BULI E MIA

ou MINHA GATA FALA : JUCA, HUGO E RAUL

Meu  neném tá dodói. Só mia e vomita, chora e vomita. Duas visitas ao veterinário, 4 exames de sangue, uma ultra-sonografia e duzentos reais depois, ainda não sabemos o que ela tem. Fora a humilhação da barriguinha depilada e da tomada de temperatura, ela por enquanto está bem, mas nós vamos ter que dar injeções de Plasil de 12 em 12 horas até segunda-feira, quando ela tem consulta de novo. Parece fácil, todo gato tem a pele da nuca soltinha e são só 0,3 ml. Claro que não posso afirmar, mas eu duvido que se a Nina fosse um bebê humano, a gente conseguiria estar mais preocupado, ansioso e temeroso do que já está.

Gente como um médico conhecido nosso pode ficar indignada lendo isso, porque acha que todo mundo tem que procriar e, se  não puder, adotar gente, não bichos. Pode se indignar, mas é melhor não dizer nada, pelo menos não ao alcance do meu punho. Porque o que alguns chamam de frescura, eu chamo de amor, e do melhor tipo, que transcende muito mais do que consangüinidade, cor ou gênero : transcende até espécie. Quem me entende, faz um favorzinho ? Torce aí pra não ser nada...=^o^=



Escrito por Cynthia às 12h13
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VAMOS FUGIR

Ontem, no caminho pra casa, o som retumbante vindo do carro de uma dessas figuras que não compreendem o conceito de privacidade - nem a própria, nem a dos outros - me chamou a atenção. Era um som esquizofrênico : de um lado, a batida de reggae, que eu acho muito legal, e tava bem levada, gostosinha; de outro,  a voz, o jeito de cantar e a letra, tipo C&X, o mais disgusting possível. Claro que nesse embate, o mal prevaleceu e eu dei um jeitinho de correr pra longe na maior velocidade que o trânsito me permitiu. Não sem antes me perguntar se essa merda foi um fato isolado ou se é um novo estilo musical, e me responder que se for, ele só pode se chamar Breggae.



Escrito por Cynthia às 14h26
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FROM THE PRICKING OF MY THUMBS...

Depois dizem que eu sou superficial, preconceituosa, fresca e outros adjetivos assim, que ferem o meu meigo coração, hahaha. Mas não adianta, tem coisas que a gente vê se repetirem tantas vezes que nossa aversão por elas na verdade é um pós-conceito, e assim sendo, quando a gente vê de novo, só espera o pior. E o pior é que nunca se decepciona. Por exemplo, o motorista do carro atrás do meu no sinal vermelho, brigando com a mulher (ou irmã, filha, cunhada, whatever) aos berros, com altas – ou melhor, baixíssimas - grosserias, audíveis do meu carrinho com vidros fechados e ar ligado, em meio ao ruído de todos os carros da Av. 85 no horário do almoço : eu nem precisava ter olhado no retrovisor pra adivinhar o modelo dos óculos de sol da criatura. Era um Ray Ban, que chamam de modelo aviador, mas em respeito ao meu sogro, que era piloto, eu prefiro chamar de modelo SNI. It’s something so predictable...



Escrito por Cynthia às 14h23
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CASAL BOBO, DIÁLOGOS BOBOS

Ela entra em casa morrendo de rir.

 

Ele : que foi ?

 

Ela : eu sou uma asna. Sabe como eu fico brava dirigindo e xingo todo mundo que faz besteira na minha frente – com o vidro fechado e sem gritar, claro  ?

 

Ele : ô !

 

Ela : pois é, hoje o trânsito tava tão ruim que acho que gastei todo o meu vocabulário antes da metade do caminho, aí quando um pedestre - homem - fez de tudo pra ser atropelado por mim e ao mesmo tempo provocar um engavetamento monstro, eu quis xingar e as palavras não vinham, não vinham, e quando uma veio foi  “seu... seu... seu buc**tudo !!”

 

 

*     *     *

 

Ela : ... e foi por isso que eu fiquei tão puta.

 

Ele : uaaaau. Vou te contar, meu patrão é um filho da puta, mas o seu é um doido, um burro, um capacho abjeto, um coitado, um bosta, um idiota, um pusilânime, um energúmeno...

 

Ela : é... e manda em mim !!



Escrito por Cynthia às 14h40
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CASAL BOBO, DIÁLOGOS FEIOS, SUJOS E MAIS BOBOS AINDA

Ela : putz, que barulhinho nojento esse, hem ?

 

Ele : acho que é motosserra, devem estar podando as árvores da rua.

 

Ela : mas de novo ?

 

Ele : é mesmo, acho que é a terceira vez só este mês. O que será que eles tão aprontando ?

 

Ela : só pode ser a primeira rua do mundo arborizada com bonsai.

 

*     *     *

 

Ele : ... aí o diretor de arte chutou o balde e falou um monte pro cara, tudo que a gente tem vontade de falar praquele babaca e não pode, foi maravilhoso, foi catártico. E tudo na frente de outro cliente.

 

Ela : nossa, e você ?

 

Ele : ah, o pau quebrando lá, eu de cá, todo sério, só digitando no computador.

 

Ela : e cê conseguiu trabalhar com esse clima todo ?

 

Ele : o que eu tava digitando era fácil.

 

Ela : é, o que era ?

 

Ele : hihihihihihihihihihihihi...

 

*     *     *

 

Ele, depois de uma semana constipado, entra correndo no banheiro dela, todo feliz, pra pegar um rolo novo, porque o do banheiro dele acabou. Tão feliz que o superego saiu voando.

 

Ela : nossa, lindo, que pressa é essa ?

 

Ele : acho que sarei. tô pressentindo que vou c***r como nunca c***ei antes.

 

Ela : ... pra dentro ?

 

 

 



Escrito por Cynthia às 14h39
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SUNSHINE UPDATE

Acabei de roubar este testezinho do site da "Lacuna Inc." lá da Ione. Faça e veja se você é um candidato em potencial a uma sessão-apagão de memórias desagradáveis. Achei divertido, ainda mais porque, pelo jeito, eles acham que NINGUÉM pode viver bem sem uma procedure daquelas.



Escrito por Cynthia às 12h52
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CYNE REVIEW

ou

 

VOCÊ JÁ VIU ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND ? ENTÃO VÁ !!

 

Este ano eu vi pelo menos 4 filmes que adorei, o que é bem mais do que a média pra mim. Começou com Big Fish – mas eu adoro o Tim Burton e tudo que ele faz, então nem sei se vale - , Lost in Translation, My Life Without Me (tô cantando “Senza Fine” até hoje) e agora este.

 

Eu sei que tem muita gente, ou melhor, muitas mulheres – minhas duas irmãs, uma prima, minhas ruivas preferidas (a Jananinha e a Cam) – que odeia o ator que interpreta o protagonista, aquele canadense careteiro de dentes de azulejo. E admito que eu também nunca fui a mais fã do Jim Carrey, mas não chegava a ter horror da figura, até porque gostei muito dele em O Máscara, O Mentiroso (principalmente da cena em que ele se surra no banheiro, o que é ótimo pra quem não vai muito com a cara do rapaz, né ?) e no Man On The Moon.

 

  

Quem te viu...                                                                                                                          ...quem te vê.

 

Mas depois de Eternal Sunshine Of The Spotless Mind, tenho que admitir que ele é um puta ator. Dá até pra esquecer que é ele, juro. Pra vocês terem uma idéia, o cara não faz uma careta no filme, não é engraçado, parece (convincentemente) uma pessoa triste, insegura, fechada e sofrida. E mesmo que nem isso fosse o suficiente pra assistir ao filme, há várias outras razões. O elenco, sem contar com our toothy friend, é de primeira : tem Kate The Great Winslet, o excelente Tom Wilkinson, Mark Ruffalo (ainhain), a carinha-de-defunta-porém-boa-atriz Kirsten Dunst, e o eu-sou-ator-froda-se-o-Frodo Elijah Wood.

 

E principalmente, vá por causa do Charlie Kauffman. O roteiro é duca, parece um Philip K. Dick apaixonado e otimista (se é que isso é possível) e dá pra molhar os cílios várias vezes sem necessariamente se derramar, e mesmo que aconteça, chora-se não de tristeza, mas, como dizia a criancinha do meu “Criança diz cada uma” inesquecível*, de lindura.

 

Pra mim, o diálogo na cena em que os fantasmas da memória dos dois, sentados numa escadinha na praia e comendo frango frito, mas já conscientes de que são lembranças e que estão a ponto de evaporar a qualquer momento, sem deixar rastro, é daqueles que conseguem resumir a vida inteira de qualquer pessoa. Se você pensar que todo mundo morre, alguns vão embora, ou que o amor às vezes acaba, ou não funciona, ou mesmo que tudo “dê certo”, até as mais lindas lembranças podem se diluir em névoas de Alzheimer ou demência senil, o papo, sem maiores pretensões, tranqüilo e nada dramático (quem consegue ser dramático comendo uma coxa de frango com a mão ?) fica até pungente. Ela diz algo como “tudo isso aqui está sumindo, você sabe” e ele “é, eu sei”. Ela : “o que a gente pode fazer ?” e ele, até então o tight-ass , dá de ombros, mezzo triste, mezzo blasé : “aproveitar”.

 

*"Criança diz cada uma" era uma página do Dr. Adolpho Bloch na revista Pais & Filhos, com vários relatos das coisas inesperadas, engraçadas e doces que crianças dizem e/ou fazem, e a minha historinha preferida era uma em que a mãe contava que leu um poema pro filho de uns 4 ou 5 anos e ele começou a chorar. Cheia de remorsos, ela abraçou o fofo : “Chora não, querido, a mamãe não queria deixar você triste.”. E ele, soluçando : “né tristeza não, mãe, tô chorando é de lindo”.

 



Escrito por Cynthia às 09h47
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CADA UMA...

“Se eu fosse gorda como ela, eu me matava.”

Frasezinha simpática de Liz Hurley*  a respeito de Marilyn Monroe.**

 

Eu só queria saber o seguinte : se a imbecil da inglesa vive fazendo dieta pra ser essa sílfide tão superhiperultramegaüber maravilhosa, praticamente uma Davidina Beckham, por que é que justo na hora em que devia manter a boca fechada, resolve abrir pra falar merda ? Mistérios...

 

*Aquela modelo-e-atriz que será esquecida pelo mundo em cinco a dez anos, famosa principalmente por causa de um antigo namorado, que a deixou esperando em casa e foi caçar uma profissional de 5ª categoria pra um bjzinho básico no meio da rua, e por outro que não admitia ser pai do filho que ela esperava.

 

** Atriz com lugar garantido na história do cinema como símbolo sexual, tendo estrelado uma das melhores comédias de todos os tempos, da arte, com os silks de Andy Warhol, e que até hoje, 42 anos depois de morta, ainda fala ao imaginário e ao pau de homens do mundo inteiro, mesmo sendo “gorda” ao ponto do suicídio obrigatório.



Escrito por Cynthia às 15h34
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MAS CYNTHIA, POR QUE SEUS POSTS SÃO TÃO LONGOS ?

Pra te comer melhor... ops, não, Chapeuzinho, é porque eu passo o dia todo fazendo textos de no máximo 30 segundos, ou de no máximo dez linhas, "porque ninguém mais lê", e com tanta informação que é o mesmo que ter que fazer caber um elefante numa xícara (de café). Então aqui, no meu minifúndio, mini porém meu, eu me esbaldo, me espalho e me excedo, como quem sai de um colchonete de cadeia pra uma cama superking size, entendeu ?



Escrito por Cynthia às 08h41
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MEUS CINCO MINUTOS

Tô lá eu ontem no supermercado, super mal-humorada (eu adoro fazer compras, mais do que devia, mas só de supérfluos e novidades, e ontem era dia de detergente/alvejante/sabão, irk.) e implicando mentalmente com a mulher à minha frente na fila. Criticando seu cabelo essa-cor-não-existe-na-natureza com raízes escuras, sua roupa eu-tenho-45-mas-faz-de-conta-que-tenho-18, seus assuntos bobos e frívolos, em tom muito alto, com as sobrinhas que a acompanhavam, seu jeitinho bagaceira de tomar cerveja do gargalo em pé na fila – é, to ficando velha e conservadora, a palavra que me ocorreu foi “vulgar” – enquanto as mocinhas devoravam batata frita de saquinho e limpavam a mão na roupa e, quando ela finalmente começou a passar suas comprinhas, pouquinhas, até porque já tinham consumido a metade, hohoho, o seu jeito “enturmado” com a menina do caixa, sua lentidão exagerada pra ensacar aquelas coisinhas, mesmo com o auxílio das duas entediadas adolescentes... e aí me bateu uma súbita empatia que não sei de onde saiu. Pensei, sinceramente, sem superioridade, “ah, tadinha, deve ser tão sozinha que isso aqui pra ela é um programa, é um jeito de ver gente, interagir com as pessoas, esticar o tempo que passa com as garotas”. E me assustei, imediatamente, claro. Eu não costumo ser compassiva assim, e a não ser naqueles casos em que o “santo” combina de cara, minha primeira reação a estranhos é sempre a mesma de cachorro criado preso, principalmente se eles forem muito coloridos, muito extravagantes, extrovertidos, altissonantes e espaçosos. Pensei “aiaiai, será que tô virando cristã depois de velha, gente ?!”. Aí fiz uma rápida consulta à memória, mmm, deixa ver : Cruzadas, Inquisição, Venda de Indulgências, Obscurantismo, Criacionismo, KKK, Padres ped*filos, Machismo, Seitas Extorsivas, George Bush, George Bush II - o insulto final, tortura de crianças no Iraque, Esprit de Corps safado, Preconceito, Complexo de Superioridade, Homofobia, Reacionarismo, Auto-indulgência. Suspirei, aliviada. Nah. Eu tava sendo cristã era antes. E esperei, tranqüilinha, até a loira de frasquinho acabar seu programinha de segunda-feira em paz, ainda com alguma simpatia por ela. Eu, hem.



Escrito por Cynthia às 08h39
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FOX NO MORE

Mudamos nossa TV por assinatura. Na verdade, não foi assiiiim essas mudanças todas, a base é mais ou menos a mesma, mas na troca, vêm mais uns 30/40 canais, uma porção de HBOs, - um deles vai passar a 3ª temporada do Six Feet Under, que eu já tinha desistido de ver de novo – vários Cinemax e mais alguns canais de filmes, tem History Channel, People and Arts e Film & Arts (tequinfim !!!) etc. Infelizmente, não tem a Fox. Gatim ficou triste de não poder mais ver os Simpsons e eu de não ver mais a excêntrica família do Malcolm, mas até agora tá valendo a pena.

 

O chato é que uma série de que eu sempre gostei na Fox, e raramente via, e agora mesmo é que não vou ver mais, nem que eles reprisem, era a Ally McBeal. Todo esse prolegômeno foi só pra contar de um episódio que eu nunca esqueci, em que o maluco do psiquiatra dela dizia, quando ela, em mais um surto psicótico, achava que talvez amasse “pra casar” o amigo/colega/patrão/seiláeuoqueeraaquilo e ainda mais doido do que ela John Cage. O psiqui, então, diz que num caso como o dela só resta fazer as três perguntas que parecem joguinho de salão, mas que são muito eficientes e que só se forem respondidas afirmativamente, todas as três, indicam que pode ser que aquilo que você sente seja amor, do tipo longa vida. Quer tentar ? Juro que funciona.

 

Primeira pergunta: como você se sente com a idéia de ter e criar filhos com ele ? (No caso da Ally, ela pensa um pouco e dá um sorrisinho contente. É, não é má idéia.)

 

Segunda : como você se sente com a imagem de vocês dois, sem fazer nada, conversando ou lendo em frente à lareira ? (Mais uma vez, ela acena com a cabeça que sim, é uma boa idéia, eles são grandes amigos faz tempo, ela acredita que eles terão assunto e/ou silêncios confortáveis por muitos anos.)

 

Terceira : imagine o seu prospective life partner... lambendo chantilly do seu umbigo. (Ela faz uma careta de repulsa, a música suave faz aquele som de agulha escorregando no disco de vinil que só quem tem mais de 30 se lembra como dói - não, crianças, scratch é de propósito, é outra coisa.) O psiqui diz “tá vendo ?” e aí faz...

 

O tira-teima, também conhecido como O golpe de misericórdia : responda rápido, sem pensar muito : você está em casa, à toa, começa a cochilar, o telefone toca. Quem você pensa que é ? (Ela responde na hora “Larry” , que era o Robert Downey Jr, aiai, ora que dúvida).

 

Eu sei, eu sei, parece bullshit, mas eu nunca vi essas perguntinhas falharem. Acredite, quando o negócio é sério, até quem, por exemplo, não quer filhos nem com o namorado nem com ninguém, nunca, dá uma balançadinha ao imaginar bebezinhos e criancinhas fofas com a boquinha e as sobrancelhas iguais às do seu bem, o seu cabelo e sua voz e orelhas ou covinhas de algum avô de um lado ou de outro. Se todas as suas respostas (sinceras) forem afirmativas, se joga. Principalmente se as do prospect também forem. Se só a do chantilly for boa, vai também, oras. Não tem nada de errado em um namoro que só arrepia. Mas eu ainda acho que não tem nada que se compare a um que arrepia, acalma, atiça, ampara e aquece. Viu só, gatim, você que nunca pensou que fosse “a straight A student” ... é !!



Escrito por Cynthia às 14h08
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EU NÃO QUERO TER UM MILHÃO DE AMIGOS

Se eu ainda tinha qualquer vergonhazinha em não ter mais que meia dúzia de amigos - pessoas de quem eu gosto de verdade - no orkut e de nunca mais ter ido lá nem pra limpar a caixa de spam, ela teria acabado quando, passeando no Copy & Paste (Ratapulgo, cadê você ?) li o poema-desabafo do Ronaldo do Fakerfakir. Falando francamente, foi foda, filhinhos. Fiquei fã.

Quero o seu amigo.

Quero o seu amigo
aquele que não peida
não arrota sem querer
nem está muito perto quando
você resolve tirar ranho do nariz
No país dos amigos pixelizados
as garotas todas lêem Dostoiévski
e dão o cu porque é moderno
porém sempre ao som da melhor trilha
curtindo um hobby interessante
tipo pular de bungee jump
ou saber frases gozadinhas
do Mussum

Quero o seu amigo e/ou
a sua amiga ou quem quer que você finja conhecer
pra adicionar seu nome à minha comunidade de autistas
e depois quem sabe jogar suas características
na bolsa de valores ou num puteiro de figurinhas
quem sabe deletar seus dados chatos
e desligar sua face estúpida antes do último
pão amanhecido vendo um western na tv e ir

dormir
sozinho
e sonhar
com todos os meus amigos
com todos os meus amigos de verdade
acessando os meus gases terminais
no meu funeral.



Escrito por Cynthia às 09h34
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CORRENTE RELIGIOSA

Sempre pensei que eu fosse agnóstica, mas depois dessa, sabe que tô pensando em virar Rastafári ? Se não fosse esse meu cabelo lambido...



Escrito por Cynthia às 16h39
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BOYZ 2 MEN

É uma pena que a menina do planejamento tenha preferido um emprego público à emocionante propaganda goiana, hohoho, e que minha diretora de arte tenha finalmente queimado o sabugo com nosso cansativo patrãozinho (ela tem mais coragem – ou mais dinheiro guardado – que eu...) e ido embora, mas por outro lado, tô de novo do jeito que sou acostumada e gosto, com boys all around. Impossível não lembrar da Danuza Leão, numa entrevista dada ainda no pré-cambriano, em que, perguntada sobre seu lugar favorito, ela driblou as respostas meigas e óbvias que esperavam e disse que era o Maracanã, e ainda explicou : “Você olha pra cima e só vê homem; olha pra baixo, homem, prum lado, homem, pro outro, homem. É a glória !!” E não é que é ?!



Escrito por Cynthia às 15h09
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O CORPO FALA

E o meu, provavelmente, diz “Não contavam com minha astúcia”, o vagabundo. Pois não é que enquanto eu sonhava com formas mirabolantes de perder peso, o fdpzinho resolveu tomar o assunto em suas (minhas ?) próprias mãos (estranho...) e providenciar um jeitinho de eu ter que, querendo ou não, reduzir drasticamente minha ingestão de calorias – e de quebra, dar uma chacoalhada das boas na minha já cambaleante joie de vivre ? Saca só o que o fofo me arruma : hérnia de hiato, refluxo, esofagite e uma leve gastrite, o que obrigatoriamente me proíbe de comer chocolates, café, chá preto ou mate, minha amada Pepsi Twist light – é, eu sou uma hipócrita - ou qualquer outro refri sabor cola, friturinhas, qualquer coisa  gordurosa, inclusive abacate, e last but not least, oh no, no way, José, not at all, não posso mais fazer uma das coisas que eu mais gosto, e  praticamente a única que faz valer a pena viver em Boiânia : a boa, doce, maravilhosa, absoluta, necessária, inigualável e revigorante siesta.  Até tentei me consolar inventando mais uma teoria safada, dizendo a mim mesma que isso deve ser resultado de um possível karma do corpo, criado e resolvido em uma mesma encarnação, e que funcionaria de modo que, depois dos 30, ele passaria a pagar com doencinhas, incômodos e ziquiziras por todas as extravagâncias que a gente fez até então. Mas aí me lembrei do Keith Richards e da Rita Lee, cada um com 264 anos de idade, saudáveis, magros e ágeis depois de décadas de substance abuse e vi que não, nada a ver. A não ser que rugas doam. E sim, eu sou uma cobra. Quem não ?



Escrito por Cynthia às 14h02
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A SOLUÇÃO FINAL - SEM ZYKLON B

Já que eu falei no post abaixo de “pseudociência” e já que eu vivo pensando em formas de conseguir perder uns 20 ou 30 kg com o mínimo de sofrimento possível, era inevitável eu começar a me perguntar por que será que os cientistas todos do mundo inteiro ficam analisando o fundo do cerne do âmago da alma de cada uma das nossas células, destrinchando nosso genoma, matando, eletrocutando, engordando, emagrecendo e sacaneando de várias formas criativamente sádicas zilhões de ratinhos brancos indefesos, cortando, enforcando e grampeando estômagos de gordos mundo afora numa cirurgia cuja “taxa de óbito” (PODE ?!) é altíssima, entupindo nosotros e nosotras de anorexígenos potencialmente ou descaradamente cancerígenos, anfetaminas viciantes, antidepressivos desnecessários e o cazzo alado sem conseguir dar um jeito nessa obesificação - tá, se a palavra não existia agora existe: copirráite eu mesma - galopante da humanidade ? Porque assim, se eu fosse cientista, eu seria mais superficial, mas tentaria ser mais efetiva, criando uma forma de emagrecimento que funcionasse de verdade, e sem precisar sangrar nem dar choque em ninguém no processo. Duas coisas que me ocorreram (e não adianta me dizerem que eu tenho sinapses defeituosas porque eu vou continuar achando que são ótimas idéias) e que acho que se alguém desenvolvesse, seria lindo :

 

A ração para humanos – Pensa bem, se gatos e cachorros conseguem viver bem, felizes, bonitos e saudáveis comendo só ração a vida inteira, por que não inventam uma ração pra seres humanos, - pra uso temporário, claro - com todas as vitaminas, proteínas, minerais e o que mais a gente precise pra viver com saúde ? Bastava ter uns 5 sabores diferentes, ou melhor, sabor nenhum, pra não provocar gula, como minha filha gata muito bem exemplifica. E vir com as indicações de quantidade x potencial engordatício (neologismo traveiz) bem claras e exatas, tipo “cada 300g contêm 150 calorias”. Aí cada um faria suas contas e comeria o suficiente pra perda ou manutenção do peso, sabendo que não teria doenças por carência disso ou daquilo, e sem perder tempo pensando em cardápios, formas de combinar sabores, tempo para a preparação de refeições etc. Sabe por que isso seria perfeito ? Porque gordo pensa em comida o tempo todo, ou no que vai comer, ou no que quer, ou no que pode, e isso tanto na fase de engorda quanto na de dieta. Uma ração dessas tiraria a comida da cabeça da gente, onde tudo de ruim começa, e tornaria muito mais fácil abandonar o vício (é um vício, e dos piores, believe me.). Não seria legal ? Você não compraria ? Eu comprava.

 

A troca de compulsões – esta solução, então, seria a glória. Claro que o ideal seria trocar a compulsão pela comida dividindo-a por umas 3 outras, atenuadas, óbvio. Ia dar uma melhorada na qualidade de vida de todos os fofos e seus parceiros, olha que beleza. Pensa bem : “Doutor, eu queria trocar essa minha obsessão por comida por uma mistura de 33% de mania de limpeza, 33% de mania de exercícios físicos e 34% de compulsão por sexo. Monogâmico, por favor, que meu marido é que tá pagando o tratamento, faz favor (ou ‘que minha mulher é de escorpião e tem um irmão detetive particular’, vá lá.).”.

 

A anosmia artificial temporária – ao contrário do que pais, professores e campanhas do governo tentam nos fazer crer, todo vício é gostoso. E é só por isso que eles pegam a gente. Claro, né. Se cocaína, nicotina, heroína, jogos de azar, sexo com desconhecidos, álcool, bungee jump e outras substâncias ou comportamentos adictivos – tá, essa além de inventada é anglicismo, mas eu me recuso a repetir “viciante” toda hora -  só fizessem mal, sem dar nenhum prazerzinho em troca, iam todos ficar à míngua e os sete pecados capitais virariam só um, a Preguiça – e perigava de viver virar um tédio só, hohoho. A compulsão alimentar é pior do que todos os outros porque você até pode, sim, conseguindo se curar - ou pelo menos evitar o primeiro gole, ou aposta, cheirada, trepada e so on and so forth, you got it -, ficar o resto da vida sem fazer essas coisas, se for preciso. Mas vai tentar parar de comer pra sempre pra ver. Durante um curto período, você pode até virar top model ou conseguir o papel de Karen Carpenter em filmes pra TV,  mas em compensação o resto da sua vida vai passar bem mais rápido do que deveria. Assim sendo, o ideal seria simplesmente tirar o prazer da comida. Como ? Tirando o gosto dela, claro. Uma vez que nossas pobres lingüinhas só conseguem distinguir doce, salgado, azedo e amargo (e ardido, hohoho), com o trabalho pesado mesmo sendo todinho executado pelo nariz, como por acaso me lembrou o Fernando, é só neutralizar nosso olfato – claaaaaro que também provisoriamente, pelamor – e pronto, Fiat lux. Quem é que vai querer encher a cara de sorvete, massa, acarajé, picanha, cerveja (irk), chocolate ou qualquer outra coisa engordativa, se ela vai ter rigorosamente o mesmo gosto de um chuchu sem tempero, ou até menos ? Sei não, mas acho que essa idéia é até melhor que as outras. Porque como todo gordo é meio safado (e eu seeeeeeei o que digo), a gente sempre pode “complementar” a raçãozinha com sorvete de creme acompanhado de banana flambada ou com umas duas coxinhas – só uma não, porque aí fica tudo manco, né ? – com catupiry, mas se nada disso tivesse gosto, bobagem, era só comer uma saladinha com franguinho atropelado© e pronto. E a troca por outras compulsões pode acabar tornando o ex-gordo um chato de galochas, e ele acabar sendo abandonado por todos os seus amigos, apesar da barriga de tanquinho. Além de tudo, com a anosmia provocada e a conseqüente desencanação com comida, sobrava muito mais tempo pra se fazer montes de outras coisas mais interessantes, que a gente não curte tanto quando está acima do peso.

 

 

©Copyright Tom Jobim



Escrito por Cynthia às 16h36
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EU SOU VOCÊ AMANHÃ

A responsável pela seção de bizarrices pseudo-científicas deste blog detectou que, por uma falha no continuum espaço/tempo, duas versões da mesma pessoa em diferentes idades estão vivas e atuantes ao mesmo tempo, separadas apenas por distância espacial e históricos particulares. Eis a prova. Apesar das diferenças, observa-se que as pessoas não mudam tanto assim com a idade, só se adaptam ao meio. Courtney Love, por exemplo, em sua versão terceiro mundo/ terceira idade, trocou os baques na veia  por injeções de botox na testa e outras drogas mais leves por um marido argentino. O queixão, as orelhas de dimensões exageradas e a disposição pra sair no braço à primeira provocação continuam.



Escrito por Cynthia às 09h27
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VIOLEIRO VIOLADO

Tá bom, tá bom, eu admito que o assunto foi, digamos, palpitante, quem sabe... latejante, certamente – e irresistivelmente - ridículo, e engraçado de forma levemente sádica (igual a tudo que é engraçado, na verdade), mas que já deu o que tinha que dar. Mas é que eu sou meio lentinha, portanto, mesmo depois de ver a notícia, a crítica e as conclusões óbvias em 9 entre 10 dos meus blogs favoritos, e já me preparando para as piadinhas pelo fato do mané entubado ser daqui “do” Goiás, não resisto a mimosear o pobre moço com uma musiquinha feita em sua honra – pra ser cantada com a melodia de Chico Mineiro. Leinvai :

 

Luziano Cabreiro 

Eu nunca fiz viadagem/Sempre fui macho demais

Agora o Brasil inteiro/Tá falando que eu sou dos tais

Por causa dum amigo da onça/um cara muito ladino

Que me chamou pra uma suruba/ me biritou, e foi me iludino*

 

Deixou eu papar sua patroa/Mas antes não tivesse ido

Quando vi, tinha sido enrabado/O safado tinha me comido

Fui na justiça, que nada/Me chamaram de fuxiqueiro

Meu amigo me fez de boiola e o juiz me botou no traseiro

 

Agora eu virei comédia/Meu nome ficou conhecido

O que pra mim foi calamidade/Pros outros foi divertido

Já foi ruim aquele jumento/Me deixar assim, folgadão

Mas o pior é o tanto de blogueiro/Fazendo piada com meu botão

*É assim mesmo, gerúndio em Goiás não tem a letra “d”. Mas em compensação ele não disse “esteve me iludindo”, hohoho.



Escrito por Cynthia às 16h16
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SUBDESENVOLVIDA PORÉM RESISTENTE

Teste pra ver qual país a gente é. E o pior é que dá certo !! Peguei aqui e adorei. Bom, na verdade, na primeira vez em que fiz o teste, o resultado deu Chile. O problema é que começava com "You're really skinny" , o que só foi verdade há uns dez anos, aí eu comecei a rir e resolvi fazer de novo. Só então percebi que tinha clicado depressa demais e perdido algumas questões pelo caminho. O resultado pra valer mesmo foi mais preciso, mas pô, feriu minha sensibilidade. Tinha que ser justo um país muçulmano (ultimamente, sinônimo de "misógino") ? Mas enfim. Olha só :

You're Afghanistan!
In the words of Bob Dylan, you "haven't known peace and quiet in so long [you] don't remember what it's like!"  Sad but true.  Boss after boss has led you around, using you for their nefarious purposes, and dumping you when the time was right.  You've hurt and been hurt and now you're just sick and tired.  When will people leave you alone and let you do your own thing?  But you don't really even know what you want anymore.

 



Escrito por Cynthia às 08h24
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CHANGING NAMES

Os índios carajá (ou será que são os camaiurá ? Bão, não tenho certeza nem tempo e tô com preguiça de ir procurar, então se não forem eles, ficam sendo, tá bom ?) têm um costume que eu acho sensacional : as crianças têm nomes provisórios, dados pelos pais, e quando chegam à maturidade sexual, um dos ritos de passagem para o status de adulto inclui a mudança do nome, com um escolhido pela própria criança, ou melhor, pela jovem mulher ou homem que a criança acaba de se tornar. Claro que, na nossa cultura, era melhor que essa idade fosse um pouco mais avançada, pra evitar uma enxurrada de Bhritnneys, Pammellahs Dayannes e Quianows, Mayckowns e outras barbaridades ainda piores do que as que os próprios pais andam aprontando.

 

Eu até que gosto do meu nominho, apesar de que, quando eu era pequena, ninguém soubesse escrevê-lo, e hoje em dia, todo mundo ache que o Y e o H nele são questão de moda, ou pior, de numerologia, como se eu fosse mais uma Laydee Francysccus ou Stefhanny sei lá do quê. O que eu realmente não consigo imaginar é uma velhinha – que eu espero viver pra ser – de cabelinhos brancos chamada Cynthia. Dona Cynthia. Não, não, definitivamente não combina. Tanto que já combinamos, a Janaína (ela pensa o mesmo, “Dona Janaína” também não faz sentido) e eu, de mudar de nome ali pelos 60. Ela vai se chamar Annunziata e eu, Catarina, claro. Se o gatim deixasse, ainda mudava o dele também, pra Aderbal, Casimiro ou algum outro nome de velho – Sebastião ou Joaquim também não, pô, que aí já é sacanagem. E se a gente demorasse a se acostumar com o nome novo e não atendesse quando chamada, não tinha problema : era só falar que tava ficando surda... ou caduca.

 

E você ? Se fosse mudar de nome, quando – e pra qual - seria ?



Escrito por Cynthia às 14h18
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PRECE (PRESSE, PRESCE, PRESÇE ?)

 Nosso Senhor Aurélio Todo Poderoso, Pasquale e Paschoal, seus Profetas, espírito de Houaiss e seus apóstolos, todos os revisores e gramáticos brasileiros, tende piedade daqueles que acham que o corretor ortográfico e o gramatical do Word os livram de todos os pecados e mancadas contra a nossa santa madre língua portuguesa. Que nunca mais vejamos surgir na nossa tela uma correção que transforma um texto já não muito bom e original em um verdadeiro fado do lusitano lunático, sugerindo "um poucochinho ultrapassado, pra uma ainda melhor, maior e mais moderno" ou deixando passar "estaremos aberto de segunda à sábado" como se não houvesse erro nesta abominação. Se esses pobres pecadores forem publicitários, jornalistas, advogados, escritores, letristas ou quaisquer outros profissionais que tenham a inculta e bela como instrumento principal de trabalho, fazei com que raios caiam sobre suas cabeças. (Uns livrinhos de gramática ou dicionários também servem, desde que bem pesados, Senhor.) Amém.



Escrito por Cynthia às 09h27
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WISLAVA STILL RULES

Possibilities

I prefer movies.
I prefer cats.
I prefer the oaks along the
Warta.
I prefer Dickens to Dostoyevsky.
I prefer myself liking people
to myself loving mankind.
I prefer keeping a needle and thread on hand, just in case.
I prefer the color green.
I prefer not to maintain
that reason is to blame for everything.
I prefer exceptions.
I prefer to leave early.
I prefer talking to doctors about something else.
I prefer the old fine-lined illustrations.
I prefer the absurdity of writing poems
to the absurdity of not writing poems.
I prefer, where love's concerned, nonspecific anniversaries
that can be celebrated every day.
I prefer moralists
who promise me nothing.
I prefer cunning kindness to the over-trustful kind.
I prefer the earth in civvies.
I prefer conquered to conquering countries.
I prefer having some reservations.
I prefer the hell of chaos to the hell of order.
I prefer Grimms' fairy tales to the newspapers' front pages.
I prefer leaves without flowers to flowers without leaves.
I prefer dogs with uncropped tails.
I prefer light eyes, since mine are dark.
I prefer desk drawers.
I prefer many things that I haven't mentioned here
to many things I've also left unsaid.
I prefer zeroes on the loose
to those lined up behind a cipher.
I prefer the time of insects to the time of stars.
I prefer to knock on wood.
I prefer not to ask how much longer and when.
I prefer keeping in mind even the possibility
that existence has its own reason for being.



Escrito por Cynthia às 09h23
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JACARÉ É TUDO IGUAL

Hoje fui fazer endoscopia – é, envelhecer é assim, que nem insistir em manter aquele seu velho e querido carro “clássico” : num dia é falha mecânica, noutro é lanternagem,  noutro pintura, problema no filtro, na parte elétrica, enfim, um trabalhão. Mas como não dá pra trocar de corpo e manter essa minha alma negra com pois branco-pérola a que eu sou tão ligada, vamos nessa. Então, como eu dizia, fui fazer a tal da endoscopia pra ver o que há com o meu pobre estômago, além da quantidade industrial de sapos engolidos todo dia, é claro. O resultado só sai dia 20, mas até lá, pelo menos uma vantagem : a médica disse pra eu não ir trabalhar hoje (ô dó...), porque me deu um amansa-corno daqueles, que eu não sei o que é mas que me deixou caaalma, como se estivesse maconhadinha o dia inteiro, uma diliça. Pra falar a verdade, nem entendi bem por que não trabalhar assim. O ideal pra mim seria ser “produtiva” todo dia nessa base, tranqüila, zen, que nem cabaça na enchente : pro lado que a água tocar é isso mesmo. Tudo bem que amanhã começa tudo de novo, mas hoje eu me vinguei da minha falta de sono : dormi tanto que quase que minhas pálpebras não abrem mais, igual a buraquinho de orelha quando passa muito tempo sem brinco. Falar nisso, acho que vou ali dar mais um cochilinho antes de ir pra rua. Porque matar serviço numa terça-feira é até legal, mas só fica mesmo perfeito se ainda por cima a gente sair com uma amiga que não vê faz tempo, pra botar o assunto em dia... e tomar umas – várias, e comer muita besteira pesada e apimentada - antes que a médica proíba. Bisous à vous tous.



Escrito por Cynthia às 16h48
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RESPONDA DEPRESSA

O que é pior, o elevador do seu prédio ficar parecendo uma solitária pra louco furioso (quando tem mudança e eles colocam aquele forro acolchoado cobrindo todas as paredes pra proteger o aço escovado que, a julgar pela alta ridícula no condomínio por mais de ano, deve ter custado mesmo uma nota) ou você secretamente gostar da sensação ? Vê lá o que vai responder, hem ? Dizem que é melhor não contrariar...



Escrito por Cynthia às 13h26
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OS ANARFAS TAMBÉM TR**AM

Olha só o pop-up que me aparece. Traduzido diretamente do ingreis pro portunhol por um japa bêbado operando um tradutor online de 5a categoria, infectado com vírus Stupidus absolutus. Apesar de tudo, e do nome "científico" do bicho (obduro é o máximo) acho que é a sério. Bom, pelo menos agora a gente sabe como eles se reproduzem...



Escrito por Cynthia às 07h00
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VETERINARY BLUES

ou MAMÃE MAU-CARÁTER

Minha menininha está supercarente hoje. Diz o gato-pai que é o amor-próprio dela que está ferido porque foi ao veterinário e tomou injeção. Ela não é muito fã de veterinários em geral, e nessa clínica em particular ela já passou por maus pedaços, então só de se ver transportada na gaiolinha e pousada no fatídico balcão a penitente já se estressou e começou a soltar  pêlo, transformando a camiseta azul-marinho do Nelson em legítimo catshmereÓ. Vacinas dadas - ela levou duas picadas e o pai uma facada, quase 60 paus – , normalmente ela já devia ter se esquecido de tudo, mas ainda chegou em casa manhosa, chorona, miando de cinco em cinco segundos, me seguindo feito uma sombra, dando beijinhos e cavando cafunés e carinhos feito a filha única que ela é. Pra somar o insulto à injúria, ainda disseram que ela está gorda (it kind of runs in the family, you know) e aconselharam o pai a deixar a coitadinha passar fome.

 

E eu nessa história ? Bom, eu não presenciei nada disso, primeiro porque sábado de manhã foi feito pra geminianas publicitárias dormirem, e depois porque, numa das primeiras vezes em que levei a filhota ao veterinário, a tipa de plantão quase entrou num role reversal sem querer, quando enfiou um termômetro no fiofó do meu pobre nenenzinho minúsculo e indefeso, deixou a cabecinha dela fazer bonc na mesa de exame e, quando ela gemeu, ainda a chamou de manhosa. Para  não ter que me levar mentolados na cadeia, Gatim acha melhor levar a filha ele mesmo. Resultado, ele fica de bad cop e eu fico com a parte boa, de consolar, dar colo e abracinhos e carinhos sem ter fim, ouvir altos “mamães” (quem tem gato sabe que eles falam mesmo) e ver os olhinhos azuis dela olhando pra mim cheios de amor. Hohoho, eu não presto, eu sei.



Escrito por Cynthia às 12h17
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É ASSIM COMO UMA FISGADA NO MEMBRO QUE JÁ PERDI

Estranho, isso. Eu nunca quis ter filhos, e agora nem que eu quisesse poderia - mas continuo não querendo -, tenho horror a fralda, cocô, xixi, meleca, vômito, de queijinho ou não, e estou mais do que feliz de ter uma filha orelhuda e com rabo, que sabe ir ao banheiro sozinha desde o primeiro dia, não fala e nem pede dinheiro nunca e morre de amor por mim mesmo agora, que é adolescente. Então por que será que toda vez que a voz da Zizi sobe em "a saudade é arrumar o quarto/do filho que já morreu" eu me arrepio, toda vez que leio uma coisa dessas meu coração dói e, por fim, por que será que eu me lembrava até hoje de um poema que eu li em 96, a ponto de varejar a web inteirinha atrás do nome da autora, de levar horas até encontrar um fiapo do texto que levava ao livro e ao nome do poema, e dar meu número de AmEx em garantia pra poder ver uma página fechada em que ele vinha inteiro, e depois de tudo isso, encher os olhos d'água com o final dele TODAS as vezes que eu leio ? Eu nem sou TÃO derretida assim... sei não, mas se eu ainda tivesse útero, ia achar que estava na TPM.

 

Ah, o poema :

VIETNAM

                                                                                                      Wislawa Szymborska

Woman, what's your name?" "I don't know."

"How old are you? Where are you from?” "I don't know."

“Why did you dig that burrow ?” "I don't know."

“How long have you been hiding ?” "I don't know."

“Why did you bite my finger ?” "I don't know."

“Don’t you know that we won’t hurt you ?” "I don't know."

“Whose side are you on ?” "I don't know."

“This is war, you’ve got to choose.” "I don't know."

“Does your village still exist?" "I don't know."

"Are those your children?" "Yes."

 



Escrito por Cynthia às 15h54
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NATUREZA 0 X 1 MURPHY

ou OS DEUSES DEVEM ESTAR CURTINDO COM A MINHA CARA

 

ou ainda PÁRA, NÓIA

 

No mês de julho nunca chove em Goiás. Nunca, nunca, nunca mesmo. A não ser que se juntem na mesma semana a realização da minha looooooongamente adiada iniciativa de mandar lavar meu carro e a execução de mais ou menos metade da pintura externa (com as lindas cores ocre-cirrose e telha-catchup-vencido, argh) do prédio onde eu moro. Será que é pessoal ?!



Escrito por Cynthia às 15h18
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A CHATA

Sou e assumo, mas tem coisa que também peraí. Friends foi legal, o último capítulo foi bonitinho e tal. Mas bancando a Kathy Bates em Misery, eu pergunto o seguinte : se o Chandler gastou toda a poupança dele e da (ainda mais chata que eu) Monica pra fazer uma festa de casamento do jeito que a desesperada (I've been planning my wedding since I was five) queria, e ainda mudou de profissão, entrando pra propaganda (!), em N.Y.(!!), depois dos 35 anos(!!!), como estagiário (!!!!), como foi que, em menos de uma temporada, ele conseguiu comprar uma casa em Connecticut (!!!!!) onde, certamente, a Yiddish mamma Geller vai se dedicar full time aos gêmeos recém-adotados ? E como é que eu faço pra conseguir uma proeza financeira parecida ? Cartas para a redação.



Escrito por Cynthia às 10h16
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PROPAGANDA TAMBÉM É CULTURA

Você vê que sua profissão é até instigante intelectualmente quando a convivência com patrões, clientes e os clientes dos clientes te faz pensar em Schiller, Dante e Goethe a toda hora. Chique né ?

"Contra a estupidez humana, até os deuses lutam em vão"

"Lasciate ogni speranza, voi ch'entrate"

"The man of understanding finds everything laughable".

 



Escrito por Cynthia às 15h13
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O ESCURINHO E A ILUMINAÇÃO

O melhor de se ir assistir a um filme-pipoca durante as férias é que a gente, sem querer, pode acabar encontrando respostas para questões muito sérias da nossa vida, que até então não tinham explicação ou tinham só pela metade. Por exemplo, eu nunca havia entendido muito bem a atração que eu tinha - quando muito novinha - por homens mais velhos, a ponto de desperdiçar um bom pedaço da minha existência com um coroa chato, ciumento patológico, traíra, chifrador e mal-humorado. Metade da explicação é verdadeira e óbvia até pra quem não conhece meu maravilhoso pai (minha patente ? General Electra, of course). O resto eu descobri ontem, numa epifania que me caiu em cima sem aviso, entre um gole de Coca-cola, uma pipoquinha salgada e uma cena fantástica do Tobey Maguire, enquanto molecões davam gritinhos agudos, batiam palmas supostamente irônicas no ritmo, quando numa certa seqüência Raindrops keep falling on my head tocava ao fundo e chamavam o Spidey de “gayzão” ou “broxa” a cada vez que ele relutava em se declarar pra feiosinha : é que não existe nada mais nojento, asqueroso, repugnante, altissonante, destoante, desagradável, sem graça, sem jeito, sem lado e sem noção do que o macho da espécie, entre os 13 e os 28 (isso com sorte) anos. Certamente foi por isso que eu só voltei a apreciar as fascinantes qualidades dos homens da minha própria faixa etária aos 32, quando conheci o Nelson. Et pour cause.



Escrito por Cynthia às 13h43
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E JÁ QUE EU TÔ SUPERFICIAL E NOJEIIINNTA...

Sou só eu que acho que esses olhos fixos e com pálpebras pesadas deixam essa menina com cara de defunto ? Bom, creio que não, né ? Do contrário, ela não teria sido a mortinha-vivinha  do filme Entrevista com o Vampiro. Sinceramente, Peter Parker deserved better than this.



Escrito por Cynthia às 14h29
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SEPARADOS NO NASCIMENTO

John Waters e Steve Buscemi são idênticos. Mas qual dos dois será o evil twin ?



Escrito por Cynthia às 14h13
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SHUT THE F... UP, DEAR

Eu tô lendo, na base do 10 páginas hoje, 50 daqui a uma semana, duas no dia seguinte  – e faz tempo, já li uns três ou quatro outros livros enquanto isso – um Updike muito legal (até agora), chamado Seek my Face. A uma certa altura, a protagonista, uma artista plástica octogenária, enquanto dá uma entrevista se lembra de um dos antigos amigos dela, que costumava dizer que todo artista deveria ter a língua arrancada, pra não cair na tentação de “explicar” sua arte ou sair dando opiniões sobre política e/ou outros artistas. Eu concordo inteiramente, e ainda acho que isso vale não só pra artistas de verdade, comme il faut, mas também pra semi ou sub-artistas, como compositores populares, craques de futebol, uma certa classe de jornalistas e pra entertainers em geral. E não é por causa daquela entrevista da Época há um mês mais ou menos, em que, além de se jactar por ter sido um grande comedor - há algumas décadas, claro -  o Millôr dizia que o Machado de Assis era um bobo e sua literatura era ruim, ou por causa de montes de bobagens que gente mais ou menos talentosa despeja na mídia todo santo dia. É porque isso realmente atrapalha nossa percepção do real talento deles. É fácil esquecer que Wagner era anti-semita, Rimbaud traficante de escravos, Pound pró-fascismo, Borges conservador, porque faz tempo, eles já estão cristalizados em nossas mentes pela obra e não pelas opiniões. Mas eu realmente preferia não saber o quanto o Millôr, o Caetano, o Niemeyer e outros menos cotados são bobinhos, iludidos e tão propensos a falar merda, defender posições indefensáveis e admirar idiotas quanto qualquer um de nós, pobres mortais comuns e sem nada de extraordinário.



Escrito por Cynthia às 12h49
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POUTING FOR COMMENTS

Nobody loves me but my mother

And she could be jivin' too...



Escrito por Cynthia às 09h55
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HALLELLUJAH

I  J. C. 

(Não, não virei crente nem vou virar nunca. E ainda não entendi muito bem qual é a dele. Mas que tô adorando, tô.)



Escrito por Cynthia às 08h47
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Tudo bem, tudo bem, eu não sou nenhum Einstein, mas juro que achava que honestidade não era algo relativo. Pelo jeito, estava enganada, né ? Absolutamente.

 



Escrito por Cynthia às 08h31
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APELANDO FEIO

Eu admito, estou sem idéias, mesmo. Não é excesso de trabalho não, meu chefe tá viajando de novo (and oh boy, do I loooove when that happens) e as coisas estão até bem calmas por aqui, mas minha cabecinha não tá pegando nem no tranco, coitada. Deve ser culpa dessa tosse infernal que me consome há mais de um mês e que não passa nem com todos os charl... aham, médicos da Unimed (sobe o som : exame pra que exame/se eu posso te receitar bola...) nem com todas as receitinhas caseiras de todos os meus parentes, amigos, colegas, conhecidos e transeuntes. Anyway, aqui vai uma charge - para cegos, já que eu não sei desenhar nem operar um scanner - só pra não dizerem que eu deixo isso aqui às moscas e pra atrair mais perverts no google, hoho. Visualizem, naquele traço de cartunista de Playboy antiga : homem todo certinho, conservador, engomadinho, de pijama listrado, argumentando com a mulher, seminua e gostosona, que acaba de arrumar as malas para abandoná-lo pra sempre : “Mas querida, pense bem, eu tenho critérios !!”  – e ela, indiferente : “E eu tenho clitóris”.



Escrito por Cynthia às 16h30
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A SIGH IS JUST A SIGH

Fui ali fazer parte do júri que vai selecionar os anúncios goianos candidatos ao prêmio de propaganda da ANJ. O pior é que nem dá pra cair em pranto convulsivo. Não é nada tããão ruim. Porque até pra ser ruim é preciso sair um pouco do comum, da estrada mais viajada, do "Aniversário é nosso mas o presente é seu." É tudo inacreditavelmente mediano. Menos o "seachismo" dos so-called criadores. Como eu gostaria de conseguir me enganar assim... e de acreditar que estou descobrindo a pólvora a cada vez que escrevo uma bobagem qualquer pra convencer as pessoas a comprarem essas coisas de que elas não precisam com o dinheiro que elas não têm. Suspiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiirooooooooooooooooooooooooo... 



Escrito por Cynthia às 09h15
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SEM IDÉIAS, PEGANDO DESCARADAMENTE AS DOS OUTROS

Muito, muito, muito bom, né ? Peguei lá no Leo, pai da Luísa e dono do Espírito de Porco.

 



Escrito por Cynthia às 09h06
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