CIDADANIA É O...

O que mais me deixa possessa nessa história de o Cunha foder com a vida do examinador do Detran que reprovou a Cunhetinha nem foi o fato de ele ter feito isso, foi o fato de que, se o cara não fosse irmão do Zico, ninguém o teria defendido e a palhaçada maligna teria ficado por isso mesmo pra sempre. Assim dá até pra entender por que todo bicho-de-pé é louco pra ficar "famoso", aparecer na Caras ou na Globo - ou até, coitados, ser "conhecido" nas redes sociais. É que nesta republiqueta de merda, quem não tem nome nem fortuna é que nem papel higiênico de cadeia: só serve pra bandido passar na bunda e jogar fora.



Escrito por Cynthia às 13h50
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COMO SER UM BABACA E CONTINUAR SE ACHANDO O MÁXIMO

É superfácil, não requer prática nem tampouco habilidade: milhaaaares de pessoas já estão fazendo!
1- Bloqueie nas redes sociais todos que pensam diferente de você.
2- Bloqueie também aqueles que pensam igual a você, mas discordam em um ou outro ponto.
3- Faça campanha pra que seus amigos que sobraram também bloqueiem todos que talvez pensem diferente deles em qualquer ponto.
4- Quando estiver isolado na sua bolhazinha, cercado única e exclusivamente pelos seus clones mentais, faça oitocentos posts por dia sendo ironicozinho, santarrão e palmatória do mundo, fazendo tentativas sem graça de sarcasmo com quem pensa diferente de você (mesmo sabendo que eles não estão mais lá, porque né, você os bloqueou faz meses).
5- Ao ser ironicozinho, santarrão, palmatória do mundo, sarcástico e sem graça pra fazer bonito pros seus univitelinos amiguinhos, não se esqueça de falar "vocês" isso, "vocês" aquilo, colocando a culpa de todos os males do mundo sobre aquelas pessoas que não te leem faz tempo, porque (duh) você as bloqueou. Elas nunca vão saber, ninguém nunca vai desafiar seus argumentos de merda e você não corre o menor risco de ser desmascarado.
6- Se ache muito inteligente e gostosão fazendo isso.
7- Bata uma punheta pra você próprio, afinal, você é um tesão, uma delícia, simplesmente o máximo, néam?


Escrito por Cynthia às 01h13
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VELEIDADE

Vontade de prometer (e cumprir, oras) um puta curso caríssimo para ensinar como fazer tradução EN>PT escrupulosamente bem feita. O problema é que os possíveis alunos poderiam ficar putinhos ao ver que o curso inteiro se resumiria a cinco "mandamentos" simples:

 

1- Saiba sua própria língua, gramática e ortografia inclusas, mesmo que seja para subvertê-las quando - e se - necessário, e tenha um vocabulário amplo e diversificado;

 

2- Saiba inglês pelo menos quase tão bem quanto sabe o português (desde que você já tenha respeitado o primeiro mandamento);

 

3- Não tenha medo de consultar o dicionário, pedir ajuda e, acima de tudo, usar seu bom senso no caso de expressões idiomáticas ou palavras desconhecidas;

 

4- Estude a cultura do país onde a história se passa ou se informe sobre o local onde o autor nasceu/foi criado. Há variações nem tão sutis assim entre o inglês americano, britânico, irlandês, escocês, australiano, canadense, caribenho, sul-africano e outros (e lembre-se de que o Brasil é grande e tem muitos “dialetos”. Tente não se prender demais a palavras e expressões da sua região);

 

5- Não seja burro, desonesto nem preguiçoso.

 

Além dos mandamentos, eu ainda daria, inacreditavelmente, porém inteiramente grátis, um bom conselho: não desanque o trabalho ou valores cobrados pelo coleguinha sem saber se a culpa é mesmo dele (às vezes os revisores cagam um trabalho previamente bem feito, e às vezes um tradutor tem que aceitar pagamento ridículo para não ter que abrir mão de luxos como comer e pagar aluguel, luz e telefone) e sem ter certeza absoluta, compartilhada por pelo menos mais dez pessoas que não sejam suas amigas e/ou parentes, de que o SEU trabalho é bem melhor.



Escrito por Cynthia às 22h54
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FLA x FLU x FODAM-SE

Os muitos, muitos bois, vacas, cavalos, porcos, galinhas, cachorros, gatos, calangos, cabritos, os vários animais silvestres, pelo menos 25 pessoas e os incontáveis peixes cobertos pela lama tóxica da Vale certamente vão respirar aliviados e magicamente voltar à vida e à saúde no exato instante em que vocês, luminares, decidirem quem é mais culpado, PT ou PSDB, o estatismo ou a privatização, e postarem isso nas redes sociais. Certeza.



Escrito por Cynthia às 13h55
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DIA 23

O vento entra pela janela e faz se mexer, em silêncio, a sacola em cima da cadeira que fica perto do computador. Minha visão periférica pega só o movimento, não a forma ou a cor. Meus ouvidos não pegam nada. Minha memória, traidora, não funciona imediatamente e meu coração-cabeça-de-melão “vê” a Nina mudando de posição em meio a um soninho gostoso na cadeira que era dela. Minha garganta, tadinha, começa a soltar um “soneira, mamãe”, mas a essa altura o cérebro pega no tranco e mete a mão no botão vermelho de pára-tudo (ele é antigo e ainda tem acento), acordando todo mundo e botando ordem na casa. Me recomponho a tempo, exceto pelos capilares, que deixam meu rosto vermelho – provando que sim, eu tenho vergonha na cara, mesmo quando estou só – e pelas glândulas lacrimais, essas tontas, que no susto, fazem meus olhos vazarem um tico. Fico meio irritada com meus sistemas, que já foram mais rápidos e eficazes. Mas a verdade é que graças à lerdeza deles, durante uns dois centésimos de segundo eu até que fui bem feliz.



Escrito por Cynthia às 15h48
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TOUJOURS

Não sou nem finjo ser fofa, meu humor é malvado e minha metralhadora é giratória - muitas vezes acerta meu próprio pé, e daí? - sou irônica, ácida e sarcástica, dou bola fora, passo do ponto, digo o que quero, não peço desculpas a menos que acredite sinceramente que errei, sei o que é sátira mordaz e o que é tentativa vergonhosa de humor bonitinho, não acho graça em videocassetada nem em Dilma Bolada, adoro um trocadalho e acho que “humor” a favor é a mais baixa forma de abjeção escrota que existe, não babo ovo de político superstar, não acho que toda pessoa que pertence a uma minoria é automaticamente santa e à prova de falhas, juro por tudo o que há de mais sagrado que não existe nada sagrado e sei muito bem que não preciso rir quando vejo uma charge. Se ela for boa mesmo, posso inclusive chorar. Oui, je suis encore Charlie.



Escrito por Cynthia às 18h19
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IL PLEUT SUR LES JUSTES

Outra madrugada, outra chuva, tão calada, mansa, discreta, perfumada e maravilhosa quanto a de ontem. Tão leve que, mais uma vez, provavelmente não vai deixar rastros perceptíveis para quem acordar pela manhã. Começo a suspeitar que chove para poucos: só para os fãs, os pluviófilos, os que preferem esperar pela chuva a dormir. Se eu tivesse 5 anos em vez de 50, juraria que chove só pra mim. Melhor ainda: eu acreditaria nisso. Taí uma fé que me faria feliz.





Escrito por Cynthia às 01h43
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THERE'S NO PLACE LIKE HOME

Há exatamente um mês, assim que acabamos de acompanhar a morte da Nina, que havia sido nossa gatinha, nosso amor, nossa encrenca e nosso bebê durante 15 anos, ficando com ela até o último instante, segurando sua patinha, fazendo cafuné e cantando musiquinhas de ninar, os dois ainda destruídos de tristeza, arrebentados de chorar e já com as primeiras fisgadas de uma saudade que promete ser muito longa, o Nelson me disse: "É nessas horas que mais dói não acreditar em sobrenatural. Não conseguir achar que ali dentro havia uma alminha luminosa e meio vesga, que agora está pulando entre as nuvens, correndo atrás de almas de passarinho e borboleta e se enroscando na saia de São Chiquinho.". Eu, que também venho ficando menos crédula a cada dia que passa, disse a ele o que acredito ser a verdade (e ela nem é tão cruel assim): “Ela continua viva sim, lindo, só que no coração da gente. E o seu é um lugar infinitamente melhor, mais doce, carinhoso e macio que o mundo aqui de fora". Quanto ao meu... bom, o meu é meio pedregoso e pouca coisa brota nele, mas o que brota costuma não morrer fácil. A paisagem é meio seca, mas tem flor de cacto, sempre-viva e penhasco pra todo lado, e cê sabe, gato gosta de um desafio de vez em quando. É por isso que eu sei que em dias como hoje, em que volta e meia eu sinto uma dor fininha por dentro, não é nada demais: é só a Nina afiando as garras em alguma parede de rocha no meio desses meus ventrículos e aurículas quase vazios. Logo, logo, a dor passa e é substituída pela maciez quentinha das orelhinhas dela se esfregando nas paredes, pedindo carinho e fazendo ronrom. Não é a eternidade, mas é o melhor que podemos fazer. E algo me diz que, pra ela, só isso já está de bom tamanho.



Escrito por Cynthia às 20h58
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SO IT GOES.



Escrito por Cynthia às 23h02
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Boechat x Mala Feia

Já que o assunto do dia é piroca (by any other name), essa punhe... ahem, esses chiliques e exegeses intermináveis que as delicadas flores  das hostes "do bem" jorram a cada vez que alguém se posiciona contra um babaca obscurantista sem ter antes passado seis meses burilando o texto - e  mostrando a cada uma delas para aprovação e emendas - sempre me faz pensar nas expressões "discussão bizantina" e "debater o sexo dos anjos". É isso aí, elevados espíritos dodóis e progressistas: estamos indo de ré e a pleno vapor rumo ao século XI, e enquanto vocês criam caso com quem está do mesmo lado de vocês por causa de palavras ou expressões equivocadas, impensadamente usadas no calor do momento, os otomanos estão chegando, apedrejando crianças, espancando mulheres, assassinando homossexuais e depredando símbolos que nos são caros. Seremos todos derrotados, dominados e obrigados a andar de saia maria-mijona e cinto de castidade, sem tomar um chopinho e gritando amém e aleluia enquanto entregamos nossa grana pra cada idiota no poder. Mas pelo menos vocês vão estar de consciência limpa por nunca terem falado um palavrão "ofensivo" contra eles ou quem quer que seja. Grande consolo ("consolo" pode?).



Escrito por Cynthia às 16h31
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PSSSSSSSSIU

Demora, demora muito, mas se você tiver sorte, ali pelos 50 anos, você finalmente percebe que não é a sua religião nem a falta dela, nem a sua ideologia política, sua orientação sexual e a frequência com que você a exercita, a cor da sua pele, seus olhos, seus cabelos (ou mesmo do seu botão), seu vegetarianismo ou onivorismo, sua gordura, sua magreza ou seus músculos malhados, seu amor por bicicletas, seu ódio por carros, sua opção por ônibus ou metrô, sua tão propalada preferência por bichos em detrimento de pessoas, sua convicção de ser um ser superior ou sua impressão de que não é melhor do que ninguém, seu curso superior, seu mestrado, seus múltiplos PhDs ou seu fundamental incompleto, seu jeans de marca ou de supermercado, não é sua intelectualidade nem sua "escola da vida", não é seu discurso que não corresponde às suas ações nem suas ações rigorosamente emparelhadas com seu discurso, não é a sua gritaria infernal e incessante nem seu abençoado (ou omisso) silêncio, não é nada disso que faz de você uma pessoa melhor. Se é que você vai melhorar (ou vem melhorando) como ser humano, talvez seja através da capacidade de se questionar e evoluir sempre, ainda que lentamente, de se analisar o tempo todo e de, na dúvida, ou manter sua boca fechada ou, pelo menos, seus dedinhos acusatórios ou bem guardados ou ocupados com algo mais produtivo que siriricar seu ego em público até esfolar o coitado.



Escrito por Cynthia às 16h23
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I WORK ALONE

Tenho um problema sério com grupos. Não gosto de confrarias, igrejas, coletivos, assim como não gosto de Vigilantes do Peso, de fãs de livro/filme/série, macacas de auditório de artistas, políticos ou partidos, enfim, de nada que arrebanhe pessoas de forma programática, estabeleça e restrinja o que é aceitável, premie mentalidade de matilha e puna de variadas formas e em diferentes graus qualquer um que tenha a audácia de pensar, agir ou sentir diferente - inclusive aqueles que nem se afiliaram a qualquer uma dessas merdas pra começar. Sem contar, claro, a pressa com que algum - quando é só um - babaca do grupo sempre vem dar aulinha e lição de moral a quem está tentando ajudar aos outros. A única exceção que eu abri foi deixar meu nome em um grupo de tradutores em que um amigo me inscreveu no FB. Leio muito, raramente dou algum palpite, vejo em silêncio pessoas (brasileiras) que não sabem escrever duas frases em português sem cometer erros crassos de ortografia e gramática dando chiliques plenos de autoimportância em caixas de comentários. Ainda assim, na única vez em que pedi ajuda e em uma das poucas em que ofereci, fui agraciada com condescendência babaca de quem não me conhece (nem tinha cacife pra tanto) e grosseria arrogante de quem não conhece nem a própria língua e nem aquela que se propõe a traduzir. Claro que a culpa é minha. Dessa idade toda e ainda não aprendi que antes forever alone que no meio de gente escrota.



Escrito por Cynthia às 16h19
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QUEM NÃO É O FILHO DO BRASIL SÓ PODE SER FILHO DA PUTA?

Muito fofinho esse clima de "joga bosta na Geni" pra cima do Chico. Gente que mal sabe cantarolar "parabéns pra você" ou compor uma trova descendo o pau na obra do cara inteira pra "fundamentar" suas ideias discordantes. Sério, juro que li um carinha dizendo que ele rouba no jogo e alguma imbecil chegando a falar da grossura das pernas do compositor como "argumento" contra ele. Gente retardada comparando Paula Lavigne com Chico Buarque e jogando os dois na mesma cesta de lixo com o rótulo de "celebridade". O interessante é que boa parte dessas pessoas seria capaz de tirar as calças pela cabeça de *ódia* se alguém se propusesse a fazer uma biografia honesta e não-messiânica nem baba-ovo do Lula, da Dilma, do Olavo de Carvalho, do Edir Macedo, do papa Francisco ou de seja lá quem for seu ídolo máximo, intocável e perfeito. Porque o importante pra essa galerinha que não sai da adolescência nunca e, ainda que ateia, faz questão de ser sempre do lado do bem absoluto - e jura que sabe onde ele está - não é que não exista censura, é que não exista censura contra os SEUS pastores. O resto é, sei lá, mídia golpista, né? Bando de babaca.



Escrito por Cynthia às 18h40
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MEU HERÓI

Meu herói não tem cavalo branco nem barriga de tanquinho – ainda bem, porque eu acho branco uma cor muito da sem graça e de tanque eu quero distância, seja de que tipo for. O que ele tem é um carro preto, velho, mas anda no meu, ainda mais preto e mais velho, porque deixou o dele, mais confortável, pra mim. Ele não faz o mundo girar ao contrário nem o tempo voltar atrás, mas me conforta dizendo que, porque o mundo gira como gira, as coisas ruins vão passar, e elas passam mesmo. Meu herói não é mascarado nunca, não usa capa (ainda bem), collant (zeus me livre), cueca pra fora da calça (deo gratias) nem botinha vermelha (credo em cruz, pé de pato, mangalô 3x). Meu herói não é milionário, pelo contrário – olha a rima -: ganha seu dinheirinho honestamente, e como todos que assim o fazem, não ganha milhões, mas tudo o que ganha é usado pra deixar nossa casa e nossa vida mais gostosas. Tem funcionado. Meu herói não escala paredes, mas me envolve em sua rede e me balança sem fazer força; não fica verde, mas às vezes é meio imaturo, e eu bem que gosto. Meu herói não é besta: não dá murro em ponta de faca e não embarca em DR, mas me abraça quando eu choro, e quando eu estou me sentindo a última das criaturas, põe “aquela” música pra tocar e me tira pra dançar, mesmo sabendo que eu tenho o charme e o veneno de um cabo de vassoura de jacarandá. As mocinhas pedaçudas não suspiram pelo meu herói, mas crianças, cachorros, velhinhos e gatos, que reconhecem de longe um coração bom e tranquilo, são naturalmente atraídos para sua órbita e ronronam à luz e ao calor que ele emite. Ao contrário do que diz a Fal, meu herói não é um gênio (mas é brilhante, sim), bilionário, playboy nem filantropo, mas sempre que pode, e às vezes até quando não pode, porque ele não é de ferro, ajuda a quem precisa. Seus superpoderes não vão muito além de um abraço capaz de curar o choro mais sentido, de uma maravilhosa audição seletiva, da capacidade de dormir no meio de uma frase e de uma capacidade de perdão arrebatadora – e da surpreendente fé na humanidade, que consegue sobreviver a tudo, apesar de sua inteligência privilegiada. Mas são poderes mais do que suficientes pra salvar a minha vida, de várias formas diferentes, a cada dia, e sem esperar agradecimentos nem retribuição, com modéstia verdadeira. Elogie o moço e ele vai dar de ombros e dizer “ninguém é perfeito”. Não faz sentido, mas é o que ele diz quando não sabe o que dizer. O que talvez ele queira dizer, e não sabe como, é que pra ele isso não é mesmo nada demais, faz parte da sua natureza, ou que afinal, herói é pra essas coisas. 



Escrito por Cynthia às 03h24
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AUAUAU ALL NIGHT LONG

E eu, que achava que não me chocava com mais (quase) nada, vi agora há pouco dezenas - mas poderiam ser centenas ou milhares, eu sei - de membros de um grupinho "do bem", desses que têm certeza de que são moralmente superiores ao resto da humanidade por causa de uma idiossincrasia qualquer, dividindo suas impressões no Facebook e me choquei. É que eu sou uma das últimas pessoas que acham de uma fofura sem fim esses seres - não vou chamar de gente porque tenho minhas dúvidas - que defendem a gritaria e a péssima educação de seus rebentos, bichos e caprichos com o primor de civilidade e bom-senso que é a frase (clichê, ainda por cima) "os incomodados que se retirem". Partindo desse princípio, pra que polícia, pra que cadeia, pra que leis, por exemplo, né? Pra mim, quem repete essa barbaridade feito um papagaio com problemas cognitivos e não gosta de ladrão, assassino, gente violenta ou dos barulhos dos outros, devia mais era seguir seu próprio conselho e simplesmente retirar-se. Pra onde, ficaria a critério deles. Eu sugeriria o raio que os parta, o quinto dos infernos ou a puta que os pariu. 



Escrito por Cynthia às 20h12
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BRASIL, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Livros


 


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