SE EU FOSSE UM CARRO...

...Seria um carro usado, claro. E de uma marca boa - não ótima, não excelente, mas boa - porém meio arranhadão, meio maltratado,  mais por desleixo que por barbeiragem. Cheio de barulhinhos, jeitinhos pra abrir vidro e fechar porta, rangidos, manias e pirraças, mas com desempenho bastante aceitável. Os defeitos sérios, mesmo, seriam no motor de arranque e no freio. É que eu morro de preguiça, demoro a começar qualquer coisa, seja dormir, seja acordar, cozinhar, arrumar, trabalhar, fazer exercício físico (arrrghh), ler, escrever e o que mais exija qualquer tipo de ação dos meus neurônios e músculos e alma soteropolitanos - não, não curto briga de galo nem tenho qualquer ascendência, mas tenho uma tendência... Só que depois que eu começo, é difícil parar. E aí, coitado de quem estiver no caminho, porque a ladeira é íngreme, pra baixo todo santo ajuda e nem sempre a buzina funciona...

Escrito por Cynthia às 16h59
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DO LAR

Hoje tem pouco mais de meia semana que eu estou levando vidinha de dona de casa :  comprinhas no meio da manhã, passeios no meio da tarde, paparicos na minha véia, um almoço feito por mim aqui, um jantar pedido em casa ali, uma arrumaçãozinha passando da horíssima acolá, um encanador pra consertar um supervazamento de emergência, um eletricista pra consertar problemas que já faziam aniversário, um monte de outras coisinhas e coisonas que pelo jeito vão continuar sem arrumar mesmo, um tempinho pra ler, um tempinho pra olhar com ternura meu neném orelhudo em suas atividades estafantes de miar pedindo carinho, correr atrás de mosca ou fazer uma de suas 32 micro-sestas diárias; meia horinha pra adiantar o trabalho que o chefe novo pediu, e agora, cerca de cinco da tarde, vou ali fazer um* bolinho/torta maravilhoso, com meu ingrediente preferido : raspinhas de limão. Se vocês prometerem que não contam à minha mãe, ao maridón nem às feministas-padroeiras de todas nós, preciso confessar uma coisa : tô amando cada minuto. As trabalhadoras, as intelectuais, as Yaras Scotchgard da vida não sabem o que estão perdendo...

 

*Ah, quer saber ? Vou fazer logo dois, um com recheio/cobertura de doce de leite e outro de goiabada cremosa. Pra me despedir in style, né ? Porque assim que o remédio da dieta chegar, vou ter que me transformar em lagarta e viver de folhas...



Escrito por Cynthia às 15h15
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IS THERE ANYBODY OUT THERE ?

Muito bonito. Quase duas da manhã e eu aqui, sem um pingo de sono. Amanhã cedo eu vou querer morrer. E não adianta chorar, gemer nem miar, que não vou poder dormir até as onze e meia, porque o patrão novo já tá pedindo serviço - uma semana antes do meu primeiro dia - e eu prometi mandar alguma coisinha por e-mail amanhã mesmo. O mais esquisito ? Tô achando ótimo. Tomara que dure enquanto seja infinito.



Escrito por Cynthia às 23h53
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VOCÊ QUERIA POST ? ENTÃO TOMA !!

Então, ontem fui ao endocrinologista-milagreiro do momento. Apesar de já ter ido a vários outros antes sem nenhum bom resultado, eu, igual a todo gordo, continuo acreditando em duendes de jaleco com CRM e fórmulas “naturais” que me reconduzirão ao peso dos 20 anos – nah, dos 30 tá ótimo – sem muito sacrifício da minha parte. Então fui. Já griladaça por ter acordado às 6 da manhã na minha suposta semana de folga – o esqueminha do milagroso Dr. Japa é atendimento por ordem de chegada, e a menina da recepção disse que se eu chegasse às 7, poderia ser atendida até as 10h30, olha que beleza – e em jejum, porque não dava tempo de comer nada, mas fui. Cheguei, pois, em torno de 7h30, porque eu sou enrolada mesmo, e já tinha umas doze fofas na minha frente. Normal. Até porque às 9 horas eu teria que assistir a uma palestra que ele sempre faz pra quem o consulta pela primeira vez. Como eu não sou beishta e tem pouca coisa que eu odeie mais do que gente desconhecida puxando papo em avião, fila ou sala de espera, levei meu guarda-costas, frente e lado Al Franken (é, tô lenta, mas tô me divertindo.) Apesar de ele e minha cara de Garfield sem café numa segunda-feira às 7 da manhã terem funcionado bem para desencorajar tentativas de papo, impossível não escutar as conversas em torno. Só não chorei de tédio porque o Al tava lá pra me fazer sorrir, e às vezes até me obrigar a segurar a gargalhada. Horas depois, me chamam pra pesar. O horror, o horror. Não, não vou contar, nem pra vocês, nem pro meu marido, nem pra minha mãe, e se eu vivesse no século XIX e fosse disso, nem pro meu confessor. Mais uma ou duas horas mais tarde, a palestra.

Escrito por Cynthia às 19h45
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A SAGA CONTINUA

Então, a palestra. Em que eles enfiam 24 gordas numa sala de 3m2, com a maior parte do pouco espaço disponível ocupada por uma mesona pro Dr. Jaspion. As cadeiras, daquelas chamadas “secretária”, feitas para quem tem glúteos mínimos, e coladas umas nas outras, ou seja, o que tinha de glúteos máximos e banda larga espremida ali não era brincadeira. Com a sorte que eu tenho, obviamente fiquei sentada ao lado da espástica histérica que ria de tudo que não tinha a menor graça e não conseguia ficar um segundo sem balançar o pé, ameaçando minha canela de levar um chute e a própria cara de levar um murro, ameaças das quais ambas escapamos por milagre. Seguiu-se uma “palestra” em que eu não ouvi nada que não soubesse, depois perguntas tolinhas ou francamente idiotas – “se eu não puser azeite na salada, posso comer picanha gorda ?” - da parte de algumas das minhas companheiras de infortúnio, meu celular tocando duas vezes (“Você tem que vir pro sindicato agora, hoje é o último dia pra fazer sua rescisão e o advogado só fica lá até as 11h30...”), saímos da palestra e ainda tinha cinco pessoas antes de mim. Conversei com a recepcionista (gordinha, hohohoho), fui ao sindicato, voltei depois do almoço e aleluia, a mocinha me colocou na sala do Nationaru Kidu cinco minutos depois de chegar. Na sala do médico, um monte de diplomas e certificados na parede, mas o único que a cegueta aqui conseguiu ler foi da Associação Paraense de Pediatria. Hum. Confesso que o “jardim” no canto da sala, feito de pedras, flamingos de cerâmica e pedaços de grama de plástico afetou minha capacidade de enxergar qualquer outra coisa no consultório. Ele  não me examinou, não mediu minha pressão, não perguntou meu  histórico, mas pelo menos perguntou qual foi a última vez que eu havia feito exames de glicemia. Eu contei – mais ou menos seis meses, e de tireóide também, tudo normal. Não contei, nem ele me perguntou, que tenho duzentos diabéticos dos dois lados da família. Mas enfim, ele foi gentil, e o mais importante, me deu a receita da fórmula, com anorexígenos e tal. Se eu vou mandar fazer, tomar e rezar pra que funcione ? Mas claro que sim. Não existe ninguém mais crédulo e esperançoso que uma gordinha inconformada.

Escrito por Cynthia às 19h44
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WHATEVER HAPPENED TO BABY ROBIN

-         Mr. Gandhi, what do you think of the Occidental Civilization ?

-         I think that would be a wonderful idea.

 

 

-         What is a man with his arm up a horse’s ass ?

-         An Amish mechanic.

 

 

Do ultimamente sumido ator Robin Williams, entre 200 outras piadas ótimas, a uma taxa média de 2 por segundo, num “Inside the Actor’s Studio” do qual, infelizmente, eu só vi a metade final.



Escrito por Cynthia às 20h24
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O CORPO FALA

Minha massagista, há cerca de um mês :

Que coisa, seus músculos estão todos tão travados que não vai ser possível soltar tudo hoje, não.  Vamos usar corrente elétrica, a mocha, o infra-vermelho, mas aí tem tensão antiga, acumulada, tá complicado...

 

Eu, ontem, na agência, às 19h00 :

Então tá, gente, valeu. Até qualquer dia.

 

Minha massagista, hoje, 11:30 :

Nossa, mas da semana passada pra hoje os seus ombros estão muito mais soltos, as costas relaxadas, até sua cara tá melhor, mais feliz, o que foi que houve ?



Escrito por Cynthia às 12h17
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GOODBYE, FAREWELL, AUF WIEDERSEHEN, ADIEU...

Eu bato o portão sem fazer alarde

Eu levo a carteira de identidade

Um monte de besteira, pouca saudade

E a forte impressão de que já vou tarde...



Escrito por Cynthia às 15h38
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JUST MY LUCK

Último dia, esperado com ansiedade, tudo sob controle, e às 15:30 desta linda sexta-feira o fiduma égua caolha do meu (ainda, por pouco, muito pouco tempo) chefe liga lá da pqp pra onde ele viajou pra me dizer que o nosso cliente-napoleão – baixinho, metido a dono do mundo, mal-amado e de maus bofes – está apavorado com uma ação da concorrência e precisa de uma campanha completa, com todas as peças, pra VEICULAR amanhã. Ou seja, criação, crivo do nanico e produção tudo pra hoje. Que karma de merda. O santo padroeiro dos publicitários não deve mesmo ir com a minha cara : o Bunda Mendonça é que maltrata os galos e eu que pago o pato.



Escrito por Cynthia às 13h40
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ÀS GRALHAS, SEM CARINHO

Juro, juro, juro que um dia gravo essa musiquinha (com a melodia de "Cantoras do rádio") com arranjo e acompanhamento musical caprichados e coloco pra tocar na janela da cozinha, de frente pras minhas absurdas hiperdecibélicas vizinhas quadrafônicas-com-stereo-surround-sound-e-nenhuma-noção-de-civilidade-e-educação-básicas, no último volume e 24 horas por dia :

 

NÓS SOMOS AS GRITONAS DO PRÉDIO

LEVAMOS A VIDA A BERRAR

QUEM MORA AQUI NÃO SOFRE COM TÉDIO

DO SUBSOLO ATÉ O ÚLTIMO ANDAR

 

TODOS OUVEM NOSSAS BAIXARIAS

NÃO RESPEITAMOS HORA NEM LUGAR

NOITE E DIA, HALL, PORTARIA

NOSSO NEGÓCIO É ZURRAR...

 

 



Escrito por Cynthia às 13h36
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DESILUSÃO

Você procura, demora mas você encontra, aí você se lembra de um passado distante e se entusiasma, você paquera, você namora, você morre de amores e de vontade, mas fica se segurando porque não é o momento, pode sair caro demais, pode afetar seus planos futuros. Aí você surta, manda tudo pro diabo e vai atrás. E quando tá tudo pronto, todas as amarras soltas, a iluminação ideal, o conforto total, a posição perfeita encontrada, você começa a festa com um toque suave e... seu DVD Player diz que aquele filme de 68 do Mel Brooks por que você tanto esperou é de WRONG REGION. Eu me odeio, odeio o mundo inteiro e odeio o cara, a equipe ou a corporação que inventou essa porcaria de regiões pra DVD.



Escrito por Cynthia às 09h21
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Fidel Castro caiu !!!

Eu sei, eu sei, eu sou uma palhaça - e sem graça, ainda por cima - mas não resisti...



Escrito por Cynthia às 09h14
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SE FOSSE COMIGO

Eu ia dizer que se fosse comigo não seriam 14 dias, seriam 14 anos. Mas pensando bem, se fosse comigo, não seria com ele, então...

Escrito por Cynthia às 07h56
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BEM-TE-QUERO, MAL-TE-QUERO...

 

Pois é, logo ali embaixo eu estava odiando muita gente, inclusive um ou dois autores intocáveis, né, Artur (sim, eu adoro Vonnegut, gosto do Fante, mas acho Bukowski um saco) e Nelson ? Em compensação, sempre amei – no SNL - e agora estou ainda mais apaixonada – por causa deste livro - pelo humorista Al Franken. Ele é um caso raro de escritor que consegue passar indignação justa de um jeito não histérico, manter o interesse mesmo quando fala de figuras e acontecimentos muito distantes de nós e listar fatos, fatos, fatos com muito humor (a gente ri alto em muitos momentos, e ri pra não chorar em vários outros) e uma ironia fina que certamente deixa seus alvos, os “mentirosos que mentem” da direita americana ainda mais putos do que já são por natureza. A ameaça de um furibundo Bill O’Reilly (“I’d put a bullet right between his head”, hahahahahahaha) é impagável. Nem cheguei à metade do livro ainda e já estou muito mais instruída sobre a incomensurabilidade da estupidez humana, sobre o quanto burrice, ignorância e maldade combinam feito feijão com arroz e bife e convencida da triste verdade de que jornalistas decentes são mais raros que trevos de cinco folhas, não só aqui no (se preferir, coloque o nome da fruta tropical de sua preferência no aumentativo aqui pra substituir o nome do Brasil : parece que a piadinha de uns 30 anos do Ivan Lessa ainda tá na moda), mas sim no mundo inteiro. Ah, e giving credit where credit is due, nem sei se ela sabe que foi sua “resenha” no blog do rmx que me animou a comprar o livro do Al, mas enfim, muuuuuuuuiiiiito obrigada pela dica, dona Cam.

 

 



Escrito por Cynthia às 13h01
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E pra não dizerem que eu ando melosa demais, aqui vai uma...

... DECLARAÇÃO DE ÓDIO.

Eu - desde sempre - detesto 90% da obra do Nelson Rodrigues, com suas "batatas", seus tarados incestuosos e sua certeza de que ninguém vale um cocô de rato na enxurrada. Eu - de uns tempos pra cá - desprezo Rubem Fonseca, suas tramas previsíveis, suas frases empoladas e seus personagens de nomes ridículos. Pra não falar nos seus filhotes. E desde antes de saber da existência dele, eu já odiava, e ainda odeio, odeio, odeio o Dalton Trevisan. Por mim, ele pode enfiar seus “óculo”, suas boquinhas (todas sem dentes), suas perninhas, pistolinhas, mãozinhas e outros diminutivozinhos nojentinhos todos no fundo escuro e murcho do seu mirisolinha. É isso.



Escrito por Cynthia às 16h07
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SIX YEAR HITCH

ou HAPPY ANNIVERSARY TO US

Foi assim : sete anos atrás, ele muito a fim de mim, mas disfarçando porque os amigos querendo brincar de matchmakers o irritavam. Eu muito a fim dele, mas sem mostrar porque eu nunca fui mulher de dar o primeiro passo. Como parecia que ele não queria nada comigo, mas também era uma pessoa sensacional com quem conversar, beber, rir e tudo o mais que se pode fazer de bom de roupa, eu me conformei em sermos amigos. E fomos muito amigos, sempre os últimos a ir embora, sempre esperando os garçons começarem a empilhar as cadeiras e mesas pra pedir a saideira (ele chope, eu uísque ou batida de vodka). Eu, no máximo de assanhamento possível para minha tímida pessoa, mandei pra ele um CD do Chico que ele não tinha. Ele me mandou um livro. Tanto um quanto o outro com dedicatórias fofas - porém decentes. E continuávamos amigos.  Um dia, saindo de um barzinho, chuviscando, os dois malucos saíram cantando e dançando na rua (Singin’ in the rain, claaaaro) e quando ele me levou até o carro, se despediu com um abraço. Não, não um beijo, só um abraço, mas daqueles que dá vontade de fincar uma bandeira no peito do rapaz e declarar propriedade, abuso, uso, fruto em natura e em compota com calda e chantilly. Mas ficou nisso. E continuamos amigos. Até o dia em que, aniversário da minha irmã – comemorado em barzinho, porque nós éramos todos uns paus-d’água sem-vergonha – o céu caiu. Choveu como se Noé fosse passar dali a dois minutos procurando casaizinhos animais pra um passeio de iate. Na hora de ir embora, nada da chuva diminuir. Um lago ocupava uns três metros entre a calçada e a rua, e eu parada fazendo beicinho, com dó de colocar meus sapatinhos de boneca novinhos na poça. O que pensam vocês que ele fez ? Me pegou no colo (eu pesava muito, mas muuuuito menos na época) e fez melhor que Moisés separando as águas : enfiou o pé na lama sem piscar e me carregou além da enxurrada, até o outro lado da rua. Por mim, podia ter carregado direto até o quarto dele, hohoho. Sete meses depois disso, a gente se casou. Nós nunca concordamos muito sobre a data exata em que começamos a namorar, mas pra mim foi naquele dia. Não é de se espantar que eu ame tanto a chuva. É que no meu coração está sempre chovendo, eu sempre peso cinqüenta quilos e o gatinho mais lindo do mundo continua me levando no colo até um lugar aonde eu não quero chegar nunca, nunca, só pra aproveitar o passeio mergulhando o tempo todo nesses olhos lindos, dourados e melados que ele tem.



Escrito por Cynthia às 18h05
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GÊMEOS

Fazia tempo que eu não atacava de gêmeos, né ? O problema é que é superdifícil achar fotos boas desses dois. Muito estranho, porque um é um ator brasileiro muito bom, que fez  história na televisão na  época da foto aí, e o outro, um dos mais importantes fotógrafos de guerra do mundo (e de todos os tempos), que não só fundou a Magnum como também, entre outras proezas, traçou - e dispensou !! - ninguém  menos que Ingrid Bergman. Não se sabe como o fotógrafo estaria hoje, já que deu um jeito de morrer pouco depois dos 40, mas acho que, fora a pança, estaria a cara do brasileiro. Luiz Gustavo, o Tatá, e Robert Capa. São ou não são clones ?



Escrito por Cynthia às 17h49
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EXTRA, EXTRA !!

Mas eu sou mesmo uma desinformada. A página inicial do UOL contando que o ACM se recupera de uma cirurgia de coração... e a palhaça aqui nem sabia que o velho tinha isso. Agora só falta me dizerem que o Bush se operou do cérebro, o Maluf teve uma crise de consciência e a Britney Spears-Federline está com problemas na voz.

Escrito por Cynthia às 14h39
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HAPPY BIRTHDAY, BABY

Hoje é aniversário do gatinho. Eu poderia dizer a verdade e sacanear o coitadinho ao mesmo tempo, dizendo que o aniversário é dele mas o presente é meu, hohoho. Mas não, não vou fazer isso. Vou só imaginar como seria um CD misturado, gravado com algumas das minhas love songs preferidas, todas velhinhas, porque eu sou uma antiquada confessa, mas que me lembram dele, e que se ele olhar bem, os nomes delas, alinhadinhos assim, chegam a contar uma história - ou fazer a declaração de amor mais próxima da que ele merece mas que eu não sei como. Lá vai :

 

Portrait of you  

 

The man I love

Piece of my heart

I get a kick out of you

All of you

I’ve got you under my skin

You’re the top

Easy to love

It had to be you

Love of my life

Someone to watch over me

In the still of the night

Night and day

Summertime

Stormy weather

I’ve got you on my mind

I am in love

So in love

Love is here to stay

They can’t take that away from me

Embraceable you

Shall we dance ?

Cheek to cheek

You do something to me

Use your imagination

Let’s do it

(And yes, I'll still love you when you're sixty-four...)



Escrito por Cynthia às 08h49
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JITTERY

Eu odeio aviso prévio. Pra mim, no trabalho, assim como no amor (essa mistura deve ser herança do tempo em que eu amava meu trabalho), quando todos os esforços foram feitos, toda a paciência foi gasta, todo o tesão caiu morto e todo o interesse acabou, a melhor coisa a se fazer é declarar falência, juntar as tralhas e cair fora. Na hora. Sem olhar pra trás. Até porque, enquanto aquela inhanha fica rolando, você tem tooodo o tempo do mundo pra começar a pensar bobagem : se lá vai mesmo ser melhor que aqui. Se o salário vai ser pago em dia. Se não vai ter algum outro palhaço bancando o diretor de criação. Se os colegas vão ser gente boa, ou, mais importante ainda, se vão ser bons de serviço. Se o equipamento de trabalho vai ser do tipo que ajuda ou do tipo que atrapalha. Bate um certo remorso por estar contribuindo pra que uma pessoa legal perca o emprego. Um leve desânimo ao pensar que agora, neguinha, praia só daqui a mais um ano. Não me entendam mal, nada disso faz com que eu sequer contemple por um milionésimo de segundo a possibilidade de ficar aqui. Mas eu não gosto quando minha imaginação corre solta assim, porque ela é meio mórbida, coitadinha. Eu quero ir, sim. Só que quero ir ontem (E o relógio diz : tic-tic-tic-tic-tic-tic-tic-tic- tic-tic-tic-tic-tic-tic-tic-tic- tic-tic-tic-tic-tic…).



Escrito por Cynthia às 13h36
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CATARSE

Sabe quando você fica juntando tristezas, ressentimentos, decepções e desânimo durante muito tempo ? E sem poder – ou querer – falar disso com ninguém, sem querer mostrar os sentimentos, bancar a fraca, a chorona ? E sabe aquela sensação horrorosa, abafada, sufocada, o tempo todo a ponto  de explodir que isso causa ? E sabe quando, de repente, por qualquer motivo - um comercial sentimentalóide na TV, um livrinho bobo, uma lambidinha do seu gato, um abraço do seu amor, uma música quaaase brega que te acerta na veia -  você estoura e chora, chora de soluçar, chora tudo que tinha escondido, por você, por seus amigos,  pelos desconhecidos, pela injustiça do mundo, pelo cazzo alado, chora sem parar e sem escalas por horas, até perceber que já gastou tudo e se continuar chorando vai ser por  inércia, pelo lindo trabalho de renda da aranha no canto da sala destruído pela vassoura ou pela  gratuidade da vida e morte das formigas que você pisou ontem ? Lembra a calma, a leveza, o vazio maravilhoso que vem depois do chororô ? Pois é assim que a cidade está, depois de uma chuva linda que tirou quilos de poeira do ar e das ruas, que deu uma boa lavada no clima de inferno que estava aparentemente instalado pra sempre em cima da gente. E se não fosse um restinho de gripe me irritando, eu não estaria aqui agora escrevendo : estaria lá embaixo, no meio da rua, de braços abertos, tomando chuva na cabeça e feliz da vida como há muito tempo não era.



Escrito por Cynthia às 15h26
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EU TENHO A FORCA

Deve ser a primeira vez em anos que eu enforco uma segunda-feira pré-feriado, e tô a-man-do !!! Acho que eu tenho a maior vocação pra vagal e nunca tinha notado...

Escrito por Cynthia às 10h37
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NISSO É QUE DÁ IR CONTRA A NATUREZA

Gatim acha que eu sou grossa. Eu digo que sou é tímida, e só cumprimento quem me cumprimenta primeiro. Aí ele diz que eu sou Neuracy. Eu concordo. E o pior é que  pelo menos 80% das vezes em que tentei superar a neura e cumprimentar primeiro os vizinhos no elevador, os  fdps não responderam, aumentando ainda mais  minha neura e minha já inata falta de educação e de sociabilidade. Tudo bem que tem muito velho no meu prédio (Copacabana é aqui,  I tell you), mas não posso crer que todos sejam surdos, né ? Ontem, ao entrarmos junto com uma coroa – de 50 no máximo, então acho que surdez está fora – com uma camiseta cheia de estrelas petistas, mascando chicletes de boca aberta, tentei mais uma vez. Disse bom dia, ela ruminou o chiclete. Gatim disse bom dia, ela nos deu uma visão completa da plasta cinza sendo jogada pro outro lado da boca, mas não disse nem “bom dia”, nem “oi”, nem “vão pra puta que os pariu que eu tô na TPM (ou  na menopausa)” nem nada. Ela desceu no térreo - o Nelson segurou a porta pra ela sair, e você agradeceu ? Pois é, nem ela - e nós seguimos para o  subsolo. Gatim ficou indignado,  eu nem tanto, porque já espero mesmo o pior das pessoas, o que acho bastante libertador. Ele lamentou não ter comentado que o candidato do PMDB ia ganhar de lavada (mesmo tendo votado no petista), e eu me arrependi de não ter falado bem alto com ele que a quantidade de múmias caquéticas e surdas no prédio era uma loucura. Mas ainda assim nos comportamos. O que prova que sim, até posso ser neurótica, mas minha grosseria ainda está operando abaixo, bem abaixo da sua capacidade total. Droga. Preciso treinar mais.

Escrito por Cynthia às 10h32
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ME TÁ DENTRO

Se é verdade o dito "cambiano i cazzi, ma il culo è sempre il nostro", será que compensa cambiare i cazzi mesmo assim ? Já que il nostro culo vai levar de qualquer forma, vai que pelo menos o próximo cazzo tem comprimento, coloração, circunferência, consistência e aspecto geral mais do nosso gosto, né ? E não, seus sujos, não estou sendo literal. É uma metáfora. Me tá fora. Fuori, bellissimi, fuori. Mas falando - relativamente - sério, o que é que cês acham ?



Escrito por Cynthia às 08h52
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POOPER PARTY

Sabe por que é que aquelas mongas na propaganda disfarçada de Xenical (O que você faria com alguns quilos a menos ?) só aparecem em close ou em plano americano ? É que se mostrassem de corpo inteiro a gente veria o fraldão geriátrico que tem que usar quem costuma adotar um laxante atômico incontrolável high-tech como forma de emagrecimento. Faz tempo que eu não vou ao endo, mas se quando eu voltar ele falar nessa meleca mais uma vez, periga eu tomar dois só pra depois comer meia dúzia de acarajés (epahei, Iansã) e aparecer lá pra fazer minha "anamnese" naquelas cadeirinhas de couro, mmwahahahaha...



Escrito por Cynthia às 09h41
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ESCULHAMBATION SOUNDTRACK

O único jeito de suportar o imbecil-em-chefe ultimamente é a boa e velha palhaçada, ainda que secreta. Durante as ruim-niões intermináveis e fúteis, então, não existe outra saída, principalmente agora que ele tá se achando o executivo do ano. Dias atrás, ele dando um misto de aula e esporro - ambos absolutamente excessivos e desnecessários - no coitado do atendimento júnior, por conta de um empreendimento, falou o nome do prédio, que eu ainda não conhecia. Niqui lascou o “Riverside”, eu e o Leo, meu confrade de sofrimento e redação, começamos imediatamente um dueto, que apesar de meio murmurado, foi plenamente audível na sala toda. Mandamos bem, cada um cantando uma frasezinha do samba antigo (Adooro riverside /só pesco em Cabo Frio / decididamente eu sou gente bem / enquanto a plebe rude na cidade dorme / eu janto com Jacinto que é também de Tormes / Terezas e Dolores falam bem de mim / já fui até citado na coluna do Ibrahim...) e, de quebra, desinflamos um pouco o furor didático do nosso microBush de quintal. Ontem, quando ele mais uma vez resolveu bancar o fodão, dessa vez pra cima da menina da mídia, um docinho, daquelas que falam baixinho e com uma educação que pouca gente consegue ter nesse ramo, a única maneira de não soltar um “Ui, que meda” no meio do seu chilique foi pensar numa musiquinha adequada à situação, marcando o ritmo com o pé enquanto ele dava tapas na mesa e ficava vermelho : “Hey ! Hey! Hey, hey, hey !! Macho, macho man, I’d like to be a macho man...” foi ótimo, consegui não entrar em confronto nem ridicularizar a figura (como se ele precisasse da minha ajuda pra isso). Com ele não sei se funciona, mas pra mim a música tá acalmando as feras fácil, fácil. Deve ser por isso que, na agência onde eu trabalhava antes, era só o pessoal da arte ver um determinado rapaz se aproximando pra começar a assoviar o tema do Poderoso Chefão ou a cantarolar a trilha do Darth Vader... e que Zeus me livre de saber qual é a minha música-tema por aqui. Aposto que é no mínimo Free Willy, no máximo Godzilla. Hohoho.



Escrito por Cynthia às 09h24
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BREATHLESS

Não há nada tão desagradável, ruim, péssimo, horrível, irritante, nojento, desesperador e letal que não possa ser (muito) piorado por uma gripe horrorosa e fora de hora (principalmente se ela for “curtida” num calor insuportável, trabalhando para o imbecil mais filho da puta do planeta e com perspectivas muito sérias de piorar ainda muito mais do que você jamais julgou possível nos seus piores pesadelos depois de uma feijoada completa com tequila e compota de jaca na sobremesa.). E aí você não pode nem chorar, porque aí mesmo é que o dariz edobe de fez e aí babaus, deguia. Inferno astral atrasado é isso, meninos, o resto é bad hair day.



Escrito por Cynthia às 14h08
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IRMÃ URSA

Minha irmã me emprestou um livro, que acabou de ler e de que gostou muito. É um livrinho bem mulherzinha, o que a gente vê logo a partir da capa (cor-de-rosa,  eew), do nome - The Alphabet Sisters - e do enredo : três irmãs balzacas, ex-estrelinhas de um conjunto musical infanto-juvenil, e no momento da ação passando por momentos turning point de suas vidas, que se reencontram após três anos sem se falar, depois de uma briga enorme ocorrida logo que a caçula se casou com o noivo da do meio. (Pelo menos esse tipo de coisa rodrigueana não corre nem nunca correu o risco de acontecer em nossa pequena família multi-feminina - gostos muuuuuuuuuuito diferentes em matéria de homem, só pra começar). Acho que vou gostar, é um livrinho muito bem escrito e divertido. Mas ainda assim, minha irmã me paga. Se na página 35 eu já desandei a chorar feito uma vaca, imagina o que não vai ser de minha pobre e já desidratada pessoa ao chegar ao fim das 452 desse livrinho “para moças”. E isso porque eu nem tenho mais TPM.



Escrito por Cynthia às 16h38
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O FEITIÇO DE ÁQUILA ou

O nosso amor é tão bom

O horário é que nunca combina...



Escrito por Cynthia às 16h07
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PERGUNTE AO PÓ

Ontem e anteontem, a lua ao nascer estava assim : cheia, grande, vermelha, inflamada, zangada... e linda. Mais tarde, à medida que ia subindo no céu, ia ficando dourada, feito uma moeda de cobre que passasse pela pedra filosofal, e só bem mais tarde é que voltou à sua prata polida de sempre. Foi um espetáculo e tanto, e grátis. O que eu não entendo mesmo é por que motivo a luz refletida de um pedação de rocha solto no meio do nada, só por estar momentaneamente filtrada por poeira em suspensão, tem essa capacidade de deixar a gente toda boba, consertar meu mau humor quase crônico e inspirar lirismo até em quem não é muito dado a essas firulas. Dizem que os pôres-de-sol pós-hecatombe atômica seriam lindos, e se uma poeirinha à toa fez tudo isso ontem, aposto que os nasceres-de-lua (existe, isso ?) também. Pena que a essa altura só haveria ratos e baratas pra apreciar o show. E não consta que eles sejam mais dados a devaneios românticos do que, por exemplo, algum político texano ou chinês.



Escrito por Cynthia às 15h27
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MOSES SUPPOSES HIS TURDIES ARE ROSES

Só pra variar, tô atrasadíssima : só ontem, e só por acaso, vi um pedaço – acho que o terço final - do Tiros em Columbine. Não vou nem falar nada além de que tive que me segurar muito, muito, mas muito mesmo, pra não jogar um sapato na TV quando, primeiro uma loirinha adolescente, e depois o falecido (se não morreu ainda, não é por falta de torcida) Charlton Heston apareceram dando sua versão dos motivos pelos quais os canadenses – que possuem o mesmo tanto, ou mais, de armas por família que os EUA – e europeus se matam uns aos outros com muito menos freqüência do que os americanos  . A lôraburra foi direta em sua opinião suína : “’cos they have more white people”, o que aliás não é verdade. Parece que o Canadá tem basicamente a mesma proporção de não-Wasps que as Bushlands. Moisés ainda tentou dar explicações do tipo “Nossa história é mais violenta do que a deles”, ao que o gordinho respondeu, irônico “Mesmo ? Mais que a da Alemanha ? Da França ? Da Inglaterra ?”. Aí a múmia solta a pérola : “Well, I don’t know, maybe it’s because they have less... multiethnicity”. AAAAAARRGGGGGGHHHHHH. Se brincar, meu sono raro e agitado desta noite foi pura raiva. E olha que eu nem vi debate nenhum.



Escrito por Cynthia às 09h43
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