ARNALDO KICKS ASS - AS ALWAYS...

 



Escrito por Cynthia às 07h34
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PRA CIMA E PRA BAIXO

Há mais de dois anos que todo santo dia eu tenho que subir dois andares de escada pra vir pro trabalho. Quer dizer, sem contar as eventuais descidinhas pra um cigarro, um surto psicótico, um desabafo com uma amiga que trabalha no mesmo prédio, são duas subidas dessas todo dia. Já não era tempo de eu conseguir chegar aqui em cima sem expelir meus pulmões, não ? Esclareço que os cigarros são muito, muito raros, e mesmo assim, há cinco anos eu nem trago mais, só puxo a fumaça e solto, como se fosse charuto, só pra matar saudades dos meus tempos de dragão cospe-fogo. Não sou muito de bíblia não, mas se - como me disseram - a escada de Jacó era uma metáfora pras relações entre Javé e os homens, essa minha escada aqui só pode ser... a escada de Jacu.



Escrito por Cynthia às 08h40
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FAÇA O QUE EU DIGO, NÃO O QUE EU FAÇO

Passando pelo outdoor anunciando mais uma faculdade em Goiânia – faz de conta que são poucas, e que alguém sai de alguma delas um pouquinho menos ignorante ou mais humilde do que entrou – eu vejo que sim, claro, esta nova belezinha também oferece o curso de publicidade e propaganda. Só não entendo como alguém pode escolher uma instituição pra aprender comunicação, inclusive visual, se a idéia de comunicação da própria inclui placas de outdoor com mais de 50 palavras, mais de 8 linhas de texto em mais de cinco fontes e corpos diferentes, e last but not least, com layout feio, sujo (e malvado, hahaha) e logomarca hedionda. Beats me. O pior mesmo é que provavelmente, daqui a uns dez anos, são os formados nesse muquifo que vão estar me dando ordens. A solução é óbvia : vou começar a economizar agora, não pra aposentadoria, que não dá mais tempo, mas pra uma boa lobotomia, pra me adequar ao working environment que me aguarda, logo ali...



Escrito por Cynthia às 07h57
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SÓ PRA SABER

Já que eu estou mesmo velha e fora de moda, me contem uma coisa : quando foi que deixou de ser falta de educação, ao cumprimentar uma pessoa, você perguntar “e aí, tá casada ainda ?”, complementando ou não com um “tá durando, hem ?” ? Porque, não levem a mal, eu acho grosseria. E olha que eu não chego a ser nenhum exemplo de gentileza e etiqueta, mas pô, peraê, se não quer correr o risco de perguntar pelo marido (ou mulher) e dar mancada, pergunta só “você se casou ?” , dando à pessoa a chance de responder da maneira que achar melhor. Teve uma senhoura que, ao perguntar essa gracinha pro Nelson, e ao ver que ele não entendeu o pessimismo, pra não dizer a intimidade não concedida, ainda acrescentou “é, porque cê sabe como é esse povo, né ?”. Não sei exatamente o que a moça – crente, aliás, “evangélica” de não depilar as canelas, mas modernamente, já no terceiro ou quarto casamento, com rapazes dos mais variados tipos – quis dizer com “esse povo”, mas acho que se eu estivesse presente, era bem capaz de esquecer o pouco de boas maneiras que mamãe me ensinou e tê-la mandado ir treinar um pouco de auto-ajuda, com a forma menos educada de “Ame a si mesma”. Oras.



Escrito por Cynthia às 07h56
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É SEMPRE ASSIM

Nunca falha : é só eu perder o senso de humor ou a paciência, e imediatamente eu perco junto uma - ou mais - maravilhosa chance de ficar calada.  When will I ever learn ?

Escrito por Cynthia às 08h33
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CASAL BOBO, DIÁLOGOS INSANOS

Ele, animado :        Tava fazendo pesquisas pro livro e sabe o que eu descobri ?

                            O Cole Porter serviu à legião estrangeira !!

 

Ela, distraída  :        ...todinha ?

 

 

                                               *        *        *

 

Ele (dançando, enquanto espera o elevador)       :        Tá demorando, né ?

 

Ela (divertida )                                               :       É... o que é isso, amore, xaxado ?

 

Ele (sem parar de dançar)                               :        Não, é xixido.

 

 

 

                                               *        *        *

 

 

Ele, lendo jornal                 :        Ah !! Ísis tchôto dora tchôto.

 

Ela, na rede                       :        Hem ?

 

Ele, mostrando o jornal        :        Kió. Esiz tchôto Doratch Ôto.

 

Ela, apavoradíssima            :        Ai, meu Deus, acho que tive um derrame, tô

afásica, não entendo mais  português !!

 

Ele, rindo, o vagabundo       :        EXISTE OUTRO DORATIOTTO !! Nunca tinha

visto outro além do cara do Premê, mas aqui

no jornal tem um...

 

 



Escrito por Cynthia às 08h30
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LOVE IS ALL YOU NEED

Gatim hoje foi trabalhar mais cedo, saiu de casa antes de mim. Só disse ciao, me deu um beijinho, eu ainda enrolada na toalha, e foi. Deixou em cima da mesa da cozinha meu remédio, que eu vivo esquecendo e me lembrando só no hall, (ou no elevador, ou na garagem), e a lembrança de um poema da Adélia Prado, que sei lá por que razão, me molha os olhos até em nove horas da manhã de quinta-feira feliz e irresponsável, com patrão viajando e clima fresquinho. O poema :

Minha mãe achava estudo

a coisa mais fina do mundo.

Não é.

A coisa mais fina do mundo é o sentimento.

Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,

ela falou comigo:

'Coitado, até essa hora no serviço pesado'.

Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente.

Não me falou em amor.

Essa palavra de luxo.  

Não li muito Adélia, o que mais sei dela ouvi por aí e foi pouco, mas ficou por aqui pra sempre. Será por isso que quando perguntaram de que cor eu queria uma parede na minha sala, aqui na agência, eu pedi tinta laranja ?



Escrito por Cynthia às 07h21
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WANNA PLAY ?

<== Eu ==> 

Passei o dia todo ontem brincando de fazer retratinhos de praticamente todo mundo que já vi na vida, nesse site aqui, e neste aqui, ó, que peguei lá da Solange. Se eu podia ter feito isso com esses jobs todos em cima da mesa e os prazos raspando a barba na minha nuca é oooutra história. Mas que foi divertido, isso foi. Got the time ? Enjoy !!



Escrito por Cynthia às 06h59
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IF YOU CAN'T BE MOTHERN, BE AUNTIQUE

 

Eu tava lendo o mothern, e se não cheguei a ficar com inveja da mothernidade, confesso que ando com uma certa nostalgia da auntiguidade. Claro que não sou exatamente louca por criança, tanto que nunca tive o sonho do filho próprio e, mesmo com 4 sobrinhos bem próximos, nunca troquei uma fralda, mas admito que ando com saudades de bebês por perto. É que naquela fase que vai dos 6 meses aos 4 -5 aninhos, quando estão descobrindo o mundo e virando gente, definindo a personalidade e tendo ataques ora de criatividade, ora de bom senso radical, eles são o máximo. Hoje, os filhos das minhas irmãs já estão todos mais altos que a gente, os meninos com barba, a menina virando cabeças quando passa na rua (não é corujice não, ela é mesmo linda, aliás, todos são) e eu ainda me lembro das tiradas deles de 10, 15 anos atrás, e continuo achando uma delícia. O engraçado é que, nessa idade, as mães são quase deusas pra eles, e de um jeito ou de outro, figuram em todas as historinhas. Exemplos ?

 

 

O Marco tinha umas botas Sete Léguas de borracha, plástico ou sei lá o quê, que ele amava de todo coração. Vermelhas, reluzentes, apesar de incômodas, pro toquinho de gente que ele era elas eram o máximo. Dava pra ver que calçado com aquilo, ele se sentia o próprio Super-homem, mas ficava parecendo era o patinho Duque fantasiado de chacrete. Como ele era fofo, loirinho e bochechudo, ficava lindo mesmo assim. Enquanto ele escorregava e tropeçava com as botas, meu pai brincava com ele, dizendo que eram umas botas muito safadas, achando que o neto entendia. Até o dia em que perguntaram sobre a mãe dele, e o lindinho, cheio de amor filial e admiração, atacou com as palavras mais elogiosas que ele conhecia : “minha mãe é bonita, cheirosa... safada...”

 

 

A Tati, calada e quietinha, com aquela carinha de gatinho de calendário (olhos enormes, carinha solene e compenetrada) se por um lado era muito doce e madura – por exemplo, deixava o irmão ganhar no fliperama, porque sentia que isso era mais importante pra ele do que pra ela – por outro era uma tremenda 171 ; quando alguém contava um segredo, ela chegava perto da avó, por exemplo, e miava, batendo as longas pestanas “Vovó, minha mãe fez uma coisa que disse que NÃO É pra eu te contar”, ou em visita à madrinha do irmão : “Minha mãe falou pra gente não ficar pedindo as coisas, mas se você oferecer, a gente pode aceitar...”

 

 

Iuri tinha orelhinhas de abano, que se consertaram sozinhas antes dos 10 anos, mas quando tinha bem menos que isso, a mãe, toda preocupada, perguntou um dia se ele queria ser operado pra consertá-las. Ele, todo tranqüilo, quase zen : “Eu não. Não esquenta não, mãe, todo mundo tem defeito. A Tati tem um dedinho torto, o Ivan (o irmão, razão de ciúmes ferocíssimos então e talvez ainda hoje) tem cabelo de capacete, fulaninho é dentuço...” minha irmã, encantada com a serenidade e a capacidade de observação do filhote, pergunta “É mesmo... e qual é o meu defeito, filho ?”  e ouve “Nenhum, mamãe. Você é perfeita”. Não por acaso, até hoje ela se derrete quando se lembra disso.

 

 

Ivan, o mais novo de todos e o mais agarrado com a mãe – quando pequeno, porque agora está naquela fase boba da adolescência, em que não aceita nem que ela o beije na frente dos amigos – quando estava ali pelos 3 anos, também falando da mãe, num daqueles freqüentes “concursos informais” que criança faz pra ver quem tem os melhores pais, o melhor carro, a melhor casa, decide arrasar os amiguinhos com a óbvia superioridade da Valéria no ramo da culinária : “Iiih, minha mãe sabe fazer lasanha, torta, bolo, pão de queijo... Coca-Cola...”

 

 



Escrito por Cynthia às 09h14
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I JUST CAN'T RESIST



Escrito por Cynthia às 07h07
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COM O PINCEL NA MÃO

Aviso do síndico do meu prédio, colado no espelho do elevador, comunica aos condôminos que dia tal vai começar a pintura externa do edifício e aconselha, para evitar acidentes, sujeira e prejuízos, que mantenhamos nossas janelas e cortinas fechadas e blábláblá. Normal. Mas o que me deixou primeiro perplexa e depois meio pê da vida foi um dos tópicos lá, que dizia “Avisar imediatamente o síndico em caso de atos de atentado à moral e aos bons costumes praticados pelos pintores.” Ah, peraí, seu síndico, que é que há ? Só porque os caras são pobres, eles têm obrigatoriamente que ser tão tarados que decidam botar o Juninho pra tomar um ar enquanto ficam precariamente pendurados em andaimes dessa largurinha a uma altura de 15 andares ? Ou será que da última vez em que o prédio foi pintado alguma ninfeta ou velhota resolveu trocar de roupa com a janela aberta e achou ruim o pintor estar lá olhando – ou não olhando, vai saber o que ofende mais, né ? – o que estava diante da cara dele ? E o mais engraçado é que, se não me engano, as pessoas que têm esse tipo de “precaução” são as mesmas que acham lindo ver a filha/neta de 8 anos de batom e esmalte vermelhos e trajes de miniwhoa dançando sensualmente com suas sandalinhas de salto alto By Kelly Galisteu ou Adriane Key ao som de hits infantis como “a moda agora é namorar pelado”, “Baba baby” e assemelhados. E quem leva tinta são os pintores. Então tá, uai.



Escrito por Cynthia às 14h17
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CENAS NO SHOPPING

Indo : eu sempre me esqueço de que em Goiânia, acionar o pisca-alerta para a esquerda ou direita significa não “vou trocar de faixa ou virar, tire o pé do acelerador” mas ao que tudo indica, “rápido, acelere, do contrário eu passo na sua frente e chego 3 segundos antes de você ao sinal vermelho.”

 

 

Lá dentro : ouço atrás de mim uma discussão que culmina com a linda frase "...e não fala desse jeito comigo não, que eu te dou uma porrada nessa cara sua." No reflexo, maldito reflexo, olhei, por um centésimo de segundo. Só o suficiente pra ver que não, não era um adolescentezinho babaca ameaçando o irmão menor. Era um senhor grisalho, que minhas tias poderiam chamar de "distinto" falando com a esposa, bem vestida, um tantinho excessivamente maquiada e penteada, como costumam ser as coroas com mais dinheiro que objetivo na vida, em Goiânia, no Brasil e no mundo inteiro. Ao lado, achando graça, o filho, esse sim adolescente, que com esse exemplo maravilhoso de civilidade, educação e respeito mínimo, provavelmente vai bater na namorada antes de completar 20 anos. Que lindo.

 

 

Ainda lá : alguém ensina as virtudes do caminho do meio às vendedorinhas de lojas de shopping, for chrissakes. Ou elas ignoram solenemente as gordinhas  de jeans e óculos ou colam na nossa traseira como se quisessem subir na nossa garupa - ou como se nós fôssemos encher nosso decote de mercadorias. Pra alguém que, como eu, tem uma bolha de personal space de pelo menos 60 cm de raio, se segurar pra não dar um piparote ou uma quadrilzada numa fiapa daquelas quase chega a causar uma dor física. E faz com que eu gaste bem menos do que pretendia,  o que pode ser ótimo pra mim, mas nem tanto pra elas...

 

 

Voltando, uma pick-up do meu lado com um plotter gigantesco no pára-choques onde se lê a sigla de uma Escola Superior de M...(marketing ? não sei, não deu pra ler) do Estado de Goiás. Isso mesmo, ESMEG. Ainda bem que o Maranhão não faz mais fronteira com a gente. O que será que esse povo tem entre as orelhas, meu São Aurélio dos milhares de páginas ?

 

 

Chegando em casa : eu sou funcionária, ele é dançarino.  Ontem, ele foi pro aniversário da cunhada e eu fiquei em casa, tentando acalmar minha dor de cabeça debilitante. Fui me deitar às 2, ele chegou às cinco. Ele saiu às 9 pra aprovar um comercial, eu me levantei às 11. Ele chegou às 14, eu voltei do shopping às 16:30, trocamos um beijinho, ele tinha tomado umas e foi dormir. Provavelmente, quando ele acordar, eu vou estar soninho. Nada contra esse feitiço de Áquila, desde que pelo menos eu tivesse a cara e o corpinho da Michelle Pfeiffer. E a segundona logo ali,  rosnando.

.

 

 



Escrito por Cynthia às 18h38
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JUNKFOOD JUNKIES DE TODO O BRASIL, REJUBILAI-VOS.

Brasfrigo investe R$ 1 milhão em molho para lámen
A Brasfrigo, principal produtora nacional de milho em conserva, investiu R$ 1 milhão no desenvolvimento e lançamento de uma linha inédita no setor de atomatados. A empresa colocou no mercado molhos prontos à base de tomates, com a marca Tomatino, para serem consumidos com macarrão instantâneo - lámen. A linha está disponível em sete sabores: Tradicional, Carne, Galinha Caipira, Pizza, Hot Dog, Barbecue e Catchup. O produto dispensa forno e fogão. Basta cozinhar o lámen, escorrer a massa e adicionar o molho. A decisão da Brasfrigo em lançar o novo produto foi baseada em uma pesquisa com consumidores que mostrou que mais de 30% dos consumidores pesquisados não utilizam o sachê que vem com o macarrão. O crescimento da categoria de massas instantâneas foi de 11% em 2002 sobre o ano anterior e 28% em relação a 2000, segundo a ACNielsen.



Escrito por Cynthia às 18h08
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I'M NOT AN ANIMAL, BUT...

OH LORD, PLEASE DON'T LET ME BE MISUNDERSTOOD !! 

Escrito por Cynthia às 16h10
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ELE VOLTOU !!!!



Escrito por Cynthia às 13h59
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CADA CIDADE TEM A DASLU QUE MERECE

Sabe aquele dito engraçadinho, "Se você tem mais de 50 anos e acorda um dia sem nenhuma dor em nenhuma parte do corpo, é porque você morreu" ? Pois é. Não tenho nem 40 ainda e já estou vivíssima. Toooda estragada, cheia de ziquiziras, tosses, azias, dores de cabeça e o escambau. E sem conseguir acordar porque não consigo dormir. Ou meus pais me fizeram mesmo com sobras de material de demolição ou é meu corpinho avisando que não, não quer se levantar de manhã e vir pra cá, não quer ouvir mais abobrinhas, não quer mais ser submetido a tanta tensão e raiva todo dia. Eu até ouviria o fofo se ele me contasse como é que eu vou mantê-lo abrigado, aquecido, limpo, hidratado e alimentado sem esse trabalho. Mas se ele insistir, vou tomar uma providência seriíssima : mudo meu nome pra Maria. Dasdô. 



Escrito por Cynthia às 16h02
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SNOOPY WHO ?

Eu sei que já devo ter contado uma ou todas essas historinhas de horror aqui, mas não resisto a fazê-lo outra vez, porque detectei um padrão, hã, evolutivo, se podemos chamar assim a passagem de tempo e a substituição dos profissionais antigos pelo poder ultrajovem no maravilhoso ramo da propaganda na florida e fodida capital de Goiás. Então, allow me to give you a

 

Pequena História da Evolução da Publicidade em Boiânia 

 

Há uns 15 anos, fui fazer um comercial com jingle e, ao conversar com o pessoal da produtora de som, pra dar referência do tipo de melodia e de interpretação que queria da cantora, citei “Summertime”. Os moços músicos não sabiam que música era essa. (George Gershwin ? Porgy and Bess ? Hã ?) Pra não chorar em público, achei melhor não esticar a conversa, e nem perguntar se eles sabiam quem foram Cole Porter ou Irving Berlin.

 

Há uns 8 anos, falei pra diretora de arte com quem trabalhava que queria uma foto do Martin Luther King e ouvi um “Ah, aquele lutador de boxe ?” (?!?)

 

Há uns 5 anos, eu quis fazer um comercial com desenho, e pra ilustrar o tipo de animação que queria, disse pros diretores de váááárias produtoras com quem íamos pegar orçamento que queria algo tipo "Monty Python". Só um único e solitário deles sabia do que eu estava falando, God bless him. Ou melhor, Brian bless him.

 

Há 4 anos, numa daquelas hediondas brincadeiras de amigo-secreto de firma, na agência em que o Nelson estava, uma moça deu um CD de músicas natalinas tocadas em harpa ao coitado que listou entre seus presentes pretendidos “um bom disco de Noel”. O que salva é que houve gargalhadas gerais, ou seja, pelo menos o resto do público presente sabia do que ele estava falando.

 

Dois anos depois, o Gatim tentou explicar pra outro diretor de comercial que queria o ator usando óculos-nariz-bigode à Groucho Marx. É, o diretor não sabia quem era esse cara. Conhecendo a figura, acho que ele nunca soube da existência de nenhum dos Marx - nem mesmo do Karl. Minto : é muito mais do que provável que ele saiba da Patrícia Marx, aquela que antes era Marques e cantava na Turma do Balão Mágico.

 

Ontem, em pré-produção pra outro comercial, falei de uma criança arrastando um cobertor "que nem o Linus, da turma do Charlie Brown". A resposta : “Não assisti a esse filme, não”. O diretor sendo gringo, dei mais uma chance : "Não é filme, é gibi, HQ, quadrinhos, tiras. Cê não conhece o Snoopy ?!" "Quem ?". Aí também já é demais, né ? Reparem que em todos os casos, nem o Gatim nem eu pedimos nada erudito, difícil, highbrow. Nada além de simples, rasa e básica cultura POP, cazzo !!! Agora eu pergunto pra vocês : EU MEREÇO ?!

 

Update : meu chefe acaba de perguntar ao Leo, que meio a contragosto mostrava um roteiro pra ele (como eu disse, diretora de criação aqui é só um nominho bonito que não serve pra nada – mas como dói ) o que vem a ser... drumrolls, please... pizzaiolo. Mesmo. Atesto e dou fé. Agora licença que eu vou ali chorar um pouco e já volto.



Escrito por Cynthia às 08h31
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VÃO ESTUDAR, VAGABUNDOS

Preciso parar com essa minha mania de escrever "resumo da ópera" ou "resumindo". Meu sitemeter tá assim de visita de preguiçoso procurando resumo de livro, de filme... e certamente saem daqui decepcionadíssimos, tadinhos. Bom, podia ser pior, né ? Pelo menos não tem ninguém em busca de plutaria... ainda assim, não resisto : vão estudar, garotos, que cês ganham mais.

Escrito por Cynthia às 07h29
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ESTA NOITE SE IMPROVISA ou DIA DOS NAMORADOS REVIEW

Mon archange, ma fraise glacée

Minha vida, meu amor,

"Chic" é um conceito elástico

F*ck what dictates Hollywood

Eu digo que chique é estar com você

Em nosso sofá (so good )

Tomando Veuve Clicquot

Em tacinhas de "prástico".



Escrito por Cynthia às 16h42
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U AMOR EH LIMDU

Na rua em que eu moro, uma quadra adiante, tem uma faixa no meio da rua, provavelmente se antecipando ao dia dos namorados, com os seguintes dizeres : PRINCEZA MARIANA. ADORO SEU JEITO DE ANDAR, SEU BEIJO UM PIMGO DE MEL. TENHO CIUME ATÉ DA SUA SOMBRA. TE AMO. SEU PRÍNCIPE AUGUSTO. Agora fala sério, por que será que a Mariana deveria mandar o rapaz catar coquinho na ladeira ou ir chupar prego até virar parafuso :

 

a)    por ser tão obviamente analfabeto;

b)    por ter gosto de barata;

c)     por chamá-la de “princeZa”;

d)    por  se auto-intitular “príncipe” ou por

e)    ter “ciume” até da sombra dela, e ainda declarar essa barbaridade por escrito como se fosse vantagem ?

 

Isso mesmo. Todas as anteriores.



Escrito por Cynthia às 23h34
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LA RECHERCHE DE L’ENFANCE PERDUE

Estava eu no supermercado, pasma com a quantidade de gente à toa no meio da tarde de uma puta quarta-feira, procurando ingredientes para mais um superbolo – tô ficando craque, meninas – sem encontrar, e já prestes a abandonar o carrinho com supérfluos tão supérfluos que já eram quase hipérfluos (tá, horrível, eu sei) quando, passando batido pela seção de hortifruti, já que eu tinha comprado minhas maravilhas fresquíssimas no dia anterior, levei um tapão de um cheiro que vinha da infância : cheiro de fazenda de tia-avó, de chuva no telhado de cerâmica, de horta recém-regada, de amanhecer friozinho, de orvalho no capim, de névoa na serra, fogão a lenha, coberta de tear e lençóis branqueados com anil e perfumados com alfazema. Todo esse álbum de recortes olfativos vinha do lugar mais prosaico, graças a uma dessas promoções ligadas a festa junina que assolam o varejo nessa época todo ano : uma pilha de milho verde, ainda na casca – digo casca porque pra mim palha só é palha depois de seca, e essa estava verde-jade, com aquelas filigranas de asa de libélula ou gafanhoto ainda cheias de umidade, trazendo o cheiro gostoso que me remoçou uns trinta anos num segundo. Mesmo assim abandonei o carrinho e fui a outro lugar, onde encontrei tudo pro meu bolo (cujo último pedaço eu deixei para o café do Nelson amanhã, e só porque eu amo demais esse rapaz) e mais um monte de hipérfluos.  Mas que fui bem mais feliz, isso fui. Pelo menos até segunda-feira, a indesejada das gentes, basta eu fechar os olhos e lembrar daquele cheiro pra me sentir com oito aninhos, quentinha debaixo de uma coberta feita no tear por uma ou outra bisavó, esperando o dia clarear pra ir ao curral tomar leite tirado na hora, quentinho e espumando em cima do açúcar cristal com um dedinho de licor de cacau no copo de alumínio. Ai,  ai.



Escrito por Cynthia às 23h32
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WELL...BUTRIN, SR

 

Cloridrato de Bupropiona. Eis o nome do troço que eu vou ter que tomar para a minha “depressão leve”. Juro que relutei muito antes de ir a um psiquiatra, mas depois que dei três segundos pro meu chefe sair da minha sala (e não é que ele foi ?!!) me ocorreu que assim eu acabo conseguindo meu bilhete azul e minha conta no vermelho, o que não  é a melhor idéia para o momento. Além disso, desde o começo das minhas micro-férias que a mera idéia de, come monday, voltar a trabalhar as mesmas butthoras no mesmo buttlocal me fazia chorar, e eu não sou do tipo chorão – mas devo confessar que ultimamente tem pelo menos duas músicas do Chico que eu não consigo cantar porque minha voz falha e meus olhos transbordam, tsc, tsc, tsc... – e já que a porcaria da Mega Sena insiste em não sair pra mim, eu continuo tendo que ganhar a vida.

 

Aí marquei num médico que não atende pela Unimed e cobra por consulta o que eu levo um dia inteiro pra ganhar, mas pelo menos tinha horário vago com apenas três dias de antecedência e uma fama ótima, inteiramente merecida, já que não tem dedinho nervoso pra disparar receita de tarja preta, não trata os pacientes como tolinhos coitadinhos e que, de brinde ou (nec) plus (ultra), é lindo de morrer. Não, gente, não é assanhamento meu, mas já que a pobre mulher vai ter que ser examinada, pesada – mais de 5 arrobas e menos de 6, that’s all I’m giving away - , contar seus podres, chorar um tiquim na frente de um estranho, pedir ajuda e reclamar da vida gastando um dinheiro que não deveria pra tentar segurar um emprego que não quer, que pelo menos a vista seja boa, né não ? Doutor Gato foi, na minha adolescência, conhecido como o homem mais lindo da cidade, e hoje, 20 e tantos anos depois, provou a teoria de que rugas e cabelos brancos podem até não cair bem em nosotras, mas nelesotros fica uma coisa de louco. Vai ver foi por isso que ele se especializou em psiqui. Hohoho. Então, a partir de sábado, tem deprimida assumida nova no pedaço. Agora, pelas minhas contas, só na minha cama somos dois, na minha família imediata, duas, na minha sala, duas, e no andar do prédio da agência, meia-dúzia de criaturas tristes, pálidas e desanimadas sem vontade de viver e sem coragem de morrer. Escutem o que eu digo: se for pura questão de superioridade numérica, nós ainda vamos dominar o mundo. Ou iríamos, se tivéssemos disposição pra tanto. E além do mais, quem é que quer dominar essa merda de mundinho podre e burro ? Eu é que não. E já tenho um plano B. Se os comprimidinhos de Wellbutrin não eliminarem meu mau humor, da próxima vez eu não vou ao psiquiatra : vou é tomar uma injeção na testa – e o pior é que não vai ser grátis, longe disso –, de botox. Porque uma coisa é você mandar o patrão cair fora e parar com essas piadinhas sem graça porque você não tá com paciência pra elas enquanto franze a testa que nem um leão de desenho animado, e outra bem diferente é dizer tudo isso com a cara impassível e um sorrisinho falso nos lábios rígidos. Ele sempre pode achar que você está brincando – ou que morreu e virou um zumbi, o que, convenhamos, certamente deixaria seu padrão de criatividade do jeitinho que ele quer. Mas é justamente esse tipo de pessimismo que queremos evitar, ainda que Doutor Gato tenha dito que é muito saudável fazer piada com a própria tristeza. Ainda resta uma esperança, a palhaça aqui não está inteiramente condenada. Aguardemos.



Escrito por Cynthia às 23h31
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MINHA VIDA DE CACHORRA

Hoje estou mais comedida nas minhas micro-férias sem dindim : dormi só até as 10, bati meu recorde no  Lettris (uma mistura de Tetris com palavras cruzadas e exercício de vocabulário - em inglês - que eu amo e que come horas da minha vida sem dó e sem remorso, pelo menos da minha parte) com mais de 165.000 pontos, arrumei coisinhas na casa que estavam desarrumadas desde 1817 e agora vou ali numa lojinha metida a besta comprar os melhores hortifruti da cidade, que chegam fresquinhos toda terça, quinta e sábado. Nem sei o que é mais gostoso. Eu saber disso ou poder ir lá às 16:40 de uma terça-feira. E juro que vou cantando Tim Maia (ou é Ed Motta, agora me confundi): Eu não nasci pra trabalho/ eu não nasci pra sofrer (...) Eu quero sossego...



Escrito por Cynthia às 14h41
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OH HAPPY DAY

Uma semana de "férias", especialmente sem dinheiro e sem viagem, realmente não é muito. Ainda mais depois de meses de inferno astral caprichado, nos quais me ferrei em várias cores, dei bom-dia a cavalos, tomei coice de frangas e mostrei uma maturidade digna dos piores monstrinhos do jardim da infância, envergonhando a mim mesma e assustando uns e outros. Mas quer saber ? A sensação de acordar às 6:40 da manhã de segunda-feira, dar um tapão no despertador e voltar a dormir, até meio-dia, é indescritivelmente maravilhosa. Dr. Spock, acionar mode mandruvá full throttle. Let us be happy while we can.

Escrito por Cynthia às 12h26
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COLÓQUIO PÓS-PRANDIAL

 

Cynthia diz:

Ainhain. tô me sentindo uma hipopótama.

Janaína diz:

o pior peso é o que rola na consciência depois, né?

Cynthia diz:

   Não, o pior é o da balança mes.

 



Escrito por Cynthia às 16h02
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TÁ RUIM MAS TÁ BÃO

Resolvi fazer um bolo, porque desde que me casei praticamente esqueci tudo que sabia de cozinha e isso não se faz. Sabe o que aconteceu ? Tudo deu errado. Descobri que um ingrediente faltava já no meio da receita, lá foi o Nelson atrás de supermercado às 10 da noite (perdi meu CSI por causa disso); o motor do liquidificador quase queima com o peso da massa, a vaquinha da Nina se aproveitou de um momento de distração, subiu na pia e lambeu o pão-duro sujo de iogurte, deixando patinhas molhadas e enfarinhadas pela cozinha toda; o forno elétrico mostrou-se desregulado, quase queimando por cima e deixando o bolo cru por baixo; depois que apelei e desliguei o forno, o bolo começou a crescer lindamente... de um lado só; apelei de novo – tô ficando boa nisso, quase profissa – e acabei de cozinhar o excomungado no microondas mesmo, 5 minutos, timing baseado no mais puro chute; me confundi com a calda e em vez de colocar uma lata de leite condensado e um pouquinho de suco, coloquei uma lata de leite e outra de suco (ai jisuis, inventei o bolo Fernando Scherer : loirinho, lisinho e nadador), e no fim das contas, sabem o que aconteceu ? Ficou DE-LI-CI-O-SO !! Juro. Mais da metade da forma já foi. É tão fácil me fazer feliz...



Escrito por Cynthia às 14h29
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UPDATE : BEAUTY OF THE BEAST

Hoje, na hora do almoço, Gatim teve que voltar na farmácia (remédio pra mim, dessa vez), e saindo, já bem mais normal – dentro do possível, claro - olhou prum lado, pro outro e deu um tapa na nuca do Faustão de papelão. E ainda cochichou um “vai te f..., rapá”. Gatim é uma besta. E é por isso, entre os outros 4.958.763.210 motivos, que eu amo esse homem...



Escrito por Cynthia às 14h20
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CYNTHIA DESAFIA A MORTE

Ainda operando no mode Griladinho da Estrela, com um gênio de cão e estopim pré-aquecido, parecendo a mulher dele nos seus piores dias, o Nelson foi comprar um remédio receitado pelo doutorzinho Butter won’t melt in my mouth. Trânsito ainda pior do que o habitual, luz amarela e ponteirinho de gasolina lá embaixo mal equilibrado pela luz vermelha e ponteirinho da temperatura do motor lá em cima, falta de grana, falta de paciência, falta de atenção, tudo junto fez com que, ao voltar pro carro, ele disparasse o alarme. Eu não estava junto, mas conheço meu eleitorado, e aposto (tudo-tudo no preto 17 !!) como o Gatim se atrapalhou todo, provavelmente fez seu número Mr. Jerry Carrey meets Jim Bean Lewis, com as orelhas explodindo em bolhas de pura raiva. Ao finalmente conseguir dominar os uivos do carro, olha pra dentro da farmácia e vê um sujeito rindo dele. Meio centésimo de segundo antes de mandar o distinto ir, como dizemos elegantemente por aqui, “tumánomeidutobadele”, Gatim percebe que o homem é na verdade um display em tamanho - quase - natural do Faustão, fazendo propaganda de sal de frutas. Pano rápido. E quem acha que eu não sou corajosa é porque não viu a minha risada ao ouvir isso...



Escrito por Cynthia às 17h11
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WHAT’S UP, DOC ??!!

  

Gatim foi ao médico (escolhido aleatoriamente) ontem e voltou pra casa puto dentro das calças. Me contou que o “dotô” pareceu ficar muito irritado com o fato de o Gatim chamar pelo nome certo os órgãos, as patologias e os princípios ativos da medicação que toma, por não se mostrar tímido, embaraçado ou submisso, por não se assombrar com termos clínicos e por demonstrar ter mais de dois dígitos de QI, ao que o inseguro medicozinho, para se reafirmar como o fuderoso da relação, reagiu não olhando na cara do paciente,  desqualificando seu relato dos sintomas, falando um monte de besteira, fazendo piada sem graça e chegando ao ponto de se enroscar nuns pretensos conhecimentos de inglês - que se revelaram furados, pra não dizer fora de hora e de contexto - , depois de dizer que Gatim só podia mesmo ser publicitário, já que “gostava de falar difícil” (!!!???). A história, por mais irritante que seja, não me surpreendeu nem um pouco.

 

Eu tenho essa teoria de que, de todas as profissões que deixam seus praticantes com o caráter ou o ego deformado, a medicina é a pior - e a mais perdoada. Sim, adoram falar de nós, pobres publicitários, dos advogados e psicólogos, mas se esquecem dos rapazes de branco. Médico é um bicho esquisito : não importa sua especialidade, seu background ou sua capacidade, 98% dos que eu conheço se acham semideuses, e isso os mais modestos.  Eu e o Nelson já rimos muito quando, numa festinha de família, uma não-minha-consangüínea-graças-a-Deus representante da profissão quase ficou azul e sem fôlego de tanto repetir que fulaninho, depois de indevidamente tragar um charuto, “desenvolveu uma hipóxia e ficou cianótico”, esperando que alguém fizesse grandes olhos inocentes perante sua sapiência e perguntasse o que era isso. Não, não exagero : só depois que notei sua insistência, contei nada menos que 5 repetições da frase, com muita ênfase no jargão. Independente do fato de linguagem e radicais (apolíticos, please) gregos e latinos estarem entre nossas diversões preferidas, falar em CIANose perto de publicitário e esperar não ser compreendida é de uma ingenuidade comovente, tadinha...

 

 

*       *       *

 

 

Abro várias e honrosas exceções, claro, para os doutores Luiz Fernando, Celso, Beto, Reynaldo, Gisele e muitos outros. Mas a mais honrosa é para um tio meu, e não pelo parentesco, mas porque além de ser realmente bom de serviço, ele não é o típico idiot savant que a maioria de seus coleguinhas tenta de todas as formas demonstrar ser. Talvez por ter sido seminarista, talvez por ter se formado numa época em que o currículo era mais rico (e menos... bom, deixa pra lá), talvez pela própria personalidade ou ainda graças ao sistema educacional da minha avó, ele é um espécime raro, que conhece e se interessa por muitas coisas além de medicina e dinheiro : de criação de gado a filosofia, de mitologia grega e psicologia a culinária. Enfim, titio tem uma formação humanista, que o faz viver situações interessantes, como aquela vez em que chamou a paciente de “Láibnitz” e ela o corrigiu, na hora : “LEI-BI-NI-TES”, e quando ele perguntou “Você sabe de onde seu pai tirou esse nome ?” ela devolveu : “Ah, parece que viu na capa de um livro e achou bonito”. Aí, claro, ele continuou a consulta chamando a moça de Leibinites, como ela queria. Vai ver achou que o silêncio era a melhor das respostas possíveis, o que mostra que ele também tem savoir-vivre, algo que eu não espero alcançar antes dos 60, se estiver com sorte. No entanto, algum pecado ele deve ter pra pagar, já que convive todo santo dia com centenas de reis e rainhazinhas brancas iguaizinhos à cianótica egocêntrica, que acha que Spinoza é técnico de futebol e Schopenhauer é “hora do chopp” em alemão, sofre de verbalização precoce e vive evacuando oralmente barbaridades como “estrupo”. Hohoho.



Escrito por Cynthia às 14h06
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SENTA NI MIM...

E uma especial pro Jean :

Droga. Só porque meu aniversário já passou. Se o seu ainda está pra chegar, mande a dica pros amigos :

http://www.pintassilgo.pop.com.br/



Escrito por Cynthia às 10h25
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