MOMENTO JUMENTO

Até hoje o povo “do lado do bem” do FB continua exumando aquele velho papinho de que a palavra "presidenta" é linda porque tá no dicionário e que quem não gosta dela é reaça, chato, bobo, feio e cabeça de mamão. Não vou nem argumentar que "avoar" e "estrupo" (no sentido de violência sexual e não de tropel, estrépito ou estrondo, que realmente existia há tempos) também estão dicionarizadas – não por todos os dicionários, felizmente –, mas nem por isso alguém com bom senso as usaria. Porém quero dizer que eu sei que "presidenta" até existe, sim, mas eu mesma jamais usei nem usarei, não porque tenha cabeça papayaforme ou seja alguma bolsonete desvairada (e existe outro tipo?), mas porque acho o termo extremamente

 

1-    desnecessário,

2-    condescendente,

3-    ridículo e

4-    pejorativo.

 

Desnecessário porque já existe "presidente", que justamente por ser comum de dois gêneros, já define o cargo sem ser preciso determinar a que gênero pertence quem o ocupa – até porque, pra quem tem o mínimo de capacidade cognitiva, dá pra saber se quem está presidindo algo é homem ou mulher.

 

Condescendente porque parece que uma mulher ser presidente é algo tão raro, incomum e incrível, algo nunca antes visto nem futuramente repetido, que precisa ser lembrado e exaltado o tempo todo. Imaginem que coisa idiota e antipática se absolutamente TODAS as vezes que se fosse falar no Obama as pessoas achassem necessário dizer "O presidente negro Barack Obama...", ou só se referir ao Peter Dinklage como “o ator anão”.

 

Ridículo porque quase todo mundo que defende loucamente a versão  “mulheeerrrrrrrrr" da palavra também se bate pelo uso (ridículo) de amigue, queridxs e similares, querendo mudar o idioma à força e se fodendo pras dificuldades que isso traria pra língua falada e pra quem lê em braille, por exemplo.

 

 

Pejorativo – e horroroso – porque, se vocês repararem bem, na nossa língua o sufixo "ento/a" quase nunca evoca nada de positivo (a única palavra agradável que me ocorre com esse sufixo é "suculento"). Ao contrário de "oso/a" e "ado/a", que tanto podem ter conotações elogiosas quanto pejorativas, "ento/a" é na maioria das vezes usado para falar de algo nojento, agourento, purulento, peçonhento, truculento e bolorento. Coisas tipo... sei lá, tipo o atual presidento e todo o seu ilustro gabineto.



Escrito por Cynthia às 16h45
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MENININHA DO MEU CORAÇÃO

Quem odeia ou acha Renato Russo uma porcaria que me perdoe (ou vá à merda, por mim dá no mesmo), mas eu acho um verso dele absolutamente sábio, o tipo da constatação que embute um conselho que todo mundo devia tentar seguir, por mais difícil que seja -- ou até por isso mesmo -- "Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo. São crianças como você, o que você vai ser quando você crescer".
Feliz dia, bebê. Prometo que tô tentando parar. Te amo. Apaixonado


Escrito por Cynthia às 01h59
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FREAK MAGNET BABY

Meu pobre e lindo gatim é uma espécie de Branca de Neve virtual: apesar de atrair muita gente boa, também tem um incrível poder de atração sobre anõezinhos intelectuais e cagarregrinhas idiotas. Felizmente essa praga de madrasta má não funciona ao vivo, só por escrito (senão nem pegava bem pra mim, né?). É um magnetismo animal que, por algum motivo, atrai os piores bichos, os mais burros, os mais cabeludos, os mais desprovidos de noção, daqueles nascidos e criados sem senso de humor -- mas juram que têm, coitados, e o fato de as pessoas rirem de dó ou de nervoso quando eles tentam fazer graça só deixa seus cerebrozinhos ainda mais confusos --, com inteligência parca e teimosia de sobra e, pior: 100% refratários à Semancolina. Como é um democrata verdadeiro e um gentleman por natureza, talvez o último espécime das duas raças, ele normalmente não os bloqueia, não manda à merda, não chama os caras daquilo que eles realmente são. Primeiro tenta conversar, argumentar, brincar. Quando não adianta, deixa pra lá. E ali ficam os vira-latas sarnentos, soltos pelas caixas de comentários, cagando nos cantos, mijando no sofá, rosnando pras visitas, encoxando as almofadas e as pernas das moças. Às vezes, por puro cansaço, um ou outro desiste e/ou arruma outro objeto de devoção ao contrário pra atormentar. Me lembro de pelo menos um de direita histérica e um de esquerda idem que, graças a todos os milhares de inexistentes deuses, acabaram por debandar depois de meses ou anos de uivos debaixo da janela. Se fossem seres normais, a falta de resposta faria com que se tocassem e fossem latir noutra freguesia bem mais rápido, mas isso seria esperar demais de tais criaturas. Numa espécie de amor-paixão-e-loucura ao contrário, eles ficam ali, atrás da porta, maldizendo nosso lar, tentando sujar seu nome, se humilhar e se vingar a qualquer preço, adorando-o pelo avesso, só pra provar que ainda são suas... mas divago. O pior é que de vez em quando algum desavisado, achando que o quadrúpede bordel de pulga é cria da casa, ainda lhe faz uma festinha, em forma de um "curtir" ou de uma resposta -- boa ou má, não importa: esses pequenos frankendogs normalmente têm daddy issues gravíssimos eternamente por resolver, e pra eles, palmada é contato, e contato é melhor que indiferença. Pra eles não importa se estão apanhando mais que bode na horta ou levando metros daquilo que Luzia leva por lá: o que vale é que estão na órbita de alguém cuja grandeza, luz e calor são astronomicamente, incomensuravelmente maiores que os eles jamais terão. Pensando bem, acho que agora entendi a paciência do gatim. O sol é para todos.



Escrito por Cynthia às 15h57
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CIDADANIA É O...

O que mais me deixa possessa nessa história de o Cunha foder com a vida do examinador do Detran que reprovou a Cunhetinha nem foi o fato de ele ter feito isso, foi o fato de que, se o cara não fosse irmão do Zico, ninguém o teria defendido e a palhaçada maligna teria ficado por isso mesmo pra sempre. Assim dá até pra entender por que todo bicho-de-pé é louco pra ficar "famoso", aparecer na Caras ou na Globo - ou até, coitados, ser "conhecido" nas redes sociais. É que nesta republiqueta de merda, quem não tem nome nem fortuna é que nem papel higiênico de cadeia: só serve pra bandido passar na bunda e jogar fora.



Escrito por Cynthia às 13h50
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COMO SER UM BABACA E CONTINUAR SE ACHANDO O MÁXIMO

É superfácil, não requer prática nem tampouco habilidade: milhaaaares de pessoas já estão fazendo!
1- Bloqueie nas redes sociais todos que pensam diferente de você.
2- Bloqueie também aqueles que pensam igual a você, mas discordam em um ou outro ponto.
3- Faça campanha pra que seus amigos que sobraram também bloqueiem todos que talvez pensem diferente deles em qualquer ponto.
4- Quando estiver isolado na sua bolhazinha, cercado única e exclusivamente pelos seus clones mentais, faça oitocentos posts por dia sendo ironicozinho, santarrão e palmatória do mundo, fazendo tentativas sem graça de sarcasmo com quem pensa diferente de você (mesmo sabendo que eles não estão mais lá, porque né, você os bloqueou faz meses).
5- Ao ser ironicozinho, santarrão, palmatória do mundo, sarcástico e sem graça pra fazer bonito pros seus univitelinos amiguinhos, não se esqueça de falar "vocês" isso, "vocês" aquilo, colocando a culpa de todos os males do mundo sobre aquelas pessoas que não te leem faz tempo, porque (duh) você as bloqueou. Elas nunca vão saber, ninguém nunca vai desafiar seus argumentos de merda e você não corre o menor risco de ser desmascarado.
6- Se ache muito inteligente e gostosão fazendo isso.
7- Bata uma punheta pra você próprio, afinal, você é um tesão, uma delícia, simplesmente o máximo, néam?


Escrito por Cynthia às 01h13
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VELEIDADE

Vontade de prometer (e cumprir, oras) um puta curso caríssimo para ensinar como fazer tradução EN>PT escrupulosamente bem feita. O problema é que os possíveis alunos poderiam ficar putinhos ao ver que o curso inteiro se resumiria a cinco "mandamentos" simples:

 

1- Saiba sua própria língua, gramática e ortografia inclusas, mesmo que seja para subvertê-las quando - e se - necessário, e tenha um vocabulário amplo e diversificado;

 

2- Saiba inglês pelo menos quase tão bem quanto sabe o português (desde que você já tenha respeitado o primeiro mandamento);

 

3- Não tenha medo de consultar o dicionário, pedir ajuda e, acima de tudo, usar seu bom senso no caso de expressões idiomáticas ou palavras desconhecidas;

 

4- Estude a cultura do país onde a história se passa ou se informe sobre o local onde o autor nasceu/foi criado. Há variações nem tão sutis assim entre o inglês americano, britânico, irlandês, escocês, australiano, canadense, caribenho, sul-africano e outros (e lembre-se de que o Brasil é grande e tem muitos “dialetos”. Tente não se prender demais a palavras e expressões da sua região);

 

5- Não seja burro, desonesto nem preguiçoso.

 

Além dos mandamentos, eu ainda daria, inacreditavelmente, porém inteiramente grátis, um bom conselho: não desanque o trabalho ou valores cobrados pelo coleguinha sem saber se a culpa é mesmo dele (às vezes os revisores cagam um trabalho previamente bem feito, e às vezes um tradutor tem que aceitar pagamento ridículo para não ter que abrir mão de luxos como comer e pagar aluguel, luz e telefone) e sem ter certeza absoluta, compartilhada por pelo menos mais dez pessoas que não sejam suas amigas e/ou parentes, de que o SEU trabalho é bem melhor.



Escrito por Cynthia às 22h54
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FLA x FLU x FODAM-SE

Os muitos, muitos bois, vacas, cavalos, porcos, galinhas, cachorros, gatos, calangos, cabritos, os vários animais silvestres, pelo menos 25 pessoas e os incontáveis peixes cobertos pela lama tóxica da Vale certamente vão respirar aliviados e magicamente voltar à vida e à saúde no exato instante em que vocês, luminares, decidirem quem é mais culpado, PT ou PSDB, o estatismo ou a privatização, e postarem isso nas redes sociais. Certeza.



Escrito por Cynthia às 13h55
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DIA 23

O vento entra pela janela e faz se mexer, em silêncio, a sacola em cima da cadeira que fica perto do computador. Minha visão periférica pega só o movimento, não a forma ou a cor. Meus ouvidos não pegam nada. Minha memória, traidora, não funciona imediatamente e meu coração-cabeça-de-melão “vê” a Nina mudando de posição em meio a um soninho gostoso na cadeira que era dela. Minha garganta, tadinha, começa a soltar um “soneira, mamãe”, mas a essa altura o cérebro pega no tranco e mete a mão no botão vermelho de pára-tudo (ele é antigo e ainda tem acento), acordando todo mundo e botando ordem na casa. Me recomponho a tempo, exceto pelos capilares, que deixam meu rosto vermelho – provando que sim, eu tenho vergonha na cara, mesmo quando estou só – e pelas glândulas lacrimais, essas tontas, que no susto, fazem meus olhos vazarem um tico. Fico meio irritada com meus sistemas, que já foram mais rápidos e eficazes. Mas a verdade é que graças à lerdeza deles, durante uns dois centésimos de segundo eu até que fui bem feliz.



Escrito por Cynthia às 15h48
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TOUJOURS

Não sou nem finjo ser fofa, meu humor é malvado e minha metralhadora é giratória - muitas vezes acerta meu próprio pé, e daí? - sou irônica, ácida e sarcástica, dou bola fora, passo do ponto, digo o que quero, não peço desculpas a menos que acredite sinceramente que errei, sei o que é sátira mordaz e o que é tentativa vergonhosa de humor bonitinho, não acho graça em videocassetada nem em Dilma Bolada, adoro um trocadalho e acho que “humor” a favor é a mais baixa forma de abjeção escrota que existe, não babo ovo de político superstar, não acho que toda pessoa que pertence a uma minoria é automaticamente santa e à prova de falhas, juro por tudo o que há de mais sagrado que não existe nada sagrado e sei muito bem que não preciso rir quando vejo uma charge. Se ela for boa mesmo, posso inclusive chorar. Oui, je suis encore Charlie.



Escrito por Cynthia às 18h19
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IL PLEUT SUR LES JUSTES

Outra madrugada, outra chuva, tão calada, mansa, discreta, perfumada e maravilhosa quanto a de ontem. Tão leve que, mais uma vez, provavelmente não vai deixar rastros perceptíveis para quem acordar pela manhã. Começo a suspeitar que chove para poucos: só para os fãs, os pluviófilos, os que preferem esperar pela chuva a dormir. Se eu tivesse 5 anos em vez de 50, juraria que chove só pra mim. Melhor ainda: eu acreditaria nisso. Taí uma fé que me faria feliz.





Escrito por Cynthia às 01h43
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THERE'S NO PLACE LIKE HOME

Há exatamente um mês, assim que acabamos de acompanhar a morte da Nina, que havia sido nossa gatinha, nosso amor, nossa encrenca e nosso bebê durante 15 anos, ficando com ela até o último instante, segurando sua patinha, fazendo cafuné e cantando musiquinhas de ninar, os dois ainda destruídos de tristeza, arrebentados de chorar e já com as primeiras fisgadas de uma saudade que promete ser muito longa, o Nelson me disse: "É nessas horas que mais dói não acreditar em sobrenatural. Não conseguir achar que ali dentro havia uma alminha luminosa e meio vesga, que agora está pulando entre as nuvens, correndo atrás de almas de passarinho e borboleta e se enroscando na saia de São Chiquinho.". Eu, que também venho ficando menos crédula a cada dia que passa, disse a ele o que acredito ser a verdade (e ela nem é tão cruel assim): “Ela continua viva sim, lindo, só que no coração da gente. E o seu é um lugar infinitamente melhor, mais doce, carinhoso e macio que o mundo aqui de fora". Quanto ao meu... bom, o meu é meio pedregoso e pouca coisa brota nele, mas o que brota costuma não morrer fácil. A paisagem é meio seca, mas tem flor de cacto, sempre-viva e penhasco pra todo lado, e cê sabe, gato gosta de um desafio de vez em quando. É por isso que eu sei que em dias como hoje, em que volta e meia eu sinto uma dor fininha por dentro, não é nada demais: é só a Nina afiando as garras em alguma parede de rocha no meio desses meus ventrículos e aurículas quase vazios. Logo, logo, a dor passa e é substituída pela maciez quentinha das orelhinhas dela se esfregando nas paredes, pedindo carinho e fazendo ronrom. Não é a eternidade, mas é o melhor que podemos fazer. E algo me diz que, pra ela, só isso já está de bom tamanho.



Escrito por Cynthia às 20h58
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SO IT GOES.



Escrito por Cynthia às 23h02
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Boechat x Mala Feia

Já que o assunto do dia é piroca (by any other name), essa punhe... ahem, esses chiliques e exegeses intermináveis que as delicadas flores  das hostes "do bem" jorram a cada vez que alguém se posiciona contra um babaca obscurantista sem ter antes passado seis meses burilando o texto - e  mostrando a cada uma delas para aprovação e emendas - sempre me faz pensar nas expressões "discussão bizantina" e "debater o sexo dos anjos". É isso aí, elevados espíritos dodóis e progressistas: estamos indo de ré e a pleno vapor rumo ao século XI, e enquanto vocês criam caso com quem está do mesmo lado de vocês por causa de palavras ou expressões equivocadas, impensadamente usadas no calor do momento, os otomanos estão chegando, apedrejando crianças, espancando mulheres, assassinando homossexuais e depredando símbolos que nos são caros. Seremos todos derrotados, dominados e obrigados a andar de saia maria-mijona e cinto de castidade, sem tomar um chopinho e gritando amém e aleluia enquanto entregamos nossa grana pra cada idiota no poder. Mas pelo menos vocês vão estar de consciência limpa por nunca terem falado um palavrão "ofensivo" contra eles ou quem quer que seja. Grande consolo ("consolo" pode?).



Escrito por Cynthia às 16h31
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PSSSSSSSSIU

Demora, demora muito, mas se você tiver sorte, ali pelos 50 anos, você finalmente percebe que não é a sua religião nem a falta dela, nem a sua ideologia política, sua orientação sexual e a frequência com que você a exercita, a cor da sua pele, seus olhos, seus cabelos (ou mesmo do seu botão), seu vegetarianismo ou onivorismo, sua gordura, sua magreza ou seus músculos malhados, seu amor por bicicletas, seu ódio por carros, sua opção por ônibus ou metrô, sua tão propalada preferência por bichos em detrimento de pessoas, sua convicção de ser um ser superior ou sua impressão de que não é melhor do que ninguém, seu curso superior, seu mestrado, seus múltiplos PhDs ou seu fundamental incompleto, seu jeans de marca ou de supermercado, não é sua intelectualidade nem sua "escola da vida", não é seu discurso que não corresponde às suas ações nem suas ações rigorosamente emparelhadas com seu discurso, não é a sua gritaria infernal e incessante nem seu abençoado (ou omisso) silêncio, não é nada disso que faz de você uma pessoa melhor. Se é que você vai melhorar (ou vem melhorando) como ser humano, talvez seja através da capacidade de se questionar e evoluir sempre, ainda que lentamente, de se analisar o tempo todo e de, na dúvida, ou manter sua boca fechada ou, pelo menos, seus dedinhos acusatórios ou bem guardados ou ocupados com algo mais produtivo que siriricar seu ego em público até esfolar o coitado.



Escrito por Cynthia às 16h23
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I WORK ALONE

Tenho um problema sério com grupos. Não gosto de confrarias, igrejas, coletivos, assim como não gosto de Vigilantes do Peso, de fãs de livro/filme/série, macacas de auditório de artistas, políticos ou partidos, enfim, de nada que arrebanhe pessoas de forma programática, estabeleça e restrinja o que é aceitável, premie mentalidade de matilha e puna de variadas formas e em diferentes graus qualquer um que tenha a audácia de pensar, agir ou sentir diferente - inclusive aqueles que nem se afiliaram a qualquer uma dessas merdas pra começar. Sem contar, claro, a pressa com que algum - quando é só um - babaca do grupo sempre vem dar aulinha e lição de moral a quem está tentando ajudar aos outros. A única exceção que eu abri foi deixar meu nome em um grupo de tradutores em que um amigo me inscreveu no FB. Leio muito, raramente dou algum palpite, vejo em silêncio pessoas (brasileiras) que não sabem escrever duas frases em português sem cometer erros crassos de ortografia e gramática dando chiliques plenos de autoimportância em caixas de comentários. Ainda assim, na única vez em que pedi ajuda e em uma das poucas em que ofereci, fui agraciada com condescendência babaca de quem não me conhece (nem tinha cacife pra tanto) e grosseria arrogante de quem não conhece nem a própria língua e nem aquela que se propõe a traduzir. Claro que a culpa é minha. Dessa idade toda e ainda não aprendi que antes forever alone que no meio de gente escrota.



Escrito por Cynthia às 16h19
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