MEU BEBÊ

Há muitos e muitos anos (mais de vinte, menos de trinta), numa galáxia bem próxima, meu sobrinho mais velho, que à época era uma espécie de patinho Duque feito gente, com o coração mais meigo e as bochechas mais fofas do universo, me perguntou, do nada: "Tia Cynthia (na verdade o que saía era algo mais parecido com "Sá Tíntia", mas eu sabia que era comigo), por que é que você não tem filhos?". Como sempre, fui sincera -- talvez excessivamente -- com ele: "Porque eu seria uma porcaria de mãe". Ele me olhou bem sério, com seus olhinhos amendoados que eu nunca consegui decidir se eram de um verde sujo ou de um castanho límpido, e mandou, convicto. "Não ia, não. Eu acho que você ia ser uma mãe bem boa.". Então, por mais que ele tenha crescido e virado um adulto complicado, às vezes difícil, às vezes (dizem, eu mesma nunca achei) impossível, eu nunca, nunca, nunca vou esquecer que ele era, sim, o mais doce dos garotinhos, nunca vou deixar de tentar entender meu loirinho e de defendê-lo. Porque eu posso continuar convicta de que eu seria uma bosta de mãe, mas jamais vou deixar de tentar ser a melhor tia que um patinho Duque feito gente e com olhos tão puros poderia ter.



Escrito por Cynthia às 00h32
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SEGUNDA-FEIRA

- Filho, eles tão aí. Os homens de branco. E acho que desta vez é sério, trouxeram aquela camisa com mangas que se amarram nas costas e tudo.
- Mas por que, mãe? Eu tô bem. Faz tempo que não bato em ninguém na rua nem nada.
- Filho, fala a verdade, cê parou com a medicação, não foi?
- Aqueles troços tavam me deixando meio embotado, mãe. Dormente.
- Eu sei, mas olha no que deu.
- Nada, tô aqui, quieto, em casa, tomando meu Raging Fiery Bull, ouvindo meu Death Metal, tranquilo, quase zen.
- Eu sei, mas é que com essa sua mania de adicionar todo mundo que conhece como amigo de facebook, agora seu psiquiatra vê tudo que você posta.
- ... e?
- Você não tem lido o que escreve, não?
- Mais ou menos o mesmo de sempre, uai.
- É, mas com parágrafos inteiros em caps lock. E três, às vezes até quatro exclamações por frase.
- ...
- ...
- Diz pra eles esperarem um instante, vou só pegar a escova de dentes e o pijama.


Escrito por Cynthia às 00h36
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Riri, me?

Pessoa que me deve, mas com quem não posso/devo bancar a Rihanna, decide parar de atender aos meus (pouquíssimos, juro) telefonemas. Normalmente eu deixaria pra lá. Acho tão escroto dever e não pagar que prefiro não passar a vergonha -- alguém tem que ter, né? Mesmo que seja a pessoa errada -- de pedir algo que é meu por direito, que muitas vezes nem falo mais nada. Sério, tem muita gente por aí que me deu canos que vão de 100 a 600 reais, ou em casos de freelas, muito mais que isso, e que chega a falar "vou depositar a-go-ra!" na maior cara dura (e nunca cumpre), com quem eu nunca mais falo no assunto. Ou nunca mais falo de jeito nenhum, se for possível. Como neste caso o valor é mais alto, o que me custou pra ganhar esse dinheiro também e eu tô precisando, insisto. Peço conselho a um amigo querido e sensato, que diz pra eu não desanimar e mandar um whatsapp.
Vou de whatsapp. Pessoa devedora responde que vai pagar metade do que me deve, com 4 meses de atraso, como se estivesse fazendo um puta favor, sem dar previsão sobre a outra metade, e pede números da minha agência e conta. Eu envio. Um dia depois, pessoa pede meu CPF e nome completo. Eu envio. Outro dia mais tarde, pessoa ainda não leu o whats. Envio um ponto. Só isso, mais nada. Aparecem os benditos sinaizinhos azuis. Fico ponderando se fui chata ou antipática em mandar esse ponto, que afinal é tipo um cutucão virtual. Várias horas depois, pessoa ainda não fez o TED. Fico imaginando se pega muito mal mandar um ♪ Bitch better have my money ♫


Escrito por Cynthia às 16h47
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INSUFICIÊNCIA ESCROTAL GRAVE

Nessa frescuragem infinita e nos milhões de comentários dodói, burrinhos ou francamente anarfas (nos quais o "mal" gosto campeia) a respeito dessa campanha contra uso do celular, acabo de ver a que até agora, na minha opinião, é a mais imbecil de todas: alguém rabiscou um ponto de ônibus com suas jeniais (o j é de propósito, tá?) correções para "melhorar" a campanha. Não que os títulos das peças não merecessem um PEQUENO ajuste para melhor compreensão, mas estas a que me refiro são, como de hábito, tão idiotas que parecem algo que o cliente faria. O grande e anônimo DC em questão, munido de uma caneta especial para escrever em vidro -- que coincidência, não? -- com sua intervençãozinha ginasiana não só acrescenta dúzias de palavras e qualificantes a uma peça que supostamente deve ser lida em trânsito (pun intended) e tira qualquer poder de choque da peça, deixando-a completamente banguela e sem garras, como também, ser humano fofinho que certamente é, troca a palavra "mata" por "comete erros". Tá certinho: gente "do bem" não mata, gente do bem comete erros. Tipo aquele cara lá de Campinas, cujo pai disse que era uma pessoa muito boa, só que no réveillon, por infelicidade, talvez até por acidente, cometeu uns 12 erros.



Escrito por Cynthia às 13h14
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ELEGIA (eita nome inadequado, sô!)

Você, alma boa, do Bem amante
Que comemorou quando a Dama de Ferro
Enfim foi fazer carreira underground
E agora chora porque El Comandante
Jogou a toalha no 90º round

Te digo uma coisa, e sei que não erro:
A dura e fria verdade, bebê
Por mais que você esperneie e negue
É que Fidel tinha mais em comum com Maggie
Do que jamais teve com você.


Escrito por Cynthia às 14h26
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♪ OLHAI PRO CÉU, OLHAI PRO CHÃO, PRO CHÃO, PRO CHÃO... ♫

Pior do que a pessoa virar personagem é virar personagem com bordão. Pior (muito pior) que isso é ela virar uma personagem com um bordão que nem é criação dela, nem inteligente, nem original, nem criativo, nem relevante e nem mesmo engraçado. Mas se isso a deixa feliz, vai fundo, pessoa. Alguns bilhões de outras pessoas absolutamente únicas (iguaizinhas a você) vão achar que você arrasou, lacrou, mitou e divou, e vão aplaudir seu bordão do semestre com gritos, berros, urros, beijinhos no omb... opa, desculpa, essa é da coleção passada -- enfim, vão curtir loucamente o fato de você estar dizendo não só a mesmíssima coisa que vem dizendo (sem fazer nada a respeito) há anos, mas também a mesmíssima coisa que cada uma delas diz há anos, sem... bah, cê entendeu. Você é uma verdadeira formadora de opinião, pessoa. O defeito é meu se cada vez que você abre a boca eu só consigo ouvir "Bééééééééé..."



Escrito por Cynthia às 01h06
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NÓIS É NOISE

Nunca soube que existiam outras "cores" pra barulho além do conhecido white noise. Fui dar uma pesquisada e sim, tem black, grey, brown, violet, blue, pink e red noises. Estranhei não existirem green e yellow noises, mas provavelmente é porque os dois só andam juntos, e em vez de significar os diferentes espectros de ondas sonoras (batizados com cores por terem frequências semelhantes às das ondas de luz que criam as cores), significam a gritaria infernal que brasileiros sempre, sempre, sempre usam pra se comunicar, sejam apenas dois, meia dúzia ou centenas, dentro de um elevador fechado, num restaurante meio vazio ou num estádio de futebol ou shopping lotado.



Escrito por Cynthia às 11h39
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AD NAUSEAM

Pessoas encantadas com a própria bonzinhice me dão um misto de náusea e vergonha alheia, como se eu subitamente abrisse uma porta de uma sala que pensasse estar vazia e desse de cara com alguém com extremas habilidades de contorcionista esquecido do mundo, de olhinhos fechados, suspirando e gemendo enquanto chupa ruidosamente o próprio pau. ou chav... bão, cês entenderam.



Escrito por Cynthia às 18h59
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DESABAFANDO AQUI PRA NÃO FAZER INIMIZADES LÁ

Eu admito que no 2º turno, quando o Eduardo Jorge já era só um retratinho no twitter (mas como dói), eu votei na Dilma - afinal, a alternativa era pior - e sei que se tivesse que fazer a mesma escolha hoje, ou votaria de novo nela ou então anularia (como talvez devesse ter feito logo da primeira vez). Também posso dizer que ainda acho que em CERTOS aspectos, ela é um pouco, POUCO melhor que o vice e sua trupe. Mas daí a ter que aguentar estoicamente, todas as horas de todos os dias, as mesmas pessoas que a defendiam cegamente, passando pano, bombril, ajax e soda cáustica sobre todas as barbaridades que ela e o Lula fizeram nos últimos muitos anos, e cuja ÚNICA "defesa" quando a coisa era feia e/ou ostensiva demais era dizer que "o outro lado também fez/faz", com variações de "fez primeiro", "fez pior", "fez por tanto tempo que a gente não podia consertar de uma vez só", agora tendo chiliques e orgasmos mentais ao condenar o bosta do interino por fazer EXATAMENTE as mesmas coisas que Dila e Lulma fizeram incontáveis vezes é de cair o cool da bunda. E não são criancinhas nascidas em Brasil sem inflação e que só começaram a acompanhar o noticiário há um mês, não: é gente véia, com branco na barba e no cabelo e, pelo jeito, um branco ainda mais total e radiante na memória. Querem defender que se cumpra o mandato vencido numa eleição (com um monte de mentira, mas enfim, vencido de verdade), querem culpar o Moro, ops, o Cunha, ops, o PMDB, ops, o sistema político, ops, os astros, belê. Mas querer santificar a Dilma, sabendo muito bem que ela fez concessões, alianças, puxa-saquismos, recuos, destruição de direitos trabalhistas e muito mais EXATAMENTE iguais aos do vampiro, e que também deixou muita merda pra ele limpar (não digo que ele vá fazer isso, só que deveria) é de uma desonestidade intelectual tão acachapante que é difícil acreditar que pessoas tão fofinhas e "do bem" sejam capazes dessa putaria. Pelamor, digam aqui pra mim, só entre nós e as centenas de amigos das nossas TLs combinadas, cês não têm vergonha na cara, não?



Escrito por Cynthia às 19h43
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MOMENTO JUMENTO

Até hoje o povo “do lado do bem” do FB continua exumando aquele velho papinho de que a palavra "presidenta" é linda porque tá no dicionário e que quem não gosta dela é reaça, chato, bobo, feio e cabeça de mamão. Não vou nem argumentar que "avoar" e "estrupo" (no sentido de violência sexual e não de tropel, estrépito ou estrondo, que realmente existia há tempos) também estão dicionarizadas – não por todos os dicionários, felizmente –, mas nem por isso alguém com bom senso as usaria. Porém quero dizer que eu sei que "presidenta" até existe, sim, mas eu mesma jamais usei nem usarei, não porque tenha cabeça papayaforme ou seja alguma bolsonete desvairada (e existe outro tipo?), mas porque acho o termo extremamente

 

1-    desnecessário,

2-    condescendente,

3-    ridículo e

4-    pejorativo.

 

Desnecessário porque já existe "presidente", que justamente por ser comum de dois gêneros, já define o cargo sem ser preciso determinar a que gênero pertence quem o ocupa – até porque, pra quem tem o mínimo de capacidade cognitiva, dá pra saber se quem está presidindo algo é homem ou mulher.

 

Condescendente porque parece que uma mulher ser presidente é algo tão raro, incomum e incrível, algo nunca antes visto nem futuramente repetido, que precisa ser lembrado e exaltado o tempo todo. Imaginem que coisa idiota e antipática se absolutamente TODAS as vezes que se fosse falar no Obama as pessoas achassem necessário dizer "O presidente negro Barack Obama...", ou só se referir ao Peter Dinklage como “o ator anão”.

 

Ridículo porque quase todo mundo que defende loucamente a versão  “mulheeerrrrrrrrr" da palavra também se bate pelo uso (ridículo) de amigue, queridxs e similares, querendo mudar o idioma à força e se fodendo pras dificuldades que isso traria pra língua falada e pra quem lê em braille, por exemplo.

 

 

Pejorativo – e horroroso – porque, se vocês repararem bem, na nossa língua o sufixo "ento/a" quase nunca evoca nada de positivo (a única palavra agradável que me ocorre com esse sufixo é "suculento"). Ao contrário de "oso/a" e "ado/a", que tanto podem ter conotações elogiosas quanto pejorativas, "ento/a" é na maioria das vezes usado para falar de algo nojento, agourento, purulento, peçonhento, truculento e bolorento. Coisas tipo... sei lá, tipo o atual presidento e todo o seu ilustro gabineto.



Escrito por Cynthia às 16h45
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MENININHA DO MEU CORAÇÃO

Quem odeia ou acha Renato Russo uma porcaria que me perdoe (ou vá à merda, por mim dá no mesmo), mas eu acho um verso dele absolutamente sábio, o tipo da constatação que embute um conselho que todo mundo devia tentar seguir, por mais difícil que seja -- ou até por isso mesmo -- "Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo. São crianças como você, o que você vai ser quando você crescer".
Feliz dia, bebê. Prometo que tô tentando parar. Te amo. Apaixonado


Escrito por Cynthia às 01h59
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FREAK MAGNET BABY

Meu pobre e lindo gatim é uma espécie de Branca de Neve virtual: apesar de atrair muita gente boa, também tem um incrível poder de atração sobre anõezinhos intelectuais e cagarregrinhas idiotas. Felizmente essa praga de madrasta má não funciona ao vivo, só por escrito (senão nem pegava bem pra mim, né?). É um magnetismo animal que, por algum motivo, atrai os piores bichos, os mais burros, os mais cabeludos, os mais desprovidos de noção, daqueles nascidos e criados sem senso de humor -- mas juram que têm, coitados, e o fato de as pessoas rirem de dó ou de nervoso quando eles tentam fazer graça só deixa seus cerebrozinhos ainda mais confusos --, com inteligência parca e teimosia de sobra e, pior: 100% refratários à Semancolina. Como é um democrata verdadeiro e um gentleman por natureza, talvez o último espécime das duas raças, ele normalmente não os bloqueia, não manda à merda, não chama os caras daquilo que eles realmente são. Primeiro tenta conversar, argumentar, brincar. Quando não adianta, deixa pra lá. E ali ficam os vira-latas sarnentos, soltos pelas caixas de comentários, cagando nos cantos, mijando no sofá, rosnando pras visitas, encoxando as almofadas e as pernas das moças. Às vezes, por puro cansaço, um ou outro desiste e/ou arruma outro objeto de devoção ao contrário pra atormentar. Me lembro de pelo menos um de direita histérica e um de esquerda idem que, graças a todos os milhares de inexistentes deuses, acabaram por debandar depois de meses ou anos de uivos debaixo da janela. Se fossem seres normais, a falta de resposta faria com que se tocassem e fossem latir noutra freguesia bem mais rápido, mas isso seria esperar demais de tais criaturas. Numa espécie de amor-paixão-e-loucura ao contrário, eles ficam ali, atrás da porta, maldizendo nosso lar, tentando sujar seu nome, se humilhar e se vingar a qualquer preço, adorando-o pelo avesso, só pra provar que ainda são suas... mas divago. O pior é que de vez em quando algum desavisado, achando que o quadrúpede bordel de pulga é cria da casa, ainda lhe faz uma festinha, em forma de um "curtir" ou de uma resposta -- boa ou má, não importa: esses pequenos frankendogs normalmente têm daddy issues gravíssimos eternamente por resolver, e pra eles, palmada é contato, e contato é melhor que indiferença. Pra eles não importa se estão apanhando mais que bode na horta ou levando metros daquilo que Luzia leva por lá: o que vale é que estão na órbita de alguém cuja grandeza, luz e calor são astronomicamente, incomensuravelmente maiores que os eles jamais terão. Pensando bem, acho que agora entendi a paciência do gatim. O sol é para todos.



Escrito por Cynthia às 15h57
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CIDADANIA É O...

O que mais me deixa possessa nessa história de o Cunha foder com a vida do examinador do Detran que reprovou a Cunhetinha nem foi o fato de ele ter feito isso, foi o fato de que, se o cara não fosse irmão do Zico, ninguém o teria defendido e a palhaçada maligna teria ficado por isso mesmo pra sempre. Assim dá até pra entender por que todo bicho-de-pé é louco pra ficar "famoso", aparecer na Caras ou na Globo - ou até, coitados, ser "conhecido" nas redes sociais. É que nesta republiqueta de merda, quem não tem nome nem fortuna é que nem papel higiênico de cadeia: só serve pra bandido passar na bunda e jogar fora.



Escrito por Cynthia às 13h50
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COMO SER UM BABACA E CONTINUAR SE ACHANDO O MÁXIMO

É superfácil, não requer prática nem tampouco habilidade: milhaaaares de pessoas já estão fazendo!
1- Bloqueie nas redes sociais todos que pensam diferente de você.
2- Bloqueie também aqueles que pensam igual a você, mas discordam em um ou outro ponto.
3- Faça campanha pra que seus amigos que sobraram também bloqueiem todos que talvez pensem diferente deles em qualquer ponto.
4- Quando estiver isolado na sua bolhazinha, cercado única e exclusivamente pelos seus clones mentais, faça oitocentos posts por dia sendo ironicozinho, santarrão e palmatória do mundo, fazendo tentativas sem graça de sarcasmo com quem pensa diferente de você (mesmo sabendo que eles não estão mais lá, porque né, você os bloqueou faz meses).
5- Ao ser ironicozinho, santarrão, palmatória do mundo, sarcástico e sem graça pra fazer bonito pros seus univitelinos amiguinhos, não se esqueça de falar "vocês" isso, "vocês" aquilo, colocando a culpa de todos os males do mundo sobre aquelas pessoas que não te leem faz tempo, porque (duh) você as bloqueou. Elas nunca vão saber, ninguém nunca vai desafiar seus argumentos de merda e você não corre o menor risco de ser desmascarado.
6- Se ache muito inteligente e gostosão fazendo isso.
7- Bata uma punheta pra você próprio, afinal, você é um tesão, uma delícia, simplesmente o máximo, néam?


Escrito por Cynthia às 01h13
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VELEIDADE

Vontade de prometer (e cumprir, oras) um puta curso caríssimo para ensinar como fazer tradução EN>PT escrupulosamente bem feita. O problema é que os possíveis alunos poderiam ficar putinhos ao ver que o curso inteiro se resumiria a cinco "mandamentos" simples:

 

1- Saiba sua própria língua, gramática e ortografia inclusas, mesmo que seja para subvertê-las quando - e se - necessário, e tenha um vocabulário amplo e diversificado;

 

2- Saiba inglês pelo menos quase tão bem quanto sabe o português (desde que você já tenha respeitado o primeiro mandamento);

 

3- Não tenha medo de consultar o dicionário, pedir ajuda e, acima de tudo, usar seu bom senso no caso de expressões idiomáticas ou palavras desconhecidas;

 

4- Estude a cultura do país onde a história se passa ou se informe sobre o local onde o autor nasceu/foi criado. Há variações nem tão sutis assim entre o inglês americano, britânico, irlandês, escocês, australiano, canadense, caribenho, sul-africano e outros (e lembre-se de que o Brasil é grande e tem muitos “dialetos”. Tente não se prender demais a palavras e expressões da sua região);

 

5- Não seja burro, desonesto nem preguiçoso.

 

Além dos mandamentos, eu ainda daria, inacreditavelmente, porém inteiramente grátis, um bom conselho: não desanque o trabalho ou valores cobrados pelo coleguinha sem saber se a culpa é mesmo dele (às vezes os revisores cagam um trabalho previamente bem feito, e às vezes um tradutor tem que aceitar pagamento ridículo para não ter que abrir mão de luxos como comer e pagar aluguel, luz e telefone) e sem ter certeza absoluta, compartilhada por pelo menos mais dez pessoas que não sejam suas amigas e/ou parentes, de que o SEU trabalho é bem melhor.



Escrito por Cynthia às 22h54
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BRASIL, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Livros


 


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