, não se pode passar o dia inteiro enroscado com seu amor no edredom, pelo menos dois dos quilos perdidos foram encontrados e estão firmemente estabelecidos na sua cintura, armados e perigosos, e sem a menor intenção de sair; que seu consumo de chocolate foi tão absurdo que se você se machucar deve sair Nescau em vez de sangue; que quem vai pagar a conta de luz, o aluguel, o condomínio, a empregada e o cazzo alado é você mesmo; que tem uma ave enorme assada na geladeira que você não tem vontade nem espaço interno pra comer, e que se por um lado seus pais não vão voltar da viagem e mandar você arrumar seu quarto, por outro também não vão te dar a mesada e te mandar pra escola atrasada, com um beijinho e a promessa de uma salada caprichada no almoço. Ai.
Ontem era pra ser dia de comemoração, ou de lamentação, não sei bem. Mas como eu venho há tempos bancando o Michael Stipe literal – perdendo tanto minha religião quanto a paciência pra ficar me lamentando, afinal, todo mundo sente dor –, acheimelhor só aproveitar o feriado. Verdade que de cinco em cinco minutos, mais ou menos, eu me lembrava de que ontem era o aniversário de 24 anos do Daniel, meu amigo-discípulo-filhotinho querido. Mas a toda hora eu fazia questão de esquecer de novo. Porque desde que o Daniel enfiou o carro numa parede a 140km/h, e morreu horas depois, no dia de natal, eu penso nele todo dia, eu me assusto todo dia, várias vezes por dia, ao ver garotos magrelos de óculos na rua, com a mochila pendurada num ombro só e com o boné ao contrário, que vistos de uma certa distância se parecem tanto com ele. Acho que o certo seria comemorar, pelo menos o fato de ele ter existido, ainda que por tão pouco tempo, por ter colorido minha vida e a de tanta gente com seu sorriso de anjinho tímido e sua cabeça encapetada e fervilhante, mas não consegui. Então passei o dia todo, na verdade, disfarçando a tristeza, tristeza não pelo barbudo morto há dois mil anos, mas pelo menininho imberbe morto há três meses, e disfarcei com tanto empenho que até achei que tinha conseguido não pensar muito nisso. Mas preciso admitir que se por fora eu cantava “Pelas tabelas”, o tempo todo, por dentro passei o dia inteiro com outra melodia na cabeça. Uma antiguinha, do James Taylor, que não fala em losing my religion nem em everybody hurts nem que ando com minha cabeça já pelas tabelas, mas que diz e repete, sem fim, “I’ve seen fire and I’ve seen rain / I’ve seen sunny days that I thought would never end/ I’ve seen lonely times when I could not find a friend / But I always thought that I’d see you again / I always thought that I would see you, baby / One more time again…”
Casquinha, bacalhau, camarão, comida, comida, comida... isso é hora* de ficar falando nessas coisas ?
Janaína diz:
hehehe... é demais! Pior seria se eu falasse às 9, quando o almoço ainda ia estar longe
Cynthia diz:
Mas aí eu ainda tava com o café da manhã em processamento
Janaína diz:
Cy, acho que a gente é muito parecida nisso também. Mesmo 9 da manhã, acabando de ter comido um pão gigante, tenho certeza de que a gente toparia uma casquinha
Cynthia diz:
Janaína diz:
hehehehe... avestruzes master
Cynthia diz:
Eu sou master, você ainda é baby.
Janaína diz:
porque cê ainda não me viu fazer miojo de café da manhã
Cynthia diz:
Eu já comi feijoada.
Janaína diz:
hehehehe... nossa, fria então deve ser o máximo
Cynthia diz:
Fria ??!! ** OK, você é Master.
*Eram 11:45 A.M.
**Na verdade, aqui era um emoticon de salamaleque e adoração, no estilo "I'm not worthy of being in your presence", mas no Uol blog não tem.
Hoje eu tô ainda mais impossível de nojenta do que o habitual. É que descobri que existe, sim, uma música com meu nome. Sempre me senti uma pobre coitada, deserdada e excluída, com esse nome sem jeito e sem rima, que só proporcionava brincadeiras idiotas (com guarânia, of all things) : “Cynthia, teus cabelos, nos ombros caídos”, o que além de ofender meus ouvidos ainda fazia eu me sentir vagamente corcunda... enquanto todas as outras meninas tinham quem fizesse versos – de todos os tipos e qualidades - com seus Alices, Amélias, Análias, Ângelas, Angélicas, Bárbaras, Beatrizes, Beths, Camilas, Carolinas, Cecílias, Claras, Clarices, Dianas, Dinorás, Donnas, Doras, Gabrielas, Helenas, Iolandas, Iracemas, Irenes, Isabéis, Ivies, Janaínas, Januárias, Joanas, Julias, Lígias, Lolas, Lucianas, Luísas, Madalenas, Marinas, Michelles, Mônicas, Nancys, Renatas, Ritas, Rosas, Sílvias, Sônias, Susies, Terezas, sem falar nas inúmeras Anas e nas intermináveis Marias, eu ficava toda dodoizinha sem ter nem uma musiquinha pra chamar de minha. Nem o vagabundo do John Lennon se dignou a escrever uma pra sua própria e pobre Cynthia - depois trocada pela japagirl –, mas pelo menos também não fez nenhuma chamada Yoko, que eu saiba... em português até que dava, né ? “Yoko, cê tá me deixando louco /não agüento esse sufoco / cê me destrói e ainda achapouco / já tô ficando rouco, de tanto gritar...” hohoho. Achei até que teria que dividir “Woman” com o resto do mundo fêmeo sem música própria. Só que ontem, já pertinho de completar 40, descobri que não só a MINHA música existe como também é de um cara que não conheço muito, mas de quem, de modo geral, eu gosto, e com letra de um poeta elizabetano, tão bouas, fofas ?! O nome é Ode to Cynthia(sim, queridos, aquela Deeeeusa, também conhecida como Artêmis ou Diana) ou Hymn to Diana, o músico é o Mike Oldfield, a letra é de Ben Jonson(o poeta/dramaturgo inglês do século XVII, não o corredor jamaicano/canadense que ganhou uma medalha olímpica dopado, no século passado. Do mala, além de tudo, o nome tinha H, tá ?) e o poema é parte de uma peça, que, dizem, ensaiava inclusive uma massagenzinha básica no ego da Rainha Elizabeth, a Virgem (ha !!) que costumava ser comparada à deusa grega, mas faiô, porque no resto da peça o rapaz não conseguiu segurar a ironia contra os cortesãos que poderiam favorecê-lo. Sounds familiar. Enfim, a musga existe, claro que meu ego tá nas alturas, mas como o sampler da Amazon falhou no meu windows mediaplayer, eu sou 100% analfabyte e nem sei como achar MP3 grátis na web – e também morro de medo de pegar vírus e ter que formatar minha máquina pela 3a vez em 4 meses- , se alguma alma caridosa tiver e quiser me enviar o arquivo em MP3 eu agradeço muitíssimo. É que o CD custa uns 60 paus, fora o frete, e, com meu nome ou não, eu não vou gastar essa grana pra depois descobrir que achei a música chata, né não ?
Quando a gente tá sem ânimo e sem assunto, a melhor coisa é fazer listas. Eis a minha lista de cenas e memórias que me transformam num estranho híbrido de manteiga derretida com tamanduá afetuoso, aquelas que provavelmente vão passar no videoclip da hora em que eu morrer :
A Nina soluçando
Meu lindo pedindo desculpas, com sobrancelhas de Cebolinha
Meu pai rindo alto de desenhos animados
Minha mãe fazendo a comida preferida da gente em vez de pedir desculpas (ela prefere morrer dura e seca que dizer que errou, mas cozinha maravilhosamente...)
Minha irmã dentista chorando de dó de mim ao aplicar a 12a anestesia que não pegava
Os cartões de aniversário que a minha outra irmã escreve
Meu pai cantando “I can’t stop loving you” e fazendo os falsetes do Ray Charles
Meu bisavô xingando/rezando (“mas que desgraça de trem fedaputa, minha nossa senhora !!”)
Minha bisavó falando que tinha ata madura no quintal
Meu avô ficando escarlate brilhante toda vez que ria
Minha avó subindo numa árvore pra pegar manga, quando já tinha mais de 70
Meu outro avô fazendo cara de bravo
Os óculos de gatinho da minha outra avó, de quem não me lembro
Meu lindo me carregando no colo pra passar por cima da enxurrada
Meu sobrinho aos cinco anos, dizendo pra mim que achava que eu tava errada, que eu até que seria uma boa mãe, sim
Tati aos dois aninhos, com uns 80 cm de altura, se sentindo 100% protegida quando estava de mãos dadas com o irmãozão de 95 cm
Iuri aos 11 meses, subindo nas costas do sofá e falando o tempo todo “cê cai, cê cai...”
Ivan na fase “perguntas de família” : “e se eu fosse seu irmão, você ainda era minha tia ?”
Todos os meus sobrinhos de fraldinhas, todos me chamando de Sá Tíntia
Sonara e Romeo indo pra minha casa à noite com uma garrafa de uísque pra me consolar por ter sido demitida
A dedicatória que o Henrique escreveu num livro pra mim
Jananinha com o narizinho ficando vermelho igual ao do Rudolph, tentando não chorar
O abraço da Aunersa
A cara do Artur ficando emocionado e tentando disfarçar
O Toffee
Serginho entrando no MSN só pra dizer bom-dia e me chamar de “minha torta de chocolate, meu sorvetinho Häagen Dazs, meu cappuccino com chantilly”
Cam dando uma força por e-mail
Pinto mandando um livro pra mim e conversando abobrinhas por msn
Neném abraçando a Nina como se ela fosse um bebê
Leonardo colocando o pessoal pra tocar chorinho no celular pra eu ouvir
As cartas do Danielzinho
O Júnior me adotando como tia
O Chico comparando o tamanho da cicatriz da cirurgia dele com a minha
A Nelma se fazendo de surda quando a gente pergunta por que é que ela tá chorando
A Camila fazendo o Michael ficar de pé pra ganhar pepino
Elissa e João Paulo seriíssimos, jogando xadrez
O cartão de Natal (de papel, com selo, vindo pelo correio) da Fal
Os beijinhos com língua de lixa da Nina
Eu, Luíza e Régis secando uma garrafa de Johnnie Walker no dia em que eu terminei o namoro infernal de 12 anos
Meu lindo levando uma hora de cerca-lourenço pra me propor casamento
O sorriso do meu pai quando o Nelson falou pra ele que a gente ia se casar mesmo, não só morar junto
A risada da Tia Alice
Os abraços do tio Alair
A salada de frutas com Crush que meu avô fazia
Meu cachorrinho de olho azul, que morreu filhotinho
A Panda ficando minha amiga de infância
O Dario ficando amigo de infância do Nelson – detalhe : Dario com três anos, Nelson com 39
Danielzinho tirando músicas no violão pra mim
Minha mãe de bom humor
Minha família materna toda reunida, com crachás pra gente saber quem era quem que era filho de quem e neto de quem
Gatinho de cabelo recém-cortado
Jananinha me visitando no hospital
Pedrinho dizendo que é meu fã e do Magrello (Nelson, depois de perder uns 16 kg)
O Comandante Nelson, que um dia seria meu sogro, fazendo acrobacias com o monomotor em cima do rio Araguaia, e fazendo meu estômago dar loops completos
Gatinho repetindo o prato QUE EU FIZ, pela 4a vez
Christiana fazendo meu mapa astral
Maria Helena, Christiana e Fal elogiando meus contos
Romeo me levando uma rosa no dia da Mulher do ano passado
Gatinho me abraçando quando eu estava operada, com muita dor, e dizendo “vai passar, vai passar”
Nina enfiando a cabeça na minha mão pra ganhar carinho
Danielzinho ficando vermelho com elogios
A enfermeira que segurou minha mão antes da cirurgia, quando eu sussurrei “Tô com medo”
A primeira vez que eu peguei o Marco no colo
Ver a Luíza saindo da cesariana de emergência, branca feito cera
Ver meu tio-que-nunca-chora chorando, ao ver a filha e a neta salvas da eclampsia
A família inteira de nariz vermelho nas bodas de ouro da minha avó
Ter 3 aumentos espontâneos no primeiro ano de emprego
Meu primeiro Profissionais do Ano
O Hugo me dizendo que achava que eu tinha muito futuro na profissão
Falar ao telefone com minha melhor amiga do pré-primário, 30 anos depois
A Tati de lacinho na cabeça quase careca e vestido de bolinhas
Meu gatinho e minha gata em todos, todos, todos os momentos
Ter tanta coisa boa, tanta gente querida e tanto momento perfeito pra lembrar que não cabe em um blog inteiro, quanto mais num post.
Não basta ter salário (muito, muito, mas muito mesmo) atrasado, vírus fodido obrigando sua máquina a ser formatada levando todos os seus textos, inclusive pessoais. Não basta o vídeo do computador de casa fazer gracinhas o tempo todo... até alguém que entende dessa droga aparecer pra dar uma olhada, quando então ele passa a se comportar como o mais perfeito e bonzinho monitor de todos os tempos. Não basta que tudo que você diga, pense ou faça seja mal-interpretado e pior respondido. Não, é preciso que o MSN se recuse a entrar, quando finalmente entra caia a toda hora e que, além de tudo, o monitor do trabalho também tenha um ataque e coloque uma tarja preta vertical que ocupa um quarto da tela e não desapareça de jeito nenhum. Que você tenha um prazo apertado pra entregar uma campanha enorme e não consiga ver direito o que tá escrevendo. Que os pêlos da sua gata-filha comecem a te dar alergias terríveis a ponto de você quase arrancar seus olhos de tanto coçar. Vou te contar, viu. Se eu não fosse tão branca e incapaz de tocar qualquer instrumento fora esse teclado de computador miserável, vocês podiam começar a me chamar de Ray.
Tenho que dizer algo pra moça que nasceu just before me
But how do you greet someone de quem você roubou o trono de caçula ?
How do you say you care when you spent your whole teens deixando ela fula ?
How to explain que é só bem-querer toda essa sinceridade
When sweet words, hugs and kisses não são bem a sua especialidade ?
Não adianta eu dizer que the book is on the table
Até porque de achar rima pra isso eu não sou able
Mas como não dizer nada pra birthday girl, the superyoung future granny
É pior que dizer algo que faça ela want to kick my fanny
I’ll say it like this, na base da piada
A kind of joke that isn’t exactly engraçada
With a giant feeling e inspiração anã
That I’m so happy por você ser minha irmã
Vou dizer só que I love you, sister,
Que sem você a vida ia ser too sinister
Que muita sorte têm os seus kids and students
Que falar mal de você perto de mim ain’t** prudent
Please forgive me for all the times eu te falei pra ir tomar no ***
And I’ll forget all the times that you também não pegou leve
Acredite quando eu digo that I love you
E que you can count on me, sis, forever.
*Eu sei que o cabelo dessa teacher aí tá parecendo mais com o meu que com o seu, mas faz de conta que no dia do seu aniversário você fez chapinha, hohoho
**Eu SEI que tá errado e é horrível, but it's a metrics thang, ya know.
Bem depois do resto do mundo, só ontem assistimos ao “Aviador”, aquele filme com o Mr. Bündchen, que aliás, não é mau ator, mas... até o Gatim, que é louco, alucinado e über fã do Scorsese, não ficou muito impressionado não. Quanto a mim, só posso copiar descaradamente a idéia do Zeno e fazer minhas próprias resenhas em poucas palavras :
Eita diazinho pra ter anúncio ruim, insosso, idiota e/ou inócuo no jornal, minha Nossa Senhorinha da Perpétua TPM. Antes de falar em dia internacional da mulher, parabéns e blábláblá, acho que todo mundo devia se fazer – e principalmente, se responder - três perguntinhas : por que é que qualquer homem no mundo, mesmo que seja pobre, feio, mal-ajambrado, doente, burro, analfabeto, negro, judeu, homossexual e quantos aspectos de minorias perseguidas mais se puder acumular numa só pessoa, sempre se acha melhor do que qualquer mulher, ainda que ela seja rica, bonita, elegante, saudável, inteligente, culta, caucasiana, hetero-porém-honesta (hohoho) e o que mais se puder acumular de características vistas como “qualidades” numa pessoa ? Só porque ele é homem e ela é mulher ? E principalmente : será que atulhar a mídia de anunciozinhos paternalistas e cor-de-rosinha falando em doçura e força, emoção e razão, espaços conquistados, maternidade sublime, flores e borboletinhas vai alterar isso ?!
Obrigada, Leozinho querido !! Mais gostoso que ganhar presente sem data especial, que o presente ser um livro, que o livro ter a ver com gatos, que ser lembrada por um amigo e que receber um pacote pelo correio, só acontecer tudo isso junto de uma vez só. You've made my day. Vou cantar "whiskers on kittens" e "brown paper packages - white, actually - tied up with string" o resto da semana. Smooches !
Aviso prévio : a trilha ideal para acompanhar este post está aqui, indicada por alguém sob pseudônimo no blog do Zeno, Pinto & Cia. Não deixe de ver. A animação é fofíssima, a música é ótima e a letra é hilária. Mas vamos ao post :
Há 20 anos, choquei minha irmã mais velha – a que se casou virgem aos 25, é bom lembrar – ao comentar, distraída, que um certo sabonete tinha cheiro de motel. Semana passada, pirei o cabeção (hohoho) da minha massagista ao comentar, sei lá por que, que só tinha tido dois namorados do modelo cama-e-mesa na vida, um deles o meu marido. A baiana ficou beishta (I wonder if two is the new zero...). Já que aparentemente meu destino é deixar as pessoas perplexas com minha vida sexual, espero poder horrorizar meus sobrinhos-bisnetos quando, depois dos 70, apaixonada e casada com o mesmo marido, ainda puder cantar, sem mentir, a música do Chico que diz “Eu faço samba e amor até mais tarde, e tenho muito sono de manhã...”
Peguei esse texto no Smart e adorei. Como o próprio nome do site indica, é lenda urbana, ou seja, um daqueles textos provavelmente escritos por ilustres desconhecidos e atribuídos a alguém de renome para atrair leitores. Mas ainda que o autor não seja meu deus, é divertidíssimo e vale não só a leitura como também, a meu ver, a imediata implantação nos EUA de todas as leis que ele anuncia – com exceção da inversão da mão de direção, porque aí também já é castigo demais. Quanto ao número de americanos que desconhece a existência de outros países fora de suas fronteiras, não sei como se chegou a ele, mas também me parece bastante plausível. Pra não dizerem que é implicância minha, uma das muitas pérolas que pesquei neste domingo, passado tentando reduzir meus neurônios e ampliar minha pança à base de muita pizza e hoooooooooras de Countdown From the Red Carpet no E! Entertainment Television (acho que consegui, porque já passei perto de usar a expressão “ninguém merece” duas vezes e "awesome" uma desde então) foi quando uma das apresentadoras, ao saber o número de países e telespectadores para os quais a festa do Oscar seria transmitida, disse admirada, e pior, a sério : “Uau, isso é mais visto do que o Super Bowl !!”