MEUS VOTOS (NÃO TÃO) SECRETOS

Meu pai tem um nome esquisito, único (que eu saiba) e aparentemente bem difícil de entender, a se julgar pelo número de correspondências endereçadas a nomes ridículos que chega pra ele. Mas pra mim, que nunca tive outro pai, e não nego minha Electricidade, o nome dele é curto e normalzinho, bem fácil de falar e escrever. Por isso eu gosto especialmente de desejar feliz ano novo em ingreis: quando digo “... and a Happy New Year”, pro meu ouvido infantil isso soa sempre como se eu estivesse desejando felicidades também pro meu pai (Nuir, isso mesmo, N-U-I-R). Então, meus queridos, pra vocês todos, os que vêm sempre aqui, os que vêm pouco, ou quase nunca, os que comentam, os que ficam caladinhos, os que eu amo de paixão - vocês sabem quem são - e praqueles a quem ainda não conheço direito, eu desejo um ano novo especial, cheio de coisas boas, com aqueles momentos ruins inevitáveis bem raros mesmo, só o suficiente pra que vocês saibam apreciar melhor as horas maravilhosas, quando vierem. Que vocês sejam muito felizes, bem-humorados, vitoriosos, que encontrem ou mantenham o amor, a saúde, o prazer, as amizades, os desafios e tudo o mais que vale a pena; que tenham um réveillon memorável – no bom sentido - , e como não poderia deixar de ser, que tenham ... a Happy New Year !! (and a very happy Heloísa, Valéria, Régio, Iuri, Ivan, Mércia, Marco, Tati, Lucas, Toffee, Ramona, Naty, Suzy, PC, João Paulo, Toy, Nelma, Elissa, Piggy, Xuxa, Paulo, Camila, Marcela, Michael, Tigrão, Jana, Henrique, Sonara, Romeo, Brisa, Pitu, Maria, Risquinha, Melô, Chicão, Serginho, Aunersa, Artur, Leandro, Otávio, Leonardo, Lucrécia, Pretinha e até Petrucchio, Leo Preto, Scooby, Dulana, Cynthia, Nelson, Neném, Nina e os outros 300 e tantos membros bípedes e implumes ou quadrúpedes e peludinhos - ou vice-versa - da minha família, de sangue ou de coração, que felizmente aumenta* mais a cada dia.)

 

* Ainda que o Comandante, o Chico, o Danielzinho, meus três avós, os bisavós, a madrinha, as tias Alice e Maria, o tio Alair e tantos outros tenham ido embora, alguns tão antes da hora, pra mim eles vivem, pelo menos enquanto a gente viver e se lembrar deles. E isso acontece todo dia.

Escrito por Cynthia às 16h00
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SEEKING MY RELIGION

or IF YOU BELIEVE THERE’S NOTHING UP HIS SLEEVE,

THEN NOTHING IS COOL

 

Ontem, quando eu passei na loja a caminho de casa pra dar uma facadinha no caixa eletrônico, apareceu um arco-íris lindo bem na minha frente. E enquanto eu esperava a geringonça me cuspir uns trocados, vi um movimento acima da seção de vinhos que me deu uma rápida apavorada : “será que é rato ?”. Mas era um passarinho, um comuníssimo pardal, saltitando entre a sanca e o forro de madeira do teto, muito tranqüilo, todo contentinho, bem diferente do que se esperaria de um bichinho selvagem que de repente se visse preso dentro de uma construção fechada. Ah, que vontade de acreditar que isso significa alguma coisa... quase perguntei pro vigia da porta “moço, aqui vende pensamento mágico ? eu perdi o meu, e agora tô precisando dele de volta... ”

 



Escrito por Cynthia às 13h06
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SÓ AS MÃES SÃO FELIZES

Só as mães são sempre desculpadas. Só as mães podem desmaiar na fila dos correios. Só as mães podem chorar sobre o arroz refogado, deixar cair lágrimas na panela de feijão e tentar enxugar o leite derramado chorando sobre ele. Só as mães podem desatar a chorar no meio do trânsito, perder o sinal verde, atrasar todo mundo. Só as mães podem faltar ao trabalho, ou chegar atrasadas, ou sair mais cedo, e se alguém questionar, responder “meu filho, sabe ? ele...” e cair no choro de novo. Nada mais será dito, nada mais perguntado. Só as mães podem andar por entre as pessoas com o olhar perdido, os passos incertos e o coração de fora, em chamas, feito aqueles sacré coeur de Marie de péssimo gosto de que os católicos tanto gostam. Só as mães podem ficar histéricas, e cair de joelhos, e gritar pra deus, pro acaso, pra puta que pariu, que isso não é justo. Só as mães podem passar dias e semanas e anos com os olhos vazando sem parecerem malucas. Só as mães podem descer todos os álbuns, cartas, cartões, desenhos de todos os armários e ficar revolvendo a faca no coração até não sobrar mais nem um cantinho pra remexer – mas sempre sobra. Só as mães podem incomodar parentes, amigos e vizinhos contando os prodígios do seu geniozinho, vezes sem conta, que ele tem ouvido absoluto, que ele desenha heróis de gibi à mão livre que até parecem impressos, que ele só tem quinze anos e já é estagiário numa agência, que ele só tem dezoito e já é publicitário e dos bons, que ele só tem vinte e já ganha salário de adulto, que ele só tem vinte e três e isso não pode ser verdade. Só as mães podem lembrar como era a carinha dele aos cinco aninhos, sentadinho no trono, perninhas balançando, e lendo, lendo perdidamente... Só as mães podem fazer chantagem emocional com seus rebentos com a mínima chance de ser bem-sucedidas, vai embora dessa terra, sai fora dessa agência, termina esse namoro, não deixa esses caras comprarem sua alma, você merece mais, você é capaz de muito mais. Só as mães podem fazer papel ridículo, só as mães podem dizer a todo mundo que isso dói, que a dor não passa, que não pára, que tá errado, que a ordem não é essa, a cronologia se enganou, que não tava na hora, não tava na hora, não tava na hora. Só as mães podem citar Poe, Shakespeare e Elton John numa mesma frase sem serem criticadas e cobradas por isso. Eu não tenho esse direito. Mas como você foi a única pessoa que me fez pensar que ter filho podia ser uma coisa boa - desde que o filho fosse você - eu vou tomar a liberdade. Ainda que a gente não se visse há algum tempo, e ainda que a gente nunca mais se veja, never more, eu vou pensar nisso como um até logo, vou olhar pro nada e te dizer Good Night, sweet prince, e vou passar os dias cantarolando bem baixinho que Daniel, you’re a star in the face of the sky. Vou me lembrar de você pra sempre, vou ter saudades pra sempre, e já que não sou sua mãe, e já que você só sabia lidar com manifestações de amor, de carinho e de saudades, suas ou dos outros, por escrito, prometo que vou chorar escondidinho, sempre que pensar em você. Sempre.



Escrito por Cynthia às 07h32
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PORQUE EU TAMBÉM SOU MULHERZINHA :

 WE WISH YOU A MERRY CHRISTMAS...

 ...TO EACH AND EVERY ONE OF YOU !!



Escrito por Cynthia às 14h28
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MEOOOOOOOOOOOOOWWWWWWWWWR

CDs, DVDs, old rockstars with new looks

Happy new year cards and great second-hand books

These cardboard packages the mailman brings

They are a few of my favorite things…

 

Tô feliz da vida : alguns dos livros que eu comprei no sebo chegaram. Entre eles, aquele, que eu procurava há tanto tempo. Bom, todo mundo diz que Welcome To The Monkey House é um livro “menor” do Vonnegut. Mas como eu adoro contos, sou uma mulher fiel e amei esse livrinho à primeira lida, 20 anos atrás, ando atrás dele desde então. Não mantive o exemplar que li porque não era meu, e eu sou o tipo da pessoa que rarissimamente empresta, e que SEMPRE devolve livros emprestados, não importa de quem.  Então esse paperbackzinho velho, amarelado, de papel jornal, meio maltratado, é “o” presente de Natal que eu dei pra mim – mesmo sabendo que se a grana der, ainda compro outros. Tudo isso e mais a corruptela imperdoável da música “My favourite things” aí em cima é só pra tentar explicar a enorme paixão que eu tenho por quase tudo que é anterior a mim. Será que eu é que nasci numa época muito da sem graça mesmo ou as músicas, a literatura, as roupas, a arte e até os grafismos de 1940, 50, 60 eram realmente mais interessantes ?

 

*       *         *

 

Os homens todos dizem, e eu concordo : tem coisa mais broxante que meia-calça ? Tem coisa mais interessante que meias sete-oitavos com cinta-liga ? Espartilhos ? Ou as fishnets, preferidas por duas em cada duas blogueiras maravilhosas ? Apesar disso, eu devo ter alma de bicha (pelo menos das estereotipadas), porque sou fã de musical. Do Mágico de Oz, Noviça Rebelde e My Fair Lady até Moulin Rouge, passando por West Side Story e todas as bobagens do Andrew Lloyd Webber, falou que é musical eu já gostei antes de ver. Eu adoro Lupicínio, amo Noel Rosa, sou tarada pelo Chico e até as bandas de rock de que eu verdadeiramente gosto todas já faziam sucesso quando eu nasci. Mesmo as novas que me agradam não chegam ao ponto de entrar no meu hit-parade particular, aquele que eu canto quando não há testemunhas, dentro do carro com os vidros fechados, no chuveiro com três portas separando meus ganidos do resto da humanidade, ou pelo menos quando todo mundo em volta tá tão bêbado ou chapado quanto eu – de preferência mais.

 

*       *         *

 

Daí que quando eu estou sozinha em casa eu soooooooolto a voz e a franga, até porque quando a gente não sabe cantar, controlar a respiração e sei lá mais o que, cantar with feeling dá barato. Não sei se é hiperventilação ou se é o contrário : deve ser mesmo falta de oxigênio no cérebro, porque é gostosinho e spirit-rising que nem lança-perfume. Neste sábado, por exemplo, to lá eu em casa, fazendo hora no computador porque a massagista diz que é bom deixar os óleos, cremes, fumaças e whatevers que ela passa nas minhas costas “agirem” por uma hora antes do banho, então eu obedeço. Gatim na casa da mãe dele, casa vazia, eu à toa, danei a cantar. Naquela base, “Misty”, “Dream a little dream of me”, “All of you” e por aí vai. A Nina na dela. Pensei que pelo menos não devia estar tão monstruoso assim, porque quando eu assovio o tema da Pantera Cor-de-Rosa ela vem de onde estiver e só falta entrar na minha boca pra eu parar com essa tortura horrível contra seus delicados ouvidos. Até que eu comecei a entoar “Miss Celie’s Blues”, que eu adoro e que me toca especialmente, afinal eu tenho duas “sistahs” de verdade e pelo menos mais duas que adotei na idade adulta, então tô lá eu soltando a voz, me sentindo uma negona poderosa, quando a Nina vem pra perto de mim e começa a miar. Miar não descreve os sons que a menininha fazia : ela chorava, ela gemia, ela se lamentava, ela só faltava soluçar. Eu parava de cantar, o miado parava. Olhei se ela tinha água, comida, fiz cafuné, tudo certo, mas era só eu retomar o “So let me tell you something sister, remember your name...” e a bichinha voltava a uivar. De cabeça leve, animadinha com meus neurônios morituri me saudando, mudei o repertório e ela ficou tranqüila de novo. Mais tarde, o gatinho já de volta, recomecei a murmurar beeem baixinho a música e... miaaaaaaau outra vez. De modo que calei minha boca, mas não antes de pensar “Puta merda, ou eu canto muito mal, ou eu canto muito bem.” Acho que prefiro acreditar na segunda opção. Sweet dreams are made of this...

Escrito por Cynthia às 15h12
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SEM PALAVRAS

Eu e ele temos muito em comum. As feições. O temperamento. O jeitão metido a mau, mas com recheio de manteiga derretida. O estopim curto, sempre pronto pra explodir, mas que não resiste a uma piada bem encaixada, à simpatia espontânea, à sinceridade bem-intencionada e que tantas vezes acaba se apagando como se acendeu, à toa. Também somos parecidos na economia das nossas demonstrações físicas de afeto, a não ser com as caras-metades, crianças pequenas e bichos. Deve ser por isso que eu não soube o que dizer ao meu pai, quando sua irmã mais velha morreu no começo da semana passada. Não só por ela ser a última dos meus tios preferidos do lado paterno - os outros dois de quem eu mais gostava também já morreram, cedo demais – , não só por ser tão perto do Natal, datinha já naturalmente nostálgica e deprê. Foi mais por ver que o meu herói também não estava sabendo como enfrentar isso: sua família original cada vez menorzinha, a mãe já há tanto tempo que eu nem me lembro dela, o pai há quase trinta anos, a irmã mais divertida há menos de dez, o irmão caçula há uns cinco, e agora a mais velha, a mais calma, assim, da noite pro dia... eu sei por que ele está tão perdido : é a realidade gritante, que a gente sempre consegue evitar ouvir, se fazendo mais e mais clara. Dizendo que contra a morte não adianta fazer cara feia. Contra a saudade não adianta ameaçar com tiros, facadas e sanções variadas. Contra o tempo que vai tornando as próximas faltas cada dia mais próximas, sem se importar com a idade ou a saúde das pessoas que, sem mais aquela, de repente virarão só mais um retrato dolorido na parede. Então eu não disse nada. Conversei com minha irmã, provoquei minha mãe, brinquei com meus sobrinhos, fiz palhaçadas, falei de tudo menos isso, falei abobrinhas com ele, folheei uma revista, vi TV. E quando fui embora, ao me despedir, só demorei pra soltá-lo um pouco mais. Só cruzei os braços atrás das costas do meu pai e disse “Peraí, pai, deixa só eu te abraçar mais um pouquinho.” E o abracei apertado, um pouco mais de tempo, não muito, sem dizer nada. E não sei se foi imaginação minha, mas acho que quando nós dois nos olhamos, no final do abraço, a falta de jeito, o nó na garganta, as lágrimas presas e o sorriso apertado eram iguais nos rostos dos dois. E fiquei aliviada, porque nos vendo refletidos, eu sei que ele sabe, que só pode saber, que o amor que eu tenho por ele é tão grande e infinito quanto o que ele tem por mim, por cada uma de nós, suas filhas. Mesmo que ninguém diga nada. E ninguém disse nada. Não era preciso.



Escrito por Cynthia às 15h11
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SEBOSA

Dias atrás, fui procurar um livro pra  Belly no meu sebo online preferido e não achei, mas já que estava lá mesmo, procurei mais uma vez e FINALMENTE  encontrei um que eu mesma procurava há ANOS, e pra melhorar, ainda encomendei mais uns 7 muito promissores. Os oito livros, com frete aqui pra Longelândia e tudo, saíram por menos de 80 paus. Infelizmente, um outro – mais velho que eu e mais esgotado - que eu ando doida pra ler não tinha lá, nem na Traça nem em outros sebos menos cotados, e quando fui tentar achar na internet, só aparecia página pornográfica (!!!???). Quero crer que o problema não é o nome do Guimarães Rosa nem o do Ratapulgo, um dos personagens e principal motivo de eu querer tanto ler o conto, mas sim o nome do livro, “Os sete pecados capitais”. Me parece ser bem melhor do que a recente coleção de mesmo título com sete romances. É um livro só, com sete contos de gente como o próprio Rosa (escrevendo sobre a soberba), Otto Lara Rezende, Lygia Fagundes Telles e outros. Se alguém tiver esse livro, souber onde tem ou coisa parecida, me avisa, tá ? Nóis bode vazer negócio, brimas. Ou, no mínimo, vocês podem acabar encontrando livros que procuram há tempos.

Escrito por Cynthia às 15h09
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ENTRE MORTOS E FERIDOS

Meu desabafo uns posts abaixo revelou-se, como muito do que se faz de cabeça quente, excessivo e desnecessário. A pessoa que foi alvo do meu destempero provou que a gente não havia se enganado com ela antes do problema, e que é sim muito especial, admitindo o erro, pedindo zilhões de desculpas e, muito discreta, elegante e delicadamente, sem revelar o nome do(a) terceiro(a) que causou o mal-entendido e a bagunça toda. Só não contou pra quem foi a cópia oculta do e-mail maluco, ou se mandou pra essa pessoa a cópia do seu pedido de desculpas também. Mas isso não tem muita importância. Quem conhece o Nelson, como tantos de vocês provaram - e eu agradeço a todos -, não consegue pensar mal dele. Pode, no máximo, e somente se não for uma pessoa bem-resolvida, ter uma certa invejinha do amor, simpatia, amizade e admiração sincera que ele desperta sem fazer força. Mas isso não é problema nosso, né ? E nem creio que aconteça, pelo menos não por aqui. É que entre várias outras coisas, eu tenho a sorte de ter meu pobre e tolo bloguinho muuuuito bem freqüentado.



Escrito por Cynthia às 09h17
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AMAR A MARX

Se alguém aí ainda precisa de mais razões pra ser fã do Groucho, lê isso aqui, especialmente as partes em que o Krassler fala de sua viagem de ácido acompanhando o bigodudo e da relação entre as conversas do autor com Groucho e com os malucos da "família" do inofensivo humorista Charles Manson. Roubei daqui, ó.



Escrito por Cynthia às 14h36
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DOR DE COR...TOVELO É UMA MERDA

E eu, que achava que nada  poderia me fazer rir hoje, só posso dizer uma coisa :

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA !!!

(Schadenfreude explica...)



Escrito por Cynthia às 14h23
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NAS TAMANCAS

ou A TENDINITE QUE SE FODA

Esse post eu ia escrever nem que fosse com um dedo só, com os pés, com a ponta redonda do meu intrometido nariz ou com minha língua bífida, porque se tem uma coisa que me tira do sério é a injustiça, qualquer uma, e se tem outra coisa que me faz virar bicho e esquecer a dor no pulso, os bons modos e a razão é uma injustiça ser feita com alguém que eu amo. Quem me conhece sabe que eu tomo as dores mesmo, e, se o superego perder a briga interna, banco a grossa e defendo até quem não precisa. Erro meu, mas eu sou assim e não sou do tipo que muda de personalidade de uma semana pra outra. E tem mais : eu aceito até que falem de mim, que cacem briga comigo, que me ofendam. Admito, sem nem mudar de cor, que eu tenho cá meu quê (zão) de serpente e adoro voar no pescoço de quem tenta me pisar quando eu tô quieta e enroladinha no meu canto, cuidando da minha vida. Mas quando fazem isso com quem não sabe ser mau, não tem um ossinho cruel no corpo inteiro e é da paz até com quem não merece, isso me deixa possessa. O que dizer então de uma pessoa que, do nada, sem provocação e sem motivo, resolva chamar MEU gatim de mau-caráter, vaidoso, desrespeitoso, abusado, falso e sei lá eu mais o quê ?! Com que direito ?! A troco do quê ?! Ele é o cara mais honesto e BOM-CARÁTER que eu conheço, do tipo que não é capaz de comprar um CD pirata, de instalar um programa sem licença, de dar “derreal” pro guarda que está louco por uma propina, de mentir pra quem quer que seja, de manipular as pessoas e seus defeitos e qualidades para chegar a fins do interesse dele, por mais inofensivos que fossem. Ele é muito, muito melhor do que eu e do que a maioria das pessoas que eu e vocês todos conhecemos, e por isso mesmo é pouco provável que tenha sucesso financeiro ou editorial na vida, por mais talentoso que seja, e é. Ele prefere assim. E eu me orgulho dele pra caralho por isso também, entre tantas outras coisas. A coisa piora : a pessoa que resolveu encher o nome do Nelson de lixo é – e ao que eu saiba, sempre foi – uma pessoa maravilhosa, queridíssima, doce e meiga. Uma pessoa que eu mesma adoro. Adoro a ponto de me arriscar numa rezadinha pra um deus em quem eu nem acredito muito, quando pensei que ela estava gravemente doente. Eu não me apego a pessoas tão facilmente quanto o Nelson, que ficou fã dela em cinco minutos, mas ela é mesmo especial, uma unanimidade, e uma das poucas unanimidades que não são burras. Então, que diabo aconteceu ?! Possessão ? Surto psicótico ? Tuuudo bem, as pessoas estão sempre suscetíveis a ataques de paranóia, má interpretação de texto, problemas psicológicos, toxicológicos ou ilógicos que as tirem do seu normal e transformem até os anjos mais doces em harpias rancorosas e cegas. Mas daí a mandar essa torrente de ofensas não só pra ele como também com “cópias ocultas” sabe-se lá pra quantas – e quais – pessoas, isso foi mais do que coisa de gente doente, problemática ou confusa. Isso foi coisa de gente má. E má eu nunca, nunca podia imaginar que ela fosse. O gatim ainda não acredita. Nem está irritado, está tonto, triste, todo murchinho e tentando entender como foi que um comentário inócuo dele foi tomado como ofensa mortal. Preocupado em ter ofendido alguém querido sem intenção. Eu não sei se esse imbróglio todo vai ter solução ou não, se ela vai admitir que foi uma merda de um mal-entendido pessimamente entendido, e que se a culpa disso foi de alguém, não foi dele. Mas sei que ainda que o faça, as coisas que ela disse, por mais injustas e doloridas que sejam, ele pode e provavelmente vai esquecer e deixar pra lá. Uma das definições de “bondade”, na qual o Nelson se encaixa tão bem, como em quase todas as outras, é que a bondade é ser lento pra se irritar, mas rápido pra perdoar. E ainda que ela entenda isso e se retrate, e as outras tantas pessoas da sua lista de cópias ocultas ? Vão saber disso ? E o nome de uma pessoa que nunca fez mal a ninguém, quem vai limpar ? Ou vai ser como aquelas erratas de duas linhas em corpo 6 na página 105 de uma revista, retificando "informações" erradas e fatais sobre um falso escândalo que foi dado como verdadeiro em capa e oito páginas centrais na semana ou no mês anterior ? Eu só digo uma coisa : aquela musiquinha do Stevie Ray Vaughan que eu vivo cantando pra ele, He’s my sweet little thing, he’s my pride and joy, tem mais um verso, que eu não canto sempre mas que é a pura verdade : you mess with him and you’ll see this woman get mean. Mesmo que o "you" no caso seja uma santa consagrada, daquelas de subir aos céus de corpo e alma de mantinho azul cheio de estrelas. Isso não lhe dá o direito de ser injusta. Se deus não existir mesmo, ou se existe e não tá vendo, eu tô.


Escrito por Cynthia às 14h48
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THE INCREDIBLE MRS. HULK

Cês lembram daquela toalha nova odiosa que me deixou toda fauve ? Pois é, no mesmo dia eu comprei uma verde também.  Claro que a experiência vermelha deveria ter nos ensinado algo, né ? Well... meet Princess Fiona.



Escrito por Cynthia às 14h07
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TELEGRÁFICA

Digitando com a canhota. Tendinite aguda. Punho direito. Dói p/ K C T, pqp !!!

Escrito por Cynthia às 06h23
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AGORA EU ENTENDO

Finalmente, depois de sofrer por anos com o boyfriend from hell, de ver amigos e amigas arriscando ou destruindo seus namoros e casamentos por nada - ou quase nada -, agora eu entendo. Finalmente, a ciência explicou tudo. É a genética, gente. Afinal, são quase dois terços, né... ?

UOL Bichos

Galinhas e humanos têm 60% dos genes iguais


Escrito por Cynthia às 08h14
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12 GOING ON 39

Eu não tenho a menor vergonha de dizer que adoro astrologia, esoterismo, oráculos e essa "bobajada" (quase) toda. Mas como sou uma mulher honesta, não posso dizer que acredito totalmente, e ainda menos que não acredito, muito pelo contrário. Na verdade, se é que eu tendo pra algum lado, é pro do acreditar duvidando. Mas é difícil pra quem nunca deixou de ter 12 anos ler sem rir uma frase mais ou menos como "Uranus is at a quite adverse angle". Junto com o ataque de bobeira, uma pequena revolta : mas que adverse angle o que, ô. O bicho tá onde sempre esteve. Adverse angle tá URanus, tá ?!!



Escrito por Cynthia às 09h06
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ORANGATANGA

ou FUTILIDADE PÚBLICA

Dizem que Marilyn Monroe sofria queimaduras químicas, reações alérgicas e sei lá mais que horrores por conta do descolorante que passava em, hum, locais mais sensíveis do corpo, no intuito de se sentir "totalmente loira". Já eu, que nem estava tentando mudar a cor dos meus cabelos ou pêlos de lugar nenhum, descobri esta semana a receita perfeita (e indolor !!) para ficar ruiva "da cabeça aos pés", como dizia a letra de uma marchinha de Lamartine Babo. Quer tentar ? Lá vai : compre uma toalha "gigante" Karsten desta cor, mande lavar, escovar e deixar de molho antes de usar pela primeira vez. Use. E descubra que mesmo com todas aquelas precauções, cada mínima penugenzinha do seu corpo, inclusive aquelas que mal aparecem, como a das coxas, está coberta por pluminhas ruivas minúsculas. Se eu não tivesse outra toalha só pro cabelo – que continuou preto e branco -, teria ficado igualzinha à hipotética filha da Julianne Moore com o Eric Stoltz. Mas com o nariz e a pança do Paul Sorvino. L'horreur, l'horreur...



Escrito por Cynthia às 14h06
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CACOETE DO CACETE

Devido à falta de profissionais capacitados, bom ensino básico e salários decentes, normalmente os redatores publicitários em Goiás são também seus próprios revisores. Se por um lado isso torna alguns redatores (ainda) mais paranóicos e atentos, por outro deixa os erros mais freqüentes, já que alguns são mesmo ruins em gramática, ortografia, clareza e outros detalhes tão pequenos da nossa inculta e bela, e grande parte dos outros, os que fizeram o primário direitinho, sofrem da síndrome do olho corretor : a gente lê o que pensou ter escrito, não necessariamente o que digitou. Certamente esta é a causa de coisas que eu já li por aí, como "Preços incríves"; "Segurança púbica" -, e não era num texto sobre DST ou cinto de castidade -; bobagens que eu mesma já fiz – tipo liberar um anúncio com a palavra "Contrução" no título – e a melhor de todas, uma que meu gatim aprontou, deixando sair num anúncio quadradinho sobre uma associação entre uma imobiliária e uma construtora que aquela parceria iria render bons furtos, hohoho. O resultado disso tudo é que eu, que me considero razoavelmente capacitada, atenta e paranóica, além de implicante pela própria natureza, desenvolvi um cacoete de revisora que Zeus me livre. Reviso jornal, outdoor, cardápio de restaurante e lanchonete, bula de remédio, flyer de festa e santinho de candidato, e juro que já deixei de pegar DVD na locadora porque o nome na capa era algo assim como "Um caso à três"*. Hoje, estacionando o carro um pouco mais longe, notei pela primeira vez que na fachada da agência tem também o nome do negócio que funciona no andar de cima, um programa de TV, e numa linha menor, o canal e o horário em que o troço vai ao ar – segundo eles, às 18 hs. Tinha gente passando na rua, então ainda não foi hoje, mas já notei que tudo foi escrito em plotter, ou seja : se hoje eu for novamente uma das últimas a sair, esse s não vai amanhecer lá, não.

*Lembrei de uma antiga estagiária, que ao começar a dar seu telefone pra um menino bonitinho que havia acabado de conhecer, teve que inventar outro número na hora, assim que ele escreveu o nome dela, Maria Eugênia, com j... e imaginem vocês quantas desilusões uma pobre Cynthia com y e h – e C, pelamor - já não sofreu.



Escrito por Cynthia às 12h34
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A SEXTA QUE COMPENSA

Ontem eu perdi meu trabalho e tive que refazer, mas em compensação fiquei sabendo que meu lobo mau preferido tá namorando (uuuuuh !!) e que dois dos meus amigos preferidos vão se casar – uma com o outro ! (êêêêê !!). Hoje eu acordei com uma puta dor de cabeça que não passou e nem diminuiu mesmo depois de duas doses caprichadas de dipirona em gotas (argh), mas em compensação o dia amanheceu fresquinho e nublado, do jeito que eu gosto. Ainda não recebi meu primeiro salário na agência nova, mas em compensação fui citada no mishappenings. O menino levado Dr. P e os ainda mais malignos, hum, como direi, "share-ackers" que invadiram o site do PMDB me fizeram passar uma vergonha colossal, mas em compensação falei no MSN com uma jeune fille bien cuivrée e recebi um cartão de natal fofíssimo da minha "ídola" – a admiração é verdadeira, as aspas são só porque "ídolo" não flexiona gênero – Fal e seu doce Alê (êêêêê !!). Por fim, tem mais serviço chato se aproximando rapidamente no horizonte, mas em compensação hoje à noite vou jogar sinuca com o menino mais lindo do mundo, que me ama e por quem eu arrasto uma dúzia de bondes. Mas mesmo assim pretendo derrotar o supracitado gatim fragorosamente. Contas feitas, só posso dizer que all in all, I’m quite a happy cat this friday. Desejo o mesmo – quer dizer, só as partes que compensam - pra vocês. No mais... I wish you love.

 



Escrito por Cynthia às 14h57
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USELESS

All this playing instead of doing her work makes Cynthia a real jerk.

 



Escrito por Cynthia às 07h32
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I HATE MYSELF AND I WANNA CRY

Sim, eu sou e sempre fui "pissuída" pelo espírito teuto-baiano Postergeist. É ele quem faz com que eu procrastine até o último minuto possível qualquer coisa - com especial ênfase nos jobs -, principalmente as mais chatas, ou seja, justamente as que eu deveria fazer primeiro pra me ver livre delas logo, como minha mãe e os cintos do meu pai tanto tentaram me ensinar quando eu era pequena e fazia exatamente isso com os deveres de casa. Aliás, falou em "dever" e "disciplina" eu já pulo de banda. Mas acho que eu não merecia essa : o trabalho que eu enrolei até agora há pouco pra fazer por ser um porre – o cliente é uma pedreira, tanto no sentido figurado quanto no literal – estava praticamente pronto, quando eu fui cruzar as perninhas e, sem querer, chutei o plug do computa(queopariu)dor pra fora da tomada. Choro e ranger de dentes. O bicho recuperou metade do arquivo, mas a outra eu vou ter que refazer todinha. É castigo, só pode ser. Mas ainda acho que eu não mereço. Quer saber ? Façamos como Scarlett, que hoje o happy hour promete. Amanhã eu penso nisso.



Escrito por Cynthia às 15h15
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O ENGANO DO ANO

O Sitemeter me diz que alguém entrou aqui atrás de EXERCÍCIOS+PARA+CONSEGUIR+UMA+BARRIGA+DE+TANQUINHO. Hahahahahaha, imagino a decepção do coitado. Se ao menos ele estivesse procurando por meios de conseguir uma cintura de máquina de lavar, eu até poderia dar uma forcinha...

Escrito por Cynthia às 08h48
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WE'RE ALL THE SAME SHIT

Passeando, passeando - em vez de trabalhar -, descobri um blog ótimo. Não sei como demorei tanto, mas de qualquer forma, adorei. Quem ainda não conhece devia dar uma olhada, cês vão gostar. Mas não é disso que eu ia falar. É que seguindo os links dados por ele, vi um trailer bem legal de um filme do Mike Nichols que parece ser muito bom (pra variar), mas em que a meu ver um dos personagens comete um erro gravíssimo : a certa altura um dos machos no triângulo, quadrado ou sei lá que tipo de polígono amoroso é aquele diz "vocês, mulheres, não entendem o que é território. Vocês são o território." Bom, tudo bem que apesar de sempre ter sido estritamente hétero, eu nunca fui um modelo de feminilidade estereotipada, tanto em atitudes quanto em psiquê, mas sou muito mulher, acho um absurdo essa coisa de fazer xixi nos cantos e rosnar para proteger a propriedade até sobre locais que não se quer e comida que não se deseja - so to speak - e mesmo assim já entrei, ou melhor, demorei a sair de uma über-roubada sentimental ridícula e interminável única e exclusivamente por causa de território. A guerra não-declarada entre mim e a comprida sacana já tinha ido além do homem, de quem eu na verdade já nem gostava mais tanto assim, pra virar pirraça. Naquela linha "se você está fazendo tudo pra eu chutar esse cara e ele sobrar pra você, eu não vou chutá-lo. Pensando bem, eu vou enrolá-lo ainda mais no meu dedinho e se você quiser vai ser a sombra, a wannabe ou a outra sem feriados ou fins de semana por meses, anos, ou até que EU decida que cansei da brincadeira." Que burra. Poderia ter economizado anos de aporrinhação e ainda dado aos dois o melhor castigo possível, que era amarrar os dois juntos. Por isso que eu digo que, se eu fosse a menina do filme, teria respondido na lata : "No, baby.You men don’t understand women. You are the women". Hohoho.



Escrito por Cynthia às 08h27
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